sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quinta de Linhares Col. Seleccionada 2010

Ano: 2010

Produtor: Agri-Roncão

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-região do Sousa)

Castas: Loureiro, Trajadura, Avesso

Preço Aprox.: 5,50€

Veredicto: Este vinho é elaborado a partir de um blend das castas Avesso, Loureiro e Trajadura, sendo denominado de "Colheita Seleccionada". Como tal, trata-se de um vinho mais harmonioso, derivado da conjugação das diversas castas que lhe compõem o lote.

De cor palha, no nariz apresenta leves notas citrinas, evidenciando alguma frescura e elegância, logo no primeiro impacto. Na boca, é leve, de corpo médio, com ligeira acidez a compensar a doçura natural. O final é relativcamente curto.

Claramente um vinho de consumo fácil, mais de aperitivo e de "conversa", mas que se bebe com agrado.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Quinta de S. Sebastião Reserva 2008

Ano: 2008

Produtor: Quinta de S. Sebastião

Tipo: Tinto

Região: Lisboa (Arruda dos Vinhos)

Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Merlot, Syrah

Preço Aprox.: 12,5€

Veredicto: Vinho tinto, produzido na Quinta de S. Sebastião, das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Merlot e Syrah, sofrendo um estágio em meias barricas de carvalho francês de cerca de 1 ano. Depois de termos provado e comentado o único branco e o tinto Mina Velha (entrada de gama) percebemos o porquê de ser um terroir que permite obter vinhos com uma identidade própria e fazer renascer a zona de Arruda dos Vinhos. A quinta situa-se protegida pela montanha, mas em simultâneo toma partido do ar marítimo somente a 20 km de distância, o que lhe permite obter uma frescura característica. O resto, é uma questão de estilo, bem patente e diferenciador nos vinhos provados.

Para este reserva, antes de mais é aconselhável decantá-lo para usufruir dele na sua plenitude, pois vai evoluindo ao longo da prova.

De cor ruby intensa. No nariz, notas florais, aromas a frutos vermelhos e alguma tosta da madeira. À medida que vai evoluindo no copo começam a aparecer notas de especiarias, algum fumo e chocolate, o que na boca se confirma. Apresenta uma boa estrutura, uma bela acidez, com taninos firmes mas suaves, num corpo elegante e de final longo. Ainda que um pouco seco, as notas de cacau tornam-o equilibrado e muito saboroso.

Claramente o vinho mais complexo da Quinta de S. Sebastião, mas também o mais conseguido e equilibrado. Sendo um vinho gastronómico, é versátil dadas as suas características e equilíbrio. Um belo exemplar da região de Lisboa.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Luís Pato Vinhas Velhas Br 2009

Ano: 2009

Produtor: Luís Pato

Tipo: Branco

Região: Bairrada

Castas: Bical, Cerceal, Sercealinho

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: Este é o primeiro ano que Luís Pato produz este vinho, sem qualquer estágio em madeira. Segundo o produtor, tem tudo a ver com custos e com o facto de conseguir escoa-lo para os países nipónicos, tal como está, ou seja apenas com estágio em inox, de cerca de 9 meses. Assim temos sobretudo um vinho fácil e fundamentalmente fresco, composto das castas Bical, Cerceal, Sercealinho, provenientes de "vinhas velhas".

Trata-se de um vinho de cor esverdeada, quase translúcida. No nariz, aroma a citrinos (toranja), alguma fruta verde e a presença da mineralidade. Na boca, é algo vegetal o que lhe confere alguma secura no final de boca. Apresenta uma boa estrutura, acidez no ponto e fianal médio e agradável.

Um vinho leve, para entradas e aperitivos, embora seja algo gastronómico e por isso seja capaz de aguentar algumas comidas mais leves. Um vinho bem feito e directo, mas que talvez ganhasse um pouco mais com o estágio em madeira e com um preço mais reduzido. A 7€, pessoamente prefiro outras escolhas.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mina Velha 2008

Ano: 2008

Produtor: Quinta de S. Sebastião

Tipo: Tinto

Região: Lisboa (Arruda dos Vinhos)

Castas: Touriga Nacional e Tinta Roriz

Preço Aprox.: 4,5€

Veredicto: Vinho tinto, entrada de gama produzido na Quinta de S. Sebastião, exclusivamente com as castas portuguesas Touriga Nacional e Tinta Roriz, sofrendo um estágio em barrica de cerca de 8 meses. 

De cor ruby carregado, o primeiro impacto no nariz é de grande intensidade floral (talvez devido às características das castas utilizadas). Faz também lembrar um pouco o cheiro a adega (no bom sentido). Notas de vegetal seco e até talvez tabaco também estão presentes. Na boca, é macio e envolvente, com taninos firmes mas suaves. A madeira está bem integrada, sendo um vinho de complexidade média, terminando de forma agradável, embora com final um pouco seco (e um pouco amargo).

Um vinho gastronómico e que se bebe com agrado. Pede algo condimenatdo mas há de ser belo parceiro de queijos de pasta mole.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Real Companhia Velha 1977

Ano: 1977

Produtor:
Real Companhia Velha

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 40€

Veredicto:  Nas nossas eno-visitas pelo Douro, efectuamos uma paragem rápida na Real Companhia Velha, um pouco antes de passar a ponte para o Pinhão. A simpática vendedora recomendou-nos de entre os vários exemplares existentes, o colheita 1977. Ora, depois de termos provado o sublime 1977 da Messias e como a garrafa era tão bonita, e a senhora sugeriu com tanta segurança, decidimos experimentar, para comparar. Infelizmente, não era na realidade nada de especial, aliás até considero que foi uma decepção.

De cor âmbar, no nariz fruto seco, com predominância da casca de amêndoa e de laranja caramelizada. Tudo muito superficial. Muito alcoólico no primeiro impacto quer no nariz, quer na boca (e não tem a ver com a temperatura a que foi servido). Na boca, para além da presença em demasia do álcool, mostrou-se doce, com uma estrutura mediana, a faltar um pouco mais de acidez, terminando algo curto e seco.

Demasiado desiquilibrado para um vinho com mais de 3o anos...!

Classificação Pessoal: 13

Sérgio Lopes

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Quinta de S. Sebastião Br 2009

Ano: 2009

Produtor: Quinta de S. Sebastião

Tipo: Branco

Região: Lisboa (Arruda dos Vinhos)

Castas: Arinto e Cerceal

Preço Aprox.: 4,5€

Veredicto: A Quinta de S. Sebastião é uma quinta localizada na Arruda dos Vinhos, propriedade de António Parente, que através da sua paixão pelos vinhos, decidiu voltar a fazer vinhos identificativos da região, mas recorendo ao toque da enologia moderna. A primeira vez que provei este vinho foi no Restaurante "O Fuso" na Arruda dos Vinhos, o restaurante onde se come a bela da posta de Bacalhau na Brasa... Recomendo! Os copos nem foram os melhores, onde foi servido este vinho, mas comportou-se muito bem, como uma agradável surpresa, pelo menos é bem diferente do habitual.

Trata-se de um vinho feito à base das castas Arinto e Cerceal, que apresenta uma cor dourada (a lembrar aqueles vinhos brancos mais velhos do Mário Sérgio). No nariz, o aroma é fechado. Nada de fruta tropical ou citrínica exuberante, acima de tudo notas de algum leve mel (parece tipo mel dissolvido em água), algum toque resinoso e palha seca. Não passa por qualquer madeira, embora apresente algumas notas de evolução. Na boca, apresenta uma boa estrutura, mineralidade e final de média persistência.

Disponível na Quinta de S. Sebastião, em alguns restaurantes e garrafeiras seleccionadas e no EL Corte Ingles - Clube Del Gourmet. Um bom vinho.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Crasto Tinto 2009

Ano: 2009

Produtor: Quinta do Crasto

Tipo:
Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca.

Preço Aprox.: 9€

Veredicto: Este vinho trata-se do entrada de gama da Quinta do Crasto, no que toca aos vinhos tintos, não apresentando qualquer estágio em madeira. Como tal, a fruta e frescura, são os seus maiores atributos.

Trata-se de um vinho que apresenta uma cor ruby intensa, do tipo vinho do Porto. No nariz, muita fruta madura, num aroma delicioso, onde elegância e frescura se adivinham. Existe muita harmonia entre nariz e boca, onde para além das características identifcadas, apresenta uma boa estrutura e final de boca persistente, saboroso e muito sumarento.

Um tinto de perfil moderno, muitíssimo agradável.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de julho de 2011

Casa de Compostela Escolha 2010

Ano: 2010

Produtor: Casa Agrícola de Compostela

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Ave)

Castas: Sauvignon Blanc, Arinto.

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: Sauvignon Blanc plantado na região dos vinhos verdes? Sim, é verdade. Trata-se da nova aposta do enólogo Horácio Figueiredo, que decidiu fazê-lo e no 2º ano de vindima está em condições de lançá-lo no mercado sob a designação "escolha", uma vez que se trata de uma casta alien na região, sendo por essa razão não autorizada a sua certificação como vinho verde pela CVRVV.  Deste vinho foram produzidos apenas cerca de 2500 litros. Além do Sauvignon Blanc,  Horácio Figueiredo plantou igualmente Alvarinho do qual produziu cerca de 5000 litros.

Em conversa com Horácio Figueiredo, este indicou-me que ficou tão surpreendido com a capacidade de adaptação da casta sauvignon blanc ao terroir de Famalicão, que quando deu por ela a maturação da uva atingiu uns extraordinários 14º de álccol. É portanto, um daqueles vinhos que "batem, batem levemente"...

De cor amarelo palha, no nariz apresenta um aroma bastante complexo e intenso, com notas de frutos tropicais, lichia, leve mineralidade e um toque vegetal. Adivinha-se docura e frescura pelo aroma. Na boca, é doce, em sintonia com os aromas apresentados, mas a sua boa acidez, sobretudo devido à adição do arinto, e o leve toque de amargura no final de boca, acabam por equilibrar o conjunto. Apresenta uma boa estrutura e até uma certa untuosidade e final persistente. 

Uma bela surpresa, num vinho que irá fazer furor e que à medida que a vinha for atingindo o seu melhor nível de produção (é ainda muito jovem), será ainda melhor. 

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Casa de Compostela Trajadura 2010

Ano: 2010

Produtor: Casa Agrícola de Compostela

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Ave)

Castas: Trajadura

Preço Aprox.: 2,70€

Veredicto: A Casa de Compostela situada em Requião, Famalicão possui 40 hectares de vinha maioritariamente das castas típicas da região dos vinhos verdes, nomeadamente Loureiro, Trajadura e Arinto. O seu portfolio é vasto e maioritariamente composto por blends das 3 castas (da produção própria e de uvas compradas) que enchem as prateleiras das grandes superfícies com vinhos verdes de gama baixa. Os vinhos verdes em nome próprio têm um destino diferente e são produzidos exclusivamente das castas oriundas da propriedade. É o caso do monocasta trajadura, que só é lançado em determinados anos, em que se justifica, sobretudo, porque nas palavras do enólogo Horácio Figueiredo, trata-se de uma casta muito irregular, pois nem sempre dá resultados satisfatórios para ser engarrafada como monocasta. Para além do Trajadura a empresa comercializa em nome próprio um Casa da Compostela escolha, composto por Saiuvignon Blanc e Arinto, e também um Casa da Compostela Alvarinho.

Segundo Horácio Figueiredo, o ano de 2010 foi bom para a casta Trajadura e decidiu lançar o monocasta para o mercado.  Trata-se de um vinho de cor citrina, com um aroma muito agradável, com notas de fruta fesca e algum vegetal. É fresco, leve, correcto, simples e com uma boa acidez, traduzindo-se num conjunto bastante equilibrado.

Para beber bem fresquinho, tratando-se de uma boa compra.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Villa Maria PB Sauvignon Blanc 2010

Ano: 2010

Produtor: Villa Maria Estates

Tipo:
Branco

Região: Nova Zelândia

Castas: Sauvignon Blanc.

Preço Aprox.: 11€

Veredicto: Decidimos ir lanchar à garrafeira e loja gourmet Quinta da Foz e o vinho a copo que escolhemos como acompanhamento de uma tábua de queijos e presuntos foi o Villa Maria Private Bin Sauvignon Blanc de 2010. E que bem que ligou. Os brancos da Nova Zelândia, são amplamente conhecidos, como exemplares de um novo mundo que no caso dos vinhos brancos, produz dos melhores Sauvignon Blanc, provenientes da região de Marlborough. Este exemplar não passa por madeira. para manter a sua máxima frescura, fruta e acidez.

Trata-se de um vinho 100% feito de sauvignon blanc que apresenta uma cor citrina. No nariz, um bouquet floral, intercalado com notas de fruta tropical, alguns citrinos e traços herbáceos. Tudo muito fresco no nariz e na boca. No paladar é intenso e com boa estrutura e alguma untuosidade, apresenta uma bela acidez, terminando com bastante peristência, sendo muito saboroso e refrescante.

Um belo exemplar da casta sauvignon blanc no novo mundo, a um preço acertado.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Warre's Quinta da Cavadinha Vintage 1989

Ano: 1989

Produtor: Symington Family Estates

Tipo: Porto

Região: Douro

Castas: Blend de casta tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 25€


Veredicto: Numa recente passagem pela Graham's onde provamos mais umas coisas boas, decidimos adquirir uma garrafa do Warre's Quinta da Cavadinha Vintage 1989, recomendada pelo Raul. Compramo-la a um preço bastante apelativo, pois está no melhor ponto para ser bebida, ou seja, não ganhará mais em ser guardada. Warre's é mais um das marcas pertencentes ao império Symington, cujos vinhos são normalmente conotados com elegância. Neste caso, trata-se de um vintage, de uma quinta só (Single Quinta), mais propriamente originário da Quinta da Cavadinha, do ano de 1989. Os single quinta saem para o mercado normalmente em anos onde não há declaração vintage unânime, sendo normalmente comercializados a um preço mais reduzido, sem perder a sua qualidade. Afinal de contas, tratam-se de vintages...

A garrafa foi decantada como "manda a lei", apresentando bastante depósito. São 20 anos em garrafa... Apresentava uma cor vermelha escura acastanhada. No nariz, o aroma muito complexo, com notas balsámicas de especiarias, torrefacção, tabaco e cacau. A fruta apresentou-se bastante escondida. Na boca, muito fresco, fino e elegante. Sente-se a baunilha, fruto seco empassado, chá, enfim, um manacial de aromas e sabores representados. Tem uma boa estrutura e final muito longo e saboroso.

Um belo exemplar de um vintage evoluído, para beber já e com muito prazer.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Quinta de Gomariz Loureiro 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta de Gomariz

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Ave)

Castas: Loureiro

Preço Aprox.: 5,00€

Veredicto: Para a noite de São João, foi um dos vinhos servidos, que ligou na perfeição quer com as sardinhas na brasa, quer com os restantes grelhados. Trata-se de um monocasta Loureiro. Bebi muito deste vinho, da colheita de 2009, no verão do ano passado, mas confesso que ainda não tinha experimentado a colheita de 2010. Está muito boa.

Trata-se de um vinho de cor-palha esverdeado. O nariz é muito fresco e aromático, com nuances florais e frutadas muito agradáveis logo no primeiro ataque olfactivo. Na boca, tem corpo e uma bela acidez que lhe confere frescura, apresentando-se equilibrado, com uma agulha natural agradável e final saboroso e bastante persistente.

Ideal para acompanhar pratos grelhados, como peixe, marisco, carnes brancas e queijos de pasta mole. Um vinho "verde" monocasta muito bem feito e a um preço ajustado. Ideal para beber às caixas neste verão e desmistificar a ideia de que os vinhos verdes são vinhos imbebíveis e maus... Disponível no Jumbo, ou El Corte Ingles.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes