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sábado, 13 de junho de 2020

Em Prova: Pousio Arinto 2018

Situada na Vidigueira, mais propriamente na aldeia de Marmelar, a Herdade do Monte da Ribeira tem uma área de cerca de 1.100 hectares. É atravessada pela Ribeira de Marmelar que, junto à adega da Herdade, tem uma barragem que cria uma das 3 grandes reservas de água para utilização agrícola na Herdade. Hoje, as principais explorações agrícolas são 43 hectares de vinha e 210 hectares de olival, tradicional, intensivo e sebe. 

Depois do sucesso do Pousio Alicante Bouschet, chega ao mercado outro monocasta, desta feita, um branco, o Pousio Arinto 2018. Sem passagem por madeira, trata-se de um branco refrescante e mineral, repleto dos marcadores da casta Arinto, nomeadamente os citrinos, com destaque para a toranja, casca de lima e similares, num registo mais acidulo. Com bom corpo e final prazeroso, estamos na presença de um bom exemplar de um Arinto do Alentejo. PVP: 14€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Em Prova: Gerações de Xisto Branco 2018

Proveniente do Douro Superior, mais propriamente de Muxagat, Gerações do Douro é o resultado da união e vontade de duas familias, que por amor à sua terra, produzem azeite e vinho. O Gerações de Xisto Branco 2018 (13,95€) é produzido 90% de Rabigato com uma pitada de Arinto e resulta num branco fresco, frutado e com uma boca seca e com belíssima acidez como é apanágio da casta Rabigato. Um branco que brilhou à mesa com um linguadinho grelhado. Para assistir à prova completa, em video, deste vinho, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Novidade: Grande Rocim Reserva Branco 2018

Lançamento da primeira edição do Grande Rocim, versão branco. (O tinto existe há alguns anos e é o resultado da melhor casta tinta daquele ano - normalmente tem sido Alicante Bouschet) Trata-se do topo de gama da Herdade do Rocim (que apenas sairá em anos especiais), nesta estreia é proveniente de uma vinha de Arinto com 20 anos de idade. Viticultura cuidada, fermentação em cubas de cimento com posterior estágio em barricas de carvalho francês, por 16 meses. As 3 melhores barricas seleccionadas resultaram num branco cheio de detalhe, precisão e finura, com a casta a mostrar toda a frescura característica. Um branco maravilhoso e complexo do qual foram produzidas apenas 2000 garrafas, com um PVP recomendado de 65€ e cuja descrição completa pode ser visualizada no video abaixo:



Sérgio Costa Lopes

sábado, 25 de abril de 2020

Em Prova: Quinto Elemento Reserva Arinto Chão de Calcário 2016

A Quinta do Arrobe encontra-se localizada em Casével, Santarém, bem no coração do Ribatejo. Um projecto que iniciou de forma profissionalizada há 11 anos, recuperando a tradição familiar que remonta a 1882, onde já se se produzia vinho. .A Quinta do Arrobe contempla as marcas Sensato (gama de entrada) Mensagem e Oculto (gama média) funcionando também como homenagem a Fernando Pessoa, com a célebre frase ‘Boa é a vida, mas melhor é o vinho’ e finalmente Quinto Elemento, normalmente vinhos que pretendem ser diferenciadores e expressar a monocasta nos solos argilo-calcários da Quinta (Syrah, Cabernet Sauvignon, Arinto e o mais recente blanc de Noir de Trincadeira-Preta). 

O Quinto Elemento Reserva Arinto Chão de Calcário 2016 (14,5€) mostra toda a plasticidade da casta Arinto, resultando num branco crocante, elegante e muito fresco. Excelente companheiro para a mesa, com grande versatilidade. Um dos melhores brancos da região do Tejo, cujo video da prova, convido-vos a assistir, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Novidade: Consorte Branco 2018

A região vitivinícola dos vinhos verdes é das regiões mais estimulantes de Portugal, com grande versatilidade em termos de castas e capaz de produzir belíssimos vinhos brancos, com uma frescura ímpar. O Consorte é um novo projeto, situado no Lugar de Fundões, em Castelo de Paiva, uma sociedade familiar que vendia as uvas para o gigante Aveleda e agora decide produzir um vinho de elevada qualidade em nome próprio. São apenas 1200 garrafas de um vinho da casta Arinto, cujas uvas entre outras curiosidades, são prensadas por uma prensa de vara, que data da origem da casa, do final do século XIX - 1890. O nome da empresa é Adega da Vara, precisamente em homenagem e referência à rara prensa. A enologia praticada é do tipo minimalista e está a cargo de Rui Cunha (Quinta da Covela, Casa de Paços). Ao leme do projeto encontra-se Júlio Teixeira, empresário que decide agora investir a sério no seu projeto familiar, sempre com o objetivo de obter pequenas produções, de vinhos premium. "Um reserva está também na calha," afirma Júlio.

O resultado é um grande vinho da casta Arinto que tão bem se comporta quando bem trabalhada. O nariz é super complexo e profundo, com muita frescura logo no primeiro impacto e notas especiadas e de barrica de primeiríssima qualidade. na boca temos untuosidade, belo volume e muita frescura, com uma belíssima acidez a equilibrar o conjunto. A madeira ainda se nota, mas aparece bem integrada já, contribuindo para elevar o vinho em termos de complexidade. Termina longo, gordo e tenso. Vai seguramente crescer em garrafa, pois ainda é um "bebé". Um grande primeiro vinho deste projeto! PVP: 19,90€. Garage Wines.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Em Prova: Casa de Paços Loureiro & Arinto 2017

Proveniente de Barcelos, trata-se de um vinho verde blend de Loureiro e Arinto, que conjuga fruta, o lado floral do Loureiro e a acidez do Arinto, num registo de grande tensão. Só para terem uma ideia, este ano de 2019 bebi literalmente às caixas a edição deste vinho de 2016, que estava top. No mercado já se encontra a edição 2018, mas sugiro comprar a de 2017, que ainda se encontra à venda e começa agora a dar boa prova, estando bem mais macio que o 2016. Um branco com textura, seco e muito refrescante, a bom preço, que pede algo para acompanhar à mesa. PVP: 4,5€. El Corte Ingles.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Em prova: Lés-a-Lés Arinto de Pedra e Cal 2016

O projecto “Lés-a-lés” nasce da vontade dos enólogos Rui Lopes e Jorge Rosa Santos em recuperar castas antigas e estilos de vinhos quase extintos em Portugal. O resultado é uma coleção de vinhos exclusivos de edição limitada.

“Lés-a-lés” é uma expressão portuguesa que significa “de uma extremidade à outra”, já que esta marca representa mais de 10 anos de viagens a percorrer Portugal, em busca de regiões apaixonantes e castas esquecidas. Cada vinho é por isso uma viagem, cada rótulo um bilhete para a descoberta dum património esquecido.

O Lés-a-Lés Arinto de Pedra e Cal é feito 100% de Arinto, de Bucelas, de uma vinha com mais de 80 anos. 

Bucelas, às portas de Lisboa, é o "terroir" de eleição da uva Arinto. Quase que se pode afirmar que não é possivel fazer maus brancos de Arinto nesta sub-região, da mesma forma, que em Monção-Melgaço, não há como fazer um mau branco de Alvarinho. Só mesmo, quem estragar...

Agora fazer um vinho que se destaque, isso já é outra coisa. E é o que acontece neste vinho cujo nome remete também para os solos calcários de região. A vinha velha e o ano de estágio em barrica, seguido de mais um ano em garrafa, resulta num vinho de aroma contido, com as notas citrinas tipicas do Arinto, muito bonitas e puras, em primeiro plano e algumas notas minerais à mistura. A boca é equilibrada, com a madeira perfeitamente integrada, aportando um volume de boca perfeito, e muito elegante. Termina longo e com a acidez tipica da casta em solo calcário, a conferir uma enorme frescura e muito gozo a beber. Vai crescer em gararfa. Um belíssimo exemplar do que a sub-região de Bucelas é capaz de apresentar utilizando a casta rainha Arinto. Muito bem. PVP: 14,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.


Sérgio Lopes

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Em Prova: Marquês de Marialva Reserva Branco 2016

Idealizado por Osvaldo Amado, na Adega de Cantanhede, voltei a este Marquês de Marialva Arinto Reserva 2016 que tinha provado a meio do ano de 2018. 

Fácil de encontrar, por exemplo no hipermercado Jumbo, trata-se de um vinho branco da Bairrada, que mantém a chancela de qualidade ano após ano. Feito 100% de arinto, passa por madeira (25% do lote), que se sente, mas não aborrece. Ele está lá mas arredonda o vinho, combinando o lado citrino da casta com uma untuosidade muito interessante em boca. 

Mostra-se portanto um conjunto fresco, com toques minerais, os citrinos do Arinto e alguma fruta exótica. É fresco, com volume e final prazeroso - equilibrado. 

Um vinho muito bem conseguido, perfeito para a mesa, a um preço interessante. Muito versátil, acompanhou uma massa com carne.

É um vinho que normalmente precisa de algum tempo para se mostrar e só vai melhorando com a passagem do mesmo. Com 4 a 5 anos de garrafa estará provavelmente no melhor momento de consumo, mas já está muito equilibrado. Para se ir consumindo, portanto, com prazer.

PVP: 6,90€. Garrafeiras / Jumbo.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015


A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. Das várias referências provadas recentemente, destaco o Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015. A casta - o arinto é super adaptável e difundida por todo o país, produzindo ótimos resultados. Aqui não foge à regra,com pasagem por barrica, o aroma é fresco e mineral com alguma percepção ainda do contacto com a madeira (sem chatear) a que se juntam notas citrinas e minerais. A boca é macia, com boa acidez e alguma untuosidade. Termina prazeroso. Um Arinto bem conseguido e que irá crescer em garrafa. Apenas cerca de 3000 garrafas produzidas. PVP: 13€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 5 de junho de 2018

Em prova: O Avesso e o Arinto da Covela

            

Depois da visita à Quinta da Covela no fim-de-semana passado e das compras por lá efetuadas, regresso ao comentário sobre os brancos "edição nacional" que produz e que tive oportunidade de provar de novo. - nomeadamente monocastas Avesso e Arinto. Se o Avesso foi uma aposta desde o inicio, uma vez que se dá lindamente naquele terroir, o Arinto, casta transverslmente difundida por todas as regiões em Portugal, ganhou também o seu espaço, uns anos mais tarde, na Covela, Começou timido e fechado e agora provado o Covela Edição Nacional Arinto 2014, isto é, com 4 anos de garrafa... WOW. Cheio de acidez e frescura, mas com aquele lado citrino tão caracteistico da casta tão interessante. E tão jovem ainda... O Covela Edição Nacional Avesso cujo perfil se aproxima bastante de um caracter mineral e de fruta branca. Também tive oportunidade de beber o 2014. Em grande forma! São dois vinhos super gastronómicos, com uma frescura crocante e que estão num momento espetacular de prova. Um mais delicado - o arinto, outro mais austero - o avesso, ambos deliciosos e a um preço cordato. Vinhos verdes especiais. PVP 7,85€. Disponibilidade: OnWine

Sérgio Lopes

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Em Prova: Quinta da Murta Clássico 2013


O Arinto é uma casta cuja expressão máxima ocorre em Bucelas (Lisboa), embora se porte igualmente muitíssimo bem em quase todo o país, originando vinhos com elevada acidez, e longevidade, seja com ou sem passagem por madeira. O Quinta da Murta Clássico é um dos belos exemplos disso mesmo.  100% feito de Arinto, é lançado apenas nos anos em que a qualidade é inegável, sendo a colheita mais recente no mercado a de 2013. A enologia está a cargo de Hugo Mendes e como é habitual o vinho reflecte o seu cunho pessoal, isto é madeira bem integrada (praticamente imperceptivel), elegância, perfil seco, com alguma austeridade e pendor gastronómico. Neste momento, com 5 anos - sim, 5 anos, começa a "abrir" e a mostrar todas as suas características, aparecendo deliciosas notas citrinas , mais maduras, um corpo mais composto, muita frescura, untuosidade e um final crocante e que dá muito prazer. Um vinho para esperar por ele e depois de lhe tirar a rolha, apreciar a sua evolução de copo para copo. PVP: 12€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Arena de Baco: Prova Vertical dos vinhos Morgado Santa Catherina

No ano de 2017 tive a felicidade de beber várias vezes este vinho - Morgado de Santa Catherina, feito 100% de Arinto, proveniente da zona de Bucelas e que se encontra facilmente nas grandes superfícies comerciais. Um vinho que tem estágio em madeira nova e que aguenta bem a passagem do tempo, melhorando com 3 a 4 anos de garrafa (ou mais). Foi por isso natural que eu e o Amândio Cupido (Garficopo) tendo adquirido várias garrafas de anos diferentes e com a ajuda adicional do produtor, preparamos uma prova vertical, dos anos 2010 a 2016, com um vinho de 2004 de acréscimo, que o Cupido tinha comprado. 


Considero as provas verticais muito interessante, mas a condição de guarda de cada um dos vinhos é fundamental para haver justiça no veredicto final. E a maior parte das garrafas foram adquiridas na cadeia de supermercados do malogrado Belmiro de Azevedo, pelo que é importante efectuar esta ressalva. De qualquer das formas, à excepção do 2004 que já tinha passado o seu melhor momento, todos se apresentaram em boa forma. Alguns mesmo em belíssima forma.


Começamos a prova do mais novo, para o mais antigo (outra discussão sempre interessante neste tipo de prova), com o 2016 ainda bastante fechado (estágio de garrafa - enviada pelo produtor), mas a demonstrar que o uso da madeira está mais comedido. Vamos ver como evoluirá. 2015, um dos preferidos, com a madeira bem integrada, enorme frescura, elegante, a precisar de tempo, mas a dar já uma belíssima prova. Comprar, beber e guardar. 2014 e 2013 num registo um pouco abaixo do 2015. 2012, o mais consensual em prova e também o mais equilibrado. Estava fantástico, com "tudo no sítio". 2011 de novo um pouco abaixo do 2012, menos fresco. Por fim, o 2010, cheio de força, uma enorme surpresa, ainda com muito para dar. Provavelmente o primeiro vinho onde apanhamos realmente notas de evolução, mas das boas...

Uma prova vertical a demonstrar a qualidade e longevidade destes vinhos, provavelmente o branco mais "escolha segura" na casa dos 10€, nas grandes superfícies. Uma prova superiormente harmonizada pelos maravilhosos cozinhados do Cupido, que infelizmente não temos fotos! Um jantar que se prolongou pela noite fora em ambiente de grande confraternização.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Da minha cave: Quinta do Boição Reserva Branco 2010

Situada em Bucelas, a Quinta do Boição espalha-se por uma área de 45 ha de solos argilo/calcários. destacando a presença da casta Arinto (naturalmente), nas castas brancas, que encontra em Bucelas o seu verdadeiro esplendor e a Touriga Nacional nas castas tintas. 

Gosto muito do arinto, e particularmente de arinto de Bucelas, sobretudo já com alguma idade. Foi por isso com muito agrado que provei o Quinta do Boição Reserva Branco 2010, um vinho com 8 anos, mas com uma grande frescura, onde pouco se notava a evolução do tempo em garrafa.

Mostrou-se untuoso, com citrinos maduros, complexo, mineral e persistente. Acompanhou um salmão grelhado com arroz de tomate na perfeição. 

Num dia que iria ser preenchido por vinhos de Bucelas (de que falarei mais tarde), pode-se dizer que foi um grande começo! PVP: 6,5€. Disponibilidade: Garrafeiras e Enoteca.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Em Prova: S. Caetano Arinto 2016


Proveniente da Quinta da Torre, em Marco de Canaveses, tive oportunidade de provar o vinho branco, feito totalmente da casta Arinto. Para além deste, a quinta produz monocastas S. Caetano Azal, Loureiro, Vinhão (tinto), espadeiro (Rosé ) e o branco colheita. O S. Caetano Arinto 2016, apresenta a acidez e frescura típica da casta que tão bons resultados dá um pouco por todo o país. Por outro lado, o açúcar residual que apresenta (6,7 g/l) aporta uma certa doçura, o que fará dele um vinho apelativo para muitos consumidores. Este ano aparece com um pouco mais de alcool que lhe confere mais volume, mas também o torna um pouco menos "verde". De saudar que se trata de um vinho da região dos vinhos verdes sem a desnecessária adição de gás. PVP: 5€. Loja do Produtor 

Sérgio Lopes

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Em Prova: Morgado de Santa Catherina Reserva


17/20. Desta feita, não coloquei, no titulo deste post, menção ao ano de colheita do vinho. Foi propositado, pois considero o Morgado de Santa Catherina Reserva Branco,  um valor de qualidade constante, ano após ano, um verdadeiro blockbuster, no campeonato dos vinhos brancos abaixo de 10€. Trata-se de um Arinto, de Bucelas, região onde a casta se exprime de forma ímpar e passa por madeira nova, o que lhe confere uma complexidade extra muito interessante. Madeira que "pega" na frescura e lado citrino do Arinto e lhe aporta um lado mais "gordo" (e gastronómico) que com o passar dos anos se transforma numa adoravel complexidade, com deliciosas notas limonadas e até amanteigadas, junto com especiarias. É pois esse o momento em que gosto de beber este vinho, com alguns "anos" em cima (neste momento ando a beber o 2011 e 2012 e podem se guardar ainda mais tempo), mas se não conseguir resistir, beba a colheita mais recente no mercado, a do ano de 2015, mas não se esqueça de ir guardando umas quantas garrafas para deleite ao longo dos anos, com este vinho. PVP: 9,50€. Disponibilidade: Grandes Superfícies.

sábado, 19 de agosto de 2017

É este o teu vinho, Jack?!


Hugo Mendes, enólogo da Quinta da Murta e Quinta das Carrafouchas, entre outras, maioritariamente da região de Lisboa, pode não ser logo identificado pelo comum dos mortais, mas toda a gente que anda à volta do vinho o identifica, seja pelas convicções fortes que apresenta (e os belos vinhos que faz) ou pelos videos que vai colocando na net onde o o personagem "jack" lhe permite de uma forma algo cáustica e divertida, extravasar o que lhe vai na alma. É pois um homem com uma forte penetração nas redes sociais.


Tirando partido disso mesmo, decidiu fazer algo inédito: Disponibilizar 800 garrafas do seu primeiro vinho em nome próprio - Lisboa by Hugo Mendes, em venda antecipada pela net, a um preço mais baixo, de um total de 2600 garrafas numeradas. Risco grande, exposição garantida. Mais, Hugo Mendes subverteu de alguma forma o processo, ou seja, um vinho desperta emoções e conta histórias, ora Hugo Mendes conseguiu contar uma história à volta do vinho, muito ante deste saír, criando uma expectativa enorme à volta do projecto. E o vinho é consensual? Não é, mas felizmente tem tido belíssimas críticas.

Trata-se da sua interpretação da região de Lisboa, um vinho branco com Arinto e Fernão Pires em partes iguais. Lembro-me da primeira vez que o provei e senti um misto de sensações - estranhas, pois o hype criado era enorme e precisei de provar de novo e de novo... gostei e gostei mais e acredito que o vinho ainda tem muito para dar. Para já, embora considere que precisa de tempo para casar as duas castas, adoro o registo leve e fresco, muito fino do vinho. Com uma acidez presente mas delicada a aportar uma certa finesse e complexidade ao vinho. Pouco álcool, 11,5º, o que é óptimo e um corpo médio a segurar todo o conjunto, bebe-se sem dar conta! Diria que falta apenas um final mais acutilante, mas acredito que virá com o tempo, pelo que sendo um dos patronos, guardei as minhas restantes garrafas para comprovar isso no próximo ano. Até lá, não coloco nota de prova, pois acho que é injusto, nesta fase do vinho. Para o ano volto, Jack, e escrevo a nota, yah?

Sérgio Lopes

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Da minha cave: Quinta da Chocapalha Arinto 2009

16,5/20A Quinta de Chocapalha, está situada em Alenquer, na Região de Lisboa. Embora com tradições vinicolas seculares, começamos a ouvir falar mais do projecto quando a propriedade é adquirida pela família Tavares da Silva, nos anos 80 e mais tarde quando Sandra Tavares da Silva, produtora de renome no Douro, e filha do Casal Tavares da Silva, toma as rédeas da enologia da casa.

Na imagem à esquerda temos um vinho da Quinta da Chocapalha, feito 100% de Arinto, do ano de 2009. Pela cor parece que é mentira, ou seja que o vinho não pode ter 9 anos, dada a cor jovem e viva que apresenta. Mas tem. E tudo o resto lhe confirma essa juventude: O aroma mantém-se fresco e fiel ao Arinto nas notas citrinas e de macã verde. A boca é crocante e com complexidade. O final é refrescante e bem prazeroso.

E se eu acrescentar que foi o vinho branco preferido de um conjunto de consumidores de vinho pouco habituados a estes rituais de provas e provado em comparação com vinhos do ano 2016 e 2015? Dá que pensar...

Sérgio Lopes

sexta-feira, 31 de março de 2017

Da minha Cave: Caves Velhas Garrafeira Branco 1998


Ainda dos tempos em que o Arinto partilhava o "ser" com o Esgana Cão e o Rabo de Ovelha. Isto é ouro! Parece, cheira e sabe! 

Grandes dourados à vista, notas de maçã assada, mel e passas de uva branca; algum citrino, melaço e ligeira compota, maçãs reineta e verde, acidez ainda com garra, final meio fresco e profundo. 

Para beber mais quente que o normal, a dar grande prova com uma garoupa na grelha. 

Quase 20 anos de um branco que representa uma região fantástica, bem mais esquecida que o devido, infelizmente...

Que grande vinho!

Carlos Ramos (Cegos Por Provas)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Inspira Portugal: Masterclass de Arinto, por Hugo Mendes

No próximo dia 18 de Março, irá decorrer, na Quinta das Carrafouchas, em Loures, o evento Traz um Arinto também! O propósito é o de descobrir as virtudes do Arinto, numa Masterclass que irá analisar as caraterísticas da Casta, o que a distingue das outras e a forma como se comporta de norte a sul do País. 

A formação (direcionada a enófilos, bloggers e profissionais) será ministrada pelo enólogo Hugo Mendes e irá abranger três áreas: Enologia, Adega e Prova comentada de dez Arintos (a escolher previamente por um painel de especialistas). Os restantes vinhos enviados pelos produtores poderão ser também degustados (e analisados) durante o almoço e prova da tarde, em conjunto com os Arintos que cada participante queira trazer e partilhar.

A Masterclass tem o preço de 40€, 50€ com almoço (20% de desconto para grupos) e só o almoço (com prova dos Arintos não incluídos na masterclass e que os participantes levarem para partilhar) será 20€. Para efetuar a inscrição será através do email inspira.portugal@gmail.com

Sobre o Inspira Portugal: O Inspira Portugal é um Projeto que o enólogo Hugo Mendes (Quinta da Murta. Quinta das Carrafouchas, Adega da Labrugeira. etc.) criou para a realização de eventos ligados ao vinho, visando essencialmente dois aspetos:
- Formação enófila sobre vinhos Portugueses de castas Portuguesas;
- Divulgação de vinhos e produtores que apostam nas castas Portuguesas.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Da minha Cave: Bucelas da Regência 2004

16,5/20.

Confesso que estou cada vez mais fascinado com os brancos portugueses e algumas castas em particular. Falo do Alvarinho, Encruzado e o Arinto que com alguns anos de garrafa é simplesmente delicioso. Principalmente quando proveniente da região auto intitulada berço da casta, nomeadamente Bucelas.

Este Bucelas da Regência 2004 foi comprado num leilão. Garrafa única. Não sei muito mais sobre o vinho a não ser que foi feito pelas caves Dom Teodósio, penso que agora Enoport?

Vinho com cor de laivos dourados. Aroma de evolução do Arinto com notas de laranja caramelizada e florais. Tudo num registo fresco. Boca com bom volume. Final longo e viciante.

O que dizer mais dos vinhos brancos de Bucelas?

Sérgio Lopes