quinta-feira, 4 de março de 2021

Em Prova: Singellus Alvarinho 2017 & Singellus Alvarinho Private 2016

Singellus é a marca do projecto pessoal do malogrado Belmiro de Azevedo. Da Quinta do Ambrães, em Marco de Canaveses, saem vinhos brancos que chegam ao mercado com vários anos de garrafa (a última colheita é 2017). Loureiro, Alvarinho e Avesso com a chancela de qualidade do enólogo Anselmo Mendes. 

SINGELLUS ALVARINHO 2017
O Singellus Alvarinho 2017 está muito interessante. Nariz com citrinos maduros e notas herbáceas a conferir enorme frescura. Boca cremosa e tensa, seco, de novo herbáceo, com bom corpo e final vibrante. Pvp 11eur.
 
SINGELLUS ALVARINHO PRIVATE 2016
O Singellus Alvarinho Private 2016, 50% do lote passa por barrica mas de tosta muito leve. É um alvarinho bem complexo e muito giro. Nariz fino onde leves citrinos se juntam a especiaria e algum toque da barrica. Na boca é muito elegante, sente se a oxidação mas dá-lhe dimensão. Boa tensão de boca e final longo e fino com boa crocancia faz deste alvarinho uma óptima escolha à mesa. Belo branco. Pvp 22,5 eur.

Venham agora os brancos da casta Avesso...


Sérgio Costa Lopes

segunda-feira, 1 de março de 2021

Em Prova: Alto do Pocinho Reserva Branco e Tinto

Novidade: VINHOS ALTO DO POCINHO

Localizada na aldeia do Pocinho, em Vila Nova de Foz Côa, a Quinta do Pocinho é uma propriedade histórica do Douro Superior. Conta com cerca de 22 hectares de vinhas em patamares e vinhas ao alto, entre as cotas de 200 e 350 metros de altitude. A Quinta do Pocinho foi entretanto adquirida pela Quinta dos Termos (produtor histórico da Beira Interior) sendo estes os primeiros vinhos a sair para o mercado.

O Alto do Pocinho Branco Reserva 2019 é feito de Rabigato e Viosinho, só com passagem por inox. Fresco, crítico, mineral, com uma boa acidez e de corpo médio, a mostrar bem a qualidade dos brancos de altitude do Douro Superior. Gostei. 9eur.

O Alto do Pocinho Tinto Reserva 2019 é produto de um Lote de Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinto Cão, com estágio de 10 meses em barricas novas de carvalho francês. Perfil aromático com fruta preta e vermelha e especiarias. Boca com taninos firmes mas já algo polidos, corpo médio e final equilibrado. Um tinto muito jovem mas bem desenhado, capaz de ser consensual. 11eur. Boa estreia.

Na minha opinião, apenas colocaria ambos os vinhos no mesmo patamar de preço. Até porque o branco não fica nada atrás do tinto, na minha opinião... e deve ser valorizado.

Sérgio Costa Lopes

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Em Prova: Fagote Reserva Branco e Tinto

Depois de ter provado a gama superior deste produtor duriense, eis a gama reserva, cujo PVP ronda os 6 a 7eur.. São vinhos elegantes e frescos, com pouco corpo e fáceis de beber.  Entre os dois, voltei a preferir o branco que considero bastante interessante, sobretudo para o Verão. Com apenas 12.5 graus de alcool, leve e mineral, estou a imaginar abrir umas destas, enquanto se prepara o churrasco e as brasas começam a aparecer. O tinto seguirá para a refeição acompanhando a carne grelhada, pois tem boa definição de fruta e taninos macios. Só o acho um pouquinho magrito de corpo.

Sérgio Costa Lopes

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Em Prova: Consorte Grande Reserva Branco 2018

 

Há cerca de um ano tive o privilégio de provar o consorte reserva 2018. O produtor Júlio Cesar Teixeira teve a amabilidade de mo apresentar praticamente en primeur... Um ano depois, com a colheita 2019 aqui para provar nos próximos dias, eis que chega o tão aguardado grande reserva que estava em repouso e agora chega ao nosso palato. Proveniente de Castelo de Paiva, trata-se de (tal como o reserva) um 100% arinto, com fermentação em barrica de Carvalho francês e longo estágio de 18 meses na mesma, com Battonage.

O resultado é um branco gordo, volumoso e muito intenso, com a frescura característica do Arinto e da região dos vinhos verdes a marcar pontos. Nesta fase, as notas de biscoito/fruto seco da battonage e a madeira estão bem presentes, sem serem demasiado impositivas. Destaca se a enorme untuosidade, complexidade aromática, belíssimo volume de boca e final longo, cheio de cremosidade a fazê lo brilhar à mesa. Um branco para muitos anos seguramente. A demonstração da grande qualidade do Arinto. Pvp 35eur. 900 garrafas.

Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Em Prova: Singellus Loureiro 2017


Singellus é a marca do projecto pessoal do malogrado Belmiro de Azevedo. Da Quinta do Ambrães, em Marco de Canaveses, saem vinhos brancos que chegam ao mercado com vários anos de garrafa (a última colheita é 2017). Loureiro, Alvarinho e Avesso com a chancela de qualidade do enólogo Anselmo Mendes. O Singellus Loureiro 2017 é um branco adulto e equilibrado, com contenção aromática, leve floral e mineral, com ligeira evolução. Boca fresca, equilibrada, seco, corpo e final médios, traduzindo se num Loureiro bastante interessante. Pvp 8eur.

Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Em Prova: Casas Altas Riesling 2018

José Madeira Afonso nasceu em Coimbra, mas desde cedo se enamorou por Souropires, perto de Pinhel, onde passava longas temporadas em casa da avó materna. Médico de profissão, as viagens lá fora permitiram o convívio com grandes connaisseurs, que provavam e estudavam tudo o que de melhor se fazia no mundo. Por isso na quinta encontra se plantada uma pequena parcela de Riesling em homenagem aos grandes brancos desta casta de Mosel ou da Alsacia. Que me perdoe o professor Virgílio Loureiro mas hoje vou recorrer a metáforas sensoriais para descrever este delicioso vinho.

No nariz super complexo com algumas notas ligeiras de petrolados, melado floral e muita mineralidade com alguns traços herbáceos. Boca super fresca, de corpo médio, mas com uma acidez salivante equilibradíssima que lhe confere um final longo. Foi um pairing extraordinário para o sushi, limpando o palato do arroz, peixe, molhos, soja, wasabi e gengibre. A garrafa terminou. Pvp 10eur.

Um belo exemplar da casta em Portugal em profundo equilíbrio.
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Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Em Prova: Quinta dos Termos Reserva Vinhas Velhas Tinto 2017

Vinho tinto da Beira Interior, proveniente de vinhas velhas, com castas como trincadeira preta, jaen, rufete e marufo - todas capazes de aportar elegância ao vinho.

Hoje o desafio é descrever o vinho sem usar metáforas sensoriais, ou não fosse o mesmo produzido sob consultoria do professor sir Virgílio Loureiro .

Foi um vinho que acompanhou a refeição e a garrafa parecia furada... lol

Cheira tão bem quanto sabe. Nariz muito fresco e com fruta bem definida, notas de bosque, com alguma rusticidade. Boca com acidez equilibrada, corpo médio, taninos redondos, final longo, vibrante e sumarento, sempre amparado por uma frescura impar que convida a mais um copo.

Por 8.99€ é de comprar às caixas.

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Sérgio Costa Lopes