sexta-feira, 24 de junho de 2016

Da minha Cave: Porta dos Cavaleiros Dão Branco 1979

Este sábado, estava indeciso sobre o que ia abrir e lá encontrei, na minha garrafeira, este Porta dos Cavaleiros, rótulo histórico da região do Dão, um vinho branco de 1979. Tinha preparado um plano B, ou seja, outra garrafa de outro vinho, no frio, (já nem me lembro qual) se este "desse pro torto"... 

Mas mostrou-se brutal...! A começar pela cor, dourada é certo , mas nunca, mesmo nunca a fazer lembrar um vinho com cerca de 40 anos. Um vinho branco com exactamente 37 anos! Para além da cor linda, tudo o resto impressionou. Muito fresco e delicado. Lado floral e mineral. Ligeiras notas meladas. Boca com belo volume e acidez. Gastronómico e com excelente final de boca. Terá grande parte encruzado? 

Um dos melhores brancos antigos que provei. Sem dúvida. Aposto que em prova cega o "apontariam" para no máximo final dos anos 90, principio deste século...

O vinho pode ainda ser encontrado nas Caves São João. Este e milhares de outras tantas relíquias a serem (re)descobertas nas "catacumbas" do produtor!

18/20

Sérgio Lopes

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Em Prova: Tom de Baton


Há muito que queria voltar a provar os vinhos de Carlos Lucas produzidos no Douro, mais propriamente em Casal de Loivos, Cima-Corgo. Enólogo conceituado e viajado, era de esperar algo mais de ambos os vinhos. O que na nossa modesta opinião não aconteceu.

Tom de Baton Branco 2014. O aroma prometia, com complexidade, mineralidade de fundo e tropicalidade. Na boca confirma esse perfil demasiado tropical que tanto sucesso fará em grande escala, mas que na nossa opinião faz do vinho um bocadinho "chato". O final de boca até que é agradável. 14/20.

Tom de Baton Tinto 2014.  Aroma de fruta madura, com notas especiadas. Bom volume de boca, mas ainda a carecer de alguma envolvência de conjunto. Termina de persistência média. 14,5/20.

PVP de ambos 6,99€. Adquiridos no El Corte Ingles, felizmente com 50% de desconto. Esperava muito mais.

Sérgio Lopes


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Em Prova: Montinho de São Miguel Branco 2015


14,5/20. A Casa Agrícola Alexandre Relvas situa-se no Alentejo, no Redondo e possui uma adega capaz de transformar 500.000 kgs de uvas. São tantas as referências da casa, no meio de tantas referências de outros vinhos, sobretudo nas grandes superfícies, que se torna praticamente impossível escolher determinado vinho em detrimento de outro. É uma luta intensa. Marcas que produz:


Dentro da cada marca, existe o branco, o rosé, o tinto, o reserva, etc...E assim chegamos ao Montinho de São Miguel Branco 2015, que por um acaso me chamou a atenção o facto de ter Encruzado (casta branca do Dão) na sua composição, juntamente com Viognier e a clássica Antão Vaz do Alentejo. Trata-se de facto de um vinho bem feito, como tantos outros, que cumpre a sua função. Não senti encruzado, ou viognier, ou outra casta, apenas um branco para se beber jovem e despreocupado, com prazer. PVP: 3,99€. Disponibilidade: Continente.

Sérgio Lopes




terça-feira, 21 de junho de 2016

Em Prova: Terras do Pó Rosé 2014


15/20. Confesso que comprei este vinho um pouco a "medo", até porque não sou propriamente fã de Rosés e a garrafa dizia "guardar por um período máximo de 3 anos". Sendo do ano 2014, vai na sua meia idade certo? Da Casa Ermelinda Freitas, maioritariamente produzido da casta Castelão (com um toque de syrah), que se diz ter uma elevada longevidade, se calhar os receios não faziam sentido. Pois ainda bem que o comprei, pois está um vinho muito bem feito e oferece aquilo que se pretende de um rosé: Refrescante, fruta qb. nada doce e até versátil a solo ou acompanhando algumas entradas. Gostei. PVP: 2,99€. Disponibilidade: Continente.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Feira da vinha e do vinho 2016 em Anadia

De 18 a 26 de Junho, decorre na Anadia, mais uma edição de “Anadia Capital do Espumante – Feira da Vinha e do Vinho”.

Restauração/gastronomia, tasquinhas, stands das Juntas e Uniões de Freguesia, Espaço Anadia Capital do Espumante – Wine Bar (parceria com a Revista de Vinhos)/produtores, 150 expositores de atividades económicas diversas, artesanato, espaço infantil, show cooking diário, Palco Anadia Capital do Espumante, Palco Sentir Anadia, Espaço Teatro, Bares de Espumantes e Bares prometem voltar a fazer as delícias dos visitantes ao longo dos nove dias de feira.

A principal novidade da presente edição prende-se com o facto de a autarquia estar a deixar “cair” a designação de Feira da Vinha e do Vinho, assumindo cada vez mais o slogan “Anadia Capital do Espumante”, uma vez que esta é a nova imagem que a autarquia quer transmitir.
Os ingressos custam 2 euros (com exceção para o dia 25 de junho – 3 euros – para o concerto de Martinho da Vila). No último dia de certame, dia das Marchas Populares, as entradas são gratuitas. Resistência (dia 18), Amor Electro (dia 19), Yankees e Magicar (dia 20), The Black Mamba (dia 21), GNR (dia 22), Paulo Gonzo (dia 23), AGIR e DJ Diego Miranda (dia 24), Martinho da Vila (dia 25) e Marchas Populares (dia 26) são os cabeças de cartaz do certame em cada noite.

Mais informações aqui:

https://www.facebook.com/feiradavinhaedovinho.anadia/?fref=ts

Sérgio Lopes

sábado, 18 de junho de 2016

Opinião: Vinhos antigos ou vinhos velhos?

A discussão entre apreciadores de vinhos já não é de agora - O que é um vinho velho e o que é um vinho antigo? ou seja, quantos anos devemos esperar pela garrafa de vinho em cave, bem guardadinho e a evoluir (esperemos, bem), para que atinja o seu auge? Ora, penso que ninguém tem a resposta a esta pergunta, desde logo porque o comum dos mortais, não tem grandes condições de guarda em suas casas, quer em termos de temperatura ou humidade. Então o melhor é bebê-los logo? Também não. Pois aí, entramos no infanticidio dos vinhos, ou seja, que os bebemos cada vez mais cedo e que os produtores os colocam à venda cada vez mais cedo, significando isto que não dá para esperar. Por este andar, o ideal seria o produtor guardá-los em suas instalações, em condições, em teoria perfeitas,  até ao momento ideal de consumo, mas isso é comercialmente impossível, pois é preciso fazer $$$$$$ entretanto. E o consumidor, pouco instruído na matéria quer beber os brancos do ano e os tintos do ano anterior. São "mais frescos". Sim, mas menos complexos e na maior parte das vezes ainda não completamente integrados em todas as suas componentes. Bem, parece que estamos num impasse...

Confesso ser recente a descoberta dos vinhos antigos, para mim. Acho que é um processo. Ninguém começa pelo fim, certo? Dito isto, tenho gasto algum $$$$$$, bem mais do que algum $$$$$ na compra de vinhos com alguma idade, quer em garrafeiras / lojas, quer em leilões. A maior parte dos vinhos têm me saído bem e dão um enorme gozo ao bebê-los. Outros são mera curiosidade, de resistência ao tempo, já passaram o seu melhor momento e por isso, não dão muito prazer no copo. Finalmente, há aqueles que já foram de vez... imbebiveis, ou pelo menos não me dão qualquer prazer.

Depois há as regiões mais propicias a vinhos que evoluam de uma forma sempre positiva, casos da Bairrada e Dão, ou Colares e Buçaco - escolhas sempre seguras dirão os entendidos. Mas não há uma ciência exacta, pois por vezes encontram-se surpresas em todas as regiões, quer com brancos quer com tintos. Mas a questão das regiões fica para outra reflexão.

Fica para o final a opinião que tenho neste momento sobre os vinhos antigos: Eu não acho necessário comprar vinhos com mais de 20 - 25 anos, ou sequer guardá-los por tanto tempo. Não será seguro e não estou certo que se ganhe assim tanto... salvo claro os vinhos icónicos, que estão sempre top. Eu tenho para mim que à data de hoje, da década de 90 em diante é mais do que suficiente para comprarmos / guardarmos e potencialmente ficaremos deslumbrados por um vinho com idade. Seja um Bairrada de Pato, Bageiras ou Saima, por exemplo, ou um Dão dos Roques, ou um colares, ou um Buçaco, por exemplo, entre outros...

Para quê arriscar e beber um vinho "velho" quando esperaríamos beber um vinho "antigo"? E reparem que utilizei o termo velho apenas no final.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Em Prova: Encostas do Côa Branco 2014


14,5/20. Vinho produzido pela Adega Cooperativa de Pinhel, distrito da Guarda. A Adega de Pinhel surge há mais de 50 anos, e produz uns quantos milhões de litros de vinho, sendo que grande parte vai para exportação. A gama Encostas do Côa pode ser encontrada no grupo Sonae, sendo que o vinho branco provado, de 2014, marcado pela frescura da casta Siria, mostrou-se aromático, cordato, simpático para o dia-a-dia e adepto da mesa. Comprado com desconto adicional ainda foi melhor. PVP: 2,90€. Disponibilidade: Continente.

Sérgio Lopes