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sábado, 23 de maio de 2020

Em Prova: Tubarão! Pet Nat Palhete 2019

Um vinho que resgata a tradição cultural do vinho de masseiras e a técnica ancestral da espumantização "petillant naturelle". Joint-venture entre Ricardo Garrido - Fotógrafo da Revista de Vinhos e o talentoso enólogo Márcio Lopes. Assistam abaixo ao video onde explicamos tudo isto e provamos o vinho! Um vinho leve, fresco e despreocupado, perfeito para o Verão!



Sérgio Costa Lopes

sábado, 9 de maio de 2020

Em Prova: Casa do Capitão-Mor Reserva Maceração Alvarinho 2018

O Casa do Capitão-Mor Reserva Maceração Alvarinho 2018 é um vinho proveniente da sub-região de Monção e Melgaço. Feito 100% de Alvarinho, de uma vinha com mais de 30 anos de idade, de solos graníticos, de calhau rolado. Está uma delícia, cheio de frescura e complexidade nesta fase. No nariz, com notas citrinas e leve tropical e muita pederneira (mineralidade). Na boca, mostra-se  seco, tem bom volume, untuosidade e um final longo e muito apetecível. Uma das melhores edições deste vinho, na minha opinião! PVP: 13€.

Video prova abaixo:

Perdão pela má qualidade de imagem - foi o primeiro video. O vinho merecia mais, pois esse tem MUITA qualidade!

Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Radar do Vinho: Dom Ponciano

No século XIX, os pais de Ponciano de Abreu começaram a produzir Vinho Alvarinho nas suas propriedades situadas nas encostas de Paderne, em Melgaço, na zona Noroeste de Portugal. No primeiro quartel do século XX, Ponciano de Abreu decidiu relançar o cultivo dos seus vinhedos, tendo sido um dos pioneiros na produção do Alvarinho. Mais recentemente, já no início do século XXI, Rui Esteves, neto de Ponciano, retomou o projecto de uma forma profissional, tendo decidido passar a comercializar o seu Vinho Verde Alvarinho com a marca "DOM PONCIANO", do qual estão disponíveis no mercado um espumante delicioso, um colheita seleccionada desconcertante de 2013 e um refrescante branco de 2018, todos feitos de Alvarinho, claro está.
O espumante Dom Ponciano Grande Reserva Bruto Natural 2013 estagiou 2 anos em garrafa e mais 2 anos após degorgement. Trata-se seguramente de um dos melhores, senão o melhor espumante feito de alvarinho, apresentando muita complexidade e frescura, belíssimas notas frutadas, alguma panificação, bolha fina e final longo e refrescante, com uma mousse bem delicada e que se prolonga no palato. Um espumante capaz de acompanhar a refeição de inicio ao fim, sem qualquer problema. Uma descoberta. PVP: 25€.
O Dom Ponciano Alvarinho 2018 é a colheita mais recente no mercado. Um Alvarinho com tudo no sitio, cheio de frescura e com notas herbáceas e citrinas que lhe conferem intensidade e tensão. Um excelente exemplar da região, seco e muito refrescante. PVP: 10€

Para o final, a "jóia da coroa", o Dom Ponciano Colheita Seleccionada 2013 (25€), um alvarinho com 2 anos de estágio em inox, com posteriores 6 meses em madeira, Aparece em 2020 com uma vivacidade estonteante, quase como se os anos não tivessem passado por ele, muito complexo, cheio de tensão e intensidade. Convido-vos a assistir à prova deste video, de seguida:



Sérgio Lopes

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Em Prova: Borges Alvarinho 2018

Os vinho Borges começaram no Vinho do Porto e hoje estão também nos vinhos tranquilos no Douro, Dão e claro Verdes, onde a primeira marca registada que têm já como Vinho Verde data de 1905, o Gatão. Assim desde muito cedo a empresa começou a comercializar vinhos nesta região. A Quinta de Simaens foi adquirida em 1991 e a Quinta do Ôro foi comprada em 2016. O Borges Alvarinho 2018 (9,90€) é proveniente da sub-região de Monção e Melgaço, sendo um vinho curioso, com uvas entre vinhas de calhau rolado e encosta. Assistam à nota de prova completa deste vinho, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Em Prova: Zafirah Tinto 2018

Terceira edição de Zafirah, o vinho de Constantino Ramos, enólogo de Anselmo Mendes. Trata-se de um "verde tinto", produzido das castas típicas tintas da região de Monção, com predominância de Alvarelhão, secundado por Borraçal, Pedral e apenas um pouco de Vinhão. provenientes de uma vinha com mais de 70 anos ainda com sistema de condução em latada procurando imitar esses vinhos, que há época eram comparados aos Borgonha. 

Depois de um primeiro ano - 2016, disruptivo e de um segundo ano - 2017, mais polido, surge agora na terceira edição, num perfil intermédio entre as edições de 2016 e 2017, mostrando-se muito equilibrado e guloso. Talvez com uma acidez mais próxima do 2016, de que tanto gostei. O resultado, um tinto super fresco, com uma concentração de fruta fresca balanceada na medida certa, uma belíssima acidez e uma atracção no copo tão grande, que corremos o risco de a garrafa acabar num ápice. Pouco álcool e muito sabor num tinto da região dos vinhos verdes que é obrigatório conhecer. PVP: 11€. Garrafeiras.

Video da prova do Zafirah 2018:



Sérgio Lopes

domingo, 22 de março de 2020

Em Prova: Casa de Paços Loureiro & Arinto 2019

Proveniente de Barcelos, trata-se de um vinho verde feito de Loureiro e Arinto, que conjuga fruta, o lado floral do Loureiro e a acidez do Arinto, num registo de grande tensão. A edição de 2018 aparece com uma nova imagem, mais "clean" e moderna, com as castas utilizadas, visíveis em primeiro plano. Quanto ao vinho, trata-se de um branco com textura, seco e muito refrescante, a bom preço, que pede algo para acompanhar à mesa. Parece-me mais pronto a beber do que em edições anteriores, dando já uma prova muito agradável. Mas pelo histórico da "coisa" ainda tem muito para crescer nobremente em garrafa. Disponível para todos, a preço cordato, em tempos difíceis onde um copo de um vinho branco de qualidade, certamente amenizará o ambiente. PVP: 4,5€. El Corte Ingles.

Convido-vos a assistir à prova deste vinho, abaixo:


Sérgio Lopes

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Em Prova: Casa do Barroso Alvarinho Reserva 2018

De Cabeceiras de Basto, chega a segunda edição de um vinho branco da casta Alvarinho, pelas mãos do enólogo Márcio Lopes (Permitido, Proibido, Pequenos Rebentos). Se a primeira edição do vinho dos irmãos Barroso tinha um nariz algo exuberante e intenso, 2018 resulta num aroma profundo, contido, carregado de mineralidade, com a fruta em plano menor. A boca tem muita tensão, com grande acidez e frescura, terminando muito seco e gastronómico, austero até, tal a acidez cortante que apresenta nesta fase. Às cegas não o identificaria como alvarinho (mais parecido até com um avesso, ou um arinto, quem sabe), mas isso pouco importa. Importa sim, acompanhar a sua evolução, pois estas características fazem prever boa evolução, num perfil mais sério que o do ano transacto. . PVP: 9,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Em Prova: Chapeleiro Reserva Branco 2017

Segunda edição deste vinho que mantém a mesma matriz do ano anterior, ou seja, a selecção das melhores uvas de Arinto e Loureiro, com um ano de estágio em barrica de carvalho francês e 6 meses de garrafa. Se no ano passado, a barrica era de primeiro ano, tal como o vinho, este ano, aparece desde já menos marcada, o que me agrada bastante. O Chapeleiro Reserva Branco 2017 mantém o perfil sério do ano passado a está muito equilibrado, complexo e apetecível. O aroma é contido, com notas de barrica de qualidade mas também fruta fresca. Na boca a untuosidade comanda, mostrando-se com bom volume de boca, uma belíssima acidez que lhe confere crocãncia, num final tenso e longo. Gostei muito desta nova edição, de apenas 650 garrafas produzidas, que vão desaparecer num ápice e demonstram mais um vez o grande potencial da região dos vinhos verdes em produzir belos brancos de guarda. PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Novidade: Chapeleiro Alvarinho 2019

Originário de Marco de Canaveses, o projeto Chapeleiro ganha agora mais duas referências, um 100% avesso e este Chapeleiro Alvarinho 2019 proveniente de uma vinha da região, com 20 anos junto ao rio. A enologia está a cargo de António Sousa. O vinho está muito jovem, pois foi engarrafado há cerca de um mês, mas já mostra um grande potencial. Neste momento, temos um aroma exuberante a fruta tropical e alguma citrino. Na boca é muito fresco e com bom volume, apresentando-se seco, com tensão e final sumarento e apetecivel, bem focado na fruta. Vai crescer em garrafa e será interessante prová-lo de novo lá mais para a Primavera / Verão para acompanhar a sua evolução em garrafa. PVP. 16€. Garrafeiras e Restauração.

Sérgio Lopes

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Novidade: Consorte Branco 2018

A região vitivinícola dos vinhos verdes é das regiões mais estimulantes de Portugal, com grande versatilidade em termos de castas e capaz de produzir belíssimos vinhos brancos, com uma frescura ímpar. O Consorte é um novo projeto, situado no Lugar de Fundões, em Castelo de Paiva, uma sociedade familiar que vendia as uvas para o gigante Aveleda e agora decide produzir um vinho de elevada qualidade em nome próprio. São apenas 1200 garrafas de um vinho da casta Arinto, cujas uvas entre outras curiosidades, são prensadas por uma prensa de vara, que data da origem da casa, do final do século XIX - 1890. O nome da empresa é Adega da Vara, precisamente em homenagem e referência à rara prensa. A enologia praticada é do tipo minimalista e está a cargo de Rui Cunha (Quinta da Covela, Casa de Paços). Ao leme do projeto encontra-se Júlio Teixeira, empresário que decide agora investir a sério no seu projeto familiar, sempre com o objetivo de obter pequenas produções, de vinhos premium. "Um reserva está também na calha," afirma Júlio.

O resultado é um grande vinho da casta Arinto que tão bem se comporta quando bem trabalhada. O nariz é super complexo e profundo, com muita frescura logo no primeiro impacto e notas especiadas e de barrica de primeiríssima qualidade. na boca temos untuosidade, belo volume e muita frescura, com uma belíssima acidez a equilibrar o conjunto. A madeira ainda se nota, mas aparece bem integrada já, contribuindo para elevar o vinho em termos de complexidade. Termina longo, gordo e tenso. Vai seguramente crescer em garrafa, pois ainda é um "bebé". Um grande primeiro vinho deste projeto! PVP: 19,90€. Garage Wines.

Sérgio Lopes

sábado, 4 de janeiro de 2020

Em Prova: Deu-La-Deu Reserva 2017

Outro dos vinhos degustados durante as festividades natalícias, este Deu-Le-Deu Alvarinho Reserva 2017, produzido através de uma seleção de uvas de melhor qualidade de vinhedos mais altos, em Monção e Melgaço. Mais profundo e complexo que o Deu-la-Deu "normal", com as notas citrinas puras da casta em evidência, muita frescura e bom volume de boca, com um final refrescante. Uma delicia,. A demonstrar que a Adega de Monção é capaz de produzir um Alvarinho de grande qualidade no patamar dos 10€. Um clássico turbinado... PVP: 10€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Fora do Baralho: Quinta de Sanjoanne Espumante Grande Reserva Brut Nature 2011

Este foi o espumante que acompanhou a passagem de ano para 2020. Blend de Avesso e Arinto, oriundo de Amarante, com 4 anos de estágio em cubas de inox mais 4 anos em garrafa, com o degorgement a ser efetuado apenas em Setembro de 2019. Trata-se de um espumante que é a "cara" do produtor, ou seja, super fresco, extremamente seco e com uma acidez acutilante. A bolha é fina e o espumante é muito elegante e complexo, com uma mousse boa, com cremosidade (preferia um pouquinho mais). Para mim, é claramente um espumante para a mesa, para acompanhar a refeição, dada a sua acidez e frescura minhota. Fora do baralho para a região, mas totalmente em linha com aquilo que o produtor nos tem habituado! PVP: 27€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Novidade: Casa de Paços Loureiro Reserva Vinhas Velhas 2018

Novo vinho da Casa de Paços, 100% Loureiro das vinhas mais antigas. O vinho permaneceu nas borras finas durante 9 meses. Parte do lote fermentou em aço inoxidável e cerca de 20% do vinho estagiou em barrica durante 6 meses (carvalho francês de segundo ano de 300 litros). Um vinho que expressa o que de melhor a casta Loureiro representa. Aroma muito delicado e contido, cheio de subtileza, com notas florais, limonadas e minerais. Boca muito fresca, com untuosidade, madeira impercetível, elegante e vibrante, com final longo e que nos faz salivar. Ainda muito jovem e de elevado potencial. Um grande Loureiro! PVP: 10€ Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Em Prova: Prazo da Cotovia Moscatel Galego 2018

Da Casa de Paços, confesso que desconhecia este vinho e até tinha algum "receio" em prova-lo, uma vez que o Moscatel Galego é uma casta tão exuberante, que por vezes resulta em vinhos um pouco enjoativos. Ora é sabido que os vinhos feitos nesta Casa de Paços são todos secos e alguns até um pouco por domar em termos de acidez, quando novos, pelo que o resultado nunca poderia ser "docinho". O Prazo da Cotovia Moscatel Galego 2018 resulta num vinho com um aroma bem perfumado, mas sem ser excessivo, sempre com fruta bem definida e limpa, tipo lichias, algum floral e um toque a hortelã que o torna fresco ao primeiro impacto. Na boca é seco, delicado, muito fresco e apetecível, convidando a beber mais um copo. Belíssimo exemplar da casta, que dá muito gozo beber. Uma excelente surpresa a um preço de combate. PVP 6€. 2000 garrafas produzidas.

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Em Prova: Adega Ponte da Barca Reserva de Sócios Loureiro 2017

Para comemorar os 50 anos de atividade, a Adega Cooperativa de Ponte da Barca decidiu lançar este Loureiro Reserva de Sócios, de 2017, o primeiro vinho da adega, de categoria premium, com envelhecimento em casco de carvalho. O nariz é muito bonito, com notas florais, alguma maçã verde e notas fumadas e de leve fruto seco, do contacto com a barrica. A boca é vibrante, untuosa, com a madeira superiormente integrada para um vinho tão jovem e de uma casta, que raramente leva madeira (salvo algumas honrosas exceções). Um vinho muito bem conseguido, complexo e equilibrado e que demonstra bem o poder e elasticidade da casta Loureiro. Com nervo e estrutura suficiente para envelhecer bem e ser altamente versátil à mesa, aguentando até pratos fortes da nossa gastronomia portuguesa. Muito bem. PVP: 15€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Em Prova: Casa de Paços Loureiro & Arinto 2017

Proveniente de Barcelos, trata-se de um vinho verde blend de Loureiro e Arinto, que conjuga fruta, o lado floral do Loureiro e a acidez do Arinto, num registo de grande tensão. Só para terem uma ideia, este ano de 2019 bebi literalmente às caixas a edição deste vinho de 2016, que estava top. No mercado já se encontra a edição 2018, mas sugiro comprar a de 2017, que ainda se encontra à venda e começa agora a dar boa prova, estando bem mais macio que o 2016. Um branco com textura, seco e muito refrescante, a bom preço, que pede algo para acompanhar à mesa. PVP: 4,5€. El Corte Ingles.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Em Prova: 500 Loureiro & Alvarinho Reserva

Há 500 anos Fernão Magalhães, explorador português, circum-navegou o mundo pela primeira vez. Para comemorar esse feito, a Adega de Ponte da Barca – terra associada à sua origem criou este vinho feito de Loureiro do vale do Lima e Alvarinho do vale do Lima. Em termos de vinificação, 40 % do Loureiro termina a fermentação em cascos de carvalho francês, novos e usados (250 e 600 L), permanecendo aí por 3 meses. Os restantes 60 % do Loureiro e o Alvarinho fazem toda a fermentação em inox onde permanecem em bâtonnage. Ao fim dos 3 meses, foi feito o lote do Loureiro com o Alvarinho, permanecendo em borras finas até ao momento do engarrafamento.

O resultado é um vinho muito interessante que é vendido numa caixa individual também muito bonita e moderna. Nariz com notas citrinas maduras e algum floral, bem como ligeira especiaria do contacto com a madeira. Ao primeiro impacto é super apelativo com a fruta muito bonita ate a induzir que o vinho pode ser algo doce. Mas na boca é precisamente o contrário, ou seja, é seco e muito fresco, tem um bom volume, nervo e termina muito bem, com acidez salivante. Ainda muito jovem, com elevado potencial de evolução e a provar que uma adega cooperativa pode e consegue fazer vinhos premium de grande qualidade. Muito bem. PVP: 16,99€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Em Prova: Deu la Deu Alvarinho 2018

Nova edição deste vinho, amplamente acessível nas grandes superfícies. Proveniente da Adega de Monção, onde há um par de anos fiz uma prova vertical. E se dúvidas houvesse, provou-se a qualidade e longevidade desta referência. O Deu la Deu 2018 é um alvarinho que aparece nesta edição com um nariz mais contido do que habitual e também bastante complexo, entre notas tropicais suaves, predominância do citrino puro e alguma fruta de caroço. Tudo muito apetecível e sem exageros. A boca mostra uma boa acidez, apresentando-se bastante fresco e com bom volume, equilibrado e a dar muito prazer copo após copo. Um vinho que ronda os 6€, mas que por vezes no Pingo Doce se consegue comprar abaixo de 5€. É aproveitar e ir desfrutando. Acompanhou lindamente uma carne de porco rugida, feita como só a minha mãe a sabe cozinhar. Eu e o meu pai, demos conta desta garrafinha... PVP:6€. Grandes Superficies.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Fora do Baralho: Turra Tinto 2018

Deste projeto novo, localizado em Celorico de Basto , na região dos Vinhos Verdes, com enologia de Constantino Ramos (Anselmo Mendes, Zafirah, Afluente), nascem as marcas Fonte da Cobra (vinhos brancos colheita e Alvarinho) e Turra (tinto). A marca Turra foi a primeira a surgir em homenagem ao animal de estimação que tem acompanhado o projeto desde o início. Entretanto a cadelinha Turra faleceu e os proprietários decidiram doar os valores das garrafas estampando o simbolismo da acção numa raspadinha por cima da letra "A" indicando o valor da doação de forma subtil, homenageando assim a companheira Turra. Gesto bonito, ainda para com a doação ta ser efetuada para a associação Midas, uma associação sem fins lucrativos que alberga e cuida de animais abandonados, sobretudo cães.

Quanto ao vinho Turra Tinto 2018 é de facto fora do baralho. 100% produzido da casta Vinhão é a antítese daquilo que estamos habituados a provar neste tipo de vinho. A começar pela cor muito menos carregada do que o habitual nos verdes tintos, aliás bem discreta até. O nariz apresenta uma fruta fresca bonita, tipo morango ou cereja e apenas com o passar do tempo de copo para copo vai timidamente se aproximando dos aromas típicos da casta, de fruta vermelha mais intensa e próxima do lagar. Mas sem nunca chegar profundamente aos aromas típicos do vinhão. Na boca não esperem aspereza ou dureza, daqueles taninos de "arrancar pelos do peito" e "pintar malgas" dos verdes tintos. Nada disso, são taninos bem redondos, mas firmes e elegantes., numa boca fresca e de final médio. Um vinho sui generis, muito "giro" e de agradável consumo, para a mesa. PVP: 6,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Em Prova: Covela Edição Nacional Avesso 2017

Localizada em Baião, coladinha ao Douro, mas ainda na região dos vinhos verdes, a Quinta da Covela consegue reunir o melhor das duas regiões, produzindo vinhos moldados pelo xisto duriense e pelo granito minhoto. 

Este já clássico Avesso da casa continua com o patamar de qualidade a que nos habituou. Mesmo num ano de 2017 que foi muito quente em Portugal, mantém o seu perfil fresco e cremoso, com apenas 12,5 graus de álcool. Talvez até tenha um pouco mais de corpo, nesta edição. 

Foi a escolha segura e de última hora para o almoço de sábado, quando de repente o telefone toca e a minha irmã tinha uns grelhados preparados para nós. Foi correr ao L.Eclerc (hiper mais próximo) e trazer este vinho (e o gelo para o refrescar) que foi de agrado geral. A mineralidade deste avesso, com alguns toques de fruta branca e a sua elevada frescura casaram perfeitamente à mesa, mostrando que este valor seguro é para se ter sempre à mão. PVP: 7,85€. Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes