terça-feira, 27 de julho de 2021

CASA DO CAPITÃO-MOR ALVARINHO 2019

Consumo praticamente todos os anos este vinho, sobretudo desde a colheita de 2015 que está lá no topo para mim. Mas este 2019, não tenho dúvidas, é das melhores, senão a melhor edição de sempre.

100% Alvarinho de Monção, de solos de calhau rolado, com battonage e maceração parciais, sem passagem por madeira.

O nariz é de uma enorme mineralidade em fundo citrino num aroma muito agradável e contido. Na boca é encorpado, vivo, seco, com textura, de novo mineral e citrino com final longo e fresco.

Dizia alguém que provava comigo: "isto parece um maduro ". Incongruências à parte, percebo o comentário pois este vinho brilhará à mesa. E deverá evoluir muito bem. Parabéns @paulomgramos . Pvp abaixo dos 10€. Muito bem.

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segunda-feira, 26 de julho de 2021

PEQUENOS REBENTOS 'O CAMINHO' ALVARINHO 2019

Este vinho é o resultado de dez anos de estudos de castas, solos, processos de vinificação e pessoas especiais que fui conhecendo. Escolhi Monção & Melgaço por acreditar que tem tudo para ser um grande vinho do mundo.

O enólogo Márcio Lopes

Uvas Alvarinho, com fermentação em Anfora, curtimenta e maceração pelicular (os 3 processos separadamente). Posterior estágio em barricas usadas por 10 meses.

O resultado é um vinho sério, fechado nesta fase, ainda a necessitar que tudo se case completamente. Com um nariz contido e profundo. Impressiona pela acidez elevada e acutilante - sem ser agressiva, amparada por um fundo citrino a lembrar toranja e lima. É por isso na boca que mostra todos os seus atributos, prevendo se uma evolução nobre em garrafa. Termina com salinidade e final rasgante.

Apenas 1200 garrafas produzidas que reflectem o caracter experimentalista de @marcio.lopes.winemaker traduzindo se numa referência do produtor com muito carater, bem longe dos perfis de Alvarinho tropicais, num registo mais austero e sério. Pvp 18,50€

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sábado, 10 de julho de 2021

QUINTA SEARA D'ORDENS "MATER" ROSÉ 2020

Novidade "fresquinha" da @quintasearadordens , o Rosé Mater, em homenagem à matriarca da familia.

Vindima nocturna, a casta dominante é touriga Nacional 85% e 15% tinta Roriz, com fermentação em barricas de carvalho francês usadas e estagio em inox com batonnage nas borras finas.

De cor rosa pétala, o aroma mostra toda a delicadeza com notas florais(rosa) e de fruta fresca (amora, framboesa, romã), com ligeira pimenta. Na boca, a fermentação em barrica dá lhe volume, sem perder a matriz de elegância. Seco, com apenas 12.5 graus de alcool, termina com bom comprimento e com um balanço de acidez e fruta que convida a mais um copo.

Muito jovem, mais uns meses de garrafa e ganhará seguramente ainda outra dimensão. Sendo delicado mas com boa acidez, pode perfeitamente ir à mesa, harmonizando com iguarias delicadas ou até com alguma sofisticação. Muito bem. Pvp 16eur.

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Foto Reportagem: Prova dos Vinhos Trabuca, @PortusWine

sexta-feira, 9 de julho de 2021

RAZA PET-NAT

A Quinta da Raza, com cerca de 40 hectares, situa-se em Peneireiros, Celorico de Basto, Sub-Região de Basto (DOC), em plena Região dos Vinhos Verdes. As marcas Dom Diogo e Quinta da Raza fazem parte de um portfólio que agora soma 3 vinhos mais naturais e com menos intervenção, dois espumantes Pet-Nat e um tinto de vinhão, pois claro, o Tinto-Nat.

A imagem é muito gira e alusiva à biodiversidade das vinhas da quinta, com retratos da Joaninha, da Crisopa ou do Carabidae, auxiliares preciosos no controlo das pragas.

O Raza Pet-Nat Branco é feito 100% Trajadura, enquanto que o Raza Pet-Nat Rosado é composto por Padeiro e Vinhão. Ambos são altamente refrescantes, com bolha equilibrada, com notas de fermentação e pouco alcool como deve ser. O branco a lembrar fruta de pomar. O rosado mais na linha da fruta fresca silvestre. O final não é muito intenso, mas são espumantes francos e a um preço acertado na categoria pet-nat de cerca de 8€. O rosado talvez um pouco mais complexo e versátil que o branco, na minha opinião.
O Raza Tinto-Nat foi talvez o mais surpreendente dos 3. Não se tratando de um espumante, é contudo um vinho de vinhas velhas replantadas e produzido com o minimo de intervenção. O resultado é um tinto fresco e com o corpo do Vinhão mas sem a agressividade de taninos que às vezes encontramos. Carregado de fruta preta, o seu final refrescante e boa acidez convida a acompanhar a nossa comida portuguesa sem problema. Pvp 8eur.