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terça-feira, 16 de junho de 2020

Em Prova: Pousio Reserva Tinto 2015

Situada na Vidigueira, mais propriamente na aldeia de Marmelar, a Herdade do Monte da Ribeira tem
uma área de cerca de 1.100 hectares. É atravessada pela Ribeira de Marmelar que, junto à adega da Herdade, tem uma barragem que cria uma das 3 grandes reservas de água para utilização agrícola na Herdade. Hoje, as principais explorações agrícolas são 43 hectares de vinha e 210 hectares de olival, tradicional, intensivo e sebe.

Feito de Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Petite Syrah, o Pousio Reserva Tinto 2015 estagia 12 meses em barricas de carvalho francês. Trata-se de um tinto com perfil clássico alentejano. Um reserva cuja menção faz sentido. Um perfil clássico cheio de força, com pendor alcoólico e madeira em primeiro plano. Um Alentejo de tradição sem doçuras excessivas. Nariz, com evidência de notas de madeira, algum fruto maduro e grafite. Na boca taninos vigorosos. Impressiona pela intensidade para um 2015. Termina potente, para quem gosta deste perfil de Alentejo cheio. PVP: 13,75€. Garrafeiras.

Sérgio Costa Lopes

sábado, 13 de junho de 2020

Em Prova: Pousio Arinto 2018

Situada na Vidigueira, mais propriamente na aldeia de Marmelar, a Herdade do Monte da Ribeira tem uma área de cerca de 1.100 hectares. É atravessada pela Ribeira de Marmelar que, junto à adega da Herdade, tem uma barragem que cria uma das 3 grandes reservas de água para utilização agrícola na Herdade. Hoje, as principais explorações agrícolas são 43 hectares de vinha e 210 hectares de olival, tradicional, intensivo e sebe. 

Depois do sucesso do Pousio Alicante Bouschet, chega ao mercado outro monocasta, desta feita, um branco, o Pousio Arinto 2018. Sem passagem por madeira, trata-se de um branco refrescante e mineral, repleto dos marcadores da casta Arinto, nomeadamente os citrinos, com destaque para a toranja, casca de lima e similares, num registo mais acidulo. Com bom corpo e final prazeroso, estamos na presença de um bom exemplar de um Arinto do Alentejo. PVP: 14€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Fora do Baralho: Arundel Petit Tinto 2012

Joaquim Arnaud é sinonimo de um Alentejo diferente. Situado em Pavia, produz vinhos secos, frescos, com base num Alicante Bouschet muito particular, lançando os seus vinhos para o mercado, mais tarde, quando considera estarem prontos para o perfil de consumo que pretende. O Arundel Petit Tinto 2012 mostra-nos um misto de um vinho ainda com fruta bem patente, mas também com alguns aromas terciários, num registo de elgância e muita complexidade. Um vinho que custa a volta de 12€ - uma pechincha, que ligou muito bem com umas bochechas de porco estufadas e cujo video completo da prova, pode ser assistido, abaixo:



Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Em Prova: Sabicos Tinto 2018

A Casa de Sabicos situa-se em Montoito, na sub-região Alentejana de Reguengos. As castas utilizadas são as tradicionais na família e nos vinhos Alentejanos. O projecto contempla 3 marcas - Casa de Sabicos (Reserva, Touriga Nacional / Syrah e Syrah / Aragonez); Joaquim Madeira - Branco e Tinto e finalmente o Avó Sabica Tinto que apenas é lançado em anos excepcionais (2004, 2011 e 2013). E agora, o novíssimo entrada de gama Sabicos Tinto 2018, a peça que faltava no portfolio da Casa de Sabicos e que tivemos oportunidade de provar.

Trata-se de um vinho produzido das castas Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouschet e Syrah, vindimadas à noite e com posterior estágio de 6 meses em madeira. Com ADN tipicamente alentejano, apresenta um aroma a frutos vermelhos e notas especiadas. Na boca, como é apanágio da casa, é um vinho fresco, de taninos redondos e muito equilibrado, com final de boa persistência. Um vinho para a mesa, bem gastronómico e que por uns extraordinários 6,5€ nunca é chato, posicionando-se numa das melhores rqp da região, dentro do seu segmento. 

Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Novidade: Grande Rocim Reserva Branco 2018

Lançamento da primeira edição do Grande Rocim, versão branco. (O tinto existe há alguns anos e é o resultado da melhor casta tinta daquele ano - normalmente tem sido Alicante Bouschet) Trata-se do topo de gama da Herdade do Rocim (que apenas sairá em anos especiais), nesta estreia é proveniente de uma vinha de Arinto com 20 anos de idade. Viticultura cuidada, fermentação em cubas de cimento com posterior estágio em barricas de carvalho francês, por 16 meses. As 3 melhores barricas seleccionadas resultaram num branco cheio de detalhe, precisão e finura, com a casta a mostrar toda a frescura característica. Um branco maravilhoso e complexo do qual foram produzidas apenas 2000 garrafas, com um PVP recomendado de 65€ e cuja descrição completa pode ser visualizada no video abaixo:



Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Em Prova: Herdade do Rocim Rosé 2019

Nova edição do Herdade do Rocim Rosé 2019. Feito na Vidigueira (Alentejo), 100% de Touriga Nacional e com passagem apenas por Inox. O rótulo é muito bonito e simples, representando a imagem da ‘Linaria Ricardoi’, que é uma pequena planta alentejana que está em vias de extinção por causa dos pesticidas e da pressão dos rebanhos de pequenos ruminantes. 

O vinho volta com o mesmo perfil do ano transacto, com uma cor salmão aberta, muito bonita, a fazer lembrar os grandes rosés da provence. 

Os aromas são timidos, florais e minerais, mas também de fruta fresca - romã, framboesa com a Touriga Nacional e evidenciar-se. Na boca mostra-se seco, elegante, com frescura, pouco álcool - 12,5, mas com tensão e corpo suficientes, para ser uma boa escolha para a mesa. A precisar de garrafa, mas a traduzir-se numa excelente escolha para o Verão, em tempos de confinamento que atravessamos. Um vinho diferente no panorama alentejano e com caracter apelativo.  PVP: 8€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Novidade: Herdade do Rocim Tinto 2018

A Herdade do Rocim localiza-se na Vidigueira, no Alentejo. Nos últimos anos tem apresentado um standard de consistência de qualidade notável, em todas as referências. Este vinho, o Herdade do Rocim Tinto 2018 acabadinho de chegar ao mercado é super equilibrado e muito agradável de se beber, num conjunto que se consegue obter facilmente nas grandes superfícies, por menos de 8€. Assistam à prova completa do vinho, no vídeo a seguir:



Sérgio Costa Lopes

quarta-feira, 25 de março de 2020

Em Prova: Herdade do Rocim Reserva 2017

Se os vinhos Herdade do Rocim Alicante Bouschet 2017 e Herdade do Rocim Touriga Nacional 2017 mostram o que as castas individualmente aportam no terroir da Vidigueira, traduzindo-se em dois belíssimos vinhos, eu diria que o Herdade do Rocim Reserva 2017 representa realmente um reserva * de qualidade superior. Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Aragonez compõe o lote que estagia em barricas novas de carvalho francês por 14 meses. Resulta num vinho com fruta preta e especiarias. A boca apresenta taninos sedosos, conjugando frescura, potencia e elegância, num conjunto de grande equilíbrio, que brilhará à mesa e terá um belo futuro de evolução nobre em garrafa. PVP: 14€. Comprar AQUI

*tantas vezes a palavra reserva é utilizada no Alentejo de uma forma pouco nobre em vinhos de baixa qualidade, o que não é nada o caso deste Herdade Do Rocim Reserva 2017

Sérgio Lopes

segunda-feira, 23 de março de 2020

Em Prova: Herdade do Rocim Sommelier Edition Arnaud Vallet 2015

O enólogo Pedro Ribeiro, da Herdade do Rocim, e o sommelier Arnaud Vallet. do Vila Joya, juntaram-se para criar um vinho onde pontuam as castas Alicante Bouschet, Tannat e Syrah, com estágio em madeira por 24 meses. O resultado, um belíssimo vinho Alentejano, cheio de garra. Com castas poderosas como o Alicante Bouschet e a Tannat, temos um vinho complexo e denso, onde fruta madura, pimentas e um lado vegetal, aliados a taninos verdes firmes, conferem enorme frescura ao vinho. Em suma, sente-se o calor do terroir Alentejano, mas o vinho nunca se torna chato. Pelo contrário, é seco, carnudo, elegante e com um óptimo volume de boca. Muito bem. Excelente à mesa. PVP: 20€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

terça-feira, 17 de março de 2020

Em Prova: Marquês de Borba Branco 2019

Falo hoje de mais uma edição do Marquês de Borba Branco, o 2019, do produtor João Portugal Ramos, do Alentejo. Trata-se de um vinho muito bem conseguido, de enorme consistência ano após ano. Daqueles vinhos que não deixam ninguém ficar mal se a escolha recair nele, numa prateleira de uma grande superfície. Um vinho fresco, leve e citrino, com ligeiro tropical, com boca interessante e que poderá servir como um excelente aperitivo ou acompanhar refeições leves. "Tudo no sítio" com o plus dos 12,5º de álcool contribuírem para a leveza de conjunto, o que é uma mais valia. Numa época difícil, onde a quarentena é necessária, é bom saber que temos num supermercado perto de nós, um belíssimo vinho. PVP: 4,99€. Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 6 de março de 2020

Em Prova: Zagalos Reserva Branco 2017

Não conhecia este branco proveniente da Quinta do Mouro, que vem assim fazer companhia ao Zagalo tinto, completando a gama média dos vinhos do produtor. Alvarinho, Arinto, Gouveio, Verdelho, Rabigato. Maceração pelicular durante 8 horas. Fermentação e estágio em barricas usadas, com battonnage. O resultado: Um vinho surpreendentemente fresco e com muita tensão, sem perder o equilíbrio. Cor citrina carregada, nariz cheio de frescura, com notas florais, citrinas e alguns melados. Na boca, muita tensão, untuoso, elegante, com notas oxidativas muito giras a conferir-lhe originalidade. Termina longo e cheio de sabor, com os seus singelos 12 graus de álcool. Um branco com uma elevada acidez, que aposto, provado às cegas, dificilmente seria identificado como um branco do Alentejo. Bravo. PVP: 12€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Em Prova: Vila Alva Branco de Talha Vinhas Centenárias 2017

Proveniente da Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito, chegou-me à mesa, através de um amigo do Alentejo, um vinho de talha, que tinha enorme curiosidade em provar. Oriundo de vinhas velhas, feito com as castas de antigamente, nomeadamente Antão Vaz, Roupeiro, Manteúdo, Diagalves, Larião e Perrum. Uma produção pequena de apenas 2666 garrafas que se portou lindamente à mesa. De cor dourada, fiel aos tradicionais vinhos de talha, mostrou-se seco, com acidez elevada, contido até, com aromas citrinos, alguma erva de especiaria e notas cerosas e de frutos secos. Demorou a abrir no copo, mas quando o fez, mostrou uma boa estrutura, grande frescura e final mineral, longo e terroso. Um belíssimo exemplar de um talha que nos remete para o classicismo da região. PVP: 14,98€. Comprar Aqui.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Em Prova: Manolito Branco 2018

O "velho" Manolito gostava de viajar e conhecer novos povos e culturas, voltando sempre à sua terra para contar por onde tinha andado e o que tinha feito, junto da sua família e amigos, beber um copinho de vinho acabado de sair do pote, ouvir e cantar o cante. Durante as inúmeras experiências nas suas viagens, carregava sempre consigo a alma Alentejana. E é um pouco isto que este vinho pretende representar, ao juntar o Antão Vaz de uma vinha com cerca de uma década, com uma vinha velha de Diagalves, Antão vaz em Inox, com ligeira “bâtonnage” das borras finas durante 2 meses. Já as uvas de vinha velha, onde pontifica maioritariamente a Diagalves, foram tratadas à luz do conhecimento mais antigo. Totalmente tratada como Vinho de Talha - o encontro entre a tradição e a contemporaneidade. E o resultado, por incrível que pareça, funciona mesmo nesse sentido O vinho tem um lado super fresco no nariz, mas também muito complexo, e contido. Presença de fruta madura, mas também notas cerosas e terrosas - O inox e a talha a trabalharem em conjunto. Na boca resulta rico, tenso, untuoso, equilibrado e que dá muito prazer, terminando afinado e longo. Um vinho super versátil à mesa, que tive oportunidade de provar de novo (tinha provado apenas no Ânfora Wine Day) e que está a evoluir muito bem. Mais um belo exemplar a utilizar (bem) a talha. A enologia está a cargo de Tiago Macena. PVP:13€. Disponibilidade: Online.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Fora do Baralho: Indígena Tinto 2018

Repito-me constantemente ao elogiar a qualidade e consistência em cada referência que a Herdade do Rocim lança para o mercado. E este vinho não foge a essa batuta. Chama-se Indígena e é o primeiro vinho biológico produzido no Rocim. 100% Alicante Bouschet, com fermentação em depósitos de cimento e posterior estágio nos mesmos por 9 meses. Um vinho desconcertante, que apesar dos seus 14 graus de álcool apresenta uma enorme frescura e concentração. Fruta preta e notas mentoladas fazem com que apeteça beber, sem cansar. Muito atraente e com uma acidez invulgar, que se aplaude. Que bela surpresa. PVP: 11€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sábado, 7 de dezembro de 2019

Em Prova: Herdade do Rocim Alicante Bouschet 2017

O Herdade do Rocim Alicante Bouschet é um tinto Alentejano lançado juntamente com o Herdade do Rocim Touriga Nacional (provado aqui) e o Herdade do Rocim Reserva. Apesar de todos serem naturalmente diferentes entre si, têm em comum a imagem cravada no rótulo de um pássaro (apenas muda a cor consoante o vinho) como referência à apologia da biodiversidade e à missão de não deixar extinguir a planta linaria, que se encontra na propriedade. 

Este vinho é, claro está, produzido 100% de Alicante Bouschet, essa casta mais alentejana que Francesa, digo eu, e que tão bons vinhos produz na região.  Fermentou em lagar de pedra e estagiou em barrica de carvalho francês, por um ano. É um vinho onde ressaltam, notas balsâmicas, vegetais e alguma fruta negra - nariz muito complexo e intenso. Na boca é denso e poderoso, confirmando a região e casta de onde provém, com taninos firmes e uma boa estrutura de boca - com vigor, mas amparados numa belíssima acidez, que lhe confere uma enorme frescura e o torna delicioso. Vinho bem gastronómico e que irá evoluir em garrafa. Surpreendentemente equilibrado!  PVP: 11€. Grandes Superfícies/ Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Em Prova: Esporão Reserva Branco 2018

Nova colheita de um vinho que se encontra facilmente nas grandes superfícies e que ostenta o selo de inegável qualidade ano após ano. Perfeito para quem gosta de vinhos brancos com um pouquinho de madeira, sem marcar. Esporão Reserva Branco é composto por Antão Vaz, Arinto e Roupeiro, fermenta e estagia, parte em inox, parte em madeira, sobre borras finas. Provei o 2018 esta semana e considero-o super afinado, equilibrado e muito fresco. Fruta citrina boa, leve toque especiado com madeira discreta presente e uma boca muito cremosa, mas elegante, com final longo. Ligou de forma perfeita com uma Corvina com arroz de lingueirão, como as fotos documentam. Foi um pairing de sonho. Uma escolha segura na prateleira do hipermercado, de uma marca iconica do Alentejo - Esporão, capaz de juntar qualidade a uma produção de grande escala. PVP 12,5€.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

Em Prova: Bojador Vinhos de Talha

Bojador é um projeto pessoal de Pedro Ribeiro (Herdade do Rocim) que materializa um sonho antigo - transformar em vinho a ligação que tem ao Alentejo. Começou a dar os primeiros passos em 2010, tendo seleccionado a Vidigueuu mjiraa para o fazer, com o objetivo de produzir vinhos que transportem a alma do Baixo Alentejo, desenhados a partir de vinhas velhas selecionadas e acompanhadas ao pormenor. Do portfolio constam as seguintes referências: Bojador Colheita Branco, Tinto e Rosé; Bojador Tinto Reserva, Bojador Espumante Brut, Bojador Vinho de Talha Branco, e Bojador Vinho de Talha Tinto. Os vinhos de talha têm tido um protagonismo mais evidente neste projecto embora representem apenas 10% do volume produzido. Foram precisamente os Bojador feitos na talha que provamos com muita atenção nos últimos dias e que nos impressionaram os sentidos. 

São vinhos que respeitam a forma ancestral de fazer vinho da talha, vinificados pelo processo tradicional, em talhas de barro e sem controlo de temperatura, com a fermentação através leveduras indígenas da região e sem qualquer adição ou correção dos mostos. O Bojador vinho de talha tinto 2018 é composto pelas castas Trincadeira, Moreto e Tinta Grossa. É um vinho com um nariz sedutor, cheio de notas de fruta vermelha fresca, com destaque para a ameixa e cereja. A boca tem alguma rugosidade, um toque mineral, mostrando-se muito fresco e que dá grande gozo a beber. Leve, com grande equilíbrio, inebriante, provavelmente o melhor tinto em talha que provei. Um vinho que não cansa.  O Bojador vinho de talha branco 2018 é composto das castas Perrum, Roupeiro, Rabo de Ovelha e e Manteúdo. Neste momento, acredito que os brancos em talha brilham mais do que os tintos. E confirma-se - adorei este branco. De cor dourada, o nariz apresenta notas meladas e resinosas, forte pendor mineral e leve toque vegetal. A boca é super fresca e delicada, texturada, apresentando um bom volume e final crocante e a pedir novo copo. Provavelmente o vinho branco de talha com mais classe que provei. Belíssimo. PVP de ambos 42€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Fora do Baralho: Senhor Doutor Field Blend Branco 2018

Estava em Lisboa, em trabalho, quando visitando uma garrafeira em Moscavide, me foi sugerido comprar este vinho. Chama-se Senhor Doutor field blend 2018 e é um branco alentejano proveniente da Herdade da Maroteira, cujos tintos  Mil Reis, Cem Reis e Dez Tostões são altamente reconhecidos e cobiçados. Este field blend é a representação do que a vinha produz no ano de 2018, um lote de Arinto, Verdelho, Antão Vaz e Siria em partes iguais, cujas uvas são colhidas com tempos de maturação distintos. 20% do lote fermenta em barrica. Confesso que fiquei imediatamente com curiosidade de o provar, pois não o conhecia e sou fã do projecto, tendo feito uma visita há uns 3 anos, onde o Anthony Doody nos tratou muito bem!

É um vinho muito original, com notas de fruta tropical e citrinos maduros, quase a lembrar a fruta cristalizada. Por isso, o nariz aponta imediatamente para uma sensação de doçura. Encontramos também notas terrosas e algum herbáceo. A boca é untuosa e amanteigada, mas elegante. Não é um vinho pesado nem gordo. Tem no entanto estrutura e uma acidez que balanceia muito bem o conjunto, equilibrando-o. Termina sentindo-se leve açúcar residual, mas que com a sua frescura o torna um vinho altamente comercial. Especialmente para pratos gordos como bacalhau ou uma carne no forno. Um vinho alentejano, fora da caixa. PVP: 10€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes 

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Em Prova: Herdade do Rocim Branco 2018

O alentejano Herdade do Rocim Branco 2018 é elaborado com as castas Antão Vaz, Arinto e Viosinho, plantadas em terrenos pouco produtivos, de origem granítica e xistosa. É um vinho que me surpreendeu grandemente pela positiva. Nariz contido, de pendor mineral e levemente floral / citrino. Tudo muito delicado. Na boca é fresco, e seco confirmando a mineralidade, com alguns apontamentos vegetais. Com apenas 12,5 graus de álcool, apresenta um bom volume de boca e nervo suficiente para se revelar muito versátil à mesa. Acompanhou de forma perfeita uns filetes de peixe espada fritos com arroz de legumes ao almoço; e ao jantar uma massa com frango, queijo e cogumelos. Que bela surpresa. PVP: 8€. Garrafeiras.

Sèrgio Lopes

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Em Prova: Herdade do Rocim Touriga Nacional 2017

O Herdade do Rocim Touriga Nacional é um tinto Alentejano lançado juntamente com o Herdade do Rocim Alicante Bouschet e o Herdade do Rocim Reserva. Apesar de todos serem naturalmente diferentes entre si, têm em comum a imagem cravada no rótulo de um pássaro (apenas muda a cor consoante o vinho) como referência à apologia da biodiversidade e à missão de não deixar extinguir a planta linaria, que se encontra na propriedade. Este vinho é, claro está, produzido 100% de Touriga Nacional, fermentando e estagiando em barrica de carvalho francês, por 11 meses. Está um vinho ainda bastante jovem, marcado no nariz pelas notas florais características da casta e pela presença forte de especiarias, do contacto com a barrica. Na boca apresenta- se equilibrado, de taninos macios mas firmes, fresco e com uma boa estrutura, com a presença especiada a fazer-se sentir bem, nesta fase, a necessitar de algum tempo para amaciar. Um exemplar bem conseguido do que a casta pode aportar no terroir Alentejano. PVP: 10€. Grandes Superfícies/ Garrafeiras.

Sérgio Lopes