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terça-feira, 28 de dezembro de 2021

Em Prova: Poças 'Fora da Série' Mais Branco 2018


Termino o ano com a análise a este vinho, bebido na noite da consoada e que adorei. Mais um 'fora da série' da @pocaswines idealizado pelo talentoso enólogo Andre Pimentel Barbosa]

E que grande branco!

Arinto e vinhas velhas, de Numão - Douro Superior. Fermentação em barrica nova e estágio em barrica velha de carvalho Francês de 300 litros de capacidade durante 18 meses, com bâtonnage das borras finas, seguido de um período em garrafa por mais 18 meses.

O objetivo foi o de levar a casta Arinto ao seu expoente máximo.

O resultado, um branco magnífico que impressiona desde logo pelo nariz riquíssimo e inebriante, com notas citrinas limonadas, florais e leve mel e especiaria. Na boca, é untuoso, com leves amanteigados, muito fresco e envolvente, cremoso - com a barrica bem integrada, num conjunto com final muito longo. Belíssimo. Pvp 30eur.

Acompanhou de forma brilhante tanto o bacalhau como o cabrito.

Fica difícil acrescentar adjetivos ao extraordinário trabalho de Andre Pimentel Barbosa] ! Provavelmente o enologo revelação do ano, pelo menos para mim.

terça-feira, 19 de outubro de 2021

CONSORTE BRANCO 2019

Segunda edição deste vinho 100% Arinto, proveniente de Castelo de Paiva.

São apenas 1200 garrafas de um vinho da casta Arinto, cujas uvas entre outras curiosidades, são prensadas por uma prensa de vara, que data da origem da casa, do final do século XIX - 1890. A enologia praticada é do tipo minimalista e está a cargo de Rui Cunha (Quinta da Covela, Casa de Paços).

Esta segunda edição mostra um branco mais fechado, um pouco sizudo nesta fase. Não tão impactante como a edição de 2018 onde talvez o lado citrino do Arinto se sentia mais.

Resulta contudo num otimo vinho, untuoso, menos marcado pela barrica, fresco, bom volume de boca e sério, perfeito para brilhar à mesa.

Numa altura em que proprietário Júlio Teixeira anuncia que não haverá Consorte em 2021, devido a uma vindima terrivel (decisão difícil), temos este 2019 para acompanhar a evolução e os 2020 que ainda dormem em adega. Pvp 19eur.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

CINETICA LOUREIRO & ARINTO RESERVA BRANCO 2018

Última garrafa deste vinho de Henrique Cizeron que gosto muito. Sobretudo esta edição 2018 cheia de garra e complexidade.

Loureiro e Arinto, da região dos vinhos verdes, com estágio em barrica e uma boa dose de battonage.

Resulta num vinho onde no nariz o lado floral, frutado e mineral se junta a uma boca untuosa e cheia de garra. Seco, com leve evolução - que lhe dá uma graça adicional, de corpo médio tem uma elevada acidez que lhe confere um final longo e crepitante.

A um preço incrível de cerca de 11€. Bravo.

Penso que ainda se encontra este vinho, esta edição em particular, online.

@cizeronwines
Contrarotulo.blogspot.com
Contra-Rótulo

terça-feira, 7 de setembro de 2021

RUBIGO BRANCO 2017

Ora aí está um vinho que me foi apresentado pelo amigo Bruno @vinhonobigode

100% arinto, de Bucelas, com passagem por madeira. O rótulo fez-me lembrar o "full metal jacket" 
🤣🤣😁😁
 até porque sou um fã acérrimo de Stanley Kubrick. Talvez tenha sido um devaneio.

Quanto ao vinho, gostei bastante e fez me lembrar imediatamente o Morgado Sta. Catherina, pré aquisição Sogrape (ainda não provei os novos).

Nariz bonito com citrino em evidência, especiaria e alguma presença de barrica. Boca com bom volume, untuoso, gordo, muita frescura, barrica está lá mas não incomoda. Final longo e com uma belissima acidez que o faz brilhar à mesa.

Provavelmente a madeira deve estar mais marcada em jovem. Contudo agora (o vinho é de 2017) deu-me bastante prazer e "cheira-me" que o caminho das novas colheitas irá por diminuição da barrica. Pvp 10eur. Excelente rqp by the way.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Em Prova: Consorte Grande Reserva Branco 2018

 

Há cerca de um ano tive o privilégio de provar o consorte reserva 2018. O produtor Júlio Cesar Teixeira teve a amabilidade de mo apresentar praticamente en primeur... Um ano depois, com a colheita 2019 aqui para provar nos próximos dias, eis que chega o tão aguardado grande reserva que estava em repouso e agora chega ao nosso palato. Proveniente de Castelo de Paiva, trata-se de (tal como o reserva) um 100% arinto, com fermentação em barrica de Carvalho francês e longo estágio de 18 meses na mesma, com Battonage.

O resultado é um branco gordo, volumoso e muito intenso, com a frescura característica do Arinto e da região dos vinhos verdes a marcar pontos. Nesta fase, as notas de biscoito/fruto seco da battonage e a madeira estão bem presentes, sem serem demasiado impositivas. Destaca se a enorme untuosidade, complexidade aromática, belíssimo volume de boca e final longo, cheio de cremosidade a fazê lo brilhar à mesa. Um branco para muitos anos seguramente. A demonstração da grande qualidade do Arinto. Pvp 35eur. 900 garrafas.

Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Em Prova: Quinta Pousada de Fora Loureiro, Arinto & Loureiro e Arinto 2019

A Quinta Pousada de Fora encontra-se situada na freguesia de Azurém, no concelho de Guimarães. A quinta tem uma uma área de 8,8ha e inclui três casas agrícolas, uma antiga adega com lagares de pedra, 5,7ha de vinha plantada em 2017, bosquetes de carvalhos e uma envolvente paisagística tipicamente rural minhota. Esta riqueza geográfica veio acrescentar à ideia original de produção de vinha e vinho, a vertente turística e cultural com alojamento em Espaço Rural e atividades de experiência turística associadas ao enoturismo, turismo ambiental, turismo cultural e turismo científico.

Nascidos em 2016, os vinhos Quinta Pousada de Fora são elaborados exclusivamente a partir de uvas da quinta, nas castas Loureiro e Arinto ou Pedrenã, 30% é Arinto e 70% Loureiro. Provamos as referências atualmente no mercado. Ficaram por provar apenas os reserva e grande reserva, dos quais falaremos oportunamente. A enologia encontra-se a cargo de  Pedro Pimentel Pereira (Tirado a Ferros; Head Rock).

O Quinta Pousada de Fora Loureiro 2019 apresenta um aroma floral e a limão maduro, com laivos herbáceos. Não demasiado exuberante, o que é bom. Na boca é fresco, de corpo médio, seco e com final refrescante. Com apenas 11,5 de álcool, está bem desenhado com um final ligeiramente amargo citrino, a pedir comida. Leve e simples, mas um bom exemplar da casta. O Quinta Pousada de Fora Arinto & Loureiro já apresenta um aroma mais contido, com leves notas citrinas e de fruta branca. Na boca sente-se uma elevada acidez, num corpo magro, com pendor mineral e um final de média intensidade, talvez derivado dos apenas 11graus de álcool, o que é opimo. Um vinho um pouco fechado nesta fase e que será curioso verificar como se comportará dentro de uns meses, nomeadamente se ganhará outra complexidade na boca. Ambos os vinhos a um PVP de 4,90€. Finalmente o meu preferido dos três, o Quinta Pousada de Fora Arinto 2019, um vinho com um aroma onde predomina maçã verde, lima e notas de muita frescura, num registo contudo bem elegante. Na boca, uma opima acidez, num vinho com um toque aveludado e até untoso, apesar de não ter passado por madeira. Termina longo e cremoso. Gostei bastante, com os 13,5 graus de álcool a contribuir para lhe conferir maior volume de boca. Um branco que facilmente pode ser de Inverno enquanto que os anteriores serão mais brancos de verão, por assim dizer. PVP: 5,20€. Garrafeiras.

Vinhos afinados e claramente representativos da sua sub-região dos vinhos verdes, que aguçaram o apetite para a prova dos reserva.

Sérgio Costa Lopes

sábado, 13 de junho de 2020

Em Prova: Pousio Arinto 2018

Situada na Vidigueira, mais propriamente na aldeia de Marmelar, a Herdade do Monte da Ribeira tem uma área de cerca de 1.100 hectares. É atravessada pela Ribeira de Marmelar que, junto à adega da Herdade, tem uma barragem que cria uma das 3 grandes reservas de água para utilização agrícola na Herdade. Hoje, as principais explorações agrícolas são 43 hectares de vinha e 210 hectares de olival, tradicional, intensivo e sebe. 

Depois do sucesso do Pousio Alicante Bouschet, chega ao mercado outro monocasta, desta feita, um branco, o Pousio Arinto 2018. Sem passagem por madeira, trata-se de um branco refrescante e mineral, repleto dos marcadores da casta Arinto, nomeadamente os citrinos, com destaque para a toranja, casca de lima e similares, num registo mais acidulo. Com bom corpo e final prazeroso, estamos na presença de um bom exemplar de um Arinto do Alentejo. PVP: 14€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Em Prova: Gerações de Xisto Branco 2018

Proveniente do Douro Superior, mais propriamente de Muxagat, Gerações do Douro é o resultado da união e vontade de duas familias, que por amor à sua terra, produzem azeite e vinho. O Gerações de Xisto Branco 2018 (13,95€) é produzido 90% de Rabigato com uma pitada de Arinto e resulta num branco fresco, frutado e com uma boca seca e com belíssima acidez como é apanágio da casta Rabigato. Um branco que brilhou à mesa com um linguadinho grelhado. Para assistir à prova completa, em video, deste vinho, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Novidade: Grande Rocim Reserva Branco 2018

Lançamento da primeira edição do Grande Rocim, versão branco. (O tinto existe há alguns anos e é o resultado da melhor casta tinta daquele ano - normalmente tem sido Alicante Bouschet) Trata-se do topo de gama da Herdade do Rocim (que apenas sairá em anos especiais), nesta estreia é proveniente de uma vinha de Arinto com 20 anos de idade. Viticultura cuidada, fermentação em cubas de cimento com posterior estágio em barricas de carvalho francês, por 16 meses. As 3 melhores barricas seleccionadas resultaram num branco cheio de detalhe, precisão e finura, com a casta a mostrar toda a frescura característica. Um branco maravilhoso e complexo do qual foram produzidas apenas 2000 garrafas, com um PVP recomendado de 65€ e cuja descrição completa pode ser visualizada no video abaixo:



Sérgio Costa Lopes

sábado, 25 de abril de 2020

Em Prova: Quinto Elemento Reserva Arinto Chão de Calcário 2016

A Quinta do Arrobe encontra-se localizada em Casével, Santarém, bem no coração do Ribatejo. Um projecto que iniciou de forma profissionalizada há 11 anos, recuperando a tradição familiar que remonta a 1882, onde já se se produzia vinho. .A Quinta do Arrobe contempla as marcas Sensato (gama de entrada) Mensagem e Oculto (gama média) funcionando também como homenagem a Fernando Pessoa, com a célebre frase ‘Boa é a vida, mas melhor é o vinho’ e finalmente Quinto Elemento, normalmente vinhos que pretendem ser diferenciadores e expressar a monocasta nos solos argilo-calcários da Quinta (Syrah, Cabernet Sauvignon, Arinto e o mais recente blanc de Noir de Trincadeira-Preta). 

O Quinto Elemento Reserva Arinto Chão de Calcário 2016 (14,5€) mostra toda a plasticidade da casta Arinto, resultando num branco crocante, elegante e muito fresco. Excelente companheiro para a mesa, com grande versatilidade. Um dos melhores brancos da região do Tejo, cujo video da prova, convido-vos a assistir, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Novidade: Consorte Branco 2018

A região vitivinícola dos vinhos verdes é das regiões mais estimulantes de Portugal, com grande versatilidade em termos de castas e capaz de produzir belíssimos vinhos brancos, com uma frescura ímpar. O Consorte é um novo projeto, situado no Lugar de Fundões, em Castelo de Paiva, uma sociedade familiar que vendia as uvas para o gigante Aveleda e agora decide produzir um vinho de elevada qualidade em nome próprio. São apenas 1200 garrafas de um vinho da casta Arinto, cujas uvas entre outras curiosidades, são prensadas por uma prensa de vara, que data da origem da casa, do final do século XIX - 1890. O nome da empresa é Adega da Vara, precisamente em homenagem e referência à rara prensa. A enologia praticada é do tipo minimalista e está a cargo de Rui Cunha (Quinta da Covela, Casa de Paços). Ao leme do projeto encontra-se Júlio Teixeira, empresário que decide agora investir a sério no seu projeto familiar, sempre com o objetivo de obter pequenas produções, de vinhos premium. "Um reserva está também na calha," afirma Júlio.

O resultado é um grande vinho da casta Arinto que tão bem se comporta quando bem trabalhada. O nariz é super complexo e profundo, com muita frescura logo no primeiro impacto e notas especiadas e de barrica de primeiríssima qualidade. na boca temos untuosidade, belo volume e muita frescura, com uma belíssima acidez a equilibrar o conjunto. A madeira ainda se nota, mas aparece bem integrada já, contribuindo para elevar o vinho em termos de complexidade. Termina longo, gordo e tenso. Vai seguramente crescer em garrafa, pois ainda é um "bebé". Um grande primeiro vinho deste projeto! PVP: 19,90€. Garage Wines.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Em Prova: Casa de Paços Loureiro & Arinto 2017

Proveniente de Barcelos, trata-se de um vinho verde blend de Loureiro e Arinto, que conjuga fruta, o lado floral do Loureiro e a acidez do Arinto, num registo de grande tensão. Só para terem uma ideia, este ano de 2019 bebi literalmente às caixas a edição deste vinho de 2016, que estava top. No mercado já se encontra a edição 2018, mas sugiro comprar a de 2017, que ainda se encontra à venda e começa agora a dar boa prova, estando bem mais macio que o 2016. Um branco com textura, seco e muito refrescante, a bom preço, que pede algo para acompanhar à mesa. PVP: 4,5€. El Corte Ingles.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Em prova: Lés-a-Lés Arinto de Pedra e Cal 2016

O projecto “Lés-a-lés” nasce da vontade dos enólogos Rui Lopes e Jorge Rosa Santos em recuperar castas antigas e estilos de vinhos quase extintos em Portugal. O resultado é uma coleção de vinhos exclusivos de edição limitada.

“Lés-a-lés” é uma expressão portuguesa que significa “de uma extremidade à outra”, já que esta marca representa mais de 10 anos de viagens a percorrer Portugal, em busca de regiões apaixonantes e castas esquecidas. Cada vinho é por isso uma viagem, cada rótulo um bilhete para a descoberta dum património esquecido.

O Lés-a-Lés Arinto de Pedra e Cal é feito 100% de Arinto, de Bucelas, de uma vinha com mais de 80 anos. 

Bucelas, às portas de Lisboa, é o "terroir" de eleição da uva Arinto. Quase que se pode afirmar que não é possivel fazer maus brancos de Arinto nesta sub-região, da mesma forma, que em Monção-Melgaço, não há como fazer um mau branco de Alvarinho. Só mesmo, quem estragar...

Agora fazer um vinho que se destaque, isso já é outra coisa. E é o que acontece neste vinho cujo nome remete também para os solos calcários de região. A vinha velha e o ano de estágio em barrica, seguido de mais um ano em garrafa, resulta num vinho de aroma contido, com as notas citrinas tipicas do Arinto, muito bonitas e puras, em primeiro plano e algumas notas minerais à mistura. A boca é equilibrada, com a madeira perfeitamente integrada, aportando um volume de boca perfeito, e muito elegante. Termina longo e com a acidez tipica da casta em solo calcário, a conferir uma enorme frescura e muito gozo a beber. Vai crescer em gararfa. Um belíssimo exemplar do que a sub-região de Bucelas é capaz de apresentar utilizando a casta rainha Arinto. Muito bem. PVP: 14,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.


Sérgio Lopes

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Em Prova: Marquês de Marialva Reserva Branco 2016

Idealizado por Osvaldo Amado, na Adega de Cantanhede, voltei a este Marquês de Marialva Arinto Reserva 2016 que tinha provado a meio do ano de 2018. 

Fácil de encontrar, por exemplo no hipermercado Jumbo, trata-se de um vinho branco da Bairrada, que mantém a chancela de qualidade ano após ano. Feito 100% de arinto, passa por madeira (25% do lote), que se sente, mas não aborrece. Ele está lá mas arredonda o vinho, combinando o lado citrino da casta com uma untuosidade muito interessante em boca. 

Mostra-se portanto um conjunto fresco, com toques minerais, os citrinos do Arinto e alguma fruta exótica. É fresco, com volume e final prazeroso - equilibrado. 

Um vinho muito bem conseguido, perfeito para a mesa, a um preço interessante. Muito versátil, acompanhou uma massa com carne.

É um vinho que normalmente precisa de algum tempo para se mostrar e só vai melhorando com a passagem do mesmo. Com 4 a 5 anos de garrafa estará provavelmente no melhor momento de consumo, mas já está muito equilibrado. Para se ir consumindo, portanto, com prazer.

PVP: 6,90€. Garrafeiras / Jumbo.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015


A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. Das várias referências provadas recentemente, destaco o Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015. A casta - o arinto é super adaptável e difundida por todo o país, produzindo ótimos resultados. Aqui não foge à regra,com pasagem por barrica, o aroma é fresco e mineral com alguma percepção ainda do contacto com a madeira (sem chatear) a que se juntam notas citrinas e minerais. A boca é macia, com boa acidez e alguma untuosidade. Termina prazeroso. Um Arinto bem conseguido e que irá crescer em garrafa. Apenas cerca de 3000 garrafas produzidas. PVP: 13€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 5 de junho de 2018

Em prova: O Avesso e o Arinto da Covela

            

Depois da visita à Quinta da Covela no fim-de-semana passado e das compras por lá efetuadas, regresso ao comentário sobre os brancos "edição nacional" que produz e que tive oportunidade de provar de novo. - nomeadamente monocastas Avesso e Arinto. Se o Avesso foi uma aposta desde o inicio, uma vez que se dá lindamente naquele terroir, o Arinto, casta transverslmente difundida por todas as regiões em Portugal, ganhou também o seu espaço, uns anos mais tarde, na Covela, Começou timido e fechado e agora provado o Covela Edição Nacional Arinto 2014, isto é, com 4 anos de garrafa... WOW. Cheio de acidez e frescura, mas com aquele lado citrino tão caracteistico da casta tão interessante. E tão jovem ainda... O Covela Edição Nacional Avesso cujo perfil se aproxima bastante de um caracter mineral e de fruta branca. Também tive oportunidade de beber o 2014. Em grande forma! São dois vinhos super gastronómicos, com uma frescura crocante e que estão num momento espetacular de prova. Um mais delicado - o arinto, outro mais austero - o avesso, ambos deliciosos e a um preço cordato. Vinhos verdes especiais. PVP 7,85€. Disponibilidade: OnWine

Sérgio Lopes

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Em Prova: Quinta da Murta Clássico 2013


O Arinto é uma casta cuja expressão máxima ocorre em Bucelas (Lisboa), embora se porte igualmente muitíssimo bem em quase todo o país, originando vinhos com elevada acidez, e longevidade, seja com ou sem passagem por madeira. O Quinta da Murta Clássico é um dos belos exemplos disso mesmo.  100% feito de Arinto, é lançado apenas nos anos em que a qualidade é inegável, sendo a colheita mais recente no mercado a de 2013. A enologia está a cargo de Hugo Mendes e como é habitual o vinho reflecte o seu cunho pessoal, isto é madeira bem integrada (praticamente imperceptivel), elegância, perfil seco, com alguma austeridade e pendor gastronómico. Neste momento, com 5 anos - sim, 5 anos, começa a "abrir" e a mostrar todas as suas características, aparecendo deliciosas notas citrinas , mais maduras, um corpo mais composto, muita frescura, untuosidade e um final crocante e que dá muito prazer. Um vinho para esperar por ele e depois de lhe tirar a rolha, apreciar a sua evolução de copo para copo. PVP: 12€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Arena de Baco: Prova Vertical dos vinhos Morgado Santa Catherina

No ano de 2017 tive a felicidade de beber várias vezes este vinho - Morgado de Santa Catherina, feito 100% de Arinto, proveniente da zona de Bucelas e que se encontra facilmente nas grandes superfícies comerciais. Um vinho que tem estágio em madeira nova e que aguenta bem a passagem do tempo, melhorando com 3 a 4 anos de garrafa (ou mais). Foi por isso natural que eu e o Amândio Cupido (Garficopo) tendo adquirido várias garrafas de anos diferentes e com a ajuda adicional do produtor, preparamos uma prova vertical, dos anos 2010 a 2016, com um vinho de 2004 de acréscimo, que o Cupido tinha comprado. 


Considero as provas verticais muito interessante, mas a condição de guarda de cada um dos vinhos é fundamental para haver justiça no veredicto final. E a maior parte das garrafas foram adquiridas na cadeia de supermercados do malogrado Belmiro de Azevedo, pelo que é importante efectuar esta ressalva. De qualquer das formas, à excepção do 2004 que já tinha passado o seu melhor momento, todos se apresentaram em boa forma. Alguns mesmo em belíssima forma.


Começamos a prova do mais novo, para o mais antigo (outra discussão sempre interessante neste tipo de prova), com o 2016 ainda bastante fechado (estágio de garrafa - enviada pelo produtor), mas a demonstrar que o uso da madeira está mais comedido. Vamos ver como evoluirá. 2015, um dos preferidos, com a madeira bem integrada, enorme frescura, elegante, a precisar de tempo, mas a dar já uma belíssima prova. Comprar, beber e guardar. 2014 e 2013 num registo um pouco abaixo do 2015. 2012, o mais consensual em prova e também o mais equilibrado. Estava fantástico, com "tudo no sítio". 2011 de novo um pouco abaixo do 2012, menos fresco. Por fim, o 2010, cheio de força, uma enorme surpresa, ainda com muito para dar. Provavelmente o primeiro vinho onde apanhamos realmente notas de evolução, mas das boas...

Uma prova vertical a demonstrar a qualidade e longevidade destes vinhos, provavelmente o branco mais "escolha segura" na casa dos 10€, nas grandes superfícies. Uma prova superiormente harmonizada pelos maravilhosos cozinhados do Cupido, que infelizmente não temos fotos! Um jantar que se prolongou pela noite fora em ambiente de grande confraternização.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Da minha cave: Quinta do Boição Reserva Branco 2010

Situada em Bucelas, a Quinta do Boição espalha-se por uma área de 45 ha de solos argilo/calcários. destacando a presença da casta Arinto (naturalmente), nas castas brancas, que encontra em Bucelas o seu verdadeiro esplendor e a Touriga Nacional nas castas tintas. 

Gosto muito do arinto, e particularmente de arinto de Bucelas, sobretudo já com alguma idade. Foi por isso com muito agrado que provei o Quinta do Boição Reserva Branco 2010, um vinho com 8 anos, mas com uma grande frescura, onde pouco se notava a evolução do tempo em garrafa.

Mostrou-se untuoso, com citrinos maduros, complexo, mineral e persistente. Acompanhou um salmão grelhado com arroz de tomate na perfeição. 

Num dia que iria ser preenchido por vinhos de Bucelas (de que falarei mais tarde), pode-se dizer que foi um grande começo! PVP: 6,5€. Disponibilidade: Garrafeiras e Enoteca.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Em Prova: S. Caetano Arinto 2016


Proveniente da Quinta da Torre, em Marco de Canaveses, tive oportunidade de provar o vinho branco, feito totalmente da casta Arinto. Para além deste, a quinta produz monocastas S. Caetano Azal, Loureiro, Vinhão (tinto), espadeiro (Rosé ) e o branco colheita. O S. Caetano Arinto 2016, apresenta a acidez e frescura típica da casta que tão bons resultados dá um pouco por todo o país. Por outro lado, o açúcar residual que apresenta (6,7 g/l) aporta uma certa doçura, o que fará dele um vinho apelativo para muitos consumidores. Este ano aparece com um pouco mais de alcool que lhe confere mais volume, mas também o torna um pouco menos "verde". De saudar que se trata de um vinho da região dos vinhos verdes sem a desnecessária adição de gás. PVP: 5€. Loja do Produtor 

Sérgio Lopes