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segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

PONTAS SOLTAS ESPUMANTE GRANDE RESERVA BRUTO NATURAL 2017

Segunda edição deste espumante único, feito no Douro, da casta Tinta Francisca, pela @teixeirajustina

Era para ser aberto na passagem de ano, mas o "bicho" não deixou! 
😡😠
.
Já começava a ser uma tradição. Mas abrimos dois dias depois.

E meus amigos, está uma delícia!

Se a primeira edição, apresentava um vinho giro, uma curiosidade, este está ainda melhor e prova que será uma confirmação.

Bruto Natural, não tem qualquer adição de açúcar.

O resultado é um espumante com bolha presente mas nada agressiva. Pelo contrário. Nariz com alguma panificação, fruta branca tipo meloa e também maçã verde. Boca com excelente mousse, delicada, muito fresca e de final longo e apetecível.

A edição de 2016 remetia para uma certa doçura frutada. Nesta edição aparece mais seco e levemente austero, sem perder a delicadeza.

O melhor espumante do Douro, á parte (naturalmente) dos Vértice. Pvp 30eur.

Bravo.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Em Prova: Pai Abel Espumante Bruto Natural Grande Reserva 2016


Novidade proveniente da @quintadasbageiras , este espumante, bruto natural (zero adição de açúcar), como são todos os desta casa, foi obtido a partir de uvas das castas Bical (80%), Chardonnay (15%) e Cercial (5%). Fermentação espontânea em barricas de carvalho usadas. Espumantizado em março de 2017 com estágio em cave por 4 anos. Degorgement em Maio de 2021.

Esta casa para além de produzir vinhos excecionais, também faz bons espumantes.

Este é provavelmente o melhor de todos.

Atinge um nível de frescura e intensidade nunca alcançado antes. A bolha bem presente como é o estilo da casa, está lá. É também extremamente seco e para a mesa, como Mário Sergio gosta. A fermentação em barrica conferiu um lado sério ao conjunto que precisa de um pouquinho mais de garrafa para "acalmar" e abrir um pouco mais.

Um grande espumante em intensidade e frescura. Pvp 60eur

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

TRABUCA ESPUMANTE GRAND CUVÉE BRUT NATURE 2016


Projecto pessoal, praticamente de família de Pedro Guilherme Andrade (Vinhos PGA), que contempla um branco, um tinto e este espumante, bruto natural, feito pelo método classico, de Baga(40%), Chardonnay(40%) e Cerceal (20%).
Os mais de 48 meses minimo de estágio em garrafa antes do degorgement, fazem deste espumante um caso sério na região, dada a sua complexidade e finesse.
O nariz é muito fino e com um misto de notas já de panificação/brioche mas também e surpreendentemente de maçã verde. Na boca, a mousse é bem bonita e cremosa, tal como a bolha fina, que transpira classe. Termina longo, seco e sofisticado. Parabéns. Pvp 55eur.

sexta-feira, 17 de setembro de 2021

QUINTA DO ROL ESPUMANTE EXTRA BRUTO GRANDE RESERVA ROSÉ 2010

Quinta do Rol situa-se na Lourinhã, pertencendo por isso à região de Lisboa, uma região que merece cada vez mais a nossa atenção.

Este espumante é 100% pinot noir e estagia no minimo 7 anos em cave, antes do 'degorgement'. Está um espumante muito bom.
 
De cor salmão, nariz delicado com alguma fruta, biscoito e um lado vegetal que acompanha a boca. Seco (extra bruto), com boa mousse, bolha fina, final longo com finesse e esse toque vegetal a puxar para a mesa.
 
A um preço muito convidativo que facilmente se encontra por exemplo na loja do produtor. Pvp 16eur.
É este o caminho dos grandes espumantes portugueses. Estágio prolongado em cave prior ao degorgement e as castas apropriadas ao terroir certo. É preciso tempo...

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

PONTAS SOLTAS 'SUMMER EDITION' ESPUMANTE BRUTO NATURAL 2017

Antes de mais, nada de comparar este "bolhas" com o singular Tinta Francisca. Este @pontassoltasdouro justamente apelidado com o cognome 'summer edition' é um produto diferente, um blanc des noirs das outras uvas tintas da casa (feito contudo no mesmo ano). O licor de expedição é também diferente com um toque de vinho do Porto.

Resulta num espumante alegre, complexo qb, com alguma panificação, fruta leve e delicada, maçã verde, bolha presente sem ser agressiva e final refrescante. Pvp 15eur.

500 garrafas produzidas.

@bustowine

sábado, 14 de agosto de 2021

VALADOS DE MELGAÇO ESPUMANTE ALVARINHO RESERVA EXTRA BRUTO 2017

Quando penso em espumante, normalmente não escolho alvarinho. Ou seja, acho que ainda não bebi "the one". Já nos vinhos brancos é outra coisa... aí o alvarinho dá cartas!

Contudo este espumante está muito bem conseguido.

Complexo qb com notas de maçã verde e herbáceas. Boca com bolha até fina, alguma mousse e um final muito refrescante, seco e de bom comprimento.

Acho que dignifica e bem a casta e a região. Não sendo brilhante, está bastante bem conseguido. Parabéns @artur_meleiro

Pvp 19eur

sexta-feira, 9 de julho de 2021

RAZA PET-NAT

A Quinta da Raza, com cerca de 40 hectares, situa-se em Peneireiros, Celorico de Basto, Sub-Região de Basto (DOC), em plena Região dos Vinhos Verdes. As marcas Dom Diogo e Quinta da Raza fazem parte de um portfólio que agora soma 3 vinhos mais naturais e com menos intervenção, dois espumantes Pet-Nat e um tinto de vinhão, pois claro, o Tinto-Nat.

A imagem é muito gira e alusiva à biodiversidade das vinhas da quinta, com retratos da Joaninha, da Crisopa ou do Carabidae, auxiliares preciosos no controlo das pragas.

O Raza Pet-Nat Branco é feito 100% Trajadura, enquanto que o Raza Pet-Nat Rosado é composto por Padeiro e Vinhão. Ambos são altamente refrescantes, com bolha equilibrada, com notas de fermentação e pouco alcool como deve ser. O branco a lembrar fruta de pomar. O rosado mais na linha da fruta fresca silvestre. O final não é muito intenso, mas são espumantes francos e a um preço acertado na categoria pet-nat de cerca de 8€. O rosado talvez um pouco mais complexo e versátil que o branco, na minha opinião.
O Raza Tinto-Nat foi talvez o mais surpreendente dos 3. Não se tratando de um espumante, é contudo um vinho de vinhas velhas replantadas e produzido com o minimo de intervenção. O resultado é um tinto fresco e com o corpo do Vinhão mas sem a agressividade de taninos que às vezes encontramos. Carregado de fruta preta, o seu final refrescante e boa acidez convida a acompanhar a nossa comida portuguesa sem problema. Pvp 8eur.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Radar do Vinho: Espumantes Hehn

 
É na região da Tavora-Varosa, local de excelência para a produção de espumantes de qualidade, que se situa o projecto Hehn.
De origem marcadamente Alemã, esta família está no mundo dos vinhos desde 2005. Extraindo toda a frescura da altitude e aliando essa mesma a tradição de espumantizar, @marcos_hehn.ps presta homenagem aos monges de Cister que introduziram a espumatização no nosso pais.
O Espumante Hehn Rosé 2016 é feito de Touriga Nacional e passa no minimo 18 meses em cave, antes do degorgement. É um rosé muito giro e agradável, equilibrado no binômio bolha/mousse, entre notas de fruta vermelha fresca e alguma panificação, num registo seco qb, versátil, tanto apto para momentos de celebração/aperitivo como para ir à mesa, naturalmente. Pvp 13eur
O Espumante Hehn Reserva 2013 tem no minimo 24 meses de cave. Contudo, o que eu bebi, tive a sorte de ter sido degorjado em... 2019! Estava delicioso. Aqui o registo é um pouco mais abrangente, pois apesar de ser bruto, apresenta quase 7gr de açúcar residual que no entanto se esfumam praticamente nas 7 gr de acidez que tem. Resulta num espumante complexo, redondo, com uma boa mousse, bolha presente e muito fresco. Este espumante também se bebe por si só ou claro à mesa. Pvp 13eur
O Espumante Hehn Velha Reserva 2011 é já outro campeonato. Malvasia fina e cerceal compõe este espumante com longo sono em cave antes de degorgement. Bruto natural (zero gramas de açúcar) é um espumante para comida ou início de refeição. A bolha é fina e bem presente, com boa agulha e a mousse muito envolvente. A sua acidez elevada torna-o super refrescante e em suma, uma delícia para quem apreciar alguma intensidade sem no entanto perder o equilibrio. Um belissimo espumante. Pvp 20eur
Um projecto claramente a ter debaixo do radar cujos vinhos podem ser adquiridos online.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Radar do Vinho: Ládano

O projecto @ladanowines nasce em 2018, pelas mãos de Daniel Carvalho Costa, oriundo de vinhas quase centenárias, situadas em Freixo de Espada à Cinta. O mote é o de expressar o terroir do Douro Superior e da vinha velha, resultando em vinhos distintos, com pouca intervenção e com fermentação espontânea. O nome advém da resina que provém da planta esteva, planta tão característica nos descritores senhoriais durienses.
Ládano Pet Nat 2020. Primeira edição. Viosinho e Síria em partes iguais. Muito refrescante! Apesar dos 7 de acidez, a fermentação malolatica (palavrão enochato) tornou-o mais civilizado e por isso com uma mousse mais suave e muito fácil de beber. Talvez lhe falte apenas um pouco mais de "kick" final. Por outro lado, é preciso ter cuidado para não se esvaziar a garrafa rapidamente de tão agradável que é...! 14eur
Da gama unoaked, são produzidos um branco, um rosé e um tinto. Ladano Unoaked Tinto 2018 - Equilibrado, com tanino vivo, fruta vermelha algum toque vegetal, bem conseguido no geral. Ladano Unoaked branco 2020 - foi o meu preferido de todos os vinhos provados. Impressiona a sua frescura e facilidade de prova. Citrino, mineral, com uma acidez incrivelmente equilibrada que nunca magoa (mesmo sendo um vinho de 2020). O final é médio mas dá imenso gozo a beber. Pvp desta gama 9eur.
Da gama reserva, tinto e branco, estiveram "taco a taco", com o branco ligeiramente acima. Ládano reserva tinto 2017, vinhas com 70 anos, 12 meses de estágio em barrica velha. Um tinto com boa presença e complexidade, taninos aveludados, fruta em bom plano, claramente para a mesa, sempre com enorme frescura. O Ládano reserva branco 2019 muito giro! Um branco original. 90% rabigato e 10% de arinto. A mineralidade do rabigato e a untuosidade e fruta madura fresca tipo cristalizada conferida pelo contacto com a madeira, torna-o bem atraente. Cremoso e muito fresco, sempre equilibrado e muito prazeroso. Gostei muito.Pvp de ambos 14.5eur.
Vinhos com um perfil muito fresco e sem extração, que mostra um caminho do Douro que se saúda! Parabéns.

 Sérgio Costa Lopes

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Em Prova: Sem Igual Espumante Pet Nat Rosado 2019

 

O casal João Camizao e Leila estão por trás do projecto 100 Igual, localizado em Meinedo - Lousada, a apenas 40 minutos do Porto. Vinhos secos, muito frescos e gastronómicos que precisam de tempo em garrafa.
O Sem Igual Espumante Pet Nat Rosado 2019 é produto das castas Touriga Nacional e... Baga! Das vinhas mais novas. O resultado um vinho desconcertante. A cor é de um laranja claro, turvo no copo, uma vez que este tipo de vinho não tem filtração (nem adição de sulfuroso). Nariz com explosão de frescura e notas leves perfumadas de fruta vermelha (morango/framboesa) e pedra molhada. Na boca é fresco, seco, com bolha presente mas nada agressiva nesta fase, terminando com uma acidez deliciosa que nos faz querer beber mais um copo.
Um vinho altamente versátil à mesa, que pode acompanhar entradas, pratos leves e até sobremesas.
Numa altura em que começam a sair para o mercado os pet nat 2020, impressiona a forma magnífica em que este 2019 se apresenta. Uma primeira edição de sucesso. Pvp 18eur

facebook.com/contrarotulo

Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Prova dos vinhos Montes Claros

A Adega de Borba apresentou em Junho de 2020, a nova imagem da sua gama de vinhos Montes Claros, uma das mais antigas e reconhecidas marcas em Portugal, nascida nos anos 40 do século XX.

Desta gama fazem parte seis vinhos, agora com uma imagem rejuvenescida e mais apelativa. Vinhos alentejanos frescos e equilibrados que provamos.

Os Montes Claros colheita, branco e tinto, são frescos e fáceis de beber, apelativos, consensuais, com acidez suficiente para ir à mesa. Pvp 8eur
Os Montes Claros reserva, também branco e tinto, apresentam um grau de complexidade superior. São ambos bem conseguidos, sem excessos de madeira e claramente gastronómicos. Gostei. 13€

O Montes Claros espumante não foi do meu agrado.

Finalmente o Montes Claros Garrafeira tinto, das vinhas mais antigas e com passagem por barrica nova por 12 meses, com posterior estágio em garrafa por 30 meses. Um vinho complexo, que combina uma certa maciez e elegância conferida pelo tempo em garrafa, com a intensidade do terroir alentejano, com taninos firmes, final longo e a pedir uma comida mais forte para acompanhar. Bom vinho. 20€

domingo, 20 de dezembro de 2020

Provas em Casa - T2 - EP25 - Murganheira Espumante Millesime 2008

Espumante com 10 anos em cave antes de 'degorgement". Classe pura! Para assistir ao video completo da prova, abaixo. 


Sérgio Costa Lopes

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Radar do Vinho: Valle da Fonte (Winecom)

A Winecom é uma empresa familiar criada em 2008 que produz vinhos do Douro e azeite de Trás-os-Montes. A sua criação deveu-se ao forte desejo de seu mentor, que depois de décadas de produção de uvas e azeitonas de excelente qualidade que seriam mais tarde vendidos a grandes empresas e propriedades existentes, decidiu abraçar o desafio de produzir grandes vinhos e azeites em nova fase da sua vida. Os vinhos com a marca Valle da Fonte provêm de vinhedos em pleno coração do Douro -  Ervedosa e Valença do Douro, com parcelas distintas e separadas por tipo. O azeite vem de Mirandela.

O Valle da Fonte Espumante Reserva Bruto 2016 foi uma agradável surpresa. Excluindo o mestre Celso Pereira e os seus Vértice, a região Duriense não é pródiga em espumantes. Contudo, este espumante, talvez por resultar de uvas de altitude, mostra-se equilibrado, com uma mousse nada agressiva, persistente até, uma boca fresca e elegante, com cremosidade e final harmonioso e suave. Nada mal para uma primeira edição. Estaremos atentos às próximas. 14€, Apenas 1000 garrafas deste ensaio.
O Valle da Fonte colheita branco e tinto são ambos vinhos equilibrados e fáceis de gostar, - o tinto bom para a mesa, o branco pode servir para inicio de refeição e acompanhar também pratos de peixe ou comidas mais leves. Vinhos corretos, sem deslumbrar, a um PVP de 7,5€

O Valle da Fonte Reserva Branco foi o meu favorito. Feito de Viosinho, Rabigato e Gouveio, teve passagem por madeira. Essa passagem conferiu notas amanteigadas a um vinho com uma boca elegante e fina, fresco, cítrico e untuoso, com final delicado. Muito interessante. PVP:12€.
O Valle da Fonte Reserva Vinhas Velhas Tinto é o exemplo de um tinto duriense onde fruta de qualidade, alguma tosta do contacto com a madeira, notas de cacau marcam o nariz. Um vinho com uma boca com taninos equilibrados, bom volume e final de bom comprimento. Para a mesa e com poder de guarda. Um tinto mais ao estilo clássico da região. PVP:12€.


Um projeto a acompanhar.

Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Em Prova: Ataíde Semedo Espumante Cuvée Bruto Reserva 2016

Num altura em que Ataíde Semedo recupera a marca Quinta da Dona e acaba de lançar o seu tinto novo, destaco um dos espumantes mais interessantes da região da Bairrada, feitos pelo próprio. Composto de Cerceal (35%), Bical (35%), Chardonnay (15%) e Pinot Noir (15%) estagiou em cave durante 24 meses. O que aprecio neste espumante é a sua intensidade, sem nunca ser "brutamontes". É bruto, mas muito bem equilibrado. Nariz com notas de fruto seco, alguma maçã verde e até leve panificação. Intenso e complexo, quase que a pedir para esperarmos mais um pouco por ele. O mesmo se passa na boca, com uma bolha fina, muita cremosidade, com uma boa mousse e um final explosivo. O Que seria deste espumante com mais tempo de cave? E certamente o que será dele dentro de uns meses a evoluir na garrafa (expressão para discussão, eu sei). Gostei muito. PVP: 18€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sábado, 23 de maio de 2020

Em Prova: Tubarão! Pet Nat Palhete 2019

Um vinho que resgata a tradição cultural do vinho de masseiras e a técnica ancestral da espumantização "petillant naturelle". Joint-venture entre Ricardo Garrido - Fotógrafo da Revista de Vinhos e o talentoso enólogo Márcio Lopes. Assistam abaixo ao video onde explicamos tudo isto e provamos o vinho! Um vinho leve, fresco e despreocupado, perfeito para o Verão!



Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Em Prova: Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Bruto Rosé 2017

Rui Lucas, actualmente ao leme do projecto Prior Lucas dá continuidade à tradição familiar do seu bisavô - José Francisco Prior, pequeno agricultor da freguesia de Souselas, que cultivava a vinha e que no seu tempo vendia todo o seu Vinho nas tabernas boémias da academia de Coimbra, bem como de seu pai, José Prior Lucas, que foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Hoje o desafio é o de manter a pequena produção, entre vinha antiga e vinha nova, reagrupando os cerca de 5ha divididos por 7 parcelas onde se preserva a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.

O Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Rosé 2017 foi o meu preferido dos quatro vinhos provados. Um espumante com bolha suave, mousse envolvente, bom corpo e muita frescura, com uma acidez capaz de lhe conferir uma enorme versatilidade à mesa. Um espumante com um lado algo vinoso, capaz de acompanhar uma refeição de inicio ao fim, inclusive ombrear, sem qualquer problemas com o Leitão à Bairrada. Ou como welcome drink, ou até sobremesas. Adorei. 10,50€.

Ver o video completo abaixo:


Prova dos restantes vinhos Prior Lucas, AQUI.

Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 3 de março de 2020

Em Prova: Vinhos PGA (Pedro Guilherme Andrade)

Com formação em Engenharia Agrónoma e especialização em Enologia, Pedro Guilherme Andrade exerceu diversas funções no sector dos vinhos, desde meados da década de 1990. Como enólogo de várias empresas da Bairrada, contribuiu para o movimento de renovação dos vinhos da região, que hoje assumem um perfil mais moderno sem perderem as suas características matriciais. A sua actividade como produtor individual arrancou no final da década de 2000, aproveitando o know-how adquirido profissionalmente e as excelentes condições vitivinícolas da propriedade familiar., resultando na marca PGA

O PGA Heritage Colllection Bruto 2017 é um espumante feito de Bical, Cerceal e Chardonnay. Com estágio mínimo de 12 meses, antes de degorgement, trata-se de um espumante equilibrado, com uma mousse suave e crocante, capaz de ser consensual. Bem desenhado. 10€. 


O PGA Reserva Tinto 2018 feito de Baga e Touriga Nacional, com a barrica um pouco impositiva nesta fase, num conjunto estruturado e a mostrar que é possível beber um tinto com baga em novo. 10€. Finalmente, o meu favorito, o PGA Reserva Branco 2018, feito de Cerceal, Chardonnay e Arinto, um vinho algo exótico e fresco, com bom volume de boca e elegância de conjunto. 10€.

Um projecto, na minha opinião, a meio caminho entre a tradição e modernidade, com muito espaço para crescer.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Radar do Vinho: Prior Lucas

Rui Lucas, actualmente ao leme do projecto Prior Lucas dá continuidade à tradição familiar do seu bisavô - José Francisco Prior, pequeno agricultor da freguesia de Souselas, que cultivava a vinha e que no seu tempo vendia todo o seu Vinho nas tabernas boémias da academia de Coimbra, bem como de seu pai, José Prior Lucas, que foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Hoje o desafio é o de manter a pequena produção, entre vinha antiga e vinha nova, reagrupando os cerca de 5ha divididos por 7 parcelas onde se preserva a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.

O Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Rosé 2017 foi o meu preferido dos quatro vinhos provados. Um espumante com bolha suave, mousse envolvente, bom corpo e muita frescura, com uma acidez capaz de lhe conferir uma enorme versatilidade à mesa. Um espumante com um lado algo vinoso, capaz de acompanhar uma refeição de inicio ao fim, inclusive ombrear, sem qualquer problemas com o Leitão à Bairrada. Ou como welcome drink, ou até sobremesas. Adorei. 10,50€.
O Espumante Falala Bruto Blanc des Noirs 2017 trata-se de um espumante muito fácil de beber. Daqueles que "escorregam" muito bem. Tem uma bolha agradável, mousse boa, apresentando-se muito correto, de novo muito fresco e com aromas florais e maçã verde, com um final mais frutado, o que o torna bem apelativo. Ideal para quem pretende se iniciar no mundo dos espumantes, com um produto de qualidade. 9,90€ Falala é o nome da filha de Rui Lucas.
Prior Lucas Tinto 2016. Cada ano é diferente para este vinho que representa o blend das parcelas que o constituem, resultante do comportamento das castas naquele ano. Baga, Tinta Roriz e Syrah,  num vinho de introdução à Baga e à Bairrada. Tem uma acidez equilibrada e é bastante leve. Descomplicado e fácil de beber por qualquer um. Elegante, fresco e versátil à mesa. Um vinho para se ter sempre em casa. 8,90€
Prior Lucas Branco 2018. Bical, Maria Gomes e Chardonnay. Discreto de aroma, elegante, salino e com boa estrutura. Um branco para comida. Apenas lhe falta um pouco mais de nervo, que tanto caracterizam os brancos bairradinos de que tanto gosto. Contudo tem uma acidez boa e versatilidade para se comportar bem à mesa. 10€.

Sérgio Lopes

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Em Prova: Novos vinhos Lagoa Velha

A Quinta da Lagoa Velha é um projecto com tradições familiares na produção de vinho, na região da Bairrada, mais propriamente em Vilarinho do Bairro. Tomei contacto com os seus vinhos através dos pouco usuais blends de uvas brancas com uvas tintas dos quais se aguardam as novas colheitas. Para já, falo-vos da nova imagem, muito mais clean e moderna e de dois novos vinhos do segmento de entrada. São eles um espumante, o Lagoa Velha Bruto 2018, feito de Chardonnay, Bical, Arinto e Baga, muito equilibrado, com um nariz complexo qb que "ameaça" doçura, logo contrabalançado na boca com uma belíssima acidez. A mousse é agradável e a bolha nada agressiva, o que prova que é possível fazer um espumante gastronómico, para todos os dias e com versatilidade à mesa por menos de 6€!. O segundo vinho é um tinto, o Lagoa Velha Reserva 17, feito de Touriga Nacional Merlot e Baga, apresentando fruta em abundância, taninos firmes mas polidos e uma boca seca e de volume médio. Um tinto a mostrar bem a Bairrada, também bastante equilibrado e nada cansativo. Ambos os vinhos a um PVP de 5,95€, óptimos para o dia-a.-dia.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Em Prova: Espumante Vértice Gouveio Bruto 2011

Este espumante é elaborado rigorosamente de acordo com o método clássico, a partir de uma selecção de uvas da casta Gouveio, plantadas nas encostas frescas e elevadas do Cima Corgo, sub-região do Douro. O Vértice Gouveio Bruto 2011 é um espumante que deve ao tempo a sua complexidade, passando por um estágio em garrafa de 60 meses no mínimo– uma exigência do produtor, Celso Pereira. A mais recente edição no mercado, de 2011, o degorgement foi efetuado em Janeiro de 2019, como mencionado de forma bem visível na parte traseira da garrafa (o que se saúda!). Estagiou, por isso, em garrafa, 8 anos (96 meses) antes de ser colocado no mercado!

O resultado é um espumante de classe mundial, brilhante em todos os sentidos. Com uma mousse super envolvente e uma bolha fina, mas explosiva. A minha mulher descrevia a bolha de forma visual como "as ondas que batem nas rochas e fazem abundante espuma branca". Parece-me uma analogia perfeita. A boca é de facto muito complexa com alguma panificação, citrinos em abundância e muita muita frescura, terminando bem longo, com uma tensão enorme. Delicioso! PVP: 25€

Sérgio Lopes