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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Em Prova: S.Sebastião Sauvignon Blanc 2018

Arruda dos Vinhos, onde se localiza a Quinta de S. Sebastião, produtor da região de Lisboa que acompanho com muito gosto. Este S. Sebastião Sauvignon Blanc 2018 é mais um branco bastante interessante para o dia-a-dia e sobretudo para o Verão que se avizinha, dada a sua frescura e aptidão para a mesa. Sem marcadores em excesso da casta, tem um nariz mais contido do que eu estaria à espera, com notas de fruta tropical, herbáceas, de espargos e alguns citrinos. Na boca, é mais intenso do que no nariz (ótimo como diria o prof. Virgílio Loureiro), com bastante frescura, acidez crocante que lhe confere frescura, terminando com boa persistência, num conjunto bem equilibrado, repito, sem exageros. Boa surpresa. PVP: 6,99€ Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sábado, 13 de junho de 2020

Em Prova: Pousio Arinto 2018

Situada na Vidigueira, mais propriamente na aldeia de Marmelar, a Herdade do Monte da Ribeira tem uma área de cerca de 1.100 hectares. É atravessada pela Ribeira de Marmelar que, junto à adega da Herdade, tem uma barragem que cria uma das 3 grandes reservas de água para utilização agrícola na Herdade. Hoje, as principais explorações agrícolas são 43 hectares de vinha e 210 hectares de olival, tradicional, intensivo e sebe. 

Depois do sucesso do Pousio Alicante Bouschet, chega ao mercado outro monocasta, desta feita, um branco, o Pousio Arinto 2018. Sem passagem por madeira, trata-se de um branco refrescante e mineral, repleto dos marcadores da casta Arinto, nomeadamente os citrinos, com destaque para a toranja, casca de lima e similares, num registo mais acidulo. Com bom corpo e final prazeroso, estamos na presença de um bom exemplar de um Arinto do Alentejo. PVP: 14€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Em Prova: Quinta de Pancas Chardonnay Reserva Branco 2017

Novo lançamento deste branco, depois do sucesso da edição de 2015. O Quinta de Pancas Chardonnay Reserva 2017 é um vinho que passa uma parte por barrica. O vinho reflecte o ano quente de 2017, mostrando um perfil um pouco mais cheio, mas pleno de equilíbrio. O resultado é um vinho com fruta de caroço e algum tropical à mistura, com notas amanteigadas. Na boca, mostra-se untuoso, com as notas da barrica bem integradas, com elegância e bom volume de boca, fresco e de final longo, eminentemente gastronómico, num conjunto muito harmonioso. Um belíssimo exemplar de chardonnay a reflectir o terroir de Pancas, num vinho que brilhará à mesa. PVP: 13€. Garrafeiras.

Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Em Prova: Gerações de Xisto Branco 2018

Proveniente do Douro Superior, mais propriamente de Muxagat, Gerações do Douro é o resultado da união e vontade de duas familias, que por amor à sua terra, produzem azeite e vinho. O Gerações de Xisto Branco 2018 (13,95€) é produzido 90% de Rabigato com uma pitada de Arinto e resulta num branco fresco, frutado e com uma boca seca e com belíssima acidez como é apanágio da casta Rabigato. Um branco que brilhou à mesa com um linguadinho grelhado. Para assistir à prova completa, em video, deste vinho, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 2 de junho de 2020

Fora do Baralho: Conde de Anadia Branco 2018

O Palácio dos Condes de Anadia é uma propriedade histórica na cidade de Mangualde pertencente a família Paes do Amaral. Dos 10 hectares de vinha, as uvas brancas são as que existem em menor quantidade. A solução encontrada pelo talentoso enólogo Luis Leocádio (Quinta do Cardo, Titan.,Quinta da Cuca) passou por fazer um branco de... Touriga Nacional. Temos portanto um branco feito de uvas tintas, neste Conde de Anadia 2018. De cor acobreada, o vinho tem um aroma muito giro, com algumas notas citrinas, florais e vegetais. Na boca, é fresco, com bom volume (até com uma ligeira sensação de tanino), descomplicado e com um final refrescante. Confesso não ser fá de blanc des noirs, excepto em espumantes. mas este vinho resulta muito bem, sendo claramente tema de conversa dado o seu perfil fora da caixa na região no Dão. PVP: 8€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

domingo, 31 de maio de 2020

Em Prova: Conde de Anadia Reserva Branco 2017

O Palácio dos Condes de Anadia é uma propriedade histórica na cidade de Mangualde pertencente a família Paes do Amaral. O Conde de Anadia Reserva Branco 2017 é resultante de vinhas velhas com predominância da casta encruzado, sofrendo estágio em barricas de carvalho francês usadas. O vinho está uma delicia, cheio de classe, com uma boca elegante e vibrante, com cremosidade e um equilíbrio notável. Um vinho que entrega bastante mais para os 15€ que custa. Ligou de forma brilhante com um Bacalhau à Gomes de Sá. Um grande branco do Dão. Para assistir ao video da prova completa, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 21 de maio de 2020

Em Prova: Os Reserva da Quinta dos Avidagos

A Quinta dos Avidagos é o quartel general do produtor Duriense que explora quatro quintas com vinhas, localizadas num raio de 5 quilómetros da Régua, pertencentes à família Nunes de Matos, das quais a mais antiga é a Quinta da Varanda adquirida em 1695, sendo uma das mais antigas da região. É na Quinta dos Avidagos que se encontra a "Casa da Quinta", os armazéns para as alfaias e tractores, a adega e os armazéns do envelhecimento dos vinhos de mesa e do Vinho do Porto. São diversas as referências no mercado, sendo que tivemos oportunidade de provar com mais detalhe os reserva branco, rosé e tinto. A enologia encontra-se a cargo de Rui Cunha.
O Quinta dos Avidagos Reserva Branco 2018, aqui na sua terceira ediçãotem passagem parcial por madeira e nesta fase sente-se um pouco desse lado "abaunilhado", que é propositado. Um branco cremoso qb na boca, com notas florais e uma pitada de fruta, boa frescura e um equilibrio que faz deste vinho bem afinado e versátil a mesa. PVP 10€
O Quinta dos Avidagos Reserva Rosé 2017, apenas na sua segunda edição apresenta fruta vermelha fresca no nariz, alguma groselha e leve vegetal. Na boca. apesar de seco e com boa acidez, termina com sensação de sucrosidade, sobretudo se o bebermos demasiado fresco. Aumentando a temperatura, ganha volume e vai para um lado um pouco mais sério e vegetal, bem mais do meu agrado. PVP: 10€.

Finalmente, o Quinta dos Avidagos Reserva Tinto 2017 (10€), claramente o meu favorito e uns degraus acima do tinto e branco reserva. Potente, com fruta deliciosa do Douro e bastante fresco. A dar muito mais do que podemos esperar para um vinho deste preço. Para assistir ao video da prova deste vinho, abaixo:


Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Radar do Vinho: Dona Matilde

A Quinta Dona Matilde chegou à família Barros pelas mãos de Manoel Moreira de Barros, em 1927.  Em 2006, a família Barros vendeu o grupo Porto Barros e, com ele, a quinta Dona Matilde. O neto do fundador, Manuel Ângelo Barros, sentiu que 30 anos de trabalho na região deixam raízes e procurou vinhas no Douro para comprar. Quis o acaso – e a intuição da mulher de Manuel Ângelo – que a Quinta Dona Matilde acabasse por regressar às mãos da família, no final de 2006. Localizada na margem norte do rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, a quinta possui 28 hectares de vinha, instalada entre as cotas 50 e 300 metros e com grande frente de rio. Tem vinhas velhas tradicionais do Douro, com idades entre 60 e 80 anos, e plantações mais recentes, com cerca de 20 anos. Para alem dos vinhos de mesa que descrevemos abaixo, produz também, naturalmente, Vinho do Porto. 
O Fartote Tinto 2018 é o entrada de gama da casa, um vinho com um rótulo muito giro e que se traduz num tinto super equilibrado, leve, versátil e gastronómico, representando uma porta de entrada para o que vem aí em termos de perfil transversal da marca - elegância, pouca extracção e vinhos feitos para a mesa. 5€
O Dona Matilde Branco feito de Arinto, Viosinho, Rabigato e Gouveio não passa por madeira. A edição de 2018 mostra um perfil fresco, leve, de corpo médio e muito consensual, com apenas 12,5 graus de álcool. A mais recente edição no mercado, a de 2019, reflexo de um ano mais seco, apresenta já 14 graus de álcool, o que muda um pouco o perfil do vinho, apresentando-se no nariz, com notas florais e alguma fruta tropical nesta fase. Na boca, mostra-se untuoso, com bom volume de boca, sempre amparado por excelente acidez, que lhe confere imensa frescura. Um branco de 2019 mais gordo que o 2018, também mais versátil a mesa para acompanhar pratos mais elaborados. 9€
O Dona Matilde Tinto 2017 é um excelente exemplar do Douro até 10€, sem extracção, mantendo uma matriz de elegância, amparado na fruta tão tipica do Douro. Gostei bastante. 9€.
O Dona Matilde Reserva Branco 2018 fermenta e estagia em barricas de madeira de 300 litros. É uma delicia, pouco alccol, madeira super bem integrada, muito fino e delicado, mas com uma acutilante acidez e um final longo que permite grandes voos a mesa. 22,90€.
O Dona Matilde Reserva Tinto 2015 produzido a partir das castas tradicionais Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Amarela e vinificado em lagares de granito. Estagia 18 meses em barricas novas de carvalho francês. É um vinho com um aroma intenso e complexo a frutos maduros vermelhos, algum balsâmico e especiaria. Na boca tem bom volume, taninos firmes, mas muito elegantes, seco e complexo, resultando num final de boca longo e intenso. Muito bom. 19,90€

Para o final, um vinho fora da caixa, produto da vinha mais velha da casa, com mais de 70 anos, a Vinha dos Calços Largos, um vinho sem qualquer passagem por madeira, ou seja, "unoaked" , um excelente vinho, Dona Matilde Vinha dos Calços Largos Unoaked 2017 (28€), que resulta na expressão da fruta deliciosa do Douro, cujo video de prova completo, pode ser visualizado abaixo:


Dona Matilde, um projecto de inegável qualidade, na região Duriense.

Sérgio Costa Lopes

sábado, 9 de maio de 2020

Em Prova: Casa do Capitão-Mor Reserva Maceração Alvarinho 2018

O Casa do Capitão-Mor Reserva Maceração Alvarinho 2018 é um vinho proveniente da sub-região de Monção e Melgaço. Feito 100% de Alvarinho, de uma vinha com mais de 30 anos de idade, de solos graníticos, de calhau rolado. Está uma delícia, cheio de frescura e complexidade nesta fase. No nariz, com notas citrinas e leve tropical e muita pederneira (mineralidade). Na boca, mostra-se  seco, tem bom volume, untuosidade e um final longo e muito apetecível. Uma das melhores edições deste vinho, na minha opinião! PVP: 13€.

Video prova abaixo:

Perdão pela má qualidade de imagem - foi o primeiro video. O vinho merecia mais, pois esse tem MUITA qualidade!

Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Novidade: Grande Rocim Reserva Branco 2018

Lançamento da primeira edição do Grande Rocim, versão branco. (O tinto existe há alguns anos e é o resultado da melhor casta tinta daquele ano - normalmente tem sido Alicante Bouschet) Trata-se do topo de gama da Herdade do Rocim (que apenas sairá em anos especiais), nesta estreia é proveniente de uma vinha de Arinto com 20 anos de idade. Viticultura cuidada, fermentação em cubas de cimento com posterior estágio em barricas de carvalho francês, por 16 meses. As 3 melhores barricas seleccionadas resultaram num branco cheio de detalhe, precisão e finura, com a casta a mostrar toda a frescura característica. Um branco maravilhoso e complexo do qual foram produzidas apenas 2000 garrafas, com um PVP recomendado de 65€ e cuja descrição completa pode ser visualizada no video abaixo:



Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Radar do Vinho: Casas Altas

José Madeira Afonso nasceu em Coimbra, mas desde cedo se enamorou por Souropires, perto de Pinhel, onde passava longas temporadas em casa da avó materna. Médico de profissão, as viagens lá fora permitiram o convívio com grandes connaisseurs, que provavam e estudavam tudo o que de melhor se fazia no mundo. Em 1990 surge assim o projecto Casas Altas, com 15 ha de vinhas dispersas por várias parcelas, entre as quais a quinta de Vale Ruivo com 10 ha de vinha com mais de 100 anos. As castas dominantes são a Rufete, Touriga Nacional, Tinta Roriz nas tintas; Síria, Fonte Cal, Verdelho e Arinto, nas brancas. Mas também e fruto da paixão do produtor pelos vinhos brancos da Borgonha e alemães, há duas pequenas parcelas com as castas Chardonnay e Riesling, resultado das tais viagens e experiências vividas. Um dos projectos mais consistentes e excitantes da Beira Interior que é obrigatório conhecer!
Os Quinta Vale do Ruivo Vinhas Velhas são produto da vinha que lhes dá o nome, portanto um field blend de uma vinha bastante antiga que produz um branco mineral, seco, fresco, com elevada tensão e pendor gastronómico. Um excelente branco que evolui de forma muitíssimo nobre em garrafa e é vê-lo a vencer concursos com 4 a 5 anos de garrafa em cima...!  O tinto apresenta o calor da Beira Interior, com bom volume de boca e aptidão para a mesa, mostrando-se contudo elegante e com boa acidez. Apesar de não tão brilhante como o branco, é uma excelente referência para a região. Ambos custam cerca de 8,90€.
Entrando nos monocastas e deixando o Rufete para o final, o Casas Altas Touriga Nacional 2017 mostra claramente a casta com notas de frutos vermelhos e pretos bem evidentes. A boca tem volume, apesar da matriz de elegância, terminando longo e para a mesa. PVP: 10,90€.
O Casas Altas Verdelho Reserva do Doutor 2017 deve o seu nome por ser um dos vinhos preferidos do Doutor José Afonso. Muito mineral, resulta num vinho com uma acidez acutilante, com notas de macã ácida e citrinos, enorme frescura, tensão, incisivo e de final crocante. Uma delicia. PVP: 14€
O Casas Altas Riesling 2017 apresenta os pergaminhos desta casta de amor-ódio com algumas notas petroladas e citrinas, algo delicado, seco e de corpo médio, com final longo. Seguramente um dos melhores exemplares nacionais da casta Riesling, PVP: 10€.

Finalmente, em terra de grandes brancos, não podia de deixar de destacar também a casta tinta rainha da região, o Rufete, aqui num vinho que se bebe copo após copo, sem cansar. Convido, assim a assistir ao video da prova do Casas Altas Rufete 2017 (10€), abaixo:


Casas Altas, um projecto obrigatório na Beira Interior!

Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Em Prova: Quinta D. Dores Reserva Branco 2018

Proveniente da freguesia de Figueiras, concelho de Lousada, o projeto do vinho "DESLUMBRE" nasceu à 8 anos numa "brincadeira" no sentido da criação de um vinho para consumo próprio, mas cedo Jorge Pinto se apaixonou pelo mesmo e decidiu criar e lançar a marca Deslumbre, apenas 2 anos depois, em 2014, com o objetivo de o comecializar. Para além do vinho que dá nome ao projecto, composto por Alvarinho, Loureiro e Arinto, o produtor aposta agora em dois vinhos produzidos 100% da casta Alvarinho, um sem madeira o Deslumbre Alvarinho 2019, provado AQUI, e outro com passagem por barrica o Quinta D. Dores Reserva 2018.  Com 9 meses de estágio em barricas de carvalho francês, é um vinho com um aroma bastante complexo, com fruta tropical, maçã verde, notas de chá e a barrica de excelente qualidade um pouco presente (como é natural). na boca é super fresco, com excelente acidez, untuoso, tenso, cremoso e com um final de boca longo. Que belo branco. Apenas cerca de 1000 garrafas produzidas e 80 Magnum.! PVP: 16€. Comprar Aqui

Convido-vos a assistir ao video da prova deste vinho, abaixo:


Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Radar do Vinho: Dom Ponciano

No século XIX, os pais de Ponciano de Abreu começaram a produzir Vinho Alvarinho nas suas propriedades situadas nas encostas de Paderne, em Melgaço, na zona Noroeste de Portugal. No primeiro quartel do século XX, Ponciano de Abreu decidiu relançar o cultivo dos seus vinhedos, tendo sido um dos pioneiros na produção do Alvarinho. Mais recentemente, já no início do século XXI, Rui Esteves, neto de Ponciano, retomou o projecto de uma forma profissional, tendo decidido passar a comercializar o seu Vinho Verde Alvarinho com a marca "DOM PONCIANO", do qual estão disponíveis no mercado um espumante delicioso, um colheita seleccionada desconcertante de 2013 e um refrescante branco de 2018, todos feitos de Alvarinho, claro está.
O espumante Dom Ponciano Grande Reserva Bruto Natural 2013 estagiou 2 anos em garrafa e mais 2 anos após degorgement. Trata-se seguramente de um dos melhores, senão o melhor espumante feito de alvarinho, apresentando muita complexidade e frescura, belíssimas notas frutadas, alguma panificação, bolha fina e final longo e refrescante, com uma mousse bem delicada e que se prolonga no palato. Um espumante capaz de acompanhar a refeição de inicio ao fim, sem qualquer problema. Uma descoberta. PVP: 25€.
O Dom Ponciano Alvarinho 2018 é a colheita mais recente no mercado. Um Alvarinho com tudo no sitio, cheio de frescura e com notas herbáceas e citrinas que lhe conferem intensidade e tensão. Um excelente exemplar da região, seco e muito refrescante. PVP: 10€

Para o final, a "jóia da coroa", o Dom Ponciano Colheita Seleccionada 2013 (25€), um alvarinho com 2 anos de estágio em inox, com posteriores 6 meses em madeira, Aparece em 2020 com uma vivacidade estonteante, quase como se os anos não tivessem passado por ele, muito complexo, cheio de tensão e intensidade. Convido-vos a assistir à prova deste video, de seguida:



Sérgio Lopes

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Em Prova: Cepa Pura Fernão Pires 2019

A Quinta do Montalto, pertencente à mesma família há 5 gerações, localiza-se em Ourém - perto de Fátima. Inserida na vasta região vitivinícola de Lisboa. Os cerca de 15,5 ha de vinhas implantadas em encostas de solos argilo-calcários com excelente exposição solar, produzem vinhos com direito à Denominação de Origem Encostas D’Aire. Possui uma grande variedade de castas, sendo a Aragonez e a Fernão Pires as mais representativas das uvas tintas e brancas, respectivamente. Produzem tintos, brancos, um espumante, vinhos de talha pezgada e o famoso Medieval de Ourém. Tudo em modo de produção biológica e sem adição de produtos animais, aptos a uma dieta Vegan.

Cepa Pura é a gama de monocastas. O Cepa Pura Fernão Pires 2019 fermenta em barricas de carvalho francês e americano com posterior estágio sobre borras finas por 5 meses. Trata-se de um branco com um nariz bonito e complexo, com as notas aromáticas do Fernão Pires, mas nada exageradas como por vezes acontece com esta casta, juntamente com notas especiadas. Na boca é fresco, com bom volume, com a madeira nada impositiva, a conferir apenas untuosidade a um conjunto equilibrado e que se bebe com muito agrado. Acompanha peixe no forno ou grelhado. Vinho biológico a rondar os 8,90€

Sérgio Lopes

sábado, 25 de abril de 2020

Em Prova: Quinto Elemento Reserva Arinto Chão de Calcário 2016

A Quinta do Arrobe encontra-se localizada em Casével, Santarém, bem no coração do Ribatejo. Um projecto que iniciou de forma profissionalizada há 11 anos, recuperando a tradição familiar que remonta a 1882, onde já se se produzia vinho. .A Quinta do Arrobe contempla as marcas Sensato (gama de entrada) Mensagem e Oculto (gama média) funcionando também como homenagem a Fernando Pessoa, com a célebre frase ‘Boa é a vida, mas melhor é o vinho’ e finalmente Quinto Elemento, normalmente vinhos que pretendem ser diferenciadores e expressar a monocasta nos solos argilo-calcários da Quinta (Syrah, Cabernet Sauvignon, Arinto e o mais recente blanc de Noir de Trincadeira-Preta). 

O Quinto Elemento Reserva Arinto Chão de Calcário 2016 (14,5€) mostra toda a plasticidade da casta Arinto, resultando num branco crocante, elegante e muito fresco. Excelente companheiro para a mesa, com grande versatilidade. Um dos melhores brancos da região do Tejo, cujo video da prova, convido-vos a assistir, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Em Prova: Quinta de Santiago Alvarinho 2017

A Quinta de Santiago é um projecto inserido no grupo Vinho Verde Young Projects, do qual fazem parte também os produtores Sem Igual, Vale dos Ares e Casas Novas. Juntos, mostram o potencial da região dos vinhos verdes, produzindo brancos de eleição. Os vinhos produzidos são quase sempre o reflexo dos seus produtores e a Quinta de Santiago não foge à regra. Com Joana Santiago ao leme do projecto, este Quinta de Santiago Alvarinho 2017 (9€), marca de certa forma uma viragem no perfil deste vinho, mostrando um lado mais sério da casta, resultando num vinho complexo, cheio de camadas, num excelente momento de forma. Provavelmente a melhor edição até agora, cujo video da prova vos convido a assistir, abaixo:


Sérgio Costa Lopes

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Em Prova: Borges Alvarinho 2018

Os vinho Borges começaram no Vinho do Porto e hoje estão também nos vinhos tranquilos no Douro, Dão e claro Verdes, onde a primeira marca registada que têm já como Vinho Verde data de 1905, o Gatão. Assim desde muito cedo a empresa começou a comercializar vinhos nesta região. A Quinta de Simaens foi adquirida em 1991 e a Quinta do Ôro foi comprada em 2016. O Borges Alvarinho 2018 (9,90€) é proveniente da sub-região de Monção e Melgaço, sendo um vinho curioso, com uvas entre vinhas de calhau rolado e encosta. Assistam à nota de prova completa deste vinho, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

sábado, 18 de abril de 2020

Em Prova: Mãos Signature Rodolfo Miranda

Projecto duriense de cariz totalmente familiar, em que 4 irmãos que encabeçam o projecto, decidiram dar continuidade ao legado do seu pai, que produzia vinho maioritariamente para consumo próprio, criando assim uma empresa produtora de vinhos, na região Duriense. São eles Roberto, Ricardo, Rafael e Rudolfo, com o primeiro nome começado por "R", daí o nome adoptado de R4 Vinhos. Os 4 IRMÃOS deram as MÃOS em prole da continuidade e expansão do projecto familiar e assim naturalmente nasceram as marcas Irmãos e Mãos, em analogia ao trabalho laborioso dos vinhedos à garrafa, ao conceito que norteia a constituição da empresa familiar e de mãos dadas rumo ao futuro e à excelência. Este Signature, da autoria do "mano" Rodolfo Miranda é um branco de 2015, feito de Cerceal da Bairrada, plantado no Douro na década de 90. Um branco untuoso e cheio de garra (19,90€), para assistir à prova completa, no video a seguir:

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Vinhos Souvall

Lúcia e Américo Ferraz, ambos médicos dentistas, a trabalhar em Aveiro, mas com raízes familiares na Meda, mais propriamente na aldeia de Vila Flor, do lado pertencente à Beira Interior. Há muitos anos, a tradição familiar tem vindo a ser a de trabalhar as vinhas e a produzir bom vinho, mas nunca de forma mais séria. Até agora, com o lançamento da marca Souvall, com dois vinhos, um branco e um tinto, cheios de vivacidade. Com o foco na produção de nectares de qualidade, vem uma adega modernizada com condições para produzir vinho para ser partilhado com o mundo, contando com a  consultoria do jovem enólogo Pedro Branco.

O Souvall Colheita Seleccionada Branco 2017 é produto das castas Fernão Pires, Rabigato e Viosinho de vinhas velhas com mais de 50 anos, plantadas a mais de 500 metros de altitude. Uma primeira edição de um branco mineral, complexo, elegante e fresco, com apenas 12 graus de álcool, muito versátil à mesa e que evoluirá bem na garrafa seguramente. 12€


O Souvall Reserva Tinto 2017 é também proveniente de vinhas com mais de 50 anos, com predominância das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Roriz e Tinta Barroca. Apenas 50% do lote tem passagem por madeira. O resultado é um vinho super fresco, ainda muito novo, mas que já dá grande prazer à mesa. Taninos elegantes, mineral, com fruta muito bonita, final longo e acidez salivante que juntamente com os seus apenas 12,5 graus de álcool fazem a garrafa "voar" num ápice. 13€.

 

Um projeto cujas primeiras colheitas são surpreendentes e nos aguçam o apetite naturalmente para o que virá de seguida. A acompanhar de perto. Comprar AQUI.


Sérgio Lopes

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Em Prova: Cinetica Branco 2017

O enólogo Henrique Cizeron viajou e trabalhou em várias regiões, incluindo por exemplo a Nova Zelândia, onde ainda produz a marca Toroa. Mas hoje falo-vos sobre a marca Cinetica, vinhos do Douro produzidos há algum tempo e que são lançados, supostamente, quando estão num bom momento. Em breve a marca sairá do Douro para os verdes, mas isso fica para uma outra publicação. O Cinetica Branco 2017 é proveniente de vinhas velhas, de altitude, fermentando e estagiando em barrica de carvalho francês. Um branco gordo, untuoso e cheio de frescura. PVP:13€: Garrafeiras.

Para ver a descrição completa em video abaixo:



Sérgio Costa Lopes