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sábado, 23 de maio de 2020

Em Prova: Tubarão! Pet Nat Palhete 2019

Um vinho que resgata a tradição cultural do vinho de masseiras e a técnica ancestral da espumantização "petillant naturelle". Joint-venture entre Ricardo Garrido - Fotógrafo da Revista de Vinhos e o talentoso enólogo Márcio Lopes. Assistam abaixo ao video onde explicamos tudo isto e provamos o vinho! Um vinho leve, fresco e despreocupado, perfeito para o Verão!



Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Em Prova: Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Bruto Rosé 2017

Rui Lucas, actualmente ao leme do projecto Prior Lucas dá continuidade à tradição familiar do seu bisavô - José Francisco Prior, pequeno agricultor da freguesia de Souselas, que cultivava a vinha e que no seu tempo vendia todo o seu Vinho nas tabernas boémias da academia de Coimbra, bem como de seu pai, José Prior Lucas, que foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Hoje o desafio é o de manter a pequena produção, entre vinha antiga e vinha nova, reagrupando os cerca de 5ha divididos por 7 parcelas onde se preserva a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.

O Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Rosé 2017 foi o meu preferido dos quatro vinhos provados. Um espumante com bolha suave, mousse envolvente, bom corpo e muita frescura, com uma acidez capaz de lhe conferir uma enorme versatilidade à mesa. Um espumante com um lado algo vinoso, capaz de acompanhar uma refeição de inicio ao fim, inclusive ombrear, sem qualquer problemas com o Leitão à Bairrada. Ou como welcome drink, ou até sobremesas. Adorei. 10,50€.

Ver o video completo abaixo:


Prova dos restantes vinhos Prior Lucas, AQUI.

Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 3 de março de 2020

Em Prova: Vinhos PGA (Pedro Guilherme Andrade)

Com formação em Engenharia Agrónoma e especialização em Enologia, Pedro Guilherme Andrade exerceu diversas funções no sector dos vinhos, desde meados da década de 1990. Como enólogo de várias empresas da Bairrada, contribuiu para o movimento de renovação dos vinhos da região, que hoje assumem um perfil mais moderno sem perderem as suas características matriciais. A sua actividade como produtor individual arrancou no final da década de 2000, aproveitando o know-how adquirido profissionalmente e as excelentes condições vitivinícolas da propriedade familiar., resultando na marca PGA

O PGA Heritage Colllection Bruto 2017 é um espumante feito de Bical, Cerceal e Chardonnay. Com estágio mínimo de 12 meses, antes de degorgement, trata-se de um espumante equilibrado, com uma mousse suave e crocante, capaz de ser consensual. Bem desenhado. 10€. 


O PGA Reserva Tinto 2018 feito de Baga e Touriga Nacional, com a barrica um pouco impositiva nesta fase, num conjunto estruturado e a mostrar que é possível beber um tinto com baga em novo. 10€. Finalmente, o meu favorito, o PGA Reserva Branco 2018, feito de Cerceal, Chardonnay e Arinto, um vinho algo exótico e fresco, com bom volume de boca e elegância de conjunto. 10€.

Um projecto, na minha opinião, a meio caminho entre a tradição e modernidade, com muito espaço para crescer.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Radar do Vinho: Prior Lucas

Rui Lucas, actualmente ao leme do projecto Prior Lucas dá continuidade à tradição familiar do seu bisavô - José Francisco Prior, pequeno agricultor da freguesia de Souselas, que cultivava a vinha e que no seu tempo vendia todo o seu Vinho nas tabernas boémias da academia de Coimbra, bem como de seu pai, José Prior Lucas, que foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Hoje o desafio é o de manter a pequena produção, entre vinha antiga e vinha nova, reagrupando os cerca de 5ha divididos por 7 parcelas onde se preserva a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.

O Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Rosé 2017 foi o meu preferido dos quatro vinhos provados. Um espumante com bolha suave, mousse envolvente, bom corpo e muita frescura, com uma acidez capaz de lhe conferir uma enorme versatilidade à mesa. Um espumante com um lado algo vinoso, capaz de acompanhar uma refeição de inicio ao fim, inclusive ombrear, sem qualquer problemas com o Leitão à Bairrada. Ou como welcome drink, ou até sobremesas. Adorei. 10,50€.
O Espumante Falala Bruto Blanc des Noirs 2017 trata-se de um espumante muito fácil de beber. Daqueles que "escorregam" muito bem. Tem uma bolha agradável, mousse boa, apresentando-se muito correto, de novo muito fresco e com aromas florais e maçã verde, com um final mais frutado, o que o torna bem apelativo. Ideal para quem pretende se iniciar no mundo dos espumantes, com um produto de qualidade. 9,90€ Falala é o nome da filha de Rui Lucas.
Prior Lucas Tinto 2016. Cada ano é diferente para este vinho que representa o blend das parcelas que o constituem, resultante do comportamento das castas naquele ano. Baga, Tinta Roriz e Syrah,  num vinho de introdução à Baga e à Bairrada. Tem uma acidez equilibrada e é bastante leve. Descomplicado e fácil de beber por qualquer um. Elegante, fresco e versátil à mesa. Um vinho para se ter sempre em casa. 8,90€
Prior Lucas Branco 2018. Bical, Maria Gomes e Chardonnay. Discreto de aroma, elegante, salino e com boa estrutura. Um branco para comida. Apenas lhe falta um pouco mais de nervo, que tanto caracterizam os brancos bairradinos de que tanto gosto. Contudo tem uma acidez boa e versatilidade para se comportar bem à mesa. 10€.

Sérgio Lopes

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Em Prova: Novos vinhos Lagoa Velha

A Quinta da Lagoa Velha é um projecto com tradições familiares na produção de vinho, na região da Bairrada, mais propriamente em Vilarinho do Bairro. Tomei contacto com os seus vinhos através dos pouco usuais blends de uvas brancas com uvas tintas dos quais se aguardam as novas colheitas. Para já, falo-vos da nova imagem, muito mais clean e moderna e de dois novos vinhos do segmento de entrada. São eles um espumante, o Lagoa Velha Bruto 2018, feito de Chardonnay, Bical, Arinto e Baga, muito equilibrado, com um nariz complexo qb que "ameaça" doçura, logo contrabalançado na boca com uma belíssima acidez. A mousse é agradável e a bolha nada agressiva, o que prova que é possível fazer um espumante gastronómico, para todos os dias e com versatilidade à mesa por menos de 6€!. O segundo vinho é um tinto, o Lagoa Velha Reserva 17, feito de Touriga Nacional Merlot e Baga, apresentando fruta em abundância, taninos firmes mas polidos e uma boca seca e de volume médio. Um tinto a mostrar bem a Bairrada, também bastante equilibrado e nada cansativo. Ambos os vinhos a um PVP de 5,95€, óptimos para o dia-a.-dia.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Em Prova: Espumante Vértice Gouveio Bruto 2011

Este espumante é elaborado rigorosamente de acordo com o método clássico, a partir de uma selecção de uvas da casta Gouveio, plantadas nas encostas frescas e elevadas do Cima Corgo, sub-região do Douro. O Vértice Gouveio Bruto 2011 é um espumante que deve ao tempo a sua complexidade, passando por um estágio em garrafa de 60 meses no mínimo– uma exigência do produtor, Celso Pereira. A mais recente edição no mercado, de 2011, o degorgement foi efetuado em Janeiro de 2019, como mencionado de forma bem visível na parte traseira da garrafa (o que se saúda!). Estagiou, por isso, em garrafa, 8 anos (96 meses) antes de ser colocado no mercado!

O resultado é um espumante de classe mundial, brilhante em todos os sentidos. Com uma mousse super envolvente e uma bolha fina, mas explosiva. A minha mulher descrevia a bolha de forma visual como "as ondas que batem nas rochas e fazem abundante espuma branca". Parece-me uma analogia perfeita. A boca é de facto muito complexa com alguma panificação, citrinos em abundância e muita muita frescura, terminando bem longo, com uma tensão enorme. Delicioso! PVP: 25€

Sérgio Lopes

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Fora do Baralho: Quinta de Sanjoanne Espumante Grande Reserva Brut Nature 2011

Este foi o espumante que acompanhou a passagem de ano para 2020. Blend de Avesso e Arinto, oriundo de Amarante, com 4 anos de estágio em cubas de inox mais 4 anos em garrafa, com o degorgement a ser efetuado apenas em Setembro de 2019. Trata-se de um espumante que é a "cara" do produtor, ou seja, super fresco, extremamente seco e com uma acidez acutilante. A bolha é fina e o espumante é muito elegante e complexo, com uma mousse boa, com cremosidade (preferia um pouquinho mais). Para mim, é claramente um espumante para a mesa, para acompanhar a refeição, dada a sua acidez e frescura minhota. Fora do baralho para a região, mas totalmente em linha com aquilo que o produtor nos tem habituado! PVP: 27€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Em Prova: Quinta de São Lourenço Espumante Bruto 2008

Ainda na memória do grande evento que foi o "Aqui na Bairrada", o destaque vai inteirinho para o espumante Quinta de São Lourenço Bruto Branco 2008, das Caves São Domingos, que foi considerado o melhor vinho em prova no Concurso de Espumantes e Vinhos da Bairrada, sendo por isso agraciado com a Grande Medalha de Ouro. Bravo. Não seria provavelmente o melhor de todos os vinhos a concurso, pois haviam também brancos e tintos de grande qualidade - seria sempre relativo, mas chegou à final e venceu! dignificando assim um produto tão conotado com a Bairrada, o seu espumante. Curiosamente, o topo foi alcançado pelo espumante com mais tempo de estágio em concurso, o que diz muito do caminho que os espumantes podem e devem seguir... 

Quanto ao espumante, é feito de  Baga , Maria Gomes e Arinto, sendo que as duas últimas, as uvas brancas, estagiam por 3 meses em barricas de carvalho francês. Seguidamente, estagia em cave pelo menos 6 anos, antes do engarrafamento final, sendo que o provado por nós, teria cerca de 10 anos de garrafa antes de degorgement, pois é degorjado faseadamente.... O resultado é um espumante complexo e sedutor. Apesar de ser de 2008, a bolha é elegante mas muito presente. Gastronómico, apresenta uma mousse deliciosa e notas de bolo inglês, terminando com bela persistência.

A edição deste espumante de 2007 já tinha feito um enorme furor e deu enorme prazer (comprei caixas). O 2008, apesar de ligeiramente abaixo, na minha opinião, continua a ser uma pequena "pérola", a confirmar-se pelo belo resultado conseguido no certame "Aqui na Bairrada". Parabéns à equipa das Caves São Domingos! PVP: 9,50€. Garrafeiras.

*Foto cortesia de Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)

Sérgio Lopes

terça-feira, 23 de julho de 2019

Em Prova: Quinta Vale D'Aldeia Espumante Bruto 2015

O Quinta Vale D'Aldeia Espumante Bruto 2015 é feito de 50% Viosinho e 50% Rabigato, de vinhas plantadas a 550 metros de altitude. Com fermentação efetuada parcialmente em barricas de carvalho francês, estagia sobre borra fina durante 6 meses, com batônnage periódica, ocorrendo a segunda fermentação em garrafa pelo método clássico.

Trata-se de um espumante muito equilibrado, com alguma fruta e biscoito presentes no nariz. Na boca a bolha é fina e com uma mousse agradável. Termina fresco, com boa acidez e com uma leve sensação de doçura que o torna versátil de principio ao fim da refeição, inclusive quiçá acompanhando sobremesas. Um espumante do Douro Superior bastante competente. PVP: 14,50€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes




sábado, 20 de julho de 2019

Em Prova: São João Espumante Bruto Reserva 2016

Depois de muito pensar num espumante para celebrar o batizado do meu filho, acabei por selecionar este bairradino São João Espumante Bruto Reserva 2016. Precisava de um espumante que fosse complexo o suficiente, sem ser em demasia, para poder agradar a enófilos e a bebedores tradicionais, deste tipo de cerimónias. E foi isso mesmo conseguido. Um espumante constituído pelas castas Bical (35%), Chardonnay (20%), Arinto (10%) e Maria Gomes (35%), com 20 meses de estágio em garrafa, sobre borras. O resultado é um espumante muito equilibrado, com um ataque super fresco e alguma complexidade, com ligeira tosta, muita fruta citrina e algum leve floral. Mousse boa, bolha porreira, acidez no ponto, boa estrutura e final super fresco e crocante. Por pouco menos que 6€ estamos na presença de uma extraordinária escolha a um preço de arromba. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Em Prova: D. Graça Espumante Bruto Natural 2015


Este espumante, o D. Graça Bruto Natural Viosinho, produzido pela Vinilourenço é proveniente do Douro Superior. Este produtor lança todos os anos um branco reserva feito precisamente da casta Viosinho plantada a 700m de altitude, que é de grande qualidade, pelo que foi natural explorar esta casta um pouco mais e ver qual seria o resultado em espumantizá-la. Foi o primeiro produtor a utilizar o Viosinho para espumante e o resultado é bem agradável.

Bruto natural, o que significa sem adição de açúcar, é um espumante com um aroma delicado e simultaneamente complexo. Notas de brioche e panificação, juntamente com laivos citrinos. A boca tem alguma austeridade a pender para o lado mineral, mas a bolha é fina e a mousse cremosa, mostrando-se seco e muito refrescante, crocante, com pendor gatsronómico. Gostei e recomendo. PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Em Prova: Identidade IM espumante Bruto Natural 2016

Os vinhos "Identidade" são vinhos de boutique criados pelo Sommelier Pedro Martin, inspirados no carácter dos seus dois filhos (Identidade AM e OM) e mais recentemente, na sua esposa Inga Martin, uma mulher beirã, que adora espumantes, por isso designado Identidade IM

Se os vinhos anteriores eram um tinto e um branco respectivamente, neste caso, temos assim um espumante bruto natural, feito na bairrada, mais propriamente nas Caves São João.

Feito de Arinto (40%), Bical (40%) e Chardonnay (20%), estagia em garrafa por 20 meses. 

O resultado é uma bonita e acertada homenagem à sua esposa, seguindo a linha dos vinhos anteriormente feitos, ou seja, cheio de personalidade e traduzindo essa identidade que o próprio nome sugere. Um espumante que mal cai no copo e se olha para a mousse bonita e espessa, se prevê que estamos na presença de algo bom. Com notas de maçã verde, a bolha é fina e delicada qb, a mousse confirma-se na boca muito cremosa, resultando num conjunto fresco, seco, elegante, mas com estrutura. De perfil algo "champanhês", mas com alguma austeridade bairradina, perfeito para a mesa. Apenas produzidas 1000 garrafas. 

PVP 20€. Disponibilidade: Martin Boutique Wineries

Sérgio Lopes

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Em prova: Almeida Garrett Espumante Super Reserva Bruto Natural 2014


O projeto Almeida Garret é proveniente de Tortosendo, Covilhã e são pioneiros na aposta em Chardonnay, com vinhas com mais de 35 anos. Se os brancos produzidos desta casta já nos tinham deixado impressionados AQUI, o espumante também não ficou atrás! Antes pelo contrário. O Almeida Garrett Espumante Super Reserva 2014 é um bruto natural (sem adição de açúcar), feito 100% da uva Chardonnay. 

A fermentação em barricas de carvalho francês e os 36 meses em garrafa resultam num conjunto complexo e fino. Aroma a panificação e notas amanteigadas, com maçã madura. Boca com mousse delicada, bolha finíssima, apontamentos de brioche e frutos secos, amparados de novo pelas notas manateigadas da casta chardonnay. Final muito refrescante e longo. 

Um espumante com classe ao bom estilo champanhês, proveniente da... Beira Interior. Muito bem! PVP: 20€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Em Prova: Murganheira Espumante Vintage 2007

Por qualquer razão, nunca tinha escrito umas palavras sobre este espumante; talvez por ter tanta classe que é dificil de descrever, assemelhando-se claramente a um (bom) champagne. Melhor do que muitos!

É feito 100% de Pinot Noir, na Távora Varosa, região onde se localizam as Caves Murganheira. O método de vinificação champanhês recolhe da casta Pinot Noir o "le coueur de cuvée", ou seja literalmente, o coração da primeira prensagem, a porção de maior qualidade do meio da prensagem, excluindo a primeira e última prensagem. Depois repousa em cave por cerca de 10 anos, antes de degorgment.

O resultado é um espumante cheio de classe, muito complexo e fino, com mousse perfeita e as notas de panificação e frutos secos tão apelativas de um bom champanhe - perdão grande espumante. Tudo num equilibrio e com um finesse, impressionantes. Nas garrafeiras encontra-se disponivel entre os 25€ a 30€. Apenas 15.000 garrafas produzidas. Imperativo ter em casa para, no minimo, brindar a uma celebração especial. Destaquei o Murganheira Vintage 2007 apenas porque é o que tenho em casa, mas bebi às cegas recentemente o 2006 e estava igualmente fabuloso, pois estes espumantes aguentam largos anos em garrafa.


Fabulosa e inacreditável foi a prova que a foto acima documenta - uma prova vertical desta referência, dos anos 2000 a 2012 e com uma qualidade monumental, impossivel de descrever por palavras. A prova foi proporcionada por Marta Lourenço, enóloga da Murganheira, e que desde que se encontra à frente dos destinos enológicos da companhia, revolucionou a Murganheira, garantindo a entrada de novas referências e um elevado standard de qualidade e consistência, ano após ano. 

A mais recente colheita no mercado do Murganheira Vintage é o 2009 (2008 esgotou no produtor), mas ainda se encontram os anos 2008 e 2007 em algumas garrafeiras. Eu sugiro, começem por comprar (e beber) o 2007 e depois seguindo para os outros, pois só ganhamc om o tempod e garrafa!

Sérgio Lopes

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Em Prova: Íssimo Espumante Baga Bairrada 2013

O projeto Baga Bairrada vai ganhando novas referências, com espumantes feitos exclusivamente da casta Baga na região, pretendendo alargar o consumo desta bebida a um público mais vasto e abrangente. O Íssimo é proveniente das Caves Arco do Rei e tem enologia de António Narciso, enólogo com créditos firmados na região do Dão (Quinta da Fata, Quinta Mendes Pereira, entre outros). Trata-se de um Blanc Des Noirs, de Baga, onde destaco as notas tostadas e de panificação, que muitas vezes não estão presentes nesta gama. A boca é envolvente, com mousse equilibrada e os frutos secos a sobressairem, bem como alguma fruta (maçã). Com bom volume, termina bem agradável e de pendor gastronómico. É muito versátil à mesa, pelo que convém ter algumas garrafitas por perto para ir consumindo em diversos momentos. Inclusive a solo. PVP: 10€. Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Em Prova: Messias Grand Cuvée Blanc de Blancs Bruto 2011


Acho que nunca tinha falado neste espumante, que é presença assídua cá em casa, quando se quer beber algo mais especial. É da Messias e é um Blanc de Blancs de 2011, o que significa que é produzido 100% de castas brancas, neste caso de uma só casta - a francesa Chardonnay. É espumante bruto natural, ou seja, não tem qualquer adição de açúcar, daí a menção no rótulo à expressão "dosagem zero". 

Resulta num espumante bem complexo, fruto dos seus 4 anos mínimos de estágio em cave sobre borras, antes do degorgement. Um espumante com um nariz muito elegante, com uma acidez incrível, e muito equilibrado. Mousse deliciosa, frutos secos, bolha delicada, algum biscoito e muita frescura. A boca cremosa e a nota dominante de equilibrio e acidez crocante, puxa a beber mais um copo. Termina longo e com grande prazer. 

É o topo de gama da Messias, que por apenas cerca de 15€ nos apresenta um espumante de elevada qualidade ao melhor estilo champanhês. Disponibilidade: Garrafeiras. Loja da Bairrada.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Em Prova: Casa do Canto Espumante Baga Rosé 2014

            

Feito por Osvaldo Amado, que está a dar uma força  ao projeto Casa do Canto, que apesar de tradição secular na produção de vinho, confesso que desconhecia. Provei o espumante Rosé, feito 100% da casta Baga e gostei bastante. Não se trata de um rosé de piscina, nem era esse o propósito. Desde o inicio foi pensado para a mesa, com um minimo de 12 meses de estágio antes de degorgement e entre 12 a 24 meses em garrafa, posteriomente. Apresenta uma cor salmão bem carregada, com tons avermelhados. O aroma é complexo com algumas notas de redução, mas com presença de alguma fruta fresca, sobretudo vermelha, lá pelo meio. Boca com boa mousse, cheia, crocante, envolvente, alguma panificação e final refrescante, que sem ser muito longo, pede uma comida. Curiosamente (ou talvez não) ligou muito bem com o Leitão trazido do Pedro dos Leitões e que estava óptimo! PVP: 6,65€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Em Prova: Messias Grand Cuvée Brut Millésime 2014


Messias Grand Cuvée Brut Millesime 2014 é um espumante com um nome champanhês, proveniente das Caves Messias. Feito de Arinto, Bical e Chardonnay e com alguns anos de garrafa em cima, aparece muito equilibrado e prazeroso. Tem muita qualidade para o preço que apresenta (6€ na loja do produtor) e dá prazer. Apresenta-se versátil, fresco com citrinos, mas também alguma panificação o que lhe confere uma complexidade bem interessante. Bolha fina, cremosidade e final refrescante e longo, num espumante para beber durante todo o ano. Daqueles bolhinhas para ter lá por casa. Mesmo com o rótulo encarnado... ;-)

Sérgio Lopes


quarta-feira, 28 de março de 2018

Em Prova: Marquês de Marialva Espumante Bical & Arinto Reserva Bruto 2014


Este espumante da Adega de Cantanhede, feito por Osvaldo Amado está realmente bem posicionado, entre o "normal" (<5€) e o Grande Cuvée 2011, que é uma delicia -  by the way, mas já custa mais de 15€. Feito de Bical e Arinto em partes iguais, o  Marquês de Marialva Espumante Bical & Arinto Reserva Bruto 2014 apresenta um cor citina esverdeada, com bolha fina. O nariz mostra um lado citrino evidente com algum fruto seco à mistura. Na boca, apresenta uma mousse crocante, confirmação do lado citrino e mostra-se muito fresco, terminando bem agradável. Uma excelente proposta, abaixo dos 10€. PVP: 8€. Disponibilidade: Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Em prova: São Domingos Elpidio Espumante Bruto

Por vezes temos a tendência de escrever e falar apenas sobre vinhos e espumantes de topo e de certa forma negligenciamos alguns valores seguros (ainda que de forma inconsciente). É o caso deste espumante produzido pelas Caves São Domingos, feito em igual proporção de Chardonnay e Arinto, um espumante de bolha fina, fresco, complexo qb entre as notas de fruta branca e algum fruto seco, com o lado citrino que lhe confere a tal frescura e que o torna num excelente aperitivo. Por 8€ temos bolhinhas bem interessantes e que vão agradar de uma forma geral. PVP: 8€. Disponibilidade: OnWine.

Sérgio Lopes