segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dalva 20 Years Old Dry White

Ano: -

Produtor: C. Da Silva

Tipo: Branco Tawnie

Região: Douro

Castas: Tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: A marca Dalva é um dos maiores produtores de grandes vinhos do Porto e foi na loja da marginal de Gaia que adquirimos este Porto Branco com 20 anos. A expectativa era muita depois de provarmos os excelentes Andresen e Kopke, cada um no seu estilo, mas muito, muito saborosos.

De cor âmbar alaranjada, o aroma denota frescura e elegância, com notas leves de frutos secos, alguma madeira e laranja caramelizada. Na boca, confirma-se a frescura e elegância. Alguma doçura, um bom volume de boca e final um pouco seco e de média persistência, completam o conjunto.

Na nossa opinião, deveria ter um pouco mais de complexidade para um porto branco com 20 anos de idade. Mesmo sendo assumidadmente um dry white, perde em comparação com os seus congéneres da Andresen, ou Kopke, por exemplo, que se encontram uns furos bem acima. Um Porto leve e que se bebe bem, como aperitivo ou até digestivo, mas não mais do que isso. Vendido em garrafas de 0,75l.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dona Berta Grande Escolha Tinto 2007

Ano: 2007

Produtor: Quinta do Carrenho

Tipo:
Tinto

Região: Douro Superior

Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Tinto Cão e Touriga Franca.

Preço Aprox.: 25€

Veredicto: O vinho Dona Berta Tinto só apresenta a designação de "Grande Escolha", quando os anos de vindima são excepcionais, o que foi o caso do ano de 2007. Trata-se de um vinho que apesenta uma mescla de castas típicas do Douro e que pretende exprimir todas as particularidades das mesmas se encontrarem a uma altitude de cerca de 450 a 500 metros, o que permite a maturação lenta das uvas e consequente maior equilíbrio.  Parte do vinho estagiou em barricas de madeira, durante cerca de um ano, e o restante permaneceu em cubas de inox até ao engarrafamento, que ocorreu cerca de ano meio após a vindima

Antes de mais é necessário abrir e decantar o vinho umas horas antes. Provamo-lo em duas fases distintas e depois de o vinho ter aberto, teve um comportamento e equilíbrio completamente diferentes.

De cor rubi carregada, no nariz, o aroma é complexo, de onde sobressai a fruta bem madura (cereja, amora, ameixa), ligeiro toque da madeira, leve vegetal e também algum cacau. Na boca, a excelente acidez torna-o fresco, mas também elegante, embora denso, apresentando uma boa estrutura. Muito sumarento, apresenta um final longo e persistente, embora com um leve traço a secura.

Extremamente gastronómico e poderoso, um vinho que deve ser aberto com a devida antecedência para se tirar todo o seu partido. Acompanha na perfeição, os pratos da nossa cozinha tradicional portuguesa.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Dona Berta Reserva Vinhas Velhas Rabigato 2009

Ano: 2009

Produtor: Quinta do Carrenho

Tipo:
Branco

Região: Douro Superior

Castas: Rabigato.

Preço Aprox.: 15€

Veredicto: As vinhas velhas a que o vinho faz referência têm uma idade média aproximada de 15 anos. Têm alguma idade, tendo em conta ser um monocasta Rabigato, o que não é muito usual, mas a referência a vinhas velhas também funciona um pouco como marketing promocional. Trata-se de um vinho que é eminentemente gastronómico e vale a pena conhecer.

De cor citrina, no nariz não é muito exuberante de aromas. A nota dominante é a sua grande mineralidade, embora se sintam leves toques florais e alguma fruta branca. O próprio aroma antevê uma frescura e elegância que depois se confirma na boca. O vinho é fino e com uma bela acidez gastronómica. Alguma untuosidade, uma bela estrutura e final bastante longo e saboroso, fazem deste monocasta Rabigato, um excelente companheiro à mesa.

Uma agradável surpresa e uma aposta pessoal de Hernâni Verdelho numa casta não muitas vezes utilizada a solo e que aqui se comporta lindamente. Acompanha bem comidas mais estruturadas.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dona Berta Reserva 09 Vinha Centenária Br

Ano: 2009

Produtor: Quinta do Carrenho

Tipo:
Branco

Região: Douro Superior

Castas: Códega do Larinho, Códega, Rabigato, Viosinho, Verdelho e Malvasia.

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: O vinho Dona Berta Reserva Centenária Branco é produzido de um conjunto de vinhas velhas, supostamente centenárias, localizadas a 500 metros de altitude. A ideia de Hernâni Carrenho foi a de mostrar da forma mais autêntica possível o que as castas centenárias têm para oferecer.

Assim, optou por fermentar um terço do mosto em barricas de carvalho francês e o restante em cuba de inox a cerca de 18 ºC. Finda a actividade da fermentação, procedeu-se ao batimento das borras finas, para melhorar a textura e complexidade do vinho. O engarrafamento ocorreu em Junho.

Trata-se de um vinho que apresenta uma cor citrina de aspecto brilhante. O aroma é muito delicado, com destaque para a mineralidade e alguma untuosidade. Suaves notas de flores do campo e leves citrinos, tudo muito elegante e fresco. Na boca, confirma-se a mineralidade e frescura experimentadas no nariz. De corpo com estrutura marcante, mas equilibrado, é muito saboroso, terminando com um final muito longo e persistente, atraente e elegante. Enche a boca.

Trata-se de um grande vinho, independentemente do epítoto de Vinhas Centenárias, que por vezes pode criar expectativas excessivas. Decantei-o meia hora antes, servi-o em copos adequados e à temperatura certa, acompanhando na perfeição um cantaril grelhado com couves de bruxelas gratinadas no forno. Dado o seu cariz gastronómico, ligou de forma espectacular. Pena o preço do vinho...

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Chaminé Branco 2010

Ano: 2010

Produtor: Cortes de Cima

Tipo:
Branco

Região: Alentejo

Castas: 30% Antão Vaz, 27% Viognier, 25% Verdelho e 18% Sauvignon Blanc

Preço Aprox.: 5,5€

Veredicto: Vinho branco produzido pela Cortes de Cima, através de uma mistura de castas nacionais e internacionais e que não passa em madeira. 100% Inox.

De cor citrina, apresenta um aroma complexo, com apontamentos florais, citrinos, onde se destaca a lima e talvez também o melão. Sente-se alguma untuosidade no primeiro impacto, apesar de não haver qualquer passagem por madeira. Todo ele é bastante fresco e mineral.

Na boca, confirma-se a frescura, apresentando uma boa estrutura, embora com uma leveza que o torna algo elegante. É sumarento, mas com final seco e de boa persistência, com acidez marcante.

Apresenta apenas 12,5º o que o torna um óptimo companheiro de verão. Servi-lo como aperitivo, ou acompanhando pratos leves. Trata-se de uma boa surpresa. Um vinho bem feito.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quinta de Gomariz Grande Escolha 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta de Gomariz

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Ave)

Castas: Loureiro (25%), Alvarinho (60%), Trajadura (15%)

Preço Aprox.: 6,00€

Veredicto: A versão QG Grande Escolha é composta pelo blend das castas Alvarinho, Loureiro e Trajadura, na proporção acima indicada. Apesar de ser produzido com castas bem aromáticas, o blend funciona mais como um bouquet floral elegante sem ser muito exagerado, ao contrário por exemplo dos monocastas da casa Loureiro ou Alvarinho, que cada um por si só proporciona um aroma muito mais activo à sua maneira.

Trata-se de um vinho de cor citrina brilhante, com laivos esverdeados.  O nariz é muito fresco e elegante, com aroma ligeiro a fruta tropical, proveniente da predominância do Alvarinho, embora bastante equilibrado. Na boca, a nota dominante é a mesma ou seja, harmonia entre doçura e acidez na medida certa, criando um conjunto leve e bem agradável de beber.

Um vinho para se ter no frigorífico pronto a abrir quando aparecerem uns amigos, ou acompanhando uns aperitivos. Disponível no El Corte Ingles.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quinta de São Simão da Aguieira 2007

Ano: 2007

Produtor: Borges

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Trincadeira e Tinta Roriz.

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: A Borges tem tradição secular na produção de vinhos e foi adquirindo quintas com o objectivo de aumentar e expandir o seu portfolio. A Quinta de São Simão da Aguieira está localizda no Dão, mais propriamente em Aguieira, uma aldeia do Concelho de Nelas.

Antes de mais, salientar o rótulo, de cor rosa, bastante diferenciador e único. Gostei. Quanto ao vinho: A cor é um ruby vivo, tipo sangue. No nariz, aromas a frutos vermelhos, mas também bastante presença da madeira, algum fumo. Não sentimos a laranja cristalizada. Na boca, elegância, com taninos firmes e maduros, mas outra vez com presença a mais da madeira. O final é, no entanto, sumarento e persistente.

Apesar dos diversos prémios que este vinho recebeu, quer nacional, quer internacionalmente, não deslumbrou, isto é gostamos, tem potencial, mas talvez necessite de mais 2 ou 3 anos em garrafa. Será com certeza um bom valor a ter em casa e aguardar pela sua evolução, sendo que está a um preço convidativo. A ir acompanhando.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes