quarta-feira, 25 de agosto de 2021

CABRITA NEGRA MOLE TINTO 2019

Vinho tinto de uma casta - negra mole, que em Portugal só existe no Algarve. Enologia de @joana_macanita

Vinho perfeito para verão ou quando procuramos um tinto leve.

Nariz com fruta vermelha fresca presente e algum vegetal. Boca de corpo médio, com boa acidez, fresco e elegante, seco, equilibrado, juicy, termina médio.

Simples, mas muito bem feito e prazeroso.

Versátil à mesa o suficiente para acompanhar (bem) em 2 dias, um churrasco de porco e frango, e uns filetes de pescada gratinados no forno. Pvp 9eur. Um preço bem acertado.

Obrigado amigo João @100rolhas por me dares a conhecer este vinho.

terça-feira, 24 de agosto de 2021

DONA MATILDE RESERVA TINTO 2017

Vinho tinto do Cima Corgo que apenas é produzido em anos de qualidade reconhecida. Como foi o caso do generoso ano de 2017 no Douro.

O Dona Matilde Reserva tinto 2017 é composto das uvas de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Amarela das Vinhas Velhas da Quinta, com estágio em madeira.

Resulta num vinho com fruta preta evidente, notas balsâmicas e especiadas. Na boca tem volume, com taninos redondos, leve perceção da madeira e um final longo e muito elegante, apesar do otimo corpo. Excelente exemplar num otimo momento de prova.

Acompanhou uma costoleta arouquesa na perfeição.

Pvp 20eur

domingo, 22 de agosto de 2021

PORTUGAL WINE FIRM ENCRUZADO 2019

Depois de ter provado o "Entrusado" eis que chega a vez do Encruzado, a casta ex-libris do Dão.

São apenas 1000 garrafas de um branco que, da edição anterior para esta, perdeu a madeira de Carvalho Húngaro que lhe conferia um lado exótico mas bem pronunciado.

Eu considero este 2019 um belo exemplo de um branco de Encruzado, honrando bem a região, bem presente no rotulo a letras garrafais, enaltecendo quiçá o terroir.

Nariz muito mineral e com fruta branca e leve especiaria. Sem exageros. Contido até. Boca com bom volume, acidez crocante, madeira quase sem se notar. Seco, termina longo e para a mesa. Pvp 16eur

Para mim este perfil mineral é uma delicia. Com o tempo ganhará untuosidade, penso eu de que.

Contrarotulo.blogspot.com
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@pwinefirm

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

VINHOS CHICANE

Do Dão, em Vila Nova de Tazem, chega um projeto jovem e irreverente - CHICANE, um projeto satélite à Quinta dos Garnachos. A ideia é trabalhar só com castas tradicionais portuguesas e futuramente recuperar castas esquecidas que existiam no Dão. Fazer coisas diferentes na região, nunca esquecendo o terroir e a tradição.
 
O Chicane Gião Primeiro 2020 é um tinto feito 100% de Jaen, da parcela mais velha da Quinta. Terminou a fermentação alcoólica em barricas 225L (meias pipas) e estagiou até dezembro de 2020 nas mesmas. Depois estagiou em inox até ao engarrafamento na primeira semana de Março. Resulta num tinto mais ao estilo do Bierzo, fresco, jovem, com fruta fresca, de corpo médio e final também médio, alegre, equilibrado e com uma boa dose de bebilidade. 10eur
 
O outro vinho provado foi o Chicane Branco de Uvas Tintas 2020. Branco feito de Touriga Nacional, Jaen e Alfrocheiro. Terminou a fermentação em barrica sobre as borras finas de um branco e não foi filtrado daí o aspecto turvo. Resulta num branco bem equilibrado, de nariz contido, corpo médio, leve tanino até (parece) e final refrescante. Eu normalmente "não vou muito à bola" com brancos de uvas tintas, mas este não só é bastante equilibrado, como dá prazer a beber á mesa e com apenas 12.5 graus , melhor ainda. 10eur
 
A prova que o Dão não precisa de ser sempre tão "sério" são projetos como este. Vinhos honestos, alegres, vivos, para serem bebidos facilmente.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

PORTUGAL WINE FIRM ENTROSADO 2017

Projeto recente em que as uvas são adquiridas a pequenos produtores locais, preservando a autenticidade do terroir.

Este vinho é a primeira edição de um Field blend de uma vinha velha vinificando brancos e tintos em simultâneo, colhidas ao mesmo tempo, "como sempre o viticultor fez".

O resultado é muito interessante e um tributo aos vinhos do Dão do passado.

"Entrosado", em primeiro lugar porque é o “entrosamento” típico, que existia no Dão, entre tintas e brancas. Depois, o E de encruzado, o T de touriga e o A de Alfrocheiro maiúsculos, que representa a maioria da composição do lote em mais ou menos na proporção de 2/3 de tintas e 1/3 de brancas. Entrosado também tem parecença fonética com encruzado
.
30% engaço. Arranque de fermentação espontâneo, leveduras indígenas, e deixar o vinho seguir o seu caminho em barricas velhas... engarrafado e deixado a descansar.

O resultado, um "palhete" super fresco e de grande bebilidade.

Nariz composto por fruta fresca, algum vegetal e floral. Boca de corpo e final médio sempre com muita frescura. Madeira velha impercetível. O final não é muito longo mas os 12.5 graus de alcool tornam-o muito guloso. Boa estreia e uma "pedrada no charco", na região do Dão.

Pvp de 12eur de apenas 850 garrafas produzidas.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

VINHOS CASA DE COMPOSTELA 2020

A casa de Compostela situa-se em Requião - Famalicão. Já não provava os seus vinhos talvez há quase 10 anos (quem tiver curiosidade espreite o blogue para as notas de prova de então).

Com uma imagem renovada, são sobretudo vinhos "verdes" honestos e simples. Bem feitos, nesse registo.

O Casa da Compostela Grande Escolha é um verde clássico, com agulha, refrescante e frutado num estilo que ainda tem os seus adeptos e momentos. 4,5eur.

O Casa da Compostela Alvarinho Premium é cítrico, de corpo médio+ e com um final refrescante, em doçura frutada, apesar de ter menos de 2g de açúcar residual.

O Casa da Compostela Sauvignon Blanc Superior é mais vegetal, de corpo médio e de novo com um final um pouco em sensação de doçura.

Ambos a um Pvp de cerca de 6.5eur.

Fico com a sensação que ficam a meio caminho, ou seja, os apreciadores de vinhos verdes com gás abaixo de 4 eur provavelmente não pagam a diferença de preço. Por outro lado, quem aprecia um alvarinho de Monção e Melgaço vai encontrar um nível de complexidade bem inferior, pelo que dificilmente mudarão.

Mas considero que o potencial está lá...

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

BOJADOR ROSÉ 2020

Dias quentes continuam a pedir Rosés frescos.

Esta é a segunda vez que bebo este rosé alentejano feito de Aragonez e Touriga Nacional, sem passagem por madeira.

Se já tinha gostado da edição 2019, acho esta 2020 ainda mais equilibrada, sobretudo na (boa) acidez mais integrada.

Depois está perfeitamente desenhado para um consumo estival, com pouco alcool, aromas contidos a fruta fresca, seco, de corpo médio e final não muito longo, mas bem refrescante.

Ótimo para "piscina", convívio, fun, mas também à mesa, fazendo boa companhia a petiscos. Acompanhou uns ovos rotos caseiros. Pvp 9eur