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domingo, 3 de maio de 2020

Em Prova: Regateiro Vinha d'Anita Tinto 2015

O Regateiro - Vinha d'Anita 2015 é feito 100% de Baga, e tem a particularidade de servir como homenagem à matriarca desta casa familiar. Trata-se de um tinto com pouca extracção, elegante, muito fresco e com boa acidez, com taninos polidos e apenas 12,5 graus de alcool. Com corpo médio é certo, mas  muito equilibrado e cheio de sabor, Na linha dos Baga mais prontos a beber, que se deixam beber com prazer. Produzido tal e qual Anita gostava e os antepassados bairradinos produziam - "à moda francesa". Belíssimo. PVP: 20€. Garrafeiras.

Convido-vos a assistir à prova deste video abaixo:



Sérgio Lopes

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Em Prova: Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Bruto Rosé 2017

Rui Lucas, actualmente ao leme do projecto Prior Lucas dá continuidade à tradição familiar do seu bisavô - José Francisco Prior, pequeno agricultor da freguesia de Souselas, que cultivava a vinha e que no seu tempo vendia todo o seu Vinho nas tabernas boémias da academia de Coimbra, bem como de seu pai, José Prior Lucas, que foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Hoje o desafio é o de manter a pequena produção, entre vinha antiga e vinha nova, reagrupando os cerca de 5ha divididos por 7 parcelas onde se preserva a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.

O Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Rosé 2017 foi o meu preferido dos quatro vinhos provados. Um espumante com bolha suave, mousse envolvente, bom corpo e muita frescura, com uma acidez capaz de lhe conferir uma enorme versatilidade à mesa. Um espumante com um lado algo vinoso, capaz de acompanhar uma refeição de inicio ao fim, inclusive ombrear, sem qualquer problemas com o Leitão à Bairrada. Ou como welcome drink, ou até sobremesas. Adorei. 10,50€.

Ver o video completo abaixo:


Prova dos restantes vinhos Prior Lucas, AQUI.

Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 3 de março de 2020

Em Prova: Vinhos PGA (Pedro Guilherme Andrade)

Com formação em Engenharia Agrónoma e especialização em Enologia, Pedro Guilherme Andrade exerceu diversas funções no sector dos vinhos, desde meados da década de 1990. Como enólogo de várias empresas da Bairrada, contribuiu para o movimento de renovação dos vinhos da região, que hoje assumem um perfil mais moderno sem perderem as suas características matriciais. A sua actividade como produtor individual arrancou no final da década de 2000, aproveitando o know-how adquirido profissionalmente e as excelentes condições vitivinícolas da propriedade familiar., resultando na marca PGA

O PGA Heritage Colllection Bruto 2017 é um espumante feito de Bical, Cerceal e Chardonnay. Com estágio mínimo de 12 meses, antes de degorgement, trata-se de um espumante equilibrado, com uma mousse suave e crocante, capaz de ser consensual. Bem desenhado. 10€. 


O PGA Reserva Tinto 2018 feito de Baga e Touriga Nacional, com a barrica um pouco impositiva nesta fase, num conjunto estruturado e a mostrar que é possível beber um tinto com baga em novo. 10€. Finalmente, o meu favorito, o PGA Reserva Branco 2018, feito de Cerceal, Chardonnay e Arinto, um vinho algo exótico e fresco, com bom volume de boca e elegância de conjunto. 10€.

Um projecto, na minha opinião, a meio caminho entre a tradição e modernidade, com muito espaço para crescer.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Radar do Vinho: Prior Lucas

Rui Lucas, actualmente ao leme do projecto Prior Lucas dá continuidade à tradição familiar do seu bisavô - José Francisco Prior, pequeno agricultor da freguesia de Souselas, que cultivava a vinha e que no seu tempo vendia todo o seu Vinho nas tabernas boémias da academia de Coimbra, bem como de seu pai, José Prior Lucas, que foi cultivando as parcelas que eram do seu avô, produzindo vinho que partilhava à mesa com a família e os amigos. Hoje o desafio é o de manter a pequena produção, entre vinha antiga e vinha nova, reagrupando os cerca de 5ha divididos por 7 parcelas onde se preserva a identidade e o carácter das castas tradicionais como a Baga, Maria-Gomes e Bical, acrescentado um toque de modernidade com a Tinta-Roriz, Syrah, Merlot e Chardonnay.

O Prior Lucas Espumante Baga@Bairrada Rosé 2017 foi o meu preferido dos quatro vinhos provados. Um espumante com bolha suave, mousse envolvente, bom corpo e muita frescura, com uma acidez capaz de lhe conferir uma enorme versatilidade à mesa. Um espumante com um lado algo vinoso, capaz de acompanhar uma refeição de inicio ao fim, inclusive ombrear, sem qualquer problemas com o Leitão à Bairrada. Ou como welcome drink, ou até sobremesas. Adorei. 10,50€.
O Espumante Falala Bruto Blanc des Noirs 2017 trata-se de um espumante muito fácil de beber. Daqueles que "escorregam" muito bem. Tem uma bolha agradável, mousse boa, apresentando-se muito correto, de novo muito fresco e com aromas florais e maçã verde, com um final mais frutado, o que o torna bem apelativo. Ideal para quem pretende se iniciar no mundo dos espumantes, com um produto de qualidade. 9,90€ Falala é o nome da filha de Rui Lucas.
Prior Lucas Tinto 2016. Cada ano é diferente para este vinho que representa o blend das parcelas que o constituem, resultante do comportamento das castas naquele ano. Baga, Tinta Roriz e Syrah,  num vinho de introdução à Baga e à Bairrada. Tem uma acidez equilibrada e é bastante leve. Descomplicado e fácil de beber por qualquer um. Elegante, fresco e versátil à mesa. Um vinho para se ter sempre em casa. 8,90€
Prior Lucas Branco 2018. Bical, Maria Gomes e Chardonnay. Discreto de aroma, elegante, salino e com boa estrutura. Um branco para comida. Apenas lhe falta um pouco mais de nervo, que tanto caracterizam os brancos bairradinos de que tanto gosto. Contudo tem uma acidez boa e versatilidade para se comportar bem à mesa. 10€.

Sérgio Lopes

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Em Prova: Novos vinhos Lagoa Velha

A Quinta da Lagoa Velha é um projecto com tradições familiares na produção de vinho, na região da Bairrada, mais propriamente em Vilarinho do Bairro. Tomei contacto com os seus vinhos através dos pouco usuais blends de uvas brancas com uvas tintas dos quais se aguardam as novas colheitas. Para já, falo-vos da nova imagem, muito mais clean e moderna e de dois novos vinhos do segmento de entrada. São eles um espumante, o Lagoa Velha Bruto 2018, feito de Chardonnay, Bical, Arinto e Baga, muito equilibrado, com um nariz complexo qb que "ameaça" doçura, logo contrabalançado na boca com uma belíssima acidez. A mousse é agradável e a bolha nada agressiva, o que prova que é possível fazer um espumante gastronómico, para todos os dias e com versatilidade à mesa por menos de 6€!. O segundo vinho é um tinto, o Lagoa Velha Reserva 17, feito de Touriga Nacional Merlot e Baga, apresentando fruta em abundância, taninos firmes mas polidos e uma boca seca e de volume médio. Um tinto a mostrar bem a Bairrada, também bastante equilibrado e nada cansativo. Ambos os vinhos a um PVP de 5,95€, óptimos para o dia-a.-dia.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Em Prova: Vadio Tinto 2015

Vadio é o nome do projeto de Luís Patrão, na Bairrada, onde espumantes, brancos e tintos são produzidos com as castas autóctones da região. O Vadio Tinto 2015 é feito 100% de Baga e segue a linha dos vinhos produzidos com olhares modernos sobre o passado. Assim temos um tinto de cor mais aberta, com fruta discreta e um lado calcário a conferir lhe frescura. O corpo é médio, com pouca extração e muito sabor, com uma acidez equilibrada que faz com que a garrafa vá desaparecendo com muito prazer, copo após copo. Com apenas 12,5 graus de álcool e enorme versatilidade à mesa, é um vinho com uma excelente relação qualidade-preço, perfeito para quem pretende começar a provar Bagas, prontos a beber, mas com complexidade. Só para terem, uma ideia, este vinho apenas se mostrou ao segundo dia. No primeiro dia estava impenetrável! PVP: 11€ Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Novas colheitas dos vinhos Giz, com as estreias absolutas do Rosé e do Espumante!

Giz de Luís Gomes, trata-se de um projeto muito recente, na Bairrada, que assenta na recuperação de vinhas velhas centenárias, repletas de castas autóctones, onde predominam a Baga e a Maria Gomes. Os vinhedos estão plantados em solos pobres de natureza calcária e proporcionam a construção de vinhos únicos e inconfundíveis que vão na sua quarta edição. O nome Giz, é muito feliz, pois tem tudo a ver com esse lado calcário presente e o projeto é altamente moderno em termos de imagem e com um perfil de vinhos com muita elegância e finesse. Provamos as mais recentes novidades incluindo o novo branco de 2018, um rosé desconcertante também de 2018 e o seu primeiro espumante, de 2016.

O Giz Vinhas Velhas Branco 2018 recupera o perfil do branco de 2016, com um aroma subtil e extremamente "chalky", repleto de salinidade, com um fruta muito delicada e contida. A boca é elegante e cheia de acidez, com a madeira superiormente integrada, num equilíbrio perfeito o que torna este branco, fino e de final longo,  viciante e perfeito para a mesa ou simplesmente apreciar a solo, de tão bom que é.. PVP:21€.

O Giz Vinhas Velhas Rosé 2018 é feito 100% de Baga e ao contrário do que acontece com os Rosés, que normalmente são lançados no verão, este foi lançado... no Inverno. E percebe-se porquê, pois é nada convencional. Muito contido de aroma, com destaque para o floral e alguma framboesa. Tudo num registo delicado a que acresce algum calcário. Na boca é elegante e super seco, com taninos firmes que lhe conferem uma aptidão gastronómica incrível. Termina longo e com apenas 11,5 graus de alcool a dar um enorme prazer. Um grande vinho, que talvez em cega, pudesse ser confundido com um tinto... Excelente. PVP: 23€

Finalmente a estreia do Espumante Cuvée de Noirs 2016, 100% Baga, com apenas 1600 garrafas produzidas, das quais Luís Gomes lançou apenas metade deixando as restantes a evoluir em cave e assim poder lança-las mais tarde, dentro de 3 a 4 anos. Um espumante de nariz onde se nota alguma evolução, com notas de brioche e panificação e leve floral. A boca tem boa mousse e bolha fina, num registo envolvente e não tanto de tensão. Um espumante com 28 meses de estágio muito diferente do que se faz na região, mais em finesse e delicadeza e menos "crispie".PVP: 35€.

Novidades a juntar aos Giz Vinhas Velhas Tinto e Giz Vinha das Cavaleiras Tinto, que se encontram no mercado, a confirmação do trabalho ímpar que Luís Gomes se encontra a fazer na Bairrada.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Em Prova: Identidade OM. Edição Limitada 2018

Os vinhos "Identidade" são vinhos de boutique criados pelo Modelo e Sommelier Pedro Martin, inspirados no carácter dos seus dois filhos. O Identidade OM Edição Limitada 2018 é a segunda edição de um vinho desenhado em homenagem ao seu filho Oliver Martin. Talvez porque passou um ano e o pequeno Oliver está mais crescido, esta edição altera a composição do lote, quiçá para reflectir a sua personalidade. Será? Se no ano passado tínhamos 85% Arinto e o restante Chardonnay, em 2018 o lote muda radicalmente para Chardonnay (65%), Bical (30%) e Arinto (5%), de solos argilo-calcários, feito na Quinta do Poço do Lobo, na Bairrada, mantendo a enologia a cargo das Caves S. João e o lote final concebido pelo próprio Pedro Martin.

Está um vinho diferente da edição ano passado, mas também está muito novo. Todo ele está super contido, a começar pelo nariz onde tímidas notas minerais e de fruta de caroço vão aparecendo. Foi mais evidente no dia seguinte esse carácter frutado mais marcado que o da edição de 2017. A boca confirma o lado calcário, mineral e fresco que tanto gozo me deu no ano passado. Seco e com um bom volume, apenas me parece menos crocante e com um pouco menos de nervo, apesar da elevada acidez que possui e que o fará evoluir muito bem em garrafa. A provar de novo dentro de uns meses para aferir a sua evolução. De novo um belo vinho conseguido por Pedro Martin, talvez com mais volume de boca e um pouco mais sério que a edição anterior mas menos impactante (a meu ver). PVP: 14€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

sábado, 20 de julho de 2019

Em Prova: São João Espumante Bruto Reserva 2016

Depois de muito pensar num espumante para celebrar o batizado do meu filho, acabei por selecionar este bairradino São João Espumante Bruto Reserva 2016. Precisava de um espumante que fosse complexo o suficiente, sem ser em demasia, para poder agradar a enófilos e a bebedores tradicionais, deste tipo de cerimónias. E foi isso mesmo conseguido. Um espumante constituído pelas castas Bical (35%), Chardonnay (20%), Arinto (10%) e Maria Gomes (35%), com 20 meses de estágio em garrafa, sobre borras. O resultado é um espumante muito equilibrado, com um ataque super fresco e alguma complexidade, com ligeira tosta, muita fruta citrina e algum leve floral. Mousse boa, bolha porreira, acidez no ponto, boa estrutura e final super fresco e crocante. Por pouco menos que 6€ estamos na presença de uma extraordinária escolha a um preço de arromba. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Em Prova: Marquês de Marialva Reserva Branco Bical 2017

A Adega de Cantanhede tem evoluído de forma significativa, com o aparecimento de novos vinhos, todos eles com muita qualidade e excelente relação qualidade de preço, sob a batuta do conceituado enólogo Osvaldo Amado. Assim, a referência Marquês de Marialva Reserva Branco, cujo Arinto é excelente e provado aqui, ganhou agora um "irmão" desta feita o Bical. O conceito é o mesmo - ligeira passagem por madeira para o arredondar e dar-lhe mais complexidade. O resultado, um conjunto equilibrado, fino, com notas florais e algum cereal. Madeira bem integrada, com uma boca untuosa e que preenche o palato, com final muito apetecivel. O bical resulta mais em untuosidade e um pouco mais sério que o arinto, que tem mais tensão e crocância. Estilos diferentes, 2 vinhos com muito sabor, a um preço porreiro. PVP: 6,99€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairada, uma vez que grande parte do vinho segue para a exportação.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Em Prova: Luis Pato Vinhas Velhas Branco 2015

Chega o Verão e gosto sempre de ter umas garrafas deste clássico da Bairrada, o Luis Pato Vinhas Velhas Branco. Se possivel, com alguns anos de garrafa, pois evolui muito bem. Consegui comprar o 2015 e está num momento excecional para quem gosta de vinhos tensos e minerais. O vinho é um misto de uvas de 3 castas - Bical (50%) em solo argilo-calcário, Cerceal (25%) e Sercialinho (25%), em solos arenosos. Fermentou em cubas de inox durante 4 meses. Em tempos passou por madeira, mas nos útlimos anos, por razões comerciais, só vai ao Inox. É um branco de aroma complexo e profundo, focado nas notas citrinas já um pouco maduras, mas sobretudo é muito mineral. A boca é marcada por uma belíssima acidez, que lhe confere muita frescura. Muita garra e nervo aportam-lhe um caracter gastronómico e dão um gozo enorme a beber assim. Vai crescer em garrafa. mas para já está fantástico em tensão e com um final bem prolongado, com apenas 12,5º de alcool. Um belo vinho. PVP:8€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Em Prova: Identidade IM espumante Bruto Natural 2016

Os vinhos "Identidade" são vinhos de boutique criados pelo Sommelier Pedro Martin, inspirados no carácter dos seus dois filhos (Identidade AM e OM) e mais recentemente, na sua esposa Inga Martin, uma mulher beirã, que adora espumantes, por isso designado Identidade IM

Se os vinhos anteriores eram um tinto e um branco respectivamente, neste caso, temos assim um espumante bruto natural, feito na bairrada, mais propriamente nas Caves São João.

Feito de Arinto (40%), Bical (40%) e Chardonnay (20%), estagia em garrafa por 20 meses. 

O resultado é uma bonita e acertada homenagem à sua esposa, seguindo a linha dos vinhos anteriormente feitos, ou seja, cheio de personalidade e traduzindo essa identidade que o próprio nome sugere. Um espumante que mal cai no copo e se olha para a mousse bonita e espessa, se prevê que estamos na presença de algo bom. Com notas de maçã verde, a bolha é fina e delicada qb, a mousse confirma-se na boca muito cremosa, resultando num conjunto fresco, seco, elegante, mas com estrutura. De perfil algo "champanhês", mas com alguma austeridade bairradina, perfeito para a mesa. Apenas produzidas 1000 garrafas. 

PVP 20€. Disponibilidade: Martin Boutique Wineries

Sérgio Lopes

terça-feira, 23 de abril de 2019

Novidade: Bone, by Pedro Martin

Depois do sucesso dos Identidade AM (Tinto do Dão), OM (Branco da Bairrada) e mais recentemente IM (espumante da Bairrada), vinhos feitos em homenagem aos membros da familia Martin, eis que chegam ao mercado os rótulos "Bone". O objetivo desta referência é o de produzir vinhos secos - "dry as a bone", que funcionem como um instrumento seguro para qualquer sommelier poder aconselhá-los à mesa, sem hesitação. São produções pequenas, de apenas 2000 garrafas de um branco e um tinto, ambos feitos na Bairrada, nas Caves Messias, com o blend seleccionado por Pedro Martin. O Bone Branco 2017 é produzido das "castas típicas da bairrada" e tem apenas uns singelos 11,5º de alcool. Fresco, leve, mas com corpo, seco - é claro e refrescante.  O Bone Tinto 2016 é feito de Syrah (40%), Baga (20%), Touriga Nacional (30%) e Cabernet Saub«vignon (10%). Tem fruta madura na medida certa, complexidade qb e pendor gastronómico, como se pretende com estas referências. Seco, é claro e muito equilibrado. Os Bone não deslumbram como os Identidade (também não seria esse o propósito), mas traduzem-se em apostas seguras, num registo mais fácil e consensual. Para a mesa. PVP: 9€.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Em Prova: Drink Me Nat Cool Bairrada Tinto 2017

Nat Cool, naturalmente “cool and funky”, é um conceito inovador criado pela Niepoort, um movimento de união entre diversos produtores com o objectivo de criar vinhos leves e fáceis de beber. 

Na Bairrada foi criado o DrinkMe, o primeiro NatCool, com o objetivo de mostrar um lado diferente e elegante da casta Baga, mais fácil e direto.

Proveniente de vinhas velhas, passa apenas por Inox.

Leve na cor, o Drink Me Nat Cool Tinto 2017, 2ª edição desta referência,  apresenta-se levemente frutado e floral e sobretudo muito fresco ao primeiro impacto.

A Baga está lá com a fruta vermelha, algumas notas calcárias e um tanino civilizado, que lhe dá uma boca macia, mas muito interessante.

Ainda que num perfil fresco, direto e até sedutor, tem estrutura qb para aguentar alguns pratos, sobretudo entradas, deixando-se beber com muita facilidade, inclusivé a solo, convidando sempre a mais um copo.

Vendido em garrafas de 1 litro e servido ligeiramente fresco, foi a companhia idela para as entradas e pizza do restaurante Vila Mar. E o vinho entre os convivas, desapareceu por completo, com sucesso.  Naturalmente (cool). PVP:11,50€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de março de 2019

Da Minha Cave: Vinha Formal Branco 2009

Luís Pato, o Sr. Baga, dispensa apresentações. É um verdadeiro embaixador da casta Baga na Bairrada e sobretudo da região, região essa que é capaz de produzir brancos de enorme nível, com capacidade notável de evolução e envelhecimento positivo, que tipos tido o privilégio de provar (felizmente), talvez cujo maior exemplo sejam os vinhos brancos das Caves São João (Quinta do Poço do Lobo; Frei João), que por serem provenientes da década de 90 do ano passado, surpreendem grandemente por chegarem a 2019 ainda cheios de energia e vivacidade.

Por isso, é apenas natural que este Vinha Formal do ano de 2009, se apresente de uma forma soberba, no copo, 10 anos depois. Eu diria mais, foi seguramente um dos melhores brancos que bebi até à data. Feito da uva bical e com fermentação e posterior estágio de 9 meses em barrica, chega até nós incivelmente fresco. O aroma é inebrainte e desafiador, com notas quimicas e petroladas muito interessantes (quase a lembrar um muito bom riesling), entre tantos outros descritores aromáticos que nos remetem para uma sensação dominante de frescura. A boca tem uma tensão impressionante e um volume que torna o vinho mastigável e untuoso. Cheio na boca e pleno de acidez, termina muito longo e vibrante. Simplesmente desconcertante. PVP: 17€. Garrafeiras (Colheitas de 2014 em diante).

Sérgio Lopes

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Em Prova: Identidade OM Grande Reserva Branco 2017


Os vinhos "Identidade" são vinhos de boutique criados pelo Sommelier Pedro Martin, inspirados no carácter dos seus dois filhos. O Identidade OM Grande Reserva Branco 2017 é em homenagem ao seu filho Oliver Martin e reflecte a sua personalidade -  "sorriso fácil e longevidade". É uma edição muito limtada de apenas 1000 garrafas de um lote de 85% Arinto e o restante Chardonnay, de solos argilo-calcários, feito na Quinta do Poço do Lobo, na Bairrada. 

Trata-se de um vinho de aroma contido, com nuances citrinas, mas com uma boca vibrante, onde as notas calcárias e de maresia são evidentes. A boca tem volume, é fresca, crocante e com um final longo. E com apenas 11º de alcool e pendor gastronómico. Um vinho desenhado para se gostar de beber. Um vinho de sommelier? Pois, adorei. E logo na sua primeira edição, com selo de Grande reserva. Muito bem.  PVP: 15€. Disponibilidade: Martin Boutique Wine

Sérgio Lopes

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Radar do Vinho: Novas collheitas do vinho Giz

Com um passado ligado à bioquímica, Luís Gomes decidiu dar novo rumo à sua vida, para se dedicar a uma das suas grandes paixões - o vinho. Após o MBA em gestão e marketing seguiu-se o mestrado em Viticultura e Enologia no Instituto Superior de Agronomia, que lhe permitiu desenvolver competências nas áreas da concepção, planeamento e gestão das melhores práticas vitícolas e enológicas, em função dos vinhos que idealiza e recria. Nasce assim o projeto a solo, em solo de natureza calcária, fazendo lembrar Giz! 

Trata-se de um projeto muito recente, que assenta na recuperação de vinhas velhas centenárias, repletas de castas autóctones, onde predominam a Baga e a Maria Gomes. Os vinhedos estão plantados em solos pobres de natureza calcária e proporcionam a construção de vinhos únicos e inconfundíveis que vão na sua quarta edição. O nome Giz, é muito feliz, pois tem tudo a ver com esse lado calcário presente e o projeto é altamente moderno em termos de imagem e com um perfil de vinhos com muita elegância e finesse. Provamos há poucos dias as novas colheitas e adoramos!


Giz Vinhas Velhas Branco 2017 - Maria Gomes e Bical | 1800 garrafas. Vinho com nariz muito complexo, cheio de mineralidade e com um toque citrino e floral. Mantém o perfil de contenção aromática, ainda que se mostre mais exuberante que a edição anterior, de 2016.  Na boca, a passagem em parte por madeira americana usada conferiu-lhe um lado mais untuoso, em contraponto com o 2016, que era mais tenso e crocante. De corpo médio, é fresco, com madeira bem integrada e final muito apelativo. Vai crescer em garrafa e será um sucesso garantidamente. Gastronómico! PVP: 19€

Giz Vinhas Velhas Tinto 2016 -  Baga | 3600 garrafas | Um upgrade na minha opinião em relação à edição anteriot. Muito complexo, entre notas de frutas silvestres, especiarias, tabaco, calcário, cheio de frescura e intensidade. Na boca, taninos elegantes, mas sem deixar de ter alguma opulência. Um Baga a meio caminho entre a tradição e a modernidade (?), com adstrigência qb e que vai evoluir brilhantemente em garrafa. Muito equilibrado entre nariz e boca. PVP: 19€

Giz Vinha das Cavaleiras Tinto 2016 - Baga | 1400 garrafas. Produzido de uma vinha centenária, muito velha, a Vinha das Cavaleiras de apenas 2 hectares. Aroma ultra fino, muito complexo, contido, com laivos de calcário, fruta, especiaria, tudo com grande classe. Na boca, muito sedoso e envolvente, quase mastigável, com enorme elegância. Corpo médio, enorme acidez e frescura e um enorme prazer. Um vinho em constante mutação no copo, com final muito longo e de potencial enorme em garrafa. Rivaliza seguramente com um grande Borgonha. Delicioso e diferenciador! PVP: 27€

Sérgio Lopes

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Em Prova: Kompassus Branco 2017

Há felizes coincidências... Na segunda-feira passada assisti à apresentação dos novos vinhos Kompassus, com o mote do lançamento do super topo tinto Kompassus Gene. Foi uma grande apresentação, confirmando a qualidade dos vinhos de João Póvoa, sob a chancela do enólogo Anselmo Mendes

Pois, hoje, em trabalho em Lisboa, acabei por jantar num restaurante chamado Masstige, que combina tapas com pratos de autor, num conceito um pouco estranho (pelo menos no resultado. De entre as 2 ou 3 opções a copo, tinha este Kompassus branco 2017 (anteriormente chamava-se eskuadro kompassu), o "entrada" de gama da casa e que ligou brilhantemente com as tapas que escolhi - Ovos rotos e uns mirabolantes e estranhos croquetes de risoto de bacalhau (!). 

Este vinho (que não esteve em prova na paasada 2ª feira), feito de Maria Gomes, Bical, Arinto e Cerceal, fermenta com leveduras indigenas e tem apenas 12º de alcool. É um vinho muito mineral, citrico e vibrante, com alguma salinidade, bastante fresco, seco, com acidez crocante, volume e finais médios e que dá prazer a beber. Vai seguramente crescer em garrafa. Uma extraordinária relação qualidade-preço, para um vinho a ter em casa. PVP: 5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Da Minha Cave: Quinta das Bageiras Reserva Tinto 2011

Este vinho veio literalmente da minha cave em Foz Coa, onde o descobri este fim-de-semana e decidi trazer. Era garrafa única, guardada antes de o Diogo nascer. É verdade que compro muito mais a referência Garrafeira das Bageiras, (branco e tinto), e menos o Reserva Tinto, mas comprovei que mesmo sendo produzido para um consumo mais imediato, o vinho evolui de forma agradável. 

O Quinta das Bageiras Reserva 2011 é feito de Baga 60% e Touriga Nacional 40%, fermentado em pequenos lagares, sem desengace e com posterior estágio em tonel de madeira avinhada. 

Apanhei-o numa fase determinante da sua evolução, onde a fruta primária começa a dar lugar a aromas terciários. Continua com uma boca com óptimo volume, bastante frescura e aquele lado calcário tão giro que os solos aportam aos vinhos bairradinos. Parece-me que entre a Baga e a Touriga anda aqui uma luta, nesta fase, na garrafa, o que deu um gozo enorme a beber. Penso ter sido consumido no momento certo, quiçá, até um ou 2 anos mais cedo fosse melhor. 

De qualquer das formas, acompanhou muito bem a feijoada de casulas e deu muito gozo a beber. PVP: 8,50€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Em Prova: Íssimo Espumante Baga Bairrada 2013

O projeto Baga Bairrada vai ganhando novas referências, com espumantes feitos exclusivamente da casta Baga na região, pretendendo alargar o consumo desta bebida a um público mais vasto e abrangente. O Íssimo é proveniente das Caves Arco do Rei e tem enologia de António Narciso, enólogo com créditos firmados na região do Dão (Quinta da Fata, Quinta Mendes Pereira, entre outros). Trata-se de um Blanc Des Noirs, de Baga, onde destaco as notas tostadas e de panificação, que muitas vezes não estão presentes nesta gama. A boca é envolvente, com mousse equilibrada e os frutos secos a sobressairem, bem como alguma fruta (maçã). Com bom volume, termina bem agradável e de pendor gastronómico. É muito versátil à mesa, pelo que convém ter algumas garrafitas por perto para ir consumindo em diversos momentos. Inclusive a solo. PVP: 10€. Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes