quarta-feira, 8 de junho de 2016

Da minha cave: Bétula 2011


17,5/20. E não é que os vinhos brancos envelhecem bem? Quando bem feitos é claro, como é este Bétula , do ano de 2011, provado, de novo, há duas semanas, da autoria do Francisco Montenenegro (Aneto). Vinho duriense, blend de castas francesas Viognier (em barrica) e Sauvignon Blanc (em inox), em iguais percentagens, entretanto extinto (?). Que pena... 

Inicialmente este vinho mostrou-se completamente estranho, sem aroma (provavelmente estava fresco de mais). Depois de colocado em decanter improvisado, começou a mostrar aquelas notas de evolução florais e meladas, sem perder a frescura. Belo vinho, com belo volume e final de boca, de pendor gastronómico, um pouco fora do baralho, feito por um grande enólogo. Repito, pena que o vinho entretanto tenha deixado de ser produzido...

Notas de prova em "novo":
http://contrarotulo.blogspot.com/2012/08/betula-2011.html


Sérgio Lopes


terça-feira, 7 de junho de 2016

Habemos...Casta!

Faz hoje um mês, que o blogger” Pingus Vinicus organizou, em conjunto com Luís Lourenço e José Lourenço, um evento denominado “Encruzado Day”.

Curiosamente, a ideia surgiu numa das redes sociais e confluiu num encontro de vontades em torno de uma das castas rainhas do Dão: a branca Encruzado.

Os promotores escolheram a Quinta dos Roques, situada em Abrunhosa de Baixo, concelho de Nelas, como anfitriã deste evento, para mostrarem as potencialidades da casta Encruzado.

Os amantes desta casta foram brindados com alguns dos melhores exemplares produzidos nos últimos anos. Sim, leram bem, dos últimos anos. Uma vez que, cada um dos produtores presentes no evento (Quinta do Serrado, Quinta da Fata, Quinta das Marias, Quinta dos Roques, Quinta dos Carvalhais, Quinta do Perdigão, Casa de Mouraz, Casa da Passarella, Quinta da Falorca e Quinta do Mondego), apresentaram verticais da casta que engarrafam.

Desta inédita forma de apresentação da casta, os participantes tiveram oportunidade de apreciar as particularidades que cada produtor imprime a esta casta, bem como, a capacidade intrínseca de envelhecimento.


No final da prova fico com a nítida sensação da enorme plasticidade que a casta Encruzado apresenta. Por um lado, quando jovem apresenta características para acompanhar bem a gastronomia portuguesa. Por outro lado, a capacidade de envelhecimento é bem evidente, valendo a pena esperar uns anos pelo prazer que dá depois de passar uns anos em garrafa.

Habemos...Casta!

Paulo Pimenta

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Douro Boys de portas abertas para mostrar o melhor da região

Após o sucesso da primeira edição, que contou com mais de 600 participantes, o grupo de produtores Douro Boys (Quinta do Vallado, Quinta do Crasto, Niepoort, Quinta Vale D. Maria e Quinta do Vale Meão) volta a juntar-se para uma mostra do melhor da região. A Feira do Douro 2016 acontece no final de junho e promete revelar os segredos mais bem guardados da região.
Depois de 15 anos a levar o Douro ao mundo, chegou o momento do mundo conhecer de perto o que melhor se faz na região. Por esse motivo, os “senhores do vinho”, eles próprios grandes aficionados da gastronomia da região, desafiaram 26 produtores locais a juntarem-se nas suas quintas para mostrarem os seus produtos num evento conjunto.
Este ano será a Quinta de Nápoles (Niepoort) a receber o evento, que decorre nos dias 25 e 26 de junho. Além da prova de produtos tradicionais e dos vinhos das respetivas marcas dos Douro Boys, ao som da DJ Cláudia Madur, o programa inclui Master Classes e vários Workshops (atividades com custo extra e sujeitas a lugares limitados).
A entrada no evento terá um custo de 10€ (cada dia) e inclui um copo de prova Riedel e acesso a todos os produtores. Para prolongar a experiência, a Feira do Douro conta ainda com a parceria de vários hotéis e restaurantes da região, todos com preços especiais para os participantes. O evento decorre quer faça chuva ou sol.
Para compra de bilhetes contactar douroboys@wine-partners.at


In Press release

sábado, 4 de junho de 2016

As garrafas de vinho medem-se aos palmos?

O título parece um pouco parvo...

Já em relação aos vinhos fortificados, sejam loiros ou morenos, faz todo o sentido fazer meias garrafas. Sejam Tawnies com indicação de idade, sejam LBV’s ou Vintages, complementam bem uma refeição onde estejam quatro a seis pessoas. 

Aqui, apresento um Quinta do Infantado 10 anos em meia garrafa. João Roseira, com Luís Soares Duarte e Fátima Ribas a desenharem um dos bons Portos de dez anos. Um dos meus preferidos e que neste formato sai pouco mais caro que um Porto “normal” (custa cerca de sete euros e meio no Jumbo) e acreditem, dá muito mais prazer a beber. Temperatura correta, bons copos (experimentem uns copos ditos para vinhos de mesa brancos) e isso faz toda a diferença…

Os bons vinhos de mesa, quando engarrafados em Magnum, evoluem melhor. Naturalmente e em geral uma Magnum custa mais do dobro de duas garrafas “normais”. Nada de estranho, já que toda a embalagem sai mais cara. 

Este Duorum Vinhas Velhas 2007 foi o primeiro da parceria de João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco, com o precioso contributo de João Perry Vidal. É um grande vinho do Douro Superior e neste formato, brilhou. 

Para um consumidor normal, daqueles que bebem o mesmo vinho todos os dias, abrir uma Magnum pode parecer palerma, embora se vejam vinhos de consumo imediato a ser enfiados neste formato. Não percebo, mas se existem é porque o mercado o pede…

Amândio Cupido

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Radar do vinho: D'Uva - O Vinho no feminino!

No mundo do vinho, mulheres e homens contribuem indistintamente em todas as fases de produção, comercialização e consumo desta bebida. Escusado será dizer portanto que temos viticultoras, enólogas, comerciais, jornalistas ou... simplesmente apreciadoras de excelência, e que regra geral emprestam os seus sentidos (mais apurados, diz-se, o que pela minha experiência se confirma) para aprimorar esta experiência.

Mas foi por acaso que nasceu este grupo exclusivamente de mulheres ligadas ao sector do vinho, após uma reportagem sobre o tema feita pelo jornalista Fernando Melo. 

Já em 2016 nascem as D'Uva - Portugal Wine Girls, que através das suas vivências familiares em torno do vinho resolveram juntar-se e agregar esforços para mostrar o produto de um trabalho que também é seu.

Propõem um itinerário por algumas das principais regiões do país (Alentejo, Lisboa e Douro) e o facto de individualmente saírem não só de diferentes origens mas também de percursos no que toca à feitura do vinho, torna tudo ainda mais interessante, no que acaba por ser um roteiro guiado por diferentes sensibilidades e experiências.

São elas: Catarina Vieira (Herdade do Rocim, enologia e viticultura); Francisca van Zeller (Quinta Vale D. Maria, marketing e vendas); Luisa Amorim (Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, direcção geral); Maria Manuel Poças Maia (Poças Júnior, viticultura); Mafalda Guedes (Herdade do Peso, vendas); Rita Cardoso Pinto (Quinta do Pinto, coordenação geral e comercial); Rita Fino (Monte da Penha, marketing e vendas) e Rita Nabeiro (Adega Mayor, direcção geral)

Marco Lourenço

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Em prova: Tricana Branco 2015


14,5/20. Produzido a partir das castas malvasia fina, encruzado e bical, Tricana é o vinho branco entrada de gama do Dão, da Global Wine Magnum, do enólogo Carlos Lucas. Um vinho bem feito, sem aquela acidez exagerada que às vezes torna insuportável um vinho, sobretudo branco. Pelo contrário, suave, bem desenhado, fazendo jus aos brancos do Dão. Sem pretensões, para se consumir despreocupadamente no Verão que se avizinha (se ele realmente vier). PVP: 2,99€. Disponibilidade: LIDL.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Em prova: Dona Paterna Alvarinho 2014

16,5/20. Produzido pela familia Condesso, é um daqueles clássicos para quem gosta da casta Alvarinho na sua região de origem, sub-região de Monção e Melgaço, onde mostra aquele lado cítrico, tão apetecível. Com "apenas" 2 anitos, Dona Paterna Alvarinho 2014, mantém-se fiel ao perfil de um branco com elevada qualidade, fugindo da tropicalidade fácil (não que não goste de um Soalheiro, por exemplo, muito mais de registo tropical em novo). Em prova cega, acho que se poderia dizer se tratar de um Alvarinho, mas também de um belo branco seco, de pendor gastronómico e que mostra todo o potencial da casta e da região. Muito bem. PVP: 8,99€. Disponibilidade: Garrafeiras; El Corte Ingles.

Sérgio Lopes