sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Quinta de Santa Eufémia Vintage 2007 Vs. 1999


A Quinta de Santa Eufemia fica localizada em Parada do Bispo, próxima da Régua, perto da barragem. Trata-se de uma quinta de tradição secular, inicialmente e durante muitos anos, de venda de vinho a granel para as grandes caves de vinho do Porto. Fundada em 1864, nela podemos encontrar ainda o marco pombalino numero 27, o ultimo da primeira demarcação.

Situada na margem sul do rio Douro (a 300 metros de altitude), ao longo de mais de 45 hectares de vinha, neste momento,  é administrada pela 4ª geração, os bisnetos, que desde 1994, decidiram mudar o conceito, produzindo e comercializando vinho do Porto Branco e Tinto (Ruby e Tawnie), bem como vinho de mesa tinto, com marca própria.

Na visita efectuada, tivemos a oportunidade de provar os diversos vinhos, dos quais destacamos os brancos com idade (10, 20, 30 anos), como os mais equilibrados do seu portfolio. Contudo, não quisemos saír da Quinta de Santa Eufémia sem trazer dois vintages, um do famoso ano de 2007 e um outro de 1999, (o primeiro vintage a ser produzido na quinta) até para verificar as devidas diferenças. Eis o veredicto, após degustação "caseira":

Quinta de Santa Eufémia Vintage 2007

Apresenta uma cor granada, bastante fechada. No nariz, aroma a fruta vermelha fresca e madura, denotando alguma elegância. Na boca, é um vinho com bom corpo, sumarento, final de média persistência, com taninos firmes a provocar ligeira adstringência. Pareceu-nos que este vintage está mais próximo de um LBV ou mesmo de um Special Reserve. PVP 27€.

Classificação: 14

Quinta de Santa Eufémia Vintage 1999

Foi o primeiro vintage produzido na Quinta. Igualmente de cor muito fechada, no aroma apresenta-se muito mais complexo que o 2007. No início, estava muito contido, quer no aroma, quer na boca, mas lentamente foi abrindo, apresentando notas de fruta vermelha muito madura, quase em passa, especiarias e algum tabaco. Na boca, boa estrutura e final agradável e persistente. Talvez valha a pena ir bebendo-o ao longo dos anos e usufruir dos aromas terciários que poderão advir. PVP 21€.

Classificação: 14,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Terras do Minho Touriga Nacional Rosé 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta da Lixa

Tipo: Rosé

Região: Vinhos Verdes

Castas: Touriga Nacional

Preço Aprox.: 3,20€

Veredicto: Antes de mais chamar a atenção para o rótulo do vinho, bastante apelativo, entre os tons rosados e negros. Bonito e moderno. Este rosé é elaborado na região dos vinhos verdes e somente da casta Touriga Nacional. É por isso, o primeiro vinho verde rosé certificado como tal.

Trata-se de um vinho de cor rosada viva, tipo romã, com leve gás carbónico. No nariz, aromas a morango e framboesa, conjugados com algumas notas florais. Não sendo um aroma exuberante, é sobretudo agradável e equilibrado.  Na boca, sente-se bem mais a fruta fresca do que no nariz, mas a sua bela acidez, equilíbra-o e dá-lhe bastante frescura. Apresenta uma boa estrutura e final de média persistência.

Com apenas uns idóneos 11º de álcool, é leve e versátil, tratando-se de um rosé muito bem feito e com uma óptima relação qualidade/preço. Os rosés que por vezes são demasiados doces, ou muito secos, aqui encontramos um vinho bem equilibrado e saboroso e para beber bem fresco. Nota: O vedante é de rosca...

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dalva 20 Years Old Dry White

Ano: -

Produtor: C. Da Silva

Tipo: Branco Tawnie

Região: Douro

Castas: Tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: A marca Dalva é um dos maiores produtores de grandes vinhos do Porto e foi na loja da marginal de Gaia que adquirimos este Porto Branco com 20 anos. A expectativa era muita depois de provarmos os excelentes Andresen e Kopke, cada um no seu estilo, mas muito, muito saborosos.

De cor âmbar alaranjada, o aroma denota frescura e elegância, com notas leves de frutos secos, alguma madeira e laranja caramelizada. Na boca, confirma-se a frescura e elegância. Alguma doçura, um bom volume de boca e final um pouco seco e de média persistência, completam o conjunto.

Na nossa opinião, deveria ter um pouco mais de complexidade para um porto branco com 20 anos de idade. Mesmo sendo assumidadmente um dry white, perde em comparação com os seus congéneres da Andresen, ou Kopke, por exemplo, que se encontram uns furos bem acima. Um Porto leve e que se bebe bem, como aperitivo ou até digestivo, mas não mais do que isso. Vendido em garrafas de 0,75l.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dona Berta Grande Escolha Tinto 2007

Ano: 2007

Produtor: Quinta do Carrenho

Tipo:
Tinto

Região: Douro Superior

Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão e Touriga Franca.

Preço Aprox.: 25€

Veredicto: O vinho Dona Berta Tinto só apresenta a designação de "Grande Escolha", quando os anos de vindima são excepcionais, o que foi o caso do ano de 2007. Trata-se de um vinho que apesenta uma mescla de castas típicas do Douro e que pretende exprimir todas as particularidades das mesmas se encontrarem a uma altitude de cerca de 450 a 500 metros, o que permite a maturação lenta das uvas e consequente maior equilíbrio.  Parte do vinho estagiou em barricas de madeira, durante cerca de um ano, e o restante permaneceu em cubas de inox até ao engarrafamento, que ocorreu cerca de ano meio após a vindima

Antes de mais é necessário abrir e decantar o vinho umas horas antes. Provamo-lo em duas fases distintas e depois de o vinho ter aberto, teve um comportamento e equilíbrio completamente diferentes.

De cor rubi carregada, no nariz, o aroma é complexo, de onde sobressai a fruta bem madura (cereja, amora, ameixa), ligeiro toque da madeira, leve vegetal e também algum cacau. Na boca, a excelente acidez torna-o fresco, mas também elegante, embora denso, apresentando uma boa estrutura. Muito sumarento, apresenta um final longo e persistente, embora com um leve traço a secura.

Extremamente gastronómico e poderoso, um vinho que deve ser aberto com a devida antecedência para se tirar todo o seu partido. Acompanha na perfeição, os pratos da nossa cozinha tradicional portuguesa.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dona Berta Reserva Vinhas Velhas Rabigato 2009

Ano: 2009

Produtor: Quinta do Carrenho

Tipo:
Branco

Região: Douro Superior

Castas: Rabigato.

Preço Aprox.: 15€

Veredicto: As vinhas velhas a que o vinho faz referência têm uma idade média aproximada de 15 anos. Têm alguma idade, tendo em conta ser um monocasta Rabigato, o que não é muito usual, mas a referência a vinhas velhas também funciona um pouco como marketing promocional. Trata-se de um vinho que é eminentemente gastronómico e vale a pena conhecer.

De cor citrina, no nariz não é muito exuberante de aromas. A nota dominante é a sua grande mineralidade, embora se sintam leves toques florais e alguma fruta branca. O próprio aroma antevê uma frescura e elegância que depois se confirma na boca. O vinho é fino e com uma bela acidez gastronómica. Alguma untuosidade, uma bela estrutura e final bastante longo e saboroso, fazem deste monocasta Rabigato, um excelente companheiro à mesa.

Uma agradável surpresa e uma aposta pessoal de Hernâni Verdelho numa casta não muitas vezes utilizada a solo e que aqui se comporta lindamente. Acompanha bem comidas mais estruturadas.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dona Berta Reserva 09 Vinha Centenária Br

Ano: 2009

Produtor: Quinta do Carrenho

Tipo:
Branco

Região: Douro Superior

Castas: Códega do Larinho, Códega, Rabigato, Viosinho, Verdelho e Malvasia.

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: O vinho Dona Berta Reserva Centenária Branco é produzido de um conjunto de vinhas velhas, supostamente centenárias, localizadas a 500 metros de altitude. A ideia de Hernâni Carrenho foi a de mostrar da forma mais autêntica possível o que as castas centenárias têm para oferecer.

Assim, optou por fermentar um terço do mosto em barricas de carvalho francês e o restante em cuba de inox a cerca de 18 ºC. Finda a actividade da fermentação, procedeu-se ao batimento das borras finas, para melhorar a textura e complexidade do vinho. O engarrafamento ocorreu em Junho.

Trata-se de um vinho que apresenta uma cor citrina de aspecto brilhante. O aroma é muito delicado, com destaque para a mineralidade e alguma untuosidade. Suaves notas de flores do campo e leves citrinos, tudo muito elegante e fresco. Na boca, confirma-se a mineralidade e frescura experimentadas no nariz. De corpo com estrutura marcante, mas equilibrado, é muito saboroso, terminando com um final muito longo e persistente, atraente e elegante. Enche a boca.

Trata-se de um grande vinho, independentemente do epítoto de Vinhas Centenárias, que por vezes pode criar expectativas excessivas. Decantei-o meia hora antes, servi-o em copos adequados e à temperatura certa, acompanhando na perfeição um cantaril grelhado com couves de bruxelas gratinadas no forno. Dado o seu cariz gastronómico, ligou de forma espectacular. Pena o preço do vinho...

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Chaminé Branco 2010

Ano: 2010

Produtor: Cortes de Cima

Tipo:
Branco

Região: Alentejo

Castas: 30% Antão Vaz, 27% Viognier, 25% Verdelho e 18% Sauvignon Blanc

Preço Aprox.: 5,5€

Veredicto: Vinho branco produzido pela Cortes de Cima, através de uma mistura de castas nacionais e internacionais e que não passa em madeira. 100% Inox.

De cor citrina, apresenta um aroma complexo, com apontamentos florais, citrinos, onde se destaca a lima e talvez também o melão. Sente-se alguma untuosidade no primeiro impacto, apesar de não haver qualquer passagem por madeira. Todo ele é bastante fresco e mineral.

Na boca, confirma-se a frescura, apresentando uma boa estrutura, embora com uma leveza que o torna algo elegante. É sumarento, mas com final seco e de boa persistência, com acidez marcante.

Apresenta apenas 12,5º o que o torna um óptimo companheiro de verão. Servi-lo como aperitivo, ou acompanhando pratos leves. Trata-se de uma boa surpresa. Um vinho bem feito.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes