quinta-feira, 9 de junho de 2011

Alvarinho International Wine Challenge - Premiados

Dos quase 70 Alvarinhos do mundo avaliados no “Alvarinho International Wine Challenge”, 14 obtiveram “Medalha de Ouro” e dez dos quais são portugueses. Neste particular destaque para os vinhos produzidos na sub-região de Monção e Melgaço, que foram os grandes vencedores.

Realce ainda para o facto de os restantes 4 vinhos distinguidos com ouro serem produzidos em Espanha, na região das Rias Baixas.

Por outro lado, conclui-se que a casta alvarinho plantada fora da sua região de origem ainda não conseguiu atingir o mesmo patamar de excelência da sub-região de Monção e Melgaço.

O “Alvarinho International Wine Challenge” foi organizado pelo Município de Melgaço, com o apoio da ViniPortugal e da Essência do Vinho.

Lista completa de premiados

Sérgio Lopes

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Altas Quintas 600 Branco 2010

Ano: 2010

Produtor: Altas Quintas, Lda.

Tipo:
Branco

Região: Alentejo

Castas: Verdelho, Arinto e Fernão Pires.

Preço Aprox.: 4,5€

Veredicto: Vinho cujo nome provém das vinhas que se encontram a 600 metros de altitude, inseridas num planalto que se desenvolve de forma única, na área do Parque de S. Mamede. A amostra que serviu de prova, foi gentilmente cedida, pela Raquel, a quem desde já agradecemos a amabilidade.

Trata-se de um vinho que apresenta uma cor citrina bem pronunciada. No nariz, aromas levemente florais, notas suaves citrinas e a frutos tropicais e alguma mineralidade que se encaixa no conjunto. Na boca, apresenta uma bela frescura, derivada da sua equilibrada acidez.  Apresenta uma boa estrutura e final de média persistência.

Acompanhamos o Altas Quintas 600 com um frango de churrasco e ligou lindamente. O picante da própria comida foi altamente potenciado (no bom sentido) pelo vinho, pelo que se supõe ser uma óptima companhia para entradas e pratos leves condimentados. À venda em supermercados e hipermercados.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes


terça-feira, 7 de junho de 2011

Prova HMR na Wine O' Clock Matosinhos

Decorreu no passado sábado, na Wine O' Clock de Matosinhos, a prova dos vinhos de gama média e média/alta da Herdade Monte da Ribeira, respectivamente denominados de Pousio e Quatro Caminhos. Existem ainda os entrada de gama denominados Varal, enquanto que os topo de gama se intitulam Marmelar.

A Herdade do monte da Ribeira situa-se no Concelho da Vidigueira, em Marmelar, e estende-se por uma área de aproximadamente 330 hectares, dos quais 55 hectares são pertencentes a vinha, que tem vindo a ser replantada e reconvertida na última década, com o objectivo da produção de vinhos de qualidade. Os enólogos responsáveis pela vinificação são Nuno Elias e Luís Duarte. A prova foi orientada pelo António Nora, director de vinhos da casa, tendo sido provados os seguintes vinhos:

Pousio Branco 2010
Antão Vaz, Roupeiro e Arinto. Trata-se de um branco jovem e fresco, com leves nuances de fruta tropical, simples e equilibrado, para apreciar nos dias quentes de verão que se avizinham. PVP 4,75€

Pousio Rosé 2010
Alfrocheiro, Aragonez e Syrah. Trata-se de um rosé, com aromas a cerejas e framboesas, fresco, mas apresentando alguma secura na prova. Não é o típico rosé doce. Um pouco gastronómico, mas talvez a precisar de um pouco mais de garrafa para estabilizar. PVP 4,75€

Pousio Tinto 2010
Trincadeira, Aragonez e Syrah. Trata-se de um tinto jovem e fresco, simples e descomplicado, fácil de beber, ainda que de curta duração. PVP 4,75€

Quatro Caminhos Branco 2010
Arinto e Antão Vaz. O salto qualitativo relativamente ao Pousio é bastante significativo. Aqui, para além da frescura e fruta tropical, aparecem notas citrinas e alguma mineralidade. Apresenta uma estrutura muito superior e um final bastante persistente. PVP 12,75€

Quatro Caminhos Tinto 2009
Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. O salto qualitativo relativamente ao Pousio é consideravelmente significativo. Aqui, há muito maior complexidade de aromas, nomeadamente a frutos silvestres,  intercalados com especiarias, mantendo uma assinalável frescura e um final bastante agradável.. PVP 12,75€

Quatro Caminhos Tinto Reserva 2009
Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. As mesmas castas que o anterior, só que neste caso, há a inclusão do estágio em madeira. Naturalmente, ganha em complexidade aromática, juntando-se o cacau e outros aromas derivados do contacto com a madeira bem integrada. Foi o vinho com a mior estrutura e final mais persistente de todos os provados.  PVP 18,75€

Em jeito de conclusão, foi uma prova interessante, em que os vinhos não deslumbraram, mas em que a diferença entre as duas gamas apresentadas foi evidente. Destaque para uma característica comum a todos eles, a enorme frescura apresentada.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Premiados do I Concurso de vinhos do Douro

O Castelinho Premium e o Messias Colheita 1966 obtiveram a melhor pontuação e conquistaram no passado dia 1 de Junho, no Peso da Régua, as medalhas de ouro de excelência do primeiro concurso de Vinhos Engarrafados da Região Demarcada do Douro.

Organizado pela Associação Empresarial -- Nervir e Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, o concurso contou com a participação de 120 vinhos.

O júri, constituído por enólogos portugueses e estrangeiros e por alguns especialistas de diversas áreas,  atribuiu as pontuações mais elevadas -- medalhas de ouro de excelência - na categoria DOC Douro ao Castelinho Premium Tinto 2007, da Castelinho Vinhos, S.A, enquanto que na categoria Portos destacou o Messias Colheita 1966, da Sociedade Agrícola e Comercial Vinhos Messias.

Este concurso teve ainda como objetivos promover os vinhos do Douro e Porto, estimular a produção de vinhos de qualidade, potenciar sinergias que ajudem à promoção dos vinhos durienses nos diferentes canais nacionais e internacionais e contribuir para a expansão da cultura do vinho.

Lista Completa de Medalhas Atribuídas

Sérgio Lopes

sábado, 4 de junho de 2011

Quinta do Pôpa

Com muito atraso, aqui está o comentário, justo e devido, à nossa visita à Quinta do Pôpa. A Quinta da Pôpa, trata-se de um jovem produtor, que conhecemos na essência do vinho e que posteriormente visitamos, no nosso périplo pelo Douro. Localizada no Coração do Douro, na região quente e seca do Cima Corgo, mais propriamente em Adorigo - Tabuaço, até 2008, era conhecida por Quinta do Vidiedo, antes de mudar para o actual nome. Com a mudança de proprietário e a consultadoria do enólogo Sir Luís Pato, tudo mudou e em pouco tempo a Quinta do Pôpa deu que falar.

A propriedade é constituída por cerca de 20 hectares de vinha, com as castas típicas encontradas no Douro. Destaque para um talhão de vinha velha de onde é produzido o magnífico Põpa VV, que se destaca dos demais. Aliás, a maior parte da vinha foi plantada recentemente face ao talhão de vinhas velhas, daí que se o VV se destaque de entre os demais. Contudo, a qualidade média é excelente. Mais uns anos de amadurecimento da vinha e seguramente os resultados serão ainda melhores.

Na nossa visita, conhecemos a adega construída propositadamente para o efeito, onde repousam as barricas de carvalho francês e as cubas de inox para brancos. Existe igualmente uma casa projectada para turismo de charme, que neste momento apenas é ocupada pelos proprietários e cedia a alguns amigos, mas que futuramente se tornará num projecto sério de rentabilização do espaço. A vista é esmagadoramente deslumbrante...! A visita terminou, como não podia deixar de ser com uma prova dos vinhos da Quinta do Põpa. Provamos todos à excepção do monocasta Tinta Roriz (TR 2007):

- Prefácio Tinto 2007
- Prefácio Branco 2008
- Prefácio Rosé 2009
- TN 2007 (monocasta Touriga Nacional)
- VV 2007
- TRePA 2007

De entre os seus vinhos, destaque o Pôpa VV 2007. Vinho produzido a partir de Vinhas Velhas com idade superior a 60 anos, das castas, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, este vinho estagiou em barricas de primeiro ano de 225 L. de carvalho Francês durante 4 meses. Magnífico. Pode ser visualizado o seu comentário AQUI. Destaque igualmente para o TRePA 2007, criado pela mente inovadora de Luís Pato, que nasce da junção entre as castas Tinta Roriz (oriundas da Quinta do Pôpa) e  BAGA (da Vinha Pan, de Luís Pato. Outro belo vinho, agora denominado de PAPO, uma vez que existiram alguns problemas com o registo da marca TRePA...

Aqui ficam algumas fotos da visita:

Vista deslumbrante sobre o Douro

Barricas de carvalho de envelhecimento

Garrafeira

Cubas de Inox
Resta-nos agradecer ao Stéphane Ferreira, pela visita e desejar-lhe as maiores felicidades, neste novo projecto.

Morada: Quinta do Pôpa, Lda. E.N. 222 - Adorigo 5120-011 Tabuaço
GPS: 41º 09’18.31” N
7º 35’ 48.98”  W
Telefone: 00351 - 915678498


Sérgio Lopes

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Burmester Branco 2009

Ano: 2009

Produtor: J. W. Burmester & Cª, S.A.

Tipo:
Branco

Região: Douro

Castas: Rabigato, Gouveio e Malvasia Fina.

Preço Aprox.: 4,99€

Veredicto: A casa Burmester é uma das casas mais antigas de produção de vinho do Porto. No final do milénio, é adquirida pela família Amorim, sendo que mais recentemente, mais propriamente em Junho de 2005, junta-se ao grupo Sogevinus. Entretanto, já se havia lançado na produção de vinhos de mesa, colheita e reserva, à semelhança do seu congénere Kopke. Falemos então do colheita branco.

Trata-se de um vinho que apresenta uma cor amarela pálida, quase esverdeada. No nariz, ressaltam aromas levemente florais, a fruta tropical - ananás, e também alguns citrinos - Toranja, Lima. Denota desde logo frescura. Na boca, confirma-se a frescura, através da boa acidez que se prolonga no palato e convida a uma boa comida. Apresenta uma boa estrutura de boca e final de média persistência.

Um vinho branco que se bebe por si só, mas que é bastante mais gastronómico que o Kopke, aguentando um bom peixe, por exemplo, saladas ou carnes brancas.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Festa do Vinho, Produtos Regionais, & Turismo

De 2 a 5 de Junho de 2011, vai realizar-se a VI edição da Festa do Vinho, Produtos Regionais, & Turismo, na cidade de Peso da Régua.

A exemplo de anos anteriores, este evento traz à Região importadores de vários países, com o principal objectivo de apoiar e dinamizar as exportações de vinhos e produtos regionais; ou seja possibilita aos produtores de vinhos e produtos regionais, o contacto com importadores de diversos países, sem sair da região.

A Festa do Vinho, Produtos Regionais & Turismo, decorrerá em Peso da Régua, no Espaço Multiusos, junto à Avenida do Douro, e está aberta ao público e com entrada gratuita, permitindo aos visitantes a descoberta dos sabores e aromas da Região. No mesmo espaço, decorrerão acções de animação.

Esta é já a VI edição do evento que contará este ano com o apoio da Revista de Vinhos que organizará provas de vinhos.

Sérgio Lopes