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quinta-feira, 21 de maio de 2020

Em Prova: Os Reserva da Quinta dos Avidagos

A Quinta dos Avidagos é o quartel general do produtor Duriense que explora quatro quintas com vinhas, localizadas num raio de 5 quilómetros da Régua, pertencentes à família Nunes de Matos, das quais a mais antiga é a Quinta da Varanda adquirida em 1695, sendo uma das mais antigas da região. É na Quinta dos Avidagos que se encontra a "Casa da Quinta", os armazéns para as alfaias e tractores, a adega e os armazéns do envelhecimento dos vinhos de mesa e do Vinho do Porto. São diversas as referências no mercado, sendo que tivemos oportunidade de provar com mais detalhe os reserva branco, rosé e tinto. A enologia encontra-se a cargo de Rui Cunha.
O Quinta dos Avidagos Reserva Branco 2018, aqui na sua terceira ediçãotem passagem parcial por madeira e nesta fase sente-se um pouco desse lado "abaunilhado", que é propositado. Um branco cremoso qb na boca, com notas florais e uma pitada de fruta, boa frescura e um equilibrio que faz deste vinho bem afinado e versátil a mesa. PVP 10€
O Quinta dos Avidagos Reserva Rosé 2017, apenas na sua segunda edição apresenta fruta vermelha fresca no nariz, alguma groselha e leve vegetal. Na boca. apesar de seco e com boa acidez, termina com sensação de sucrosidade, sobretudo se o bebermos demasiado fresco. Aumentando a temperatura, ganha volume e vai para um lado um pouco mais sério e vegetal, bem mais do meu agrado. PVP: 10€.

Finalmente, o Quinta dos Avidagos Reserva Tinto 2017 (10€), claramente o meu favorito e uns degraus acima do tinto e branco reserva. Potente, com fruta deliciosa do Douro e bastante fresco. A dar muito mais do que podemos esperar para um vinho deste preço. Para assistir ao video da prova deste vinho, abaixo:


Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Em Prova: Herdade do Rocim Rosé 2019

Nova edição do Herdade do Rocim Rosé 2019. Feito na Vidigueira (Alentejo), 100% de Touriga Nacional e com passagem apenas por Inox. O rótulo é muito bonito e simples, representando a imagem da ‘Linaria Ricardoi’, que é uma pequena planta alentejana que está em vias de extinção por causa dos pesticidas e da pressão dos rebanhos de pequenos ruminantes. 

O vinho volta com o mesmo perfil do ano transacto, com uma cor salmão aberta, muito bonita, a fazer lembrar os grandes rosés da provence. 

Os aromas são timidos, florais e minerais, mas também de fruta fresca - romã, framboesa com a Touriga Nacional e evidenciar-se. Na boca mostra-se seco, elegante, com frescura, pouco álcool - 12,5, mas com tensão e corpo suficientes, para ser uma boa escolha para a mesa. A precisar de garrafa, mas a traduzir-se numa excelente escolha para o Verão, em tempos de confinamento que atravessamos. Um vinho diferente no panorama alentejano e com caracter apelativo.  PVP: 8€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

sábado, 11 de abril de 2020

Em Prova: Quinta do Perdigão Rosé 2017

A Quinta do Perdigão é um projecto localizado em Silgueiros, na região do Dão.  Liderado pelo carismático arquitecto José Perdigão, juntam arte (nos rótulos desenhados por Vanessa e nos ContraRotulos bem descritivos) à arte de fazer vinho, da forma mais natural possível, privilegiando o terroir. O Quinta do Perdigão Rosé 2017 e um vinho seco, elegante e muito versátil a mesa (8,90€) Por favor assistam à prova completa deste vinho, no video abaixo:



Sérgio Costa Lopes

segunda-feira, 30 de março de 2020

Em Prova: Quinta Serra D'Oura Reserva Rosé 2017


Head Rock é um projecto de Trás-os-Montes, mais propriamente, localizado em Vidago, e cujo primeiro vinho nasce apenas em 2011.

Liderado pelo jovem e simpático casal Carlos Bastos e Rita Ferreira, para além da marca "umbrella" Head Rock, com vinhos sem passagem por madeira, a marca Quinta Serra D'Oura é sempre um field blend, com passagem por madeira.

O Quinta Serra D'Oura Branco Reserva 2017 é repleto de de frescura, com pouco álcool - 12,5º, mostrando-se muito versátil à mesa.
PVP: 15€.



Para ver o vídeo completo sobre a prova deste vinho abaixo:



Sérgio Lopes

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Novidade: Quinta do Cardo Rosé 2018

Novidade absoluta o Quinta do Cardo Rosé 2018, feito 100% de Touriga Franca, que chega agora às nossas mesas. Mesas, sim, pois na minha opinião é um rosé para a mesa. Com o equilíbrio característico, que o enólogo Luís Leocádio coloca nos vinhos que faz, temos aqui um rosé que no aroma cheira mesmo ao que é´(até me podiam vendar os olhos), apresentando notas de framboesa e florais a pétalas de rosa. A boca é super fresca e mineral, com um equilíbrio entre a sensação de doçura apresentada no nariz, que é compensada por uma acidez vibrante que torna o vinho super seco e gastronómico, sem deixar de ser apelativo, a pedir um peixinho, umas entradas ou até uma carne branca. Termina de média intensidade e com muito sabor. Acompanhou um sushi brilhantemente. Mais uma adição que se saúda ao portfolio, já de si excelente da Quinta do Cardo. Se tiverem oportunidade provem também o Rosé topo de gama da casa feito da casta Caladoc, provado AQUI. PVP: 6,99€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 14 de maio de 2019

Novidade: Herdade do Rocim Rosé 2018

Mais uma novidade de 2018 acabadinha de sair, o Herdade do Rocim Rosé 2018. Feito na Vidigueira (Alentejo), 100% de Touriga Nacional e com passagem apenas por Inox. O rótulo é muito bonito e simples, representando a imagem da ‘Linaria Ricardoi’, que é uma pequena planta alentejana que está em vias de extinção por causa dos pesticidas e da pressão dos rebanhos de pequenos ruminantes. 

O vinho apresenta com uma bonita cor rosa aberta, a fazer lembrar os grandes rosés da provence. Aromas florais da Touriga semtem-se no nariz  (contidos). A boca é seca, elegante, fresca , com pouco alcool, mas com tensão e corpo mais do que suficientes, para ser uma boa escolha para a mesa. Um rosé a precisar de mais alguns meses de garrafa, quiçá até ao Verão para começar a brilhar verdadeiramente à mesa. Gostei bastante e penso que evoluirá muito bem por mais um ou 2 anos. PVP: 8€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Em Prova: Quinta do Todão

A Quinta do Todão situa-se em frente à localidade de Gouvinhas, na sub-região do Cima Corgo. Trata-se de uma quinta histórica, com referências seculares no vinho do Porto. A sua área de vinha estende-se por 50 hectares, tendo sido uma grande parte reconvertida sob a orientação da equipa de viticultura da Quinta do Crasto. Durante muitos anos as uvas eram vendidas às casas clássicas do Vinho do Porto, mas mais recentemente decidiram produzir o seu próprio vinho, o que tem acontecido com alguma frequência nos últimos anos, no Douro, onde produtores de dimensão mais pequena, investem no seu próprio projeto. No ano passado provei pela primeira vez o Quinta do Todão Reserva Tinto 2012, produzido desde 2006, embora em quantidades muito reduzidas (único vinho até então). Este ano, o meu amigo Filipe Leonardo quis-me apresentar para além da nova colheita do reserva tinto, também os recentes Todão branco, rosé e tinto que vêm alargar o portfolio da casa.

O Todão Branco 2017, produzido das castas Viosinho, Rabigato e Códega de Larinho, mostra-se um vinho equilibrado, com notas citrinas, algum pendor mineral, fresco, com boa acidez, redondo e bom companheiro à mesa. O Todão Rosé 2017 é feito de Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca. O resultado é um Rosé Duriense com uma bonita cor e de aspeto cristalino. Mostra-se elegante, introvertido de aroma (bouquet de rosas), fresco e seco, de pendor gastronómico. Com corpo médio e final refrescante e seco. O Todão Tinto 2015 produzido de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca é um vinho com uma fruta fresca bonita que nos remonta imediatamente para o Douro. Os taninos são macios, com uma boca média e muito equilibrada, a fazer lembrar aqueles vinhos a meio caminho entre o terroir rustico do Douro, mas com um polimento muito interessante. Foi um sucesso à mesa. 



Todos os vinho da gama Todão são produzidos com uvas de terceiros, criteriosamente seleccionadas pelo enólogo Jean-Hughes Gross (Odisseia, Quinta da Casa Amarela)a um PVP recomendado de 6,99€. Para o ano está na calha, esta gama ser também produzida com uvas próprias, à excepção do branco, por limitação de altitude.

Finalmente, a nova edição do Quinta do Todão Melhores Vinhas Reserva 2013. Este vinho é feito na Quinta do Crasto, com enologia a cargo de Manuel Lobo. Feito com as melhores vinhas de castas durienses (60% Touriga Nacional+ 30% Touriga Franca+ 10% vinhas velhas - castas misturadas), apresenta o perfil típico dos vinhos com o dedo de Manuel Lobo, do vizinho Crasto: Aroma perfumado com fruta de qualidade, barrica bem integrada, vertente de elegância em vez da concentração, muita frescura, e uma boca sedosa, algum grafite e final longo de pendor gastronómico. Um belíssimo exemplar a precisar ainda de tempo. PVP: 12,99€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Em Prova: Quinta do Cardo Caladoc Rosé Reserva 2015

Na "ressaca" da festa do quinto aniversário da garrafeira Garage Wines, trouxe este rosé, que gosto particularmente, para acompanhar uma noite de sushi. O sushi era competente. O vinho, superior. 

Caladoc é uma uva tinta resultante da mistura entre a Grenache e a Malbec, produzida em pequena quantidade, especialmente na região francesa da Provence, região de excelência na produção de Rosés. 

E esta casta na Beira Interior, cultivada em dois hectares experimentais na vinha da Encosta, na Quinta do Cardo, a 770 metros de altitude, deu origem a um rosé desconcertante, nas sábias mãos do jovem e promissor enólogo Luis Leocádio.

De cor salmão, é um vinho muito fino aromaticamente, com fruta vermelha e rosas, mas tudo num registo muito suave. Tão leve e mineral que até poderia passar por um branco. A boca então pode nos levar a isso mesmo, pois o estágio de dez meses em carvalho deu-lhe, estrutura, untuosidade e muita profundidade. Aliado a uma cor  bonita e pouco marcada. Poderia ser um branco às cegas! È rosé distinto, gastronómico, fresco e muito seco, cheio de classe. Delicioso. E acredito que possa ser de guarda...  PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Em Prova: Todão Rosé 2017

Novidade absoluta. Depois de provado no ano passado o Reserva Tinto, vinificado no Crasto, eis a primeira edição do Rosé, intitulado Todão

É feito de Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca, de uvas de terceiros, criteriosamente seleccionadas pelo enólogo Jean-Hughes Gross (Odisseia, Quinta da Casa Amarela). 

O resultado é um Rosé Duriense com uma bonita cor e de aspeto cristalino. Mostra-se elegante, introvertido de aroma (bouquet de rosas), fresco e seco, de pendor gastronómico. Com corpo médio e final refrescante e seco. 

Acompanhou maravilhosamente bem uma pizza de trufas. 

PVP: 6,99€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Em prova: Quinta de Santiago Rosé 2017


Escrevo este texto depois de um dia com um calor abrasador e onde ainda estão cerca de 25º, às 23 horas... Queriamos Verão, mas não tão forte... E Verão é sinónimo também de Rosé, pois é a época máxima do seu consumo. Falo hoje de um Rosé da Quinta de Santiago que provei ontem e que gostei muito. Feito de Touriga Nacional, Tinta Roriz e um pouco de Alvarinho. É pois um rosé da região dos vinhos verdes, mais propiramente da sub-região de Monção e Melgaço, que aparece na colheita de 2017, com cor salmão, e muito delicado no aroma, com bonitas notas de fruta silvestre fresca. A boca confirma essa frescura e elegância de conjunto. Tem um bom corpo, é seco, equilibrado e cheio de sabor. Muito apelativo.. Talvez o alvarinho seja um pouco a chave para o equilibrio e uma maior intensidade de sabor. Ligou na perfeição com a pizza de trufas do restaurante Ciao Bella, que também é uma delicia. PVP: 9,50€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Em Prova: Casa do Canto Espumante Baga Rosé 2014

            

Feito por Osvaldo Amado, que está a dar uma força  ao projeto Casa do Canto, que apesar de tradição secular na produção de vinho, confesso que desconhecia. Provei o espumante Rosé, feito 100% da casta Baga e gostei bastante. Não se trata de um rosé de piscina, nem era esse o propósito. Desde o inicio foi pensado para a mesa, com um minimo de 12 meses de estágio antes de degorgement e entre 12 a 24 meses em garrafa, posteriomente. Apresenta uma cor salmão bem carregada, com tons avermelhados. O aroma é complexo com algumas notas de redução, mas com presença de alguma fruta fresca, sobretudo vermelha, lá pelo meio. Boca com boa mousse, cheia, crocante, envolvente, alguma panificação e final refrescante, que sem ser muito longo, pede uma comida. Curiosamente (ou talvez não) ligou muito bem com o Leitão trazido do Pedro dos Leitões e que estava óptimo! PVP: 6,65€. Disponibilidade: Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Em Prova: Quinta do Poço do Lobo Rosé 2016 Baga & Pinot Noir

A Primavera está aí, mas timida no que concerne aos dias mais quentes, que tanto precisamos para que o humor se eleve. Mas o bom tempo vem aí - esperamos - e com o calor aumenta o consumo de brancos e rosés. Falo hoje, por isso, de um rosé que gosto particularmente, o Quinta do Poço do Lobo 2016, feito de Baga e Pinot Noir. A combinação das duas castas confere-lhe por um lado a delizadeza e suavidade do Pinot, por outro, a combinação do corpo da Baga. Por isso, estamos na presença de um rosé muito bonito, com notas florais suaves, boca de bom porte, com fruta vermelha fresca e o estágio parcial da barrica a dar-lhe mais volume. Apenas isso. É seco e com um final longo e refrescante, pensado para a mesa. Destes tipo de rosés, eu gosto. E bastante. PVP: 13,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Em Prova: Soalheiro Mineral Rosé 2017


Depois do Espumante Rosé, eis que surge no mercado a mais recente novidade da Quinta do Soalheiro, o Soalheiro Mineral Rosé - o seu primeiro, de um produtor cujo nome quase se confunde com (belíssimo) alvarinho. A primeira edição do Soalheiro Mineral Rosé tem uma produção de apenas 5000 garrafas e foi lançada este fim de semana no Palácio do Freixo, num evento da distribuidora Decante Vinhos e que tive a oportunidade de provar. O vinho é feito da junção de Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço, e de Pinot Noir da zona atlântica da região dos vinhos verdes. Este último sofre fermentação malolática, o que torna o vinho suave e 5. Assim, a persistência do Pinot Noir aliada à elegância e aroma expressivo do Alvarinho, tornam este vinho muito agradável e "fácil de beber". Juntando os seus apenas 12º de alcool , ao perfeito equilibrio entre acidez e doçura, será seguramente um best seller no Verão que se avizinha. Seria curioso guardar algumas garrafas e verificar como evoluirá, dado a sua composição com duas castas de enorme personalidade. Grande estreia. PVP: 12,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Em Prova: Santos da Casa Rosé 2016


A Santos & Seixo foi criada em 2014 com a ambição de apresentar vinhos de qualidade, com origem das várias regiões de Portugal. A marca principal Santos da Casa é multi-regional e nos seus 3 segmentos ,Colheita, Reserva e Grande Reserva tem vinhos provenientes das regiões do Douro e Alentejo e mais recentemente, na região dos vinhos verdes, com o lançamento do seu primeiro Alvarinho.

O Santos da Casa Rosé 2016 foi lançado há poucos meses e provado agora. Constituído, na sua maioria, por Touriga Nacional, de solos xistosos do Douro, apresenta-se  num registo leve, fresco e frutado, sem ser demasiado extraído. Ideal para o fim-de-semana quente que se avizinha, acompanhando, quem sabe, um churrasco, ou simplesmente uns petiscos. Há que aproveitar os últimos dias de calor...   PVP: 5,50€. Disponibilidade: Canal Horeca.

Sérgio Lopes

sábado, 22 de julho de 2017

Em Prova: Pouca Roupa Rosé 2016


15/20. Pouca Roupa é o projecto mais recente de João Portugal Ramos (vai na sua 2ª edição), desenvolvido com o seu filho, o enólogo João Maria, destinado a um público jovem, "à geração que vive online e constantemente ligados, que cria e vive experiências”. O nome da marca é também o nome do Monte Alentejano, onde está implantada a vinha que dá origem a este vinho, sendo ainda um “apelido comum no Alentejo”.

O Pouca Roupa Rosé de 2016, elaborado a partir das castas Aragonês, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon, é isso mesmo - um vinho despreocupado e descontraído, perfeito para o verão, com as notas típicas de um rosé, ou seja, fruta vermelha fresca, um lado vegetal e alguma secura a conferir um pouco mais de pendor gastronómico. Fresco, leve, directo, pronto para beber à piscina ou acompanhar algumas entradas. O Rosé, e já agora, o tinto e o branco - Pouca Roupa, encontram-se facilmente na grande distribuição a um PVP de 3,99€.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Em Prova: Vila Real Touriga Nacional Rosé 2016

Mais uma aposta da Adega de Vila Real na recente linha de monovarietais. De cor salmão intensa, no nariz exprime-se com predominância de frutos vermelhos. 

Na boca é seco, mas os seus 13.5° de álcool proporcionam-lhe um agradável volume glicerinado deixando prevalecer agradáveis notas dos frutos vermelhos que ao mesmo tempo conferem uma remanescente sensação de doçura e acidez.

É vinho para a mesa. Por exemplo para sushi, saladas mais complexas (com proteína animal), pizza...

Tem a vantagem de não precisar de saca rolhas, pois a rolha de aglomerado de cortiça, é de abertura manual fácil!

Confesso-me surpreendido! Não sendo o meu estilo de rosé, revelou-se uma agradável surpresa! Um vinho muito bem feito, equilibrado, agradável, que dá prazer a beber e a preço cordato. Os meus parabéns à Adega de Vila Real que vinho após vinho, tem marcado presença com uma qualidade exemplar num segmento de mercado de afirmação extremamente difícil, e extremamente competitivo!

Jorge Neves (Wine Lover)

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Em prova: Quinta do Rol Rosé Pinot Noir 2013

16/20. A Quinta do Rol situa-se na Lourinhã, pertencendo por isso, à região vitivinicola de Lisboa. Este rosé é produzido 100% da casta francesa Pinot Noir. Comprei o 2013, num Pingo Doce em promoção, e gostei muito do que provei. Nariz contido, com fruta vermelha fresca (framboesa, amora) e muita frescura. Boca elegante, como deveria ser da casta Pinot Noir, bela acidez e final seco e com toque limonado a apontar para um pendor gastronómico. Acho um excelente exemplar de rosé, para acompanhar umas entradas, proporcionando prazer. Se o 2012 está assim, gostava de provar o rosé do ano... PVP: 5€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Fora do Baralho: Murta Rosé 720 Nuits 2012


16,5/20. Ao ver o enólogo Hugo Mendes partilhar nas redes sociais a sua aventura de participar na maratona de Paris, não pude deixar de me lembrar deste Rosé feito por ele na Quinta da Murta, justamente apelidado de "720 nuits". A designação vem do facto deste vinho feito de Touriga Nacional ter repousado em barricas de carvalho francês durante 720 noites. O resultado é um vinho Rosé totalmente fora do baralho. Feito de Touriga nacional, mostra-se fresco, como é apanágio do enólogo e da casa, com fruta pura de qualidade (amora, framboesa) e com um corpo estruturado e complexidade de boca fora do normal para um Rosé. Tenso e seco, gastronómico, a pedir comida e claramente a fugir do Rosé de "piscina". Bem pelo contrário. Um vinho de nicho. Um Rosé adulto, sem ser evoluído!

Sérgio Lopes

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Em Prova: Soalheiro Espumante Bruto Rosé 2014


16/20. Espumante Bruto Rosé maioritariamente feito de Alvarelhão, casta tinta da região dos vinhos verdes, completado com um pouco de vinhão e touriga nacional. Este vinho apresentou uma cor rosa salmão, mas mais intensa do que o normal. No entanto, mostrou-se com a tipicidade característica de um rosé, com fruta fresca vermelha, leve, alguma mineralidade e um conjunto harmonioso e equibrado, com a bolha fina, boa mousse e complexidade qb, com a marca de qualidade habitual "Soalheiro". Gostei. PVP: 12,99€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Em Prova: Aliança Baga Bairrada Espumante Reserva Rosé Bruto 2014

Sem hesitações, diria que os espumantes Baga jovens são os vinhos perfeitos para o Verão, pois, não há outra casta que confira tanta frescura e energia. Na senda do pioneirismo que lhe é habitual, as Caves Aliança lançaram, em boa hora, o primeiro espumante Rosé que ostenta a logomarca BAGA BAIRRADA.  Derrubando preconceitos - "o ROSÉ é bebida para meninas",  Francisco Antunes criou um espumante que tem todos os predicados para ser um sucesso de vendas. 

Cromaticamente carregado, este Rosé preserva os aromas do terroir bairradino, não hesitando na complexidade aromática e de sabores. Mas é na boca que este espumante ganha todo o seu esplendor. Enérgico, fresco, este Baga Bairrada é um fogo de artifício que nos explode na boca e nos preenche com uma cremosidade intensa. 

É, a partir de hoje, o meu espumante Rosé de eleição.

Miguel Ferreira (A Lei do Vinho)