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quinta-feira, 15 de junho de 2017

Em Prova: Cockburns Porto Vintage 1983


17/20. Mais um Porto Vintage trazido pelo amigo José Carneiro Pinto, desta feita um Cockburns de 1983, para finalizar um almoço igualmente bem regado com os vinhos A&D Wines a que farei referência nos próximos dias. Ora abrir um vintage é sempre uma experiência sensorial, pois não sabemos o seu momento de evolução em garrafa. Estando na presença de um vinho com quase 35 anos, todos os presentes concordaram que apesar da sua prévia dupla decantação, o vinho mostrou-se bem fechado e predominantemente químico, apresentando uma cor já em transformação entre o ruby e o tawny, mas mantendo uma enorme frescura e complexidade, com poder tânico e opolência, demonstrando que está aí para durar. Cockburns, uma marca clássica, que agora faz parte do grupo Symington, mas que devemos seguir com atenção e se possivel tentar descobrir estas pérolas mais antigas.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Em Prova: DOW's Vintage 2000


17,5/20. Uma das melhores formas de terminar uma refeição, é apreciando um belo Porto Vintage. Ainda por cima de um ano mítico como o ano 2000. DOW's foi o escolhido para fechar a prova dos brancos reserva da Quinta do Arcossó e em grande. Com 17 aninhos está naquele ponto em que já passou o momento "parvo" de entre 5 a 10 anos e começa a entrar na idade adulta (com muitos e largos anos pela frente). É um DOW's, como sempre cheio de garra, com fruta bem presente a dar imenso prazer nesta fase. Notas químicas a aportar complexidade, enorme frescura e final muito longo. "Escorregou" tão bem... PVP: 90€. Disponibilidade: Garrafeira Nacional.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

All I Want for Christmas is... Parte IV - Para a Sobremesa

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2017. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio aos seus colaboradores habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:

IV. GENEROSOS

Messias Colheita 1977 (Porto) | PVP: 70€ | Garrafeira Tio Pepe

Sou suspeita, pois este Vinho do Porto é de um ano que me diz muito... ;-) Mas não é apenas por isso que selecciono este Porto colheita de 1977 da Messias. É sobretudo porque se trata de um colheita que me enche as medidas e que com os seus quase 40 anos de envelhecimento oferece tudo aquilo que um grande tawny tem para oferecer: Aromaticamente muito complexo, com notas de mel e frutos secos, na boca simultaneamente elegante e harmonioso. O final de boca é muito persistente mesmo, sempre em crescendo, deixando um travo picante muito agradável. Dura e dura... Excelente. By Lucinda Costa.



Excellent Dec. 2000 Moscatel Roxo (Moscatel) | PVP: 38€ | Wine O´Clock

Seleccionei este Moscatel Roxo, de Setúbal, da Casa Agrícola Horácio Simões, um vinho que contempla a selecção das melhores barricas dos melhores anos da década de 2000, onde o moscatel estagiou. O resultado é um vinho delicioso, fresco, complexo, opulente mas cheio de sabor. O final é interminável. Uma garrafinha de apenas 50cl, que granjeou inúmeros prémios além-fronteiras, capaz de nos dar imenso prazer, após a refeição. By Sérgio Lopes


Cossart Gordon Madeira Verdelho 10 anos Meio Seco (Madeira) | PVP: 35€ | Direct Wine

O Madeira Cossart Gordon 10 Anos Verdelho Meio Seco é um vinho da madeira envelhecido em cascos de carvalho americano segundo o processo tradicional de ‘Canteiro’. De cor topázio, com nuances douradas, apresenta uma intensidade, frescura e profundidade tremendas. Resinoso e com aromas de frutos secos e laranja caramelizada, apresenta um volume de boca notável e uma acidez que lhe confere um longo final. Muito longo e prazeroso. Um exemplar que ligará na perfeição com as sobremesas de Natal.  By Sérgio Lopes. 

Quinta do Infantado LBV 2011 (Porto) | PVP: 14,5€ | El Corte Ingles 

O ano de 2011 foi ano de vintage declarado no Douro, por isso, é obrigatório comprar, beber e guardar várias garrafas da categoria mais nobre do Vinho do Porto Ruby - os Porto Vintage. Mas para quem quiser gastar um pouco menos, pode optar por um qualquer LBV do mesmo ano que dará seguramente imenso prazer. A minha escolha recai no Quinta do Infantado 2011 que bebi recentemente e que gostei muito, apresentando muita fruta madura e compota e muito guloso e com taninos muito finos e polidos, algumas notas químicas mas a fruta bem madura é que dá o toque mágico final. Prontíssimo e já muito capaz para ser bebido novo. By Francisco Monteiro


Alambre 20 Anos (Moscatel de Setúbal) | PVP: 20€ | Garrafeira Dom Vinho

Se pensarmos em finais de noite a fazer desaparecer lentamente o bolo-rei ou outras doçarias mais secas, poderemos começar a retirar todo o manancial de uvas em passa, fruta em calda e laranja cristalizada como só um velho moscatel consegue dar. Ou então sem mais nada por perto, a não ser as pessoas que nos são mais próximas, vendo aquele nosso ar intrigado finalizado com um sorriso terno e familiar, de genuíno prazer. E é nosso, e podemos dá-lo de prenda a nós mesmos.  Garrafa de meio litro. By Marco Lourenço


Andresen 10 Anos Branco (Porto) | PVP: 17€ | Garrafeira Nacional

Para a sobremesa, seleccionei o Vinho do Porto Andresen 10 Anos Branco. É verdade, branco. Este vinho tem uma grande presença aromática, muito complexo, misturando notas de alperce seco, bolo inglês, avelãs, mas com uma frescura e vivacidade surpreendentes. Um Porto Branco com uma excelente relação qualidade-preço, de uma casa que só sabe fazer bons vinhos licorosos. Apenas garrafas de 500ml... By Paulo Pimenta



Quinta das Bageiras Abafado 2004 (Bairrada) | PVP: 35€ | Garrafeira 5 Estrelas

Sugeriram-me que escolhesse um Porto ou Madeira para ilustrar esta amostra. No entanto, a história da Bairrada, que durante muitos anos enviou os seus melhores vinhos para o Douro para lotear vinhos do Porto, levou-me a escolher este Abafado, fortificado com aguardente made in Bairrada. Duma macieza intensa, muito fino e redondo, surpreende-nos por não se exceder em doçura, deixando às frutas o papel principal no final. Depois de aberto, acompanha uma noite de conversa em família até nada restar na garrafa. By Miguel Ferreira



Quinta do Portal 10 Anos (Porto) | PVP: 20€ | Garrafeira VinhoWeb.pt  

Não será o Tawny 10 anos mais conhecido, mas merece prova atenta. Guloso qb, alia muito bem as notas de frutos vermelhos com algumas notas de frutos secos. Mais encorpado do que outros, bebe-se com muito prazer. Tem um preço a rondar os vinte euros e encontra-se em garrafeiras. By Amândio Cupido.


8 belas opções de vinhos deliciosamente doces para todo o ano, mas que certamente brilharão se seleccionados para a quadra festiva que se aproxima.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

NIEPOORTLAND para o Natal

 

Continuando na onda Natalícia e nos vinhos do Porto, deixo aqui a sugestão dos vinhos Niepoortland. Inspirado nos famosos gémeos Tweedle da Alice no País das Maravilhas, trata-se de um duo que poderá ser uma prenda de Natal interessante e diferente para o verdadeiro iniciante no mundo dos vinhos do Porto, para que numa primeira fase tenha contacto com as duas grandes divisões do vinho generoso, Ruby e Tawny. A partir daqui poderá ir explorando o seu caminho e partindo à descoberta de LBVs, vintages, colheitas ou blends...

O Ruby Dum resulta da lotação de vinhos provenientes de vinhas de baixo rendimento localizadas na zona do Cima Corgo, no vale do Douro. Os vinhos envelhecem em depósitos de madeira de grandes dimensões cerca de 3 anos nas caves em Gaia, antes de serem engarrafados. Cor vermelha carregada e densa. Aroma vibrante e fresco, com notas de fruta madura, equilibrado, com boa estrutura e fácil de beber. Acompanha bem sobremesas à base de chocolate, especialmente chocolate negro ou queijos suaves. 

O Tawny Dee envelhece em média 3 anos e meio em pequenas pipas de Vinho do Porto nas nossas caves em Vila Nova de Gaia, antes de serem engarrafados, mostrando discretamente o seu aroma de frutos secos. Esta elegância é reforçada pelos anos de experiência do nosso Master Blender, José Nogueira. Um Vinho do Porto complexo com cor de tijolo alourado, com aroma a nozes e fruto secos. Na boca mostra-se equilibrado, com fruta jovem e carácter adocicado, bem integrado num longo e agradável final. O Tawny Dee acompanha bem sobremesas à base de nozes, tartes de frutos ou leite creme queimado.

Ambos têm um preço aproximado de 5€, em garrafas de 37,5 cl. Acessíveis. Uma prenda diferente.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Alves de Sousa Vintage 2009


Ano: 2009

Produtor: Domingos Alves de Sousa

Tipo: Porto Vintage

Região: Douro

Castas: Várias

Preço Aprox.: 35€

Veredicto: Domingos Alves de Sousa é sobretudo reconhecido pelo seus excelentes vinhos do Douro, é um facto. Chega o momento de apostar igualmente nos vinhos do Porto, tal como nos informou o enólogo Tiago Alves de Sousa. Parece-me lógico. Este vintage 2009 é pois o primeiro da gama "Alves de Sousa" a que se pretende dar continuidade, juntamente com o natural surgimento dos tawnie com indicação de idade.

Relativamente ao vintage 2009, trata-se de um vinho de cor retinta. No nariz, aroma complexo, mas algo contido, com a natural presença da fruta vermelha e preta bem madura que se sente muito mais na boca. Apresenta uma boa estrutura, terminando longo e apetecível.

Mais consensual na boca do que no nariz, trata-se de um vintage bem conseguido, diferente. Diferente, pois Tiago Alves de Sousa utiliza uvas da Gaivosa e também das zonas mais quentes (Quinta das Caldas; Quinta da Estação). Assim temos um nariz a lembrar o universo Gaivosa - menos exuberante e mais terroso e uma boca mais próxima do perfil clássico de um Vintage.

Classificação: 16

Sérgio Lopes

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

3 LBVs para este Natal

Os vinhos do Porto LBV (Late Bottled Vintage) inserem-se na categoria Ruby (cores vermelho carregado e sabores frutados) e são produzidos a partir de uma só colheita excepcionalmente boa. Envelhecem de quatro a seis anos dentro dos balseiros, e depois de engarrafados continuam a sua evolução, ainda que não muito significativa (existem dúvidas a este respeito). Por isso, as garrafas de LBV são diferentes, pois a rolha é inteira (ou seja, não tem a habitual tampa de plástico no topo), significando que a garrafa deve ser mantida deitada (para que o vinho humedeça a rolha). Os LBV, ao contrário dos Vintages, podem ser consumidos logo após o engarrafamento, pois a sua evolução na garrafa é menor. Os LBV eliminam assim a desvantagem dos Vintages em relação ao tempo de espera antes do consumo, e ainda que não seja um Vintage verdadeiro, possui muitas das suas características, e oferece uma ideia bastante próxima da experiência de beber um vintage novo.

Existe ainda LBVs filtrados e não filtrados (Unfiltered). Os LBV filtrados (isto é que têm um tratamento prévio ao engarrafamento) devem ser consumidos no espaço de um mês, enquanto que os Unfiltered, como são mais naturais e semelhantes a um jovem vintage, sem qualquer tratamento devem ser consumidos numa semana, finda a qual começam a perder algumas das suas características.

São ainda de valor mais baixo que os Vintage, pelo que podem ser uma boa escolha para este Natal, em ano de crise económica. Aqui ficam 3 exemplos de LBVs que bebemos este ano e que se ainda estiverem disponíveis, serão seguramente uma excelente escolha:

 13,5€
Quinta do Crasto LBV 2006 Unfiltered

13,5€
Quinta Nova LBV 2006

 18€
Quinta do Noval  LBV 2006 Unfiltered

Todos eles são excelentes exemplares. A nossa preferência recai no LBV da Noval, Unfiltered. Sendo o Vintage do produtor quase inacessível, dado o elevado preço, quem quiser ter uma ideia do que é um Noval próximo do vintage novo (com as devidas diferenças), não se vai arrepender, bebendo este excelente LBV. É simplesmente delicioso. Se optarem pelos LBV da Quinta Nova ou Crasto, são ambas opções com uma excelente RQP, versões filtrado e não filtrado, respectivamente. Também farão seguramente uma opção extremamente válida. O importante é beber bom vinho do Porto!


Sérgio Lopes

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Adelaide Tributa

Há momentos únicos e irrepetíveis na nossa vida. E não é todos os dias que temos a oportunidade de provar um vinho do Porto, segundo os registos do produtor de.. 1866! Pois, esse privilégio occorreu na passada 6ª feira. A Quinta do Vallado lançou oficialmente os Portos 30 e 40 anos e o Adelaide Tributa na conceituada Garrafeira Tio Pepe no Porto, gerida pelo carismático Luís Cândido. Eu fui um dos felizardos contemplados com uma dose "à pipeta" do vinho, mas que ainda assim constituiu um momento de puro deleite mágico.

Quanto ao vinho, numa cuidadosa embalagem de madeira e belíssima garrafa de cristal, trata-se da homenagem a  Maria Antónia Adelaide Ferreira, mais conhecida pela Ferreirinha, que foi em tempos proprietária da Quinta do Vallado, e de quem se celebra este ano o bicentenário do nascimentoPré- Filoxérico, provém de um lote original de cinco pipas, que por concentração, através dos tempos, em ambiente extremamente favorável, deu origem a apenas duas pipas. 

O resultado é um vinho raro, de excepção, simplesmente indescritível. Foi seguramente o vinho com maior concentração que alguma vez bebi, mas com uma frescura do outro mundo, para um vinho com 140 anos! Impressionante. O final é interminável... Puro deleite!

Foram engarrafadas apenas 1300 garrafas. O preço de venda deste vinho raro é de aproximadamente 3000€. 

Obrigado à Quinta do Vallado e ao Luís Cândido pelo enorme privilégio.

Sèrgio Lopes

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Krohn Colheita 1968

Ano: 1968

Produtor: Wiese & Krohn

Tipo: Porto

Região: Douro

Castas: Tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 100€

Veredicto:  Na recente visita que efectuamos à Wiese & Krohn e da qual será dado devido destaque em breve, tivemos o privilégio de provar diversas colheitas, na realidade, 5 - uma por cada década. A mais antiga em prova (excluindo o porto branco 64) foi este tawny envelhecido mais de 40 anos, ao qual demos a devida atenção.

Trata-se de um vinho com uma cor castanha "atijolada" - difícil de descrever . No nariz, muito fruto seco, diverso. Uma grande variedade de aromas, amêndoa, avelã, nozes, etc, com notas caramelizadas pelo meio, e um leve vinagrinho. Complexo mas elegante.  Na boca, belo corpo e frecura notável. Termina muito longo e muito persistente, despertando uma panóplia sensorial na nossa língua.

Um Porto com história. O único ponto menos positivo é a presença de um pouco de álcool a mais, quer na boca, quer no nariz,  que desiquilibra ligeiramente o conjunto

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Noval 10 Anos

Ano: -

Produtor: Quinta do Noval

Tipo: Tawnie

Região: Douro

Castas: Tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 20€ - 25€

Veredicto: Entre o Natal e o fim-de-ano, seria imperdoável não falar de Vinho do Porto, por um lado ainda tão desconhecido para alguns, por outro lado, tão venerado por outros; de qualquer das formas companheiro habitual e perfeita harmonização da doçaria e queijos habitualmente consumidos nestas quadras festivas. Haveria muitas escolhas, tendo optado por partilhar convosco um dos tawnies 10 anos que mais gostamos. talvez seja mesmo o melhor, o Noval 10 anos.

Produzido através de uvas próprias, das castas tradicionais do Douro, trata-se de um conjunto que contempla um perfil de um tawnie 10 anos. De cor "tijolo" escura, no nariz apresenta aromas bem evidentes a frutos secos (amêndoas, avelãs, noz). Na boca, confirmam-se os aromas apresentados, acrescentando aqui e ali notas de caramelo. Apresenta uma boa estrutura, terminando com um comprimento médio/longo e final algo seco mas bastante agradável e persistente.

Todo ele é harmonioso, suave, fresco e elegante. Um tawnie 10 anos que é uma aposta segura. Muito saboroso.


Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Kopke Vintage 1985

Ano: 1985

Produtor: C. N. Kopke

Tipo: Vintage

Região: Douro

Castas: Tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 50€

Veredicto: Numa prova organizada na wine o'clock, provamos diversos Portos Kopke, ficando para o final este vintage 1985, do qual adquiri uma garrafa. Por alturas do meu casamento e com convidados em casa, alguns deles franceses, logo destinatários do nosso Vinho do Porto, decidi abrir a garrafa para partilharmos a experiência. A rolha estava um pouco com bolor, o que me assustou um pouco. Mas após decantação cuidada e arejamento devido, servi-o e felizmente estava em forma!

A cor apresentada já não é uma cor ruby carregada, o que indicia estar no período de transição. São cerca de 25 anos dentro de uma garrafa! O aroma continua lá com a fruta ainda bem presente mas apresenta já aromas terciários. Na boca, a sensação continua, mantendo uma frescura invejável, um óptimo volume de boca, encorpado e harmonioso, embora com grande fineza e um final de enorme persistência.

Um vintage cheio de carácter, que se encontra ainda em transformação mas que está pronto a beber com enorme prazer, embora poderá igualmente ser guardado por uns bons anos, oara verificar a sua evolução.

Classificação Pessoal: 17,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Quinta do Portal Vintage 2000

Ano: 2000

Produtor: Quinta do Portal

Tipo: Vintage

Região: Douro

Castas: Tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 50€

Veredicto: A Quinta do Portal é uma casa portuguesa, familiar e independente que se dedica à produção de vinhos DOC Douro, Vinhos do Porto de categorias especiais e Moscatel. O exemplar provado foi o vintage, colheita de 2000.

De côr ruby carregada e ainda muito viva, no nariz, o aroma é a fruta preta bem madura (amora, ameixa, cereja), denotando uma enorme frescura. Na boca, confirma-se a presença explosiva da fruta, quase mastigável, num carácter muito sumarento. Enche a boca, com a sua frescura, o seu bom volume e um final de grande persistência, muito agradável.

Um vintage que está aí para durar e evoluirá positivamente seguramente por muitos anos. Muito equilibrado e muito saboroso.

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quinta de Santa Eufémia Vintage 2007 Vs. 1999


A Quinta de Santa Eufemia fica localizada em Parada do Bispo, próxima da Régua, perto da barragem. Trata-se de uma quinta de tradição secular, inicialmente e durante muitos anos, de venda de vinho a granel para as grandes caves de vinho do Porto. Fundada em 1864, nela podemos encontrar ainda o marco pombalino numero 27, o ultimo da primeira demarcação.

Situada na margem sul do rio Douro (a 300 metros de altitude), ao longo de mais de 45 hectares de vinha, neste momento,  é administrada pela 4ª geração, os bisnetos, que desde 1994, decidiram mudar o conceito, produzindo e comercializando vinho do Porto Branco e Tinto (Ruby e Tawnie), bem como vinho de mesa tinto, com marca própria.

Na visita efectuada, tivemos a oportunidade de provar os diversos vinhos, dos quais destacamos os brancos com idade (10, 20, 30 anos), como os mais equilibrados do seu portfolio. Contudo, não quisemos saír da Quinta de Santa Eufémia sem trazer dois vintages, um do famoso ano de 2007 e um outro de 1999, (o primeiro vintage a ser produzido na quinta) até para verificar as devidas diferenças. Eis o veredicto, após degustação "caseira":

Quinta de Santa Eufémia Vintage 2007

Apresenta uma cor granada, bastante fechada. No nariz, aroma a fruta vermelha fresca e madura, denotando alguma elegância. Na boca, é um vinho com bom corpo, sumarento, final de média persistência, com taninos firmes a provocar ligeira adstringência. Pareceu-nos que este vintage está mais próximo de um LBV ou mesmo de um Special Reserve. PVP 27€.

Classificação: 14

Quinta de Santa Eufémia Vintage 1999

Foi o primeiro vintage produzido na Quinta. Igualmente de cor muito fechada, no aroma apresenta-se muito mais complexo que o 2007. No início, estava muito contido, quer no aroma, quer na boca, mas lentamente foi abrindo, apresentando notas de fruta vermelha muito madura, quase em passa, especiarias e algum tabaco. Na boca, boa estrutura e final agradável e persistente. Talvez valha a pena ir bebendo-o ao longo dos anos e usufruir dos aromas terciários que poderão advir. PVP 21€.

Classificação: 14,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dalva 20 Years Old Dry White

Ano: -

Produtor: C. Da Silva

Tipo: Branco Tawnie

Região: Douro

Castas: Tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: A marca Dalva é um dos maiores produtores de grandes vinhos do Porto e foi na loja da marginal de Gaia que adquirimos este Porto Branco com 20 anos. A expectativa era muita depois de provarmos os excelentes Andresen e Kopke, cada um no seu estilo, mas muito, muito saborosos.

De cor âmbar alaranjada, o aroma denota frescura e elegância, com notas leves de frutos secos, alguma madeira e laranja caramelizada. Na boca, confirma-se a frescura e elegância. Alguma doçura, um bom volume de boca e final um pouco seco e de média persistência, completam o conjunto.

Na nossa opinião, deveria ter um pouco mais de complexidade para um porto branco com 20 anos de idade. Mesmo sendo assumidadmente um dry white, perde em comparação com os seus congéneres da Andresen, ou Kopke, por exemplo, que se encontram uns furos bem acima. Um Porto leve e que se bebe bem, como aperitivo ou até digestivo, mas não mais do que isso. Vendido em garrafas de 0,75l.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Real Companhia Velha 1977

Ano: 1977

Produtor:
Real Companhia Velha

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 40€

Veredicto:  Nas nossas eno-visitas pelo Douro, efectuamos uma paragem rápida na Real Companhia Velha, um pouco antes de passar a ponte para o Pinhão. A simpática vendedora recomendou-nos de entre os vários exemplares existentes, o colheita 1977. Ora, depois de termos provado o sublime 1977 da Messias e como a garrafa era tão bonita, e a senhora sugeriu com tanta segurança, decidimos experimentar, para comparar. Infelizmente, não era na realidade nada de especial, aliás até considero que foi uma decepção.

De cor âmbar, no nariz fruto seco, com predominância da casca de amêndoa e de laranja caramelizada. Tudo muito superficial. Muito alcoólico no primeiro impacto quer no nariz, quer na boca (e não tem a ver com a temperatura a que foi servido). Na boca, para além da presença em demasia do álcool, mostrou-se doce, com uma estrutura mediana, a faltar um pouco mais de acidez, terminando algo curto e seco.

Demasiado desiquilibrado para um vinho com mais de 3o anos...!

Classificação Pessoal: 13

Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Warre's Quinta da Cavadinha Vintage 1989

Ano: 1989

Produtor: Symington Family Estates

Tipo: Porto

Região: Douro

Castas: Blend de casta tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 25€


Veredicto: Numa recente passagem pela Graham's onde provamos mais umas coisas boas, decidimos adquirir uma garrafa do Warre's Quinta da Cavadinha Vintage 1989, recomendada pelo Raul. Compramo-la a um preço bastante apelativo, pois está no melhor ponto para ser bebida, ou seja, não ganhará mais em ser guardada. Warre's é mais um das marcas pertencentes ao império Symington, cujos vinhos são normalmente conotados com elegância. Neste caso, trata-se de um vintage, de uma quinta só (Single Quinta), mais propriamente originário da Quinta da Cavadinha, do ano de 1989. Os single quinta saem para o mercado normalmente em anos onde não há declaração vintage unânime, sendo normalmente comercializados a um preço mais reduzido, sem perder a sua qualidade. Afinal de contas, tratam-se de vintages...

A garrafa foi decantada como "manda a lei", apresentando bastante depósito. São 20 anos em garrafa... Apresentava uma cor vermelha escura acastanhada. No nariz, o aroma muito complexo, com notas balsámicas de especiarias, torrefacção, tabaco e cacau. A fruta apresentou-se bastante escondida. Na boca, muito fresco, fino e elegante. Sente-se a baunilha, fruto seco empassado, chá, enfim, um manacial de aromas e sabores representados. Tem uma boa estrutura e final muito longo e saboroso.

Um belo exemplar de um vintage evoluído, para beber já e com muito prazer.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 16 de março de 2011

Morgadio da Calçada Dry White

Ano: Engarrafado em 2010

Produtor: Niepoort (Vinhos) S.A

Tipo: Dry White

Região: Douro

Castas: Côdega, Rabigato, Viosinho,Arinto e Gouveio.

Preço Aprox.: 12€

Veredicto:  Morgadio da Calçada trata-se de um projecto "acarinhado" pela Niepoort e que agora começa a dar frutos. Da junção da assinatura do aclamado enólogo, com a excelente localização e qualidade das vinhas da família, o resultado só poderia ser positivo. Este projecto para além dos Portos, possui igualmente vinhos de mesa.

O Morgadio da Calçada Dry White trata-se de um Porto Branco, diferente do habitual. Não deixa de ser um aperitivo, mas apresenta algumas particularidades que o distingue dos demais, desde logo a proveniência das uvas brancas que lhe dão origem, de cepas velhas com mais de 30 anos de idade. Depois, o facto envelhecimento decorrer, ao longo de cerca de 3 a 4 anos em barricas de carvalho e não em inox.

O resultado é um vinho do Porto Branco que alia a frescura a uma invulgar elegância.

A cor é aloirada, com aromas a fruta fresca balanceados com o fruto seco, proveniente do estágio em madeira. Invulgar. Na boca, é leve e refrescante, com final concentrado e bela acidez.

Perfeito com água tónica, uma rodela de limão e gelo, num belo Long Drink.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dalva Colheita 1995

Ano: 1995

Produtor:
C. da Silva

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 17€

Veredicto:  Ora aí está mais um colheita, lançado pela C. Da Silva e que curiosamente esteve em prova na Essência do Vinho. Eu já o conhecia e já tinha adquirido uma garrafita na loja da Dalva, no Cais de Gaia. Pois bem, acabou-se ontem.

Trata-se do colheita 1995, com uma imagem renovada e mais apelativa (aliás comum a todos os vinhos da casa),  a custar cerca de metade do valor, do  fantástico colheita 1985, mas igualmente muito bom. Como sempre, os vinhos colheita Dalva são elegantes e finos, com uma acidez que lhe confere uma frescura notável, enfim, uma delícia. Envelhecido em barricas de carvalho francês, por um período mínimo de 7 anos, na boca, para além do bom volume e do final persistente, notam-se os frutos secos (também presentes no aroma), característicos deste tipo de vinho.

Mais um colheita muito agradável, com óptima relação qualidade-preço e que dá um prazer imenso a degustar.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Quinta Vale D. Maria Reserve Port

Ano: Engarrafado em 2010

Produtor:
Lemos e Van Zeller

Tipo:
Vinho do Porto -  Reserva Ruby

Região: Douro

Castas: Touriga Nacional, Tinta Cão, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Francesa e Tinta Amarela.

Preço Aprox.: 12€

Veredicto: Os reserve port da  Quinta Vale D. Maria, são vinhos de um só lote de cada ano, produzidos para se comportarem como uma aproximação ao vintage (com as devidas GRANDES diferenças), no sentido em que consumidos jovens apresentam todo um carácter frutado e frecura acentuada, embora possam envelhecer por vários anos em garrafa.

Quinta Vale D. Maria Reserve Port trata-se de um porto elaborado artesanalmente, sem filtragem, como é tradição nos melhores Portos, com uvas pisadas em lagar de granito e envelhecidas em barricas velhas, antes de ser engarrafado, ainda jovem.

No copo apresenta uma bela cor ruby, característica deste tipo de vinho fortificado.

No nariz ressaltam as notas de fruta vermelha, com  grande intensidade.

Na boca, grande estrutura e taninos marcados, combinados com uma grande frescura e um final longo e bastante doce.  Bastante agradável e a um preço acertado.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quinta das Lamelas 10 Years Old White Porto

Ano: -

Produtor:
José António Da Fonseca Augusto Guedes, Unip., LDA

Tipo:
Vinho do Porto -  Branco Envelhecido

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 12€

Veredicto: Com a moda recente dos vinhos do Porto branco envelhecidos, chega-nos este Quinta das Lamelas, branco, envelhecido 10 anos em barricas de carvalho. Proveniente de um pequeno produtor, nomeadamente José António Da Fonseca Augusto Guedes, a.k.a. Casa da Quinta das Laranjeiras, trata-se de uma empresa familiar com tradições seculares na feitura de vinho, que remontam a 1836. Localizados em Cambres, Lamego, orgulham-se da manufactura dos seus vinhos à maneira mais tradicional.

O Quinta das Lamelas, Old White, 10 years , apresenta-se em garrafas de 0,5 litros.

No copo apresenta cor branca dourada. No nariz, sobressai um aroma complexo a frutos secos, tais como amêndoa, avelã e figos. Na boca é encorpado, vivo e fresco com um final longo e bastante doce.
Pode ser encontrado facilmente no El Corte Inglês.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Qta Nova Nossa Sra Carmo Vintage 2000

Ano: 2000

Produtor:
Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo

Tipo:
Vinho do Porto - Vintage

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 65€

Veredicto:  Foi o vinho do Porto que acabei por abrir na passagem de ano... Apesar de na garrafeira ter vários exemplares vintages, incluíndo o Dow´s 2007, por exemplo, encontrei no Jumbo de Gaia esta pechincha abaixo de 30€! Comprei e acabamos por degustá-lo no último dia do ano.

A Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, é propriedade da família Amorim, no Pinhão., contendo umas parcelas de vinhas do mais alto benefício e com mais de 50 anos, onde nasce este vintage. O vinho apresentou-se com uma cor naturalmente Ruby, dada a sua relativa juventude para um vintage (8 anos em garrafa), aroma bastante frutado, doce e com um final de boca muito agradável, longo e persistente:

Foi um sucesso, mesmo entre alguns, pouco habituados e assim pouco apreciadores, desde tipo de néctar..

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes