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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Radar do Vinho: Casas Altas

José Madeira Afonso nasceu em Coimbra, mas desde cedo se enamorou por Souropires, perto de Pinhel, onde passava longas temporadas em casa da avó materna. Médico de profissão, as viagens lá fora permitiram o convívio com grandes connaisseurs, que provavam e estudavam tudo o que de melhor se fazia no mundo. Em 1990 surge assim o projecto Casas Altas, com 15 ha de vinhas dispersas por várias parcelas, entre as quais a quinta de Vale Ruivo com 10 ha de vinha com mais de 100 anos. As castas dominantes são a Rufete, Touriga Nacional, Tinta Roriz nas tintas; Síria, Fonte Cal, Verdelho e Arinto, nas brancas. Mas também e fruto da paixão do produtor pelos vinhos brancos da Borgonha e alemães, há duas pequenas parcelas com as castas Chardonnay e Riesling, resultado das tais viagens e experiências vividas. Um dos projectos mais consistentes e excitantes da Beira Interior que é obrigatório conhecer!
Os Quinta Vale do Ruivo Vinhas Velhas são produto da vinha que lhes dá o nome, portanto um field blend de uma vinha bastante antiga que produz um branco mineral, seco, fresco, com elevada tensão e pendor gastronómico. Um excelente branco que evolui de forma muitíssimo nobre em garrafa e é vê-lo a vencer concursos com 4 a 5 anos de garrafa em cima...!  O tinto apresenta o calor da Beira Interior, com bom volume de boca e aptidão para a mesa, mostrando-se contudo elegante e com boa acidez. Apesar de não tão brilhante como o branco, é uma excelente referência para a região. Ambos custam cerca de 8,90€.
Entrando nos monocastas e deixando o Rufete para o final, o Casas Altas Touriga Nacional 2017 mostra claramente a casta com notas de frutos vermelhos e pretos bem evidentes. A boca tem volume, apesar da matriz de elegância, terminando longo e para a mesa. PVP: 10,90€.
O Casas Altas Verdelho Reserva do Doutor 2017 deve o seu nome por ser um dos vinhos preferidos do Doutor José Afonso. Muito mineral, resulta num vinho com uma acidez acutilante, com notas de macã ácida e citrinos, enorme frescura, tensão, incisivo e de final crocante. Uma delicia. PVP: 14€
O Casas Altas Riesling 2017 apresenta os pergaminhos desta casta de amor-ódio com algumas notas petroladas e citrinas, algo delicado, seco e de corpo médio, com final longo. Seguramente um dos melhores exemplares nacionais da casta Riesling, PVP: 10€.

Finalmente, em terra de grandes brancos, não podia de deixar de destacar também a casta tinta rainha da região, o Rufete, aqui num vinho que se bebe copo após copo, sem cansar. Convido, assim a assistir ao video da prova do Casas Altas Rufete 2017 (10€), abaixo:


Casas Altas, um projecto obrigatório na Beira Interior!

Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Vinhos Souvall

Lúcia e Américo Ferraz, ambos médicos dentistas, a trabalhar em Aveiro, mas com raízes familiares na Meda, mais propriamente na aldeia de Vila Flor, do lado pertencente à Beira Interior. Há muitos anos, a tradição familiar tem vindo a ser a de trabalhar as vinhas e a produzir bom vinho, mas nunca de forma mais séria. Até agora, com o lançamento da marca Souvall, com dois vinhos, um branco e um tinto, cheios de vivacidade. Com o foco na produção de nectares de qualidade, vem uma adega modernizada com condições para produzir vinho para ser partilhado com o mundo, contando com a  consultoria do jovem enólogo Pedro Branco.

O Souvall Colheita Seleccionada Branco 2017 é produto das castas Fernão Pires, Rabigato e Viosinho de vinhas velhas com mais de 50 anos, plantadas a mais de 500 metros de altitude. Uma primeira edição de um branco mineral, complexo, elegante e fresco, com apenas 12 graus de álcool, muito versátil à mesa e que evoluirá bem na garrafa seguramente. 12€


O Souvall Reserva Tinto 2017 é também proveniente de vinhas com mais de 50 anos, com predominância das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Roriz e Tinta Barroca. Apenas 50% do lote tem passagem por madeira. O resultado é um vinho super fresco, ainda muito novo, mas que já dá grande prazer à mesa. Taninos elegantes, mineral, com fruta muito bonita, final longo e acidez salivante que juntamente com os seus apenas 12,5 graus de álcool fazem a garrafa "voar" num ápice. 13€.

 

Um projeto cujas primeiras colheitas são surpreendentes e nos aguçam o apetite naturalmente para o que virá de seguida. A acompanhar de perto. Comprar AQUI.


Sérgio Lopes

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Em Prova: 70/30 Tinto 2017

Depois do sucesso dos seus vinhos "identidade", feitos em homenagem aos seus filhos e esposa, o Sommelier Pedro Martin lança agora o vinho 70/30, um tinto produzido na Beira Interior, com enologia de Patricia Santos (dois.pomto.cinco, Rosa da Mata), que pretende ser a visão de Pedro sobre o perfil que a região pode produzir. 70% de Rufete da sub-região da Cova da Beira passa por madeira e  30% de uvas provenientes da sub-região de Pinhel, completam o lote. O calor da Cova da Beira temperado com a frescura de Pinhel resultam num vinho, no mínimo curioso.  PVP: 13€. Garrafeiras.

Para ver o vídeo completo sobre a prova deste vinho abaixo:


Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Em Prova: 70/30 Branco 2018

Depois do sucesso dos seus vinhos "identidade", feitos em homenagem aos seus filhos e esposa, o Sommelier Pedro Martin lança agora o vinho 70/30, um branco produzido na Beira Interior, com enologia de Patricia Santos (dois.pomto.cinco, Rosa da Mata), que pretende ser a visão de Pedro sobre o perfil que a região pode produzir. 70% de uvas provenientes da sub-região da Cova da Beira, com 30% de uvas provenientes da sub-região de Pinhel. Sem passagem por madeira, o resultado é um vinho fresco, seco, ainda jovem, com apontamentos vegetais, que pede mesa. PVP: 13€. Garrafeiras.

Para ver o vídeo completo sobre a prova deste vinho abaixo:

Sérgio Costa Lopes

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Fora do Baralho: Vinha da Ordem Peregrino Tinto 2018

O Vinho da Ordem Peregrino, resulta da vontade de manter vivas algumas das mais antigas vinhas que se encontrem na proximidade da Vinha da Ordem e por conseguinte tenham uma elevada representatividade de castas antigas. Assim sendo ao produzir este vinho com as mesmas técnicas que o Vinho da Ordem, pretende-se dar a conhecer o vasto património vitícola e ao mesmo tempo ajudar a preservar estas vinhas. Nasceu assim este peregrino de uma vinha monocasta Jaen com mais de 63 anos de idade e que este ano se apresenta como colheita Vinho da Ordem Tinto, Peregrino 2018.

Peregrino pois tal como o Peregrino, caminha. Neste caso de vinha em vinha, com a missão de não a deixar morrer. Tal como os peregrinos, este é um conceito itinerante, que vai de vinha em vinha, à distancia de uma pequena caminhada. Que ano após anos visita algumas das mais antigas vinhas e que num trabalho conjunto, tenta que estas pequenas vinhas possam continuar vivas e sã.

Com pouquíssima intervenção e sem passagem por madeira, é um vinho puro, com fruta vermelha e um lado vegetal vincado que lhe confere muita frescura. Elegante, com taninos firmes, mas totalmente domados, bom volume de boca e final longo a pedir novo copo, fazem, deste vinho, uma delícia. São apenas 399 garrafas vendidas em exclusivo na Garrafeira Campo de Ourique, a partir de Março deste ano. PVP: 27€

Sérgio Lopes

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Em Prova: Almeida Garrett Chardonnay 2018

Almeida Garret. O nome deste projecto resulta da descendência da família que o encabeça, relativamente ao famoso poeta. 

Encontram-se situados em Tortosendo, Covilhã e são pioneiros na aposta na casta Chardonnay, com vinhas com mais de 35 anos. 

Produzem vinhos tintos e brancos, mas é nos brancos de Chardonnay - o colheita e o reserva, que creio se destacam mais.

Dois brancos muito interessantes, provenientes da região da Beira Interior. 

Provamos a nova edição do Almeida Garrett Chardonnay 2018.

Trata-se de um vinho muito fresco, mineral, focado na fruta e sem os excessos a que muitas vezes esta casta em Portugal é sujeita. De corpo médio, muito equilibrado e agradável de se beber, com final também médio.

Mais um vinho branco da Beira Interior bem interessante.

Apenas considero que esta edição do 2018 tem um pouquinho menos de corpo que a edição 2017. A confirmar em provas futuras, com a sua evolução em garrafa. PVP: 7,5€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Radar do Vinho: Pombo Bravo

Na localidade de Pala, no concelho de Pinhel, está instalada a Casa Agrícola Cova da Raposa, pertencente ao produtor de vinhos João Gonçalves, que comercializa vinhos tintos e brancos sob a marca Pombo Bravo. A designação de “Cova da Raposa” surgiu porque “o sítio (onde possui a sua exploração), na certidão da matriz, é Cova da Raposa”, justifica João Gonçalves. São vinhos simpáticos e francos como tivemos oportunidade de provar. O Pombo Bravo Tinto 2016 (3€) é produto das castas Syrah e Touriga Nacional, um vinho correto e simples. As grandes surpresas são os dois brancos provados: Pombo Bravo Branco 2018, lote de Fernão Pires e Siria, muito fresco e apelativo, daqueles vinhos para se beber às caixas, no dia-a-dia. Extremamente refrescante com uma fruta muito gira. (3,5€). A combinação das duas castas Fernão Pires e Siria funciona muito bem! O Pombo Bravo Branco Siria 2018 é como o nome indica 100% da casta Siria, sendo um vinho um pouco menos frutado que o anterior e com uma lado mais vegetal a conferir um carácter muito interessante ao vinho e um pendor gastronómico. Refrescante e de corpo médio, irá evoluir muito bem em garrafa. A um PVP ,de novo, incrível, de apenas 4€. A confirmação da região da Beira Interior como produtora de brancos refrescantes a preços muito apelativos!

Sérgio Lopes

sábado, 28 de dezembro de 2019

Radar do Vinho: Aforista

Aforista é o nome de um projecto de vinhos da Beira Interior, mais propriamente de Pinhel. No seu portfolio produzem as seguintes referências Aforista Branco, Aforista Rosé, Aforista Tinto e Reserva Tinto e ainda um colheita tardia. Contudo, o meu destaque vai inteirinho para dois vinhos: O Aforista Branco confirma a excelência dos vinhos brancos da Beira Interior, num conjunto equilibrado, fresco e muito agradável de beber, a um PVP incrível de 3,5€. Deste branco, provei a última colheita no mercado, a de 2018 e também a de 2015, que estava numa excelente forma, com uma evolução muito interessante, cheia de vida. Muito bem! O Aforista reserva tinto 2014 foi também outro vinho que gostei particularmente, com taninos macios, bom corpo e um excelente equilíbrio a justificar os 5€ de PVP recomendado perfeitamente, traduzindo-se numa excelente escolha para o dia -a-dia. 

Sérgio Lopes

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Em Prova: Vinha da Ordem Tinto 2017

O Vinho da Ordem era feito com uma mistura de castas brancas e tintas previamente definida na altura de plantação da vinha, há muitas décadas atrás, segundo tradições seculares que foram passando de geração em geração. As uvas são vinificadas com curtimenta de modo que o vinho final fique clarete, que na Idade Média era conhecido por vinho vermelho e tinha um profundo significado religioso, dado ter a cor do “sangue de Cristo”. É na aldeia de Valhelhas situada no coração da Região da Beira Interior que se procura replicar este conceito. Depois de provadas as colheitas de 2016 AQUI, eis que chega ao nosso copo o Vinha da Ordem Tinto 2017

Com intervenção minimalista e pouquíssima adição de sulfuroso, é feito a partir da mistura de castas tintas do antigamente, tais como Rufete, Jaen, Bastardinho, Marouco, entre outras. Em relação à edição anterior, de 2016 considero que o vinho está mais ligado, ou seja, mais polido, mas por outro lado, perde um pouco a tipicidade da Beira, apresentando-se mais redondo e tendo sido um ano quente, isso sente-se no vinho. Atenção que o vinho tem frescura, mas o volume e o terroir quente denunciam o ano 2017. Continua a ser um belo vinho, para a mesa e que dá muito gozo a beber, nunca caindo no erro da extração em demasia ou sobre maturação. Apenas está menos rústico e mais volumoso. PVP: 19€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Novidade: Quinta do Cardo Rosé 2018

Novidade absoluta o Quinta do Cardo Rosé 2018, feito 100% de Touriga Franca, que chega agora às nossas mesas. Mesas, sim, pois na minha opinião é um rosé para a mesa. Com o equilíbrio característico, que o enólogo Luís Leocádio coloca nos vinhos que faz, temos aqui um rosé que no aroma cheira mesmo ao que é´(até me podiam vendar os olhos), apresentando notas de framboesa e florais a pétalas de rosa. A boca é super fresca e mineral, com um equilíbrio entre a sensação de doçura apresentada no nariz, que é compensada por uma acidez vibrante que torna o vinho super seco e gastronómico, sem deixar de ser apelativo, a pedir um peixinho, umas entradas ou até uma carne branca. Termina de média intensidade e com muito sabor. Acompanhou um sushi brilhantemente. Mais uma adição que se saúda ao portfolio, já de si excelente da Quinta do Cardo. Se tiverem oportunidade provem também o Rosé topo de gama da casa feito da casta Caladoc, provado AQUI. PVP: 6,99€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Fora do Baralho: Vinho da Ordem

A Aldeia de Valhelhas situa-se no coração da Região da Beira Interior e do Parque Natural da Serra da Estrela e é o berço da Vinha da Ordem, num escondido vale na margem esquerda do Rio Zêzere. Os monges de várias ordens religiosas aqui produziram vinho, ao longo dos séculos, desde a fundação de Portugal, justificando o nome por que é conhecida a “Vinha da Ordem” que deu origem a um vinho peculiar, um clarete (ou rosado), que foi o grande mote para este projecto peculiar, entretanto adicionando um tinto e um branco de curtimenta. Todos os vinhos têm uma intervenção minimalista e a utilização mínima de sulfuroso, sendo por isso, o mais naturais possivel. A vinha é centenária e resulta numa mistura de castas tão diversificadas – brancas, tintas e rosadas, precoces e tardias, temporãs e serôdias, de onde se destacam as mais conhecidas: rufete, folgosão rosado, síria, fonte cal, baga....entre outras. A enologia encontra-se a cargo do professor Virgilio Loureiro, que muito tem contribuido para a identificação das castas presentes na vinha muito antiga.

O Vinho da Ordem era feito com uma mistura de castas brancas e tintas previamente definida na altura de plantação da vinha, há muitas décadas atrás, segundo tradições seculares que foram passando de geração em geração. As uvas são vinificadas com curtimenta de modo que o vinho final fique clarete, que na Idade Média era conhecido por vinho vermelho e tinha um profundo significado religioso, dado ter a cor do “sangue de Cristo”.
O Vinha da Ordem Rosado foi o vinho que Pedro Jeronimo, o homem por trás do projecto me sugeriu provar primeiro e que nas suas palavras "melhor faz jus ao projecto". Totalmente de acordo. Trata-se de um desconcertante clarete feito com uvas de cepas centenárias com 50% Tintas (Rufete, Marufo) e as restantes Brancas (Síria, Fonte Cal) e Rosadas (Folgosão Rosado). A cor do vinho é vermelho (como feito no tempo dos templários - Sangue de Cristo) No nariz apresenta fruta vermelha fresca, com destaque para a cereja e a romã. Na boca é sedoso, fresco e envolvente, com alguma rusticidade, mas uma facilidade de prova e um sabor delicioso que é impossivel não se gostar! . Um vinho diferente, original, invulgar. Viciante. Produzidas apenas 1200 garrafas.


O Vinho da Ordem Tinto segue a mesma linha do rosado, ou seja, intervenção minimalista e pouquíssima adição de sulfuroso. Feito a partir da tal mistura de castas tintas do antigamente, tais como Rufete, Jaen, Bastardinho, Marouco, entre outras. Na linha do Rosado é um vinho de aroma moderado, com uma fruta muito bonita e um caracter mineral, A boca apresenta taninos macios, mas firmes e envolventes. A acidez que contém confere-lhe uma tensão muito interessante que o faz brilhar à mesa. Um tinto muito elegante e sui-generis com uma boca muito fresca e com pouca extracção, mas com um lado rústico que lhe confere essa diferenciação acentuada. Adorei também. 700 garrafas produzidas. 

O Vinho da Ordem Branco é um "orange wine", como se pode ver pela sua cor, ou seja, um branco de curtimenta. As uvas brancas fermentam 7 dias em lagar aberto apenas com movimentação manual duas vezes ao dia com um rodo, das massas do topo para o fundo, para permitir controlo de temperatura e alguma oxigenação - daí a cor laranja. É um vinho também ele original, onde predomina por um lado a laranja cristalizada e algum fruto seco ao primeiro impacto. A boca é poderosa, com grande volume e algum "peso" devido ao ano quente, mas não quer dizer com isso que o vinho não seja fresco. Um branco para apreciar com calma e se provar pela sua diferenciação. Um belo orange wine. menos de 600 garrafas produzidas.


Os vinhos encontram-se à venda em garrafeiras seleccionadas (Garrafeira Nacional, Wines 9297,  Garrafeira Campo de Ourique, entre outras) a um PVP de 19€.


Um projecto dos mais desconcertantes que conheci recentemente. O facto de serem quase vinhos naturais permite apreciá-los ainda melhor!


Sérgio Lopes

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Em prova: Almeida Garrett Espumante Super Reserva Bruto Natural 2014


O projeto Almeida Garret é proveniente de Tortosendo, Covilhã e são pioneiros na aposta em Chardonnay, com vinhas com mais de 35 anos. Se os brancos produzidos desta casta já nos tinham deixado impressionados AQUI, o espumante também não ficou atrás! Antes pelo contrário. O Almeida Garrett Espumante Super Reserva 2014 é um bruto natural (sem adição de açúcar), feito 100% da uva Chardonnay. 

A fermentação em barricas de carvalho francês e os 36 meses em garrafa resultam num conjunto complexo e fino. Aroma a panificação e notas amanteigadas, com maçã madura. Boca com mousse delicada, bolha finíssima, apontamentos de brioche e frutos secos, amparados de novo pelas notas manateigadas da casta chardonnay. Final muito refrescante e longo. 

Um espumante com classe ao bom estilo champanhês, proveniente da... Beira Interior. Muito bem! PVP: 20€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Em Prova: Beyra Reserva Tinto 2016

Rui Roboredo Madeira é o nome por trás dos projectos Castello D´Alba - no Douro, marca sobejamente conhecida e disponivel nas grandes superficies, com inegável qualidade a um belo preço - e Beyra - na Beira Interior, também de fácil acesso nos hipermercados, mas talvez não tão difundido, embora igualmente de grande mérito. 

Assim trouxe, de novo, de uma grande superfície o vinho Beyra Reserva Tinto 2016 para acompanhar um cozido à portuguesa. Feito de Tinta Roriz (80%) e Jaen (20%) estagia 8 meses em barricas de carvalho francês (1/3) e americano (2/3). 

Trata-se de um vinho fresco e elegante, resultado dos solos xistosos de altitude, com uma cor intensa e focado na fruta silvestre, coadjudavo com alguma especiaria. 

Na boca apresenta taninos macios, presentes, mas redondos, em perfeito equilibrio de acidez. Termina de final médio, gastronómico e sempre com elegância. 13º de alcool.

Ligou muito bem com o cozido à portuguesa.

Por cerca de 8€, estamos na presença de um belo exemplar da região da Beira Interior.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Em Prova: Quinta do Cardo Tinto 2016

O Quinta do Cardo Branco foi companhia frequente ao longo do ano de 2018. Um branco untuoso, fresco e muito equilibrado, a um preço de arromba, que temos bebido às caixas. 

Esta semana passei no Jumbo e para além de comprar água, trouxe uma garrafa do Quinta do Cardo Tinto 2016 :-). Já o conhecia, mas queria prová- lo em casa, à mesa. E foi uma decisão acertada. Mostrou-se, como seria de esperar, pelas mãos do jovem e talentoso enólogo Luís Leocádio, um vinho com "tudo no sitio".

Feito de Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, passa por madeira usada. É um vinho carregado de fruta preta madura, mas não sobrematurada. Parece que estamos a morder aquelas ameixas e cerejas pretas maduras. Depois apresenta também um lado especiado e notas de folha de tabaco que o tornam ainda mais fresco, aliados a um lado balsãmico que potencia tudo isso. Com taninos macios, é aveludado, equilibrado, de corpo médio e muito redondinho. 

Tivesse um final mais longo e naturalmente estaria noutro campeonato. Mas a rondar os 5€, temos aqui um belo vinho para o dia-a-dia e que se levarem para um jantrar de amigos vai surpreender e agradar de uma forma geral. Nice. PVP: 5,80€. Disponibilidade: Jumbo.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Em Prova: Os brancos de Almeida Garrett

O título deste post quase que nos leva a pensar que vamos ler algo sobre os vinhos que o poeta Almeida Garrett bebia. Mas não é. Embora o nome deste projeto deva a sua designação à descendêndia da familia relativamente ao famoso poeta. 

Encontram-se situados em Tortosendo, Covilhã e são pioneiros na aposta em Chardonnay, com vinhas com mais de 35 anos. 

E é sobre os dois brancos que saem da casa. ambos feitos de chardonnay que falo hoje. Dois brancos muito interessantes, provenientes da região da Beira Interior. 

O Almeida Garrett Chardonnay 2017 (7,5€) é um vinho muito fresco, mineral, focado na fruta e sem  os excessos a que muitas vezes esta casta em Portugal é sujeita. Muito equilibrado e apetecível, com apenas 12,5º de alcool. Não passa por madeira. Será curioso ver a sua evolução em garrafa. Um vinho a ter cá por casa seguramente. Já o Almeida Garret Reserva Branco 2013 (15€), também feito 100% de Chardonnay, fermenta em barricas usadas e estagia com battonage regular por 10 meses o que lhe confere uma complexidde acrescida. O resultado é um vinho gordo e untuoso, com notas amanteigadas, mas com muito equilibrio. É fresco, com bom volume e dá muito prazer à mesa. Elevou um bacalhau a lagareiro a um outro nivel e foi de agrado geral a todos que estavam na mesa, com diversos perfis enofilos, o que ainda o valoriza mais. Num grande momento de prova, nem se notando os 5 anos de garrafa. Um belo vinho! Disponibilidade: Online

Sérgio Lopes

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Em Prova: Quinta do Cardo Caladoc Rosé Reserva 2015

Na "ressaca" da festa do quinto aniversário da garrafeira Garage Wines, trouxe este rosé, que gosto particularmente, para acompanhar uma noite de sushi. O sushi era competente. O vinho, superior. 

Caladoc é uma uva tinta resultante da mistura entre a Grenache e a Malbec, produzida em pequena quantidade, especialmente na região francesa da Provence, região de excelência na produção de Rosés. 

E esta casta na Beira Interior, cultivada em dois hectares experimentais na vinha da Encosta, na Quinta do Cardo, a 770 metros de altitude, deu origem a um rosé desconcertante, nas sábias mãos do jovem e promissor enólogo Luis Leocádio.

De cor salmão, é um vinho muito fino aromaticamente, com fruta vermelha e rosas, mas tudo num registo muito suave. Tão leve e mineral que até poderia passar por um branco. A boca então pode nos levar a isso mesmo, pois o estágio de dez meses em carvalho deu-lhe, estrutura, untuosidade e muita profundidade. Aliado a uma cor  bonita e pouco marcada. Poderia ser um branco às cegas! È rosé distinto, gastronómico, fresco e muito seco, cheio de classe. Delicioso. E acredito que possa ser de guarda...  PVP: 15€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sábado, 11 de agosto de 2018

Em Prova: Almeida Garrett Reserva Branco 2013

Provei este vinho, pela primeira vez, muito recentemente, num evento sobre Vinhos da Beira Interior,Há Beira no Porto, onde alguns dos produtores da região vieram até à invicta mostrar os seus vinhos. O nome Almeida Garrett deve a sua designação à descendêndia da familia relativamente ao famoso poeta. Encontram-se situados em Tortosendo, Covilhã e são pioneiros na aposta em Chardonnay, com vinhas com mais de 35 anos. 
designado

Foi precisamente o Almeida Garret Reserva Branco, de 2013, feito 100% de Chardonnay, o vinho que mais gostei de provar e que ontem bebi, mas desta vez, em casa, onde acompanhou um bacalhau com boroa. O vinho fermenta em barricas usadas e estagia com battonage regular por 10 meses o que lhe confere uma complexidde acrescida. O resultado é um vinho gordo e untuoso, com notas amanteigadas, mas com muito equilibrio. É fresco, com bom volume e dá muito prazer à mesa. Elevou o bacalhau a outro nivel e foi de agrado geral a todos que estavam na mesa, com diversos perfis enofilos, o que ainda o valoriza mais. Muito Interessante. PVP: 12€. Disponibilidade: Online.

Sérgio Lopes


segunda-feira, 19 de março de 2018

Em prova: Quinta da Caldeirinha Aragonês 2010

A Quinta da Caldeirinha encontra-se localizada em Almofala, uma aldeia histórica, de Figueira de Castelo Rodrigo, integrada no Parque Natural do Douro Internacional. É pois pertencente à região da Beira Interior

Os vinhos produzidos nesta quinta são de agricultura biológica, plenamente certificada e praticada há 17 anos. A aposta é nos monocasta - Touriga Nacional, Aragonêz (ou Tinta Roriz), Cabernet Sauvignon e Syrah, mas também é produzido um vinho de uma vinha muito velha e de produção muitissimo reduzida.

Provado o Quinta da Caldeirinha Aragonês 2010, este fim-de-semana, trata-se de um vinho com uma cor carregada e com um aroma muito bonito e complexo, cheio de fruta fresca, tal como amoras ou framboesas, entre outros aromas mais vegetais e alguma especiaria. A boca apresenta boa estrutura, taninos suaves e de novo foco na fruta e algum vegetal que lhe confere pendor gastronómico. Termina de agradável persistência.

Um "bio" que não parece nada "estranho", pelo contrário, bebe-se com muito agrado, quer pelo seu lado frutado, quer pelo bom comportamento à mesa. 

PVP: 16€. Disponibilidade: Restauração.

Sérgio Lopes

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Em Prova: Quinta do Cardo Siria 2016


As vinhas da Quinta do Cardo encontram-se à cota média de 750 metros, no meio do planalto ibérico, protegidas pelas serras da Marofa e de Castelo Rodrigo. Os solos são de natureza granítica com uma componente xistosa. Trata-se pois de um vinho da região da Beira Interior, feito 100% da casta Siria e em modo biológico. O resultado é um vinho branco, leve, fresco e mineral com componentes florais e suaves citrinos, tudo suportado por uma belíssima acidez que lhe confere um grande equilíbrio. Não se tratará de um simples vinho de "piscina", pois é bem capaz de se portar dignamente à mesa, com umas entradinhas ou um peixinho mais gordo. Gosto igualmente do rótulo, simples, mas bem bonito. PVP: 5€. Disponibilidade: Grandes Superficies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Em Prova: Encostas do Côa Branco 2014


14,5/20. Vinho produzido pela Adega Cooperativa de Pinhel, distrito da Guarda. A Adega de Pinhel surge há mais de 50 anos, e produz uns quantos milhões de litros de vinho, sendo que grande parte vai para exportação. A gama Encostas do Côa pode ser encontrada no grupo Sonae, sendo que o vinho branco provado, de 2014, marcado pela frescura da casta Siria, mostrou-se aromático, cordato, simpático para o dia-a-dia e adepto da mesa. Comprado com desconto adicional ainda foi melhor. PVP: 2,90€. Disponibilidade: Continente.

Sérgio Lopes