quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Quinta de Gomariz Grande Escolha 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta de Gomariz

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Ave)

Castas: Loureiro (25%), Alvarinho (60%), Trajadura (15%)

Preço Aprox.: 6,00€

Veredicto: A versão QG Grande Escolha é composta pelo blend das castas Alvarinho, Loureiro e Trajadura, na proporção acima indicada. Apesar de ser produzido com castas bem aromáticas, o blend funciona mais como um bouquet floral elegante sem ser muito exagerado, ao contrário por exemplo dos monocastas da casa Loureiro ou Alvarinho, que cada um por si só proporciona um aroma muito mais activo à sua maneira.

Trata-se de um vinho de cor citrina brilhante, com laivos esverdeados.  O nariz é muito fresco e elegante, com aroma ligeiro a fruta tropical, proveniente da predominância do Alvarinho, embora bastante equilibrado. Na boca, a nota dominante é a mesma ou seja, harmonia entre doçura e acidez na medida certa, criando um conjunto leve e bem agradável de beber.

Um vinho para se ter no frigorífico pronto a abrir quando aparecerem uns amigos, ou acompanhando uns aperitivos. Disponível no El Corte Ingles.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quinta de São Simão da Aguieira 2007

Ano: 2007

Produtor: Borges

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Trincadeira e Tinta Roriz.

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: A Borges tem tradição secular na produção de vinhos e foi adquirindo quintas com o objectivo de aumentar e expandir o seu portfolio. A Quinta de São Simão da Aguieira está localizda no Dão, mais propriamente em Aguieira, uma aldeia do Concelho de Nelas.

Antes de mais, salientar o rótulo, de cor rosa, bastante diferenciador e único. Gostei. Quanto ao vinho: A cor é um ruby vivo, tipo sangue. No nariz, aromas a frutos vermelhos, mas também bastante presença da madeira, algum fumo. Não sentimos a laranja cristalizada. Na boca, elegância, com taninos firmes e maduros, mas outra vez com presença a mais da madeira. O final é, no entanto, sumarento e persistente.

Apesar dos diversos prémios que este vinho recebeu, quer nacional, quer internacionalmente, não deslumbrou, isto é gostamos, tem potencial, mas talvez necessite de mais 2 ou 3 anos em garrafa. Será com certeza um bom valor a ter em casa e aguardar pela sua evolução, sendo que está a um preço convidativo. A ir acompanhando.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Quinta de Linhares Col. Seleccionada 2010

Ano: 2010

Produtor: Agri-Roncão

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-região do Sousa)

Castas: Loureiro, Trajadura, Avesso

Preço Aprox.: 5,50€

Veredicto: Este vinho é elaborado a partir de um blend das castas Avesso, Loureiro e Trajadura, sendo denominado de "Colheita Seleccionada". Como tal, trata-se de um vinho mais harmonioso, derivado da conjugação das diversas castas que lhe compõem o lote.

De cor palha, no nariz apresenta leves notas citrinas, evidenciando alguma frescura e elegância, logo no primeiro impacto. Na boca, é leve, de corpo médio, com ligeira acidez a compensar a doçura natural. O final é relativcamente curto.

Claramente um vinho de consumo fácil, mais de aperitivo e de "conversa", mas que se bebe com agrado.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Quinta de S. Sebastião Reserva 2008

Ano: 2008

Produtor: Quinta de S. Sebastião

Tipo: Tinto

Região: Lisboa (Arruda dos Vinhos)

Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Merlot, Syrah

Preço Aprox.: 12,5€

Veredicto: Vinho tinto, produzido na Quinta de S. Sebastião, das castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Merlot e Syrah, sofrendo um estágio em meias barricas de carvalho francês de cerca de 1 ano. Depois de termos provado e comentado o único branco e o tinto Mina Velha (entrada de gama) percebemos o porquê de ser um terroir que permite obter vinhos com uma identidade própria e fazer renascer a zona de Arruda dos Vinhos. A quinta situa-se protegida pela montanha, mas em simultâneo toma partido do ar marítimo somente a 20 km de distância, o que lhe permite obter uma frescura característica. O resto, é uma questão de estilo, bem patente e diferenciador nos vinhos provados.

Para este reserva, antes de mais é aconselhável decantá-lo para usufruir dele na sua plenitude, pois vai evoluindo ao longo da prova.

De cor ruby intensa. No nariz, notas florais, aromas a frutos vermelhos e alguma tosta da madeira. À medida que vai evoluindo no copo começam a aparecer notas de especiarias, algum fumo e chocolate, o que na boca se confirma. Apresenta uma boa estrutura, uma bela acidez, com taninos firmes mas suaves, num corpo elegante e de final longo. Ainda que um pouco seco, as notas de cacau tornam-o equilibrado e muito saboroso.

Claramente o vinho mais complexo da Quinta de S. Sebastião, mas também o mais conseguido e equilibrado. Sendo um vinho gastronómico, é versátil dadas as suas características e equilíbrio. Um belo exemplar da região de Lisboa.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Luís Pato Vinhas Velhas Br 2009

Ano: 2009

Produtor: Luís Pato

Tipo: Branco

Região: Bairrada

Castas: Bical, Cerceal, Sercealinho

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: Este é o primeiro ano que Luís Pato produz este vinho, sem qualquer estágio em madeira. Segundo o produtor, tem tudo a ver com custos e com o facto de conseguir escoa-lo para os países nipónicos, tal como está, ou seja apenas com estágio em inox, de cerca de 9 meses. Assim temos sobretudo um vinho fácil e fundamentalmente fresco, composto das castas Bical, Cerceal, Sercealinho, provenientes de "vinhas velhas".

Trata-se de um vinho de cor esverdeada, quase translúcida. No nariz, aroma a citrinos (toranja), alguma fruta verde e a presença da mineralidade. Na boca, é algo vegetal o que lhe confere alguma secura no final de boca. Apresenta uma boa estrutura, acidez no ponto e fianal médio e agradável.

Um vinho leve, para entradas e aperitivos, embora seja algo gastronómico e por isso seja capaz de aguentar algumas comidas mais leves. Um vinho bem feito e directo, mas que talvez ganhasse um pouco mais com o estágio em madeira e com um preço mais reduzido. A 7€, pessoamente prefiro outras escolhas.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Mina Velha 2008

Ano: 2008

Produtor: Quinta de S. Sebastião

Tipo: Tinto

Região: Lisboa (Arruda dos Vinhos)

Castas: Touriga Nacional e Tinta Roriz

Preço Aprox.: 4,5€

Veredicto: Vinho tinto, entrada de gama produzido na Quinta de S. Sebastião, exclusivamente com as castas portuguesas Touriga Nacional e Tinta Roriz, sofrendo um estágio em barrica de cerca de 8 meses. 

De cor ruby carregado, o primeiro impacto no nariz é de grande intensidade floral (talvez devido às características das castas utilizadas). Faz também lembrar um pouco o cheiro a adega (no bom sentido). Notas de vegetal seco e até talvez tabaco também estão presentes. Na boca, é macio e envolvente, com taninos firmes mas suaves. A madeira está bem integrada, sendo um vinho de complexidade média, terminando de forma agradável, embora com final um pouco seco (e um pouco amargo).

Um vinho gastronómico e que se bebe com agrado. Pede algo condimenatdo mas há de ser belo parceiro de queijos de pasta mole.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Real Companhia Velha 1977

Ano: 1977

Produtor:
Real Companhia Velha

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 40€

Veredicto:  Nas nossas eno-visitas pelo Douro, efectuamos uma paragem rápida na Real Companhia Velha, um pouco antes de passar a ponte para o Pinhão. A simpática vendedora recomendou-nos de entre os vários exemplares existentes, o colheita 1977. Ora, depois de termos provado o sublime 1977 da Messias e como a garrafa era tão bonita, e a senhora sugeriu com tanta segurança, decidimos experimentar, para comparar. Infelizmente, não era na realidade nada de especial, aliás até considero que foi uma decepção.

De cor âmbar, no nariz fruto seco, com predominância da casca de amêndoa e de laranja caramelizada. Tudo muito superficial. Muito alcoólico no primeiro impacto quer no nariz, quer na boca (e não tem a ver com a temperatura a que foi servido). Na boca, para além da presença em demasia do álcool, mostrou-se doce, com uma estrutura mediana, a faltar um pouco mais de acidez, terminando algo curto e seco.

Demasiado desiquilibrado para um vinho com mais de 3o anos...!

Classificação Pessoal: 13

Sérgio Lopes