sábado, 25 de junho de 2011

Quinta da Alorna Branco 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta da Alorna

Tipo:
Branco

Região: Tejo

Castas: Arinto e Fernão Pires.

Preço Aprox.: 3€

Veredicto: A Quinta de Alorna é uma propriedade situada em Almeirim, cuja história remonta ao século XVIII. O vinho branco, entrada de gama da casa, é composto pelas castas Arinto e Fernão Pires.

Trata-se de um vinho que apresenta uma cor amarelo esverdeada. No nariz, aromas suaves a fruta tropical, nomeadamente ananás e maracujá. Leve e ligeiro, apresenta alguma mineralidade e uma boa acidez que lhe confere frescura. Na boca, é de estrutura média, sendo que o final de boca é igualmente de média persistência.

Em suma, um vinho muito bem feito, comportando-se como um excelente exemplo de um vinho descomplicado, simples e correcto, para beber com prazer neste verão. Um vinho de entradas ou para acompanhar pratos leves e também mariscos. Disponível em supermercados e hipermercados.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Quinta das Bageiras Colheita Branco 1994

Ano: 1994

Produtor: Quinta das Bageiras

Tipo: Branco

Região: Bairrada

Castas: Maria Gomes, Bical, Cerceal

Preço Aprox.: ???€

Veredicto: Provado em 17 de Junho de 2011 

Foi num jantar, na Quinta das Bageiras, onde provávamos vinhos Brancos do Dão, que o produtor Mário Sérgio introduziu este colheita branco de 1994, para nos "baralhar". Literalmente, partiu tudo, pois o vinho apresentou-se com uma pujança inacreditável!

Trata-se de um vinho  que apresenta uma cor dourada. O aroma é extremamente complexo, algo resinoso. Difícil de identificar. Apenas conseguimos deduzir que o estávamos ali a cheirar, induzia que na boca seríamos surpreendidos. E fomos mesmo. Na boca,  um vinho com uma acidez e frescura impressionantes! Agarra-nos do princípio ao fim. O final é de grande persitência. Um vinho com 17 anos em garrafa e com esta estrutura de boca e final interminável, é algo de salientar!

Um vinho que marca e que devido à sua complexidade e acidez forte, não é para todos os gostos. Dividiu a opinião dos presentes no jantar, mas nós claramente adoramos. Infelizmente, não se encontra à venda. Contudo, já foi um enorme privilégio, poder degustá-lo, com o brilhante pão-de-ló e queijo a acompanhar.

Obrigado Mário Sérgio.

Classificação Pessoal: 17,5

Sérgio Lopes

terça-feira, 21 de junho de 2011

Quinta do Carrenho

Foi na essência do vinho, que tomamos contacto pela primeira vez, com os vinhos produzidos na Quinta do Carrenho, mais conhecidos por Dona Berta. E como temos família em Foz Coa, mais propriamente em Sebadelhe, era uma questão de tempo até se proporcionar a visita à referida quinta. Aproveitando o fim-de-semana prolongado do dia de Portugal, lá fomos em direcção a Freixo de Numão, localidade onde está situada a Quinta do Carrenho. Infelizmente, o Engº Hernâni Verdelho, mentor do projecto, não pôde estar presente, mas fomos mutíssimo bem recebidos pelo Sr. João Carlos Cabral e respectiva esposa, que tinham tudo preparado para nos acolher.

Hernâni Verdelho, descendente da local Dona Berta, que empresta o nome aos seus vinhos, reabilitou a vinha no final do século passado e finalmente, os resultados começam a dar realmente frutos. Situada a uma cota superior, embora numa região sujeita a temperaturas extremas, consegue produzir vinhos, onde a elegância e a aptidão gastronómica, são as principais características.

São 10 hectares de vinha (e 3 de olival) onde predominam as castas tradicionais do Douro, plantadas individualmente, com principal incidência no Rabigato e Verdelho - nos brancos, sendo que nos tintos, Touriga Nacional, Franca, Barroca, Tinto Cão e Sousão (conhecida por vinhão na região dos vinhos verdes) são as escolhidas. As vinhas apresentam uma idade média de 15 anos. Destaque especial para um talhão de vinhas velhas, localizado a meia dúzia de quilómetros da quinta, mais acima, de onde provém o topo de gama da casa Dona Berta Vinha Centenária, branco e tinto. Trata-se de um talhão de castas desconhecidas, com idade superior a 100 anos!

A vindima é efectuada pelo método tradicional, com uvas colhidas em caixas de 20kg, sendo posteriormente pisadas a pé, num lagar de granito para o efeito. Na quinta existem cubas de inox de fermentação e estágio, quer de tinto, quer de brancos, sendo que o envelhecimento em madeira dos tintos é efectuado fora da quinta, uma vez que o espaço não é suficiente para albergar as cerca de 70 a 80 barricas de carvalho utilizadas nos reservas tintos.  A gama dos vinhos Dona Berta é composta pelo Dona Berta Reserva Vinhas Velhas Rabigato, um monocasta que pretende ser associado ao pioneirismo na aposta desta casta como extreme (daí a designação Vinhas Velhas, apesar de terem "apenas" 15 anos de idade); Dona Berta Reserva Especial Tinto e Grande Escolha (este último só sai para o mercado em anos excepcionais); Os monocastas Tinto Cão e Sousão e ainda os Vinhas Centenárias Tinto e Branco, provenientes do tal talhão de vinha com mais de 100 anos de idade. 

Terminada a visita, provamos os seguintes vinhos:

- Dona Berta Reserva Vinhas Velhas Rabigato 2009
Ligeiramente floral, muito fresco e muito gastronómico. Apresenta uma grande mineralidade, bela acidez, sem deixar de emprestar grande elegância e finura ao conjunto. Grande Vinho.

- Dona Berta Reserva Especial Tinto 2008
Fruta madura, alguma tosta da madeira, mas sobretudo um vinho que dá enorme prazer a beber. "Escorrega" muito bem, e apesar de macio e elegante, apresenta uma estrutura que pede comida. Excelente.

Para além dos vinhos acima, provamos ainda em amostra de cuba, alguns dos vinhos que vão saír para o mercado, nomeadamente os blends com e sem madeira que vão dar origem aos reserva especial tinto e vinha centenária tinto e ainda o monocasta Tinto Cão. Este útimo, surpreendeu-nos bastante pela estrutura e garra apresentadas, a lembrar um pouco a austeridade de um grande baga. Teremos em vista um grande vinho?

Resta-nos agradecer a visita e desejar as maiores felicidades ao projecto de Hernâni Verdelho.


Quinta do Carrenho
5155 Freixo de Numão - V.N. Foz Coa
Portugal
Telf / Fax: (+351) 279 789 491
http://www.donaberta.pt/


Sérgio Lopes

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Castelinho Tinto 2008

Ano: 2008

Produtor: Castelinho Vinhos

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga Nacional e Franca, Tinta Roriz e Barroca.

Preço Aprox.: <3€

Veredicto: Vinho produzido pela empresa Castelinho, localizada na zona da Régua. Para além de vinhos de mesa, possui tradição na feitura de vinhos do Porto. A título informativo, venceu recentemente o I concurso de vinhos engarrafados do Douro com o vinho de mesa "Castelinho Premium", o que me despertou a curiosidade de abrir e provar o seu entrada de gama, que tinha adquirido no continente por um preço a rondar os 3€ .

Trata-se de um vinho que apresenta uma cor ruby. No nariz, alguma fruta madura, embora sem grande intensidade aromática, casada talvez com um leve fumado. Na boca, entra simples e directo, apresentando uma boa acidez, o que lhe confere frescura, sendo que o final é algo curto e seco.

Para beber já, simples, despretensioso e fácil, pode ser bom companheiro à mesa de grelhados leves, por exemplo. Apresenta somente 12º de álcool, podendo ser encontrado à venda nas grandes superfícies, como escolha para momentos quotidianos.

Classificação Pessoal: 14

Sérgio Lopes

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Plansel Selecta Tinto 2008

Ano: 2008

Produtor: Quinta do Plansel

Tipo: Tinto

Região: Alentejo

Castas: Touriga Nacional, Trincadeira e Aragonez.

Preço Aprox.: 4€

Veredicto: A Quinta do Plansel fica localizada em Montemor, no Alentejo, sendo que talvez o seu vinho mais conhecido seja o Marquês de Montemor. Trata-se de um produtor que embora não muito conhecido apresenta alguns vinhos bem interessantes.

O Plansel Selecta tinto de 2008, é composto pelas castas Touriga Nacional, Trincadeira e Aragonêz. Apresenta uma cor ruby de média intensidade. O aroma é floral e a frutos silvestres, com ligeiro vegetal. Na boca, é macio, fresco, com boa acidez, directo, de corpo médio e final agradável e saboroso.

Para beber já, acompanhando uns pratos grelhados, carnes vermelhas ou alguns queijos. Disponível nas grandes superfícies, a um preço convidativo, o que torna uma boa escolha para o dia-a-dia.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Diálogo 2008

Ano: 2008

Produtor: Dirk Niepoort

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Amarela e Tinto Cão

Preço Aprox.: 5 a 7€

Veredicto: Será possível haver uma diferença tão substancial entre o Diálogo de 2008, face ao de 2007? A resposta é afirmativa. Tínhamos provado a colheita de 2007, do qual até comprei umas garrafas às "cegas" e apesar de ter sido um ano "vintage" a desilusão foi grande, como demonstra o comentário efectuado AQUI. Embora o ano de 2008, tenha sido bastante diferente do de 2007, é opinião generalizada de ser um ano igualmente bom para os tintos. Então o que torna o colheita 2008 tão substancialmente superior ao 2007? Talvez esta 4ª versão (a primeira foi em 2005) esteja mais afinada... Na essência do vinho, tivemos oportunidade de conversar com os representantes da Niepoort que acharam estranho o desiquilíbrio do 2007. Pois bem, nesse evento levamos a última garrafa de 2007, que trocamos pela de 2008, a que o enólogo presente gentilmente cedeu ao desafio. Finalmente, provamo-la e harmonizamo-la com uma comidinha. Estamos agora em condições de postar o veredicto.

A Cor é  rubi de média intensidade. O aroma é complexo, onde sobressaem frutos vermelhos, especiarias, algum vegetal, tabaco e um leve balsâmico a denotar frescura. Na boca, é fresco e sedoso, com taninos médios firmes, a deixarem um leve traço final de secura e até alguma amargura, embora nunca desagradável. O final é de média persistência.

Resumindo, muitíssimo mais equilibrado que a colheita do ano anterior, finalmente a fazer jus à marca que ostenta, mesmo sendo um entrada de gama.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Crasto Branco 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta do Crasto

Tipo:
Branco

Região: Douro

Castas: Gouveio, Roupeiro e Rabigato.

Preço Aprox.: 9€

Veredicto: A Quinta do Crasto é sinónimo de qualidade. Disso tivemos oportunidade de comprovar in loco, na visita efectuada e posteriormente colocada neste blogue AQUI. Os seus vinhos centram-se no segmento médio / alto e este Crasto Branco 2010, apesar de ser o único branco da Quinta do Crasto, apresenta um valor de venda a rondar os 10€.

Trata-se de um vinho que apresenta uma cor amarelo palha baça. Não tem qualquer madeira, apenas o estágio em Inox para lhe manter a frescura e apresenta um teor alcoólico idóneo, de uns agradáveis 12º. No nariz, aromas suaves a frutos tropicais, mineralidade e muita frescura que se adivinha. Na boca, é muitíssimo fresco em sintonia com os aromas experimentados. Tem uma enorme elegância e um conjunto muito envolvente que apetece beber e se bebe com agrado.  Apresenta uma boa estrutura e final de média persistência.

Este é daqueles vinhos que apetece beber neste verão, seja à conversa com amigos, seja a acompanhar uns pratos leves ou umas belas entradas. Pena que o seu valor, não permita consumi-lo às caixas...! Não que esteja desajustado, para a qualidade que apresenta, mas dado ser um vinho leve e de entradas, embora muito bem feito, pode não conseguir competir com outros néctares do mesmo valor, que apresentem outra complexidade.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes