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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

CINETICA LOUREIRO & ARINTO RESERVA BRANCO 2018

Última garrafa deste vinho de Henrique Cizeron que gosto muito. Sobretudo esta edição 2018 cheia de garra e complexidade.

Loureiro e Arinto, da região dos vinhos verdes, com estágio em barrica e uma boa dose de battonage.

Resulta num vinho onde no nariz o lado floral, frutado e mineral se junta a uma boca untuosa e cheia de garra. Seco, com leve evolução - que lhe dá uma graça adicional, de corpo médio tem uma elevada acidez que lhe confere um final longo e crepitante.

A um preço incrível de cerca de 11€. Bravo.

Penso que ainda se encontra este vinho, esta edição em particular, online.

@cizeronwines
Contrarotulo.blogspot.com
Contra-Rótulo

quarta-feira, 11 de agosto de 2021

PEGADINHA LOUREIRO ESCOLHA BRANCO 2020

Projeto novíssimo de @filipelemos_winemaker que após ter estagiado e trabalhado com @marcio.lopes.winemaker decide produzir o seu primeiro vinho.

Com vinhas na família, Filipe decidiu lançar-se a solo, um Loureiro 100%, sem passagem por madeira, proveniente da Quinta da Pegadinha, em Barcelos.

E que grande estreia.

Um Loureiro mais em mineralidade e muito citrino, onde predomina a lima e o limão. Austero aromaticamente até. Na boca impressiona pela belissima acidez equilibrada, apresentando-se muito fresco, seco, mineral e com uma boca com um belo volume. Amparado pelos seus 12 graus de alcool é beber a garrafa até ao fim.

Cremoso, guloso, de pendor gastronómico, apenas 2000 garrafas produzidas a um pvp de 8,90eur. Que bela surpresa!

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

GERMINAR LOUREIRO VINHAS VELHAS 2020

Da @quinta_soalheiro chega o primeiro Loureiro 100%, de vinhas com mais de 30 anos, da zona de Valença.

De salientar que este novo monocasta Loureiro nasce como uma evolução do projeto social Germinar, promovido pelo Soalheiro em parceria com um viticultor de profissão e assistente social de formação que integra o Clube de Produtores e tem as suas vinhas no sopé poente do Monte do Faro em Valença e aplica todos os seus conhecimentos na vinha mas também na integração de pessoas com dificuldades cognitivas no trabalho da vinha de forma a promover a sua auto-estima e o seu desenvolvimento profissional.

O vinho fementa em ovos de cimento e inox.

Muito jovem, é um Loureiro mais herbáceo e para o lado da lima do que floral, com acidez vincada, mineralidade e alguma salinidade devido à influência atlântica.

O nível de consistência dos vários Alvarinho Soalheiro é elevado. Por isso, em comparação, este vinho não entra diretamente para o podium dos Loureiro da região (na minha modesta opinião), mas considero uma boa estreia, com a afinação habitual dos vinhos Soalheiro. Para acompanhar. Pvp 12eur.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Em Prova: Singellus Loureiro 2017


Singellus é a marca do projecto pessoal do malogrado Belmiro de Azevedo. Da Quinta do Ambrães, em Marco de Canaveses, saem vinhos brancos que chegam ao mercado com vários anos de garrafa (a última colheita é 2017). Loureiro, Alvarinho e Avesso com a chancela de qualidade do enólogo Anselmo Mendes. O Singellus Loureiro 2017 é um branco adulto e equilibrado, com contenção aromática, leve floral e mineral, com ligeira evolução. Boca fresca, equilibrada, seco, corpo e final médios, traduzindo se num Loureiro bastante interessante. Pvp 8eur.

Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Da minha cave: Aphros Aether Branco 2013

De Ponte de Lima chega este vinho, uma experiência do produtor enologo Vasco Croft @aphros_wine. Há época com a colaboração do @rui_cunha_winemaker .

Combinação de Loureiro e Sauvignon Blanc.

Impressionante vivacidade, um vinho com quase 8 anos, chegado a 2021, este branco da região dos vinhos verdes.

Não se deixem enganar pela cor carregada. Este vinho está tudo menos cansado. Nariz obviamente com notas de evolução, entre favos de mel, flores e algum leve herbaceo. Mas tudo num registo de vivacidade. Boca com a frescura e "acidez" Aphros. Corpo médio e "crispie". Final também médio e muito refrescante que apetece curtir mais um gole.

E o melhor é que ainda se pode comprar...! Pvp 13eur.

facebook.com/contrarotulo

Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Em Prova: Aphros Ten Branco 2019

 

Este é o "primeiro vinho" do projeto Aphros. "Ten" porque contém apenas 10 graus de alcool. Apresenta também cerca de 8 gramas de açúcar, mas quase 8 de acidez...o que resulta num vinho que assim é bastante equilibrado e de certa forma se tenta aproximar dos loureiros mais clássicos da região ‐ mais frutados e com algum açúcar residual.
Nariz com notas tropicais, floral e limão. Leve perceção de doçura. Boca com acidez lancinante, fresco, com crocancia, final médio, algo agridoce, ou seja com a tal doçura balanceada pela incrivel acidez. Talvez o Aphros mais "acessível". Ainda assim, é um Aphros... A acidez tá lá... Pvp 8eur. Gostei. Estou a ver isto a ligar com sushi por exemplo...


Sérgio Costa Lopes


segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

CASA DE PAÇOS LOUREIRO RESERVA VINHAS VELHAS 2019

Segunda edição de um vinho que veio para ficar. 100% Loureiro das vinhas mais antigas. O vinho permaneceu nas borras finas durante 9 meses. Parte do lote fermentou em aço inoxidável e cerca de 20% do vinho estagiou em barrica durante 6 meses (carvalho francês de segundo ano de 300 litros). 15% do lote foi refrescado com vinho do ano anterior.

O resultado é uma edição ainda mais complexa e completa que a anterior. Aroma muito delicado e contido, cheio de subtileza, com notas florais, limonadas e minerais. Boca muito fresca, com untuosidade, madeira impercetível, elegante e vibrante, com final longo e que nos faz salivar. Prometedor. Pvp 10eur.

Muito jovem ainda. Cada vez acho mais que os brancos deveriam ser lançados para o mercado mais tarde (tal como a generalidade dos bons tintos) por exemplo com 2 anos de garrafa para desfrutar em pleno.

Contrarotulo.blogspot.com

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Em Prova: Quinta Pousada de Fora Loureiro, Arinto & Loureiro e Arinto 2019

A Quinta Pousada de Fora encontra-se situada na freguesia de Azurém, no concelho de Guimarães. A quinta tem uma uma área de 8,8ha e inclui três casas agrícolas, uma antiga adega com lagares de pedra, 5,7ha de vinha plantada em 2017, bosquetes de carvalhos e uma envolvente paisagística tipicamente rural minhota. Esta riqueza geográfica veio acrescentar à ideia original de produção de vinha e vinho, a vertente turística e cultural com alojamento em Espaço Rural e atividades de experiência turística associadas ao enoturismo, turismo ambiental, turismo cultural e turismo científico.

Nascidos em 2016, os vinhos Quinta Pousada de Fora são elaborados exclusivamente a partir de uvas da quinta, nas castas Loureiro e Arinto ou Pedrenã, 30% é Arinto e 70% Loureiro. Provamos as referências atualmente no mercado. Ficaram por provar apenas os reserva e grande reserva, dos quais falaremos oportunamente. A enologia encontra-se a cargo de  Pedro Pimentel Pereira (Tirado a Ferros; Head Rock).

O Quinta Pousada de Fora Loureiro 2019 apresenta um aroma floral e a limão maduro, com laivos herbáceos. Não demasiado exuberante, o que é bom. Na boca é fresco, de corpo médio, seco e com final refrescante. Com apenas 11,5 de álcool, está bem desenhado com um final ligeiramente amargo citrino, a pedir comida. Leve e simples, mas um bom exemplar da casta. O Quinta Pousada de Fora Arinto & Loureiro já apresenta um aroma mais contido, com leves notas citrinas e de fruta branca. Na boca sente-se uma elevada acidez, num corpo magro, com pendor mineral e um final de média intensidade, talvez derivado dos apenas 11graus de álcool, o que é opimo. Um vinho um pouco fechado nesta fase e que será curioso verificar como se comportará dentro de uns meses, nomeadamente se ganhará outra complexidade na boca. Ambos os vinhos a um PVP de 4,90€. Finalmente o meu preferido dos três, o Quinta Pousada de Fora Arinto 2019, um vinho com um aroma onde predomina maçã verde, lima e notas de muita frescura, num registo contudo bem elegante. Na boca, uma opima acidez, num vinho com um toque aveludado e até untoso, apesar de não ter passado por madeira. Termina longo e cremoso. Gostei bastante, com os 13,5 graus de álcool a contribuir para lhe conferir maior volume de boca. Um branco que facilmente pode ser de Inverno enquanto que os anteriores serão mais brancos de verão, por assim dizer. PVP: 5,20€. Garrafeiras.

Vinhos afinados e claramente representativos da sua sub-região dos vinhos verdes, que aguçaram o apetite para a prova dos reserva.

Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Em Prova: Gorro Loureiro 2019

Novíssimo vinho da Portugal Boutique Winery (Boina, Guyot), desta feita, com um vinho produzido na região dos vinhos verdes. Chama-se Gorro, apresenta um rótulo bem bonito e fora da caixa e é feito 100% da casta Loureiro, de uma vinha que dista 5km do mar. O vinho mostrou um lado tropical bem evidente no nariz no primeiro dia a querer nos dizer que precisa de algum tempo de garrafa. Foi abrindo e mostrando um lado mais floral e mineral. Na boca apresenta salinidade, muita frescura, uma boa acidez a conferir final cremoso e de boa intensidade. Boa estreia, num loureiro a ter em conta e acompanhar edições futuras. PVP: 9,90€. Garrafeiras.

Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Novidade: Casa de Paços Loureiro Reserva Vinhas Velhas 2018

Novo vinho da Casa de Paços, 100% Loureiro das vinhas mais antigas. O vinho permaneceu nas borras finas durante 9 meses. Parte do lote fermentou em aço inoxidável e cerca de 20% do vinho estagiou em barrica durante 6 meses (carvalho francês de segundo ano de 300 litros). Um vinho que expressa o que de melhor a casta Loureiro representa. Aroma muito delicado e contido, cheio de subtileza, com notas florais, limonadas e minerais. Boca muito fresca, com untuosidade, madeira impercetível, elegante e vibrante, com final longo e que nos faz salivar. Ainda muito jovem e de elevado potencial. Um grande Loureiro! PVP: 10€ Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Em Prova: Morgado do Perdigão Alvarinho & Loureiro 2018

Sim, a foto do vinho é de 2013, pois é o que eu ando a beber em 2019 e demonstra o quão este vinho evolui tão bem. O Morgado do Perdigão é produzido pela Quinta de Paços (Casa de Paços / Casa do Capitão-Mor) e junta precisamente castas das duas propriedades, nomeadamente Alvarinho de Monção e Loureiro de Barcelos. O resultado é um vinho com um bom equilíbrio ácido coma as componentes citrinas e florais como que "ao desafio" e mais focado um pouco na fruta, do que por exemplo o Casa de Paços Loureiro - Arinto. Um vinho muito correto, fresco e agradável e que, repito, evolui lindamente sendo muito melhor apreciado com alguns anos de garrafa, na minha opinião. PVP: 6€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Em Prova: Adega Ponte da Barca Reserva de Sócios Loureiro 2017

Para comemorar os 50 anos de atividade, a Adega Cooperativa de Ponte da Barca decidiu lançar este Loureiro Reserva de Sócios, de 2017, o primeiro vinho da adega, de categoria premium, com envelhecimento em casco de carvalho. O nariz é muito bonito, com notas florais, alguma maçã verde e notas fumadas e de leve fruto seco, do contacto com a barrica. A boca é vibrante, untuosa, com a madeira superiormente integrada para um vinho tão jovem e de uma casta, que raramente leva madeira (salvo algumas honrosas exceções). Um vinho muito bem conseguido, complexo e equilibrado e que demonstra bem o poder e elasticidade da casta Loureiro. Com nervo e estrutura suficiente para envelhecer bem e ser altamente versátil à mesa, aguentando até pratos fortes da nossa gastronomia portuguesa. Muito bem. PVP: 15€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Em Prova: Casa de Paços Loureiro & Arinto 2017

Proveniente de Barcelos, trata-se de um vinho verde blend de Loureiro e Arinto, que conjuga fruta, o lado floral do Loureiro e a acidez do Arinto, num registo de grande tensão. Só para terem uma ideia, este ano de 2019 bebi literalmente às caixas a edição deste vinho de 2016, que estava top. No mercado já se encontra a edição 2018, mas sugiro comprar a de 2017, que ainda se encontra à venda e começa agora a dar boa prova, estando bem mais macio que o 2016. Um branco com textura, seco e muito refrescante, a bom preço, que pede algo para acompanhar à mesa. PVP: 4,5€. El Corte Ingles.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Em Prova: Ameal Loureiro 2018

Situada em Ponte de Lima, a Quinta do Ameal há muito que é pioneira na aposta da casta Loureiro, produzindo vinhos de extrema qualidade, longevos e que elevam a casta e a região dos Vinhos Verdes a um outro patamar. De facto, a casta Loureiro quando trabalhada com respeito, paixao e foco é capaz de produzir grandes vinhos. Exemplos como Anselmo Mendes (Muros Antigos), Márcio Lopes (Pequenos Rebentos Vinhas Velhas), ou José Domingues (Valle da Fonte), entre outros, são de prova obrigatória.

O Ameal Loureiro de 2018, mostra a consistência habitual ano após ano - Aromaticamente limpo e muito bonito, com notas florais e citrinas;  muito fresco, elegante e preciso; Seco, crocante e com final refrescante. Muito novo, claro está, mas já a dar uma belíssima prova. Já não o bebia há algum tempo e esteve óptimo a mesa! PVP: 7,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Em Prova: Pequenos Rebentos Loureiro Vinhas Velhas Reserva Branco 2017

Impressionante este vinho do Márcio Lopes. Creio que o provei pela primeira vez na garrafeira Foz Gourmet e desde aí fiquei logo...  impressionado. É mesmo esse o termo. Trata-se de um branco feito de Loureiro de uma vinha com quase 30 anos, "ali para os lados de Braga". Tem battonage prolongada e estágio em barrica usada por 6 meses.

A edição de 2016 deste vinho tinha feito bastante furor, mas a de este ano alcança um outro nivel! O Pequenos Rebentos Loureiro Vinhas Velhas Reserva 2017 mostra um nariz super complexo e profundo, fechado ainda, mas sente-se uma frescura descomunal e até uma certa austeridade. Mineralidade, citrinos e especiarias, tudo leve e fino. A boca então é austera, cheia de acidez, com volume mas elegante, vibrante e crocante, num perfil sério e a precisar de tempo de garrafa. Tem muita precisão. Termina longo e cheio de frescura.  

Já abri duas garrafas de um vinho com uma edição reduzida (menos de 1500 garrafas) e que seguramente irá crescer em garrafa. Sei que cometi um infanticidio e que este vinho só vai melhorar, Mas confesso que também aprecio particularmente a profundidade e austeridade que tem neste momento. 

É um grande exemplar da casta Loureiro, tratado de uma forma diferente na região e que prova que o vinho verde pode ser um enorme branco!. Provavelmente o melhor Loureiro de Portugal a par do Ameal (num registo diametralmente oposto). Bravo. PVP: 17,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Quinta da Aveleda Loureiro/Alvarinho & Quinta da Aveleda Alvarinho

Para quem ainda vai de férias, ou para quem simplesmente pretende usufruir de um vinho fresco, leve, a bom preço e com alguma versatilidade gastronómica, deixo duas sugestões:

Quinta da Aveleda Loureiro Alvarinho 2017. Vinho onde a conjugação das castas resulta em equilibrio entre notas florais e tropicais, mas tudo num registo leve e sem exageros. Companhia perfeita de Verão para simplesmente se beber um copo ou acompanhando saladas e pratos leves. 3,99€. 

Quinta da Aveleda Alvarinho 2017. Para quem quer um pouco mais de estrutura e um pouco menos de exuberância, pode optar por este vinho. É leve e fresco também e nada tem a ver com os Alvarinho de Monção e Melgaço em termos de estrutura, pois é mais redondinho e com pouca intensidade, mas não deixa de ser refrescante, com a vantagem de muitas vezes se encontrar sob promoções que o aproxima dos 4€. 4,99€

Ambos se podem encontrar facilmente em qualquer prateleira de supermercado ao longo de Portugal. E são muito agradáveis, com o selo de qualidade Aveleda. Prefiro contudo, entre os dois, o Loureiro / Alvarinho, pois é mais crocante.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Em prova: Casa de Paços Loureiro 2017

É o primeiro vinho que provo de 2017. Um branco, feito totalmente da casta Loureiro, proveniente da Casa de Paços. Trata-se de um vinho que em Portugal é maioritariamente vendido na restauração e cuja quase totalidade da produção é destinada à exportação, sendo o mercado prioritário o Japão, para onde foi concebido para chegar a tempo do Beaujolais Nouveau e também para o mercado Alemão. 

Em termos de vinficação, a fermentação é interrompida mais cedo, o que corresponde, na prática, quantidade de açúcar residual maior do que o normal. 

O resultado é um vinho onde existe alguma sensação de doçura, mas surpreendentemente balanceado por uma grande acidez, que o torna muito equilibrado. O resto é dado pela casta Loureiro, com os aromas florais, sobretudo de flor de laranjeira, a tornar o vinho extremamente apelativo. Uma curiosidade, muito saborosa! 

PVP: 5€. Disponibilidade: Restauração.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Da minha cave: Quinta do Ameal Escolha 2003

17/20. O Quinta do Ameal Escolha é um vinho extreme da casta Loureiro, com a particularidade de sofrer um estágio em madeira usada, por 6 meses, que lhe proporciona uma complexidade ímpar, permitindo adquirir aromas terciários com o tempo em garrafa.

Provamos o 2003 e a rolha assustou um bocadinho, pois por pouco não entrava para a garrafa e quando retirada tinha uns laivos negros... Mas cheirava bem e o vinho também, por isso foi falso alarme.

13 anos preso em garrafa, demorou um pouco a abrir até que foi mostrando todo o seu esplendor:  Notas de boa oxidação, mel, passas e flores. Tudo num registo leve. Na boca, curiosamente parece ter ume leve mousse que quase se diria em prova cega se tratar de um espumante antigo com muito pouca bolha...! Bom corpo, untuoso, termina com uma acidez muito viva e crocante.

Mais um grande Loureiro do Ameal, talvez no seu momento de prova ideal?

Sérgio Lopes

terça-feira, 19 de julho de 2016

Arena de Baco: O magnifico universo de Anselmo Mendes!

Não é todos os dias que se tem a oportunidade de provar a gama completa dos vinhos do universo de Anselmo Mendes. Eu diria mesmo que é algo muito raro. Pois o grupo Cegos Por Provas conseguiu esta proeza e tivemos a possibilidade de usufruir de um momento inesquecível. Lá nos deslocamos a Melgaço, mais propriamente a Penso onde o enólogo Constantino Ramos, que trabalha com Anselmo Mendes desde 2012, tinha preparado para nós uma monumental prova com 24 vinhos, incluindo algumas mini-verticais...!

Foram provados os seguintes vinhos:


- Espumante 2009 de Alvarelhão - Uma curiosidade. Fez a 2ª fermentação em cuba e por isso resultou um pouco doce. Mas a acidez até que compensa bem. 
- Muros Antigos Escolha 2015 - O entrada de gama da casa. Feito de 40% Loureiro, 40% Avesso e 20% Alvarinho. Muito equilibrado e aromático. A resultar num vinho muito consensual e perfeito para o Verão.
- Muros Antigos Escolha Loureiro 2015 vs. 2011 - Feito apenas de Loureiro. O 2015 muito aromático como é apraz da casta. O 2011 já com uma evolução com notas petroladas, meladas e de frutos secos. Com uma estrutura superior. A demonstrar claramente que o Loureiro evolui muito bem, aliás como Anselmo Mendes defende.
- Muros Antigos Escolha Avesso 2015 - O mais gastronómico dos Muros Antigos. Notas de flores brancas, num vinho com bom corpo e com o "avesso" civilizado. Excelente acidez.
- Muros Antigos Escolha Alvarinho 2015 vs. 2011 - Cítrino como deve ser e elegante o 2015. Fiel à casta nesse registo mais leve. O 2011, fora do baralho, com uma evolução boa, estrutura e acidez. Não diria que seria um Alvarinho em prova cega...
- Muros Antigos Escolha Alvarinho 2009 vs. 2007 - Os dois primeiros grandes vinhos provados.  O 2007 fantástico, com uma acidez crocante e uma boca impressionante. O meu favorito. O 2009 num registo de maior complexidade e elegância. Não gerou consensos pois ambos foram considerados grandes vinhos. E eu estou de acordo.


- Contacto Alvarinho 2015 -  Floral, citrino, mas também algo tropical, com mineralidade. Um vinho que é um verdadeiro blockbuster de Anselmo Mendes, provavelmente um dos responsáveis pela consolidação da marca. E está disponível em "todo o lado" o que é óptimo.
- Muros de Melgaço - Alvarinho com contacto em madeira por 6 meses. E com aquela garrafa estranha, de cor negra. Fizemos algumas mini-verticais:
2015 vs. 2011 - 2015 com grande facilidade de prova, mas também um elevado potencial. Provavelmente o melhor alvarinho de 2015 provado por mim até à data. 2011 achei o um pouco fechado. Eu guardava mais uns anos, pois tem muito para dar.
2008 - merece um lugar de destaque. Simplesmente fabuloso em todas as suas componentes. Provavelmente o vinho da prova!
2002 vs. 1999 - Ambos evoluidos mas muito muito bons. O 2002 apresentando já alguns sinais de cansaço, contrariamente ao 1999 com uma vida e frescura desconcertantes. Muito bem!
Desta mini vertical, seleccionaria sem dúvida os 99, 08 e 15!
- Expressões 2014 - Eu gostei muito. Um Alvarinho a pretender mostrar como se faziam os Alvarinhos de outrora. A expressão do terroir de Monção e Melgaço, claro que com Alvarinho. Anselmo Mendes considera este vinho a conjugação da mineralidade e elegância do Parcela ùnica com o corpo e volume do curtimenta. Que grande, grande vinho!
- Curtimenta 2014 - Menos "direto" que o Expressões. Aqui Anselmo procura mais volume, corpo e untosidade, sem perder de vista a tipicidade da casta. Outro grande vinho, diferente do anterior, mas diria que no mesmo patamar de qualidade.
- Parcela ùnica 2014 - Como o próprio nome indica proveniente de uma única parcela de vinha onde Anselmo considera que o Alvarinho se exprime de forma mais pura e original. O resultado é um vinho com forte mineralidade, frescura crocante onde a apologia da elegância e delicadeza é o pretendido. Fabuloso!

Provamos ainda os seguintes vinhos:
- Tempo 2015 - Um branco produzido como se um vinho tinto se tratasse, sem grande intervenção exterior.
- 100% Vinhão - Verde tinto produzido com a casta rude vinhão, aqui bastante civilizada.
- Pardusco - Uma espécie de palhete (mistura de uvas tintas e brancas) bastante interessante e direto.
- Private - terminamos com este vinho que mistura o pardusco com alvarinho, com um toque de barrica. Sui generis.

Foi uma prova memorável a provar que Anselmo Mendes é um dos grandes embaixadores dos vinhos verdes e em particular das castas Loureiro e Alvarinho, sendo que da prova se conclui a excelente evolução e longevidade que ambas as castas possuem. Um obrigado muito especial ao Constantino Ramos pela condução da prova. 1 abraço.

Fotos cortesia de Daniel Campos do grupo Cegos Por Provas

Sérgio Lopes