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terça-feira, 7 de junho de 2011

Prova HMR na Wine O' Clock Matosinhos

Decorreu no passado sábado, na Wine O' Clock de Matosinhos, a prova dos vinhos de gama média e média/alta da Herdade Monte da Ribeira, respectivamente denominados de Pousio e Quatro Caminhos. Existem ainda os entrada de gama denominados Varal, enquanto que os topo de gama se intitulam Marmelar.

A Herdade do monte da Ribeira situa-se no Concelho da Vidigueira, em Marmelar, e estende-se por uma área de aproximadamente 330 hectares, dos quais 55 hectares são pertencentes a vinha, que tem vindo a ser replantada e reconvertida na última década, com o objectivo da produção de vinhos de qualidade. Os enólogos responsáveis pela vinificação são Nuno Elias e Luís Duarte. A prova foi orientada pelo António Nora, director de vinhos da casa, tendo sido provados os seguintes vinhos:

Pousio Branco 2010
Antão Vaz, Roupeiro e Arinto. Trata-se de um branco jovem e fresco, com leves nuances de fruta tropical, simples e equilibrado, para apreciar nos dias quentes de verão que se avizinham. PVP 4,75€

Pousio Rosé 2010
Alfrocheiro, Aragonez e Syrah. Trata-se de um rosé, com aromas a cerejas e framboesas, fresco, mas apresentando alguma secura na prova. Não é o típico rosé doce. Um pouco gastronómico, mas talvez a precisar de um pouco mais de garrafa para estabilizar. PVP 4,75€

Pousio Tinto 2010
Trincadeira, Aragonez e Syrah. Trata-se de um tinto jovem e fresco, simples e descomplicado, fácil de beber, ainda que de curta duração. PVP 4,75€

Quatro Caminhos Branco 2010
Arinto e Antão Vaz. O salto qualitativo relativamente ao Pousio é bastante significativo. Aqui, para além da frescura e fruta tropical, aparecem notas citrinas e alguma mineralidade. Apresenta uma estrutura muito superior e um final bastante persistente. PVP 12,75€

Quatro Caminhos Tinto 2009
Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. O salto qualitativo relativamente ao Pousio é consideravelmente significativo. Aqui, há muito maior complexidade de aromas, nomeadamente a frutos silvestres,  intercalados com especiarias, mantendo uma assinalável frescura e um final bastante agradável.. PVP 12,75€

Quatro Caminhos Tinto Reserva 2009
Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. As mesmas castas que o anterior, só que neste caso, há a inclusão do estágio em madeira. Naturalmente, ganha em complexidade aromática, juntando-se o cacau e outros aromas derivados do contacto com a madeira bem integrada. Foi o vinho com a mior estrutura e final mais persistente de todos os provados.  PVP 18,75€

Em jeito de conclusão, foi uma prova interessante, em que os vinhos não deslumbraram, mas em que a diferença entre as duas gamas apresentadas foi evidente. Destaque para uma característica comum a todos eles, a enorme frescura apresentada.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Prova Riedel na Wine O'Clock Matosinhos


Foi no passado sábado que decorreu mais uma prova na Wine O' Clock de Matosinhos. Desta feita, uma prova especial e diferente, realizada com o intuito de provar bons vinhos em copos adequados para o efeito. Assim, foram colocados ao nosso dispor, 4 diferentes copos RIEDEL, e neles servidos 4 diferentes vinhos. Foi um enorme privilégio participar nesta prova, uma vez que consistiu numa verdadeira lição. Cada vinho foi servido no seu copo mais apropriado e de seguida ia sendo despejado para os restantes copos, um a um, para identificarmos as diferenças. E de facto são muitas, isto é, mesmo um grande vinho, necessita de um grande copo, adequado às suas características, para se mostrar em todo o seu esplendor.

Os 4 copos / 4 vinhos apresentados foram os seguintes:

MODELO DE COPO / TIPO VINHO:

Copo Riedel Riesling – Contacto Alvarinho 2009 (Anselmo Mendes)

Copo Riedel Chardonnay – Marques Casa Concha Chardonnay 2008 (Concha Y Toro)

Copo Riedel Touriga Nacional – Chryseia 2008  (Symington)

Copo Pinot Noir – Falorca Reserva 2004 (Quinta da Falorca)


Ficou portanto, bem claro, volto a frisar, a importância do copo adequado, ao vinho adequado. Assim, resumidamente, para vinhos brancos frescos, directos e menos complexos, deve ser utilizado o modelo Copo Riedel Riesling (ou equivalente). Para brancos encorpados, gordos, complexos e volumosos (muitas vezes com madeira presente) devemos optar pelo modelo Copo Riedel Chardonnay (ou equivalente). Para tintos reserva, vinhos de guarda, com longo estágio em madeira e (porque não garrafa)com muita complexidade, utilizar Copo Pinot Noir (ou equivalente). Finalmente para tintos que expressem toda a sua fruta vibrante e carácter jovem, ainda que possam ser complexos, optar pelo Copo Riedel Touriga Nacional (ou equivalente).
No final da prova, ainda tivemos a possibilidade de degustar os seguintes vinhos:


Parcela Única Alvarinho 2009
Post-scriptum 2008
Cavalo Maluco 2007
Herdade do PortoCarro 2006
Marques Casa Concha Cabernet Sauvignon 2008

Quanto aos vinhos, os nossos destaques vão para o: Chryseia 2008, que no copo onde foi servido estava simplesmente esplenderoso, completamente potenciado, na sua fruta a lembrar vinho do Porto, frescura, elegância e persistência; Os dois vinhos provados de Anselmo Mendes, Contacto e Parcela Única, dois belos alvarinhos que estão aí para durar, onde a grande mineralidade é a sua principal característica; Falorca Reserva 2004, da Quinta da Falorca, um vinho do Dão, com uma frescura enorme, seguramente capaz de rivalizar com os melhores tintos do mundo; Finalmente, Cavalo Maluco 2007 e Herdade do PortoCarro 2007, do produtor Herdade do Portocarro, de Terras do Sado, vinhos muito bons, com uma frescura e equilíbrio surpreendentes. Para mim, a grande surpresa da prova.

Relativamente à prova, fantástica. Relativamente aos vinhos, todos de uma qualidade assinalável.


Sérgio Lopes

domingo, 1 de maio de 2011

Prova Quinta do Noval na Wine O' Clock


Decorreu ontem, na Wine O' Clock de Matosinhos, a prova do produtor Quinta do Noval. Embora já conhecessemos alguns dos vinhos em prova e inclusivé termos degustado algumas das novidades na passada edição do evento Essência do Vinho, ontem tivemos o prazer e privilégio de efectuar uma prova com os vinhos servidos à temperatura correcta e com o devido enquadramento de cada um deles.

A prova foi orientada pela Rute Monteiro. Provaram-se 10 vinhos, 6 dos quais de mesa, e 4 vinhos do Porto.

Maria Mansa Branco 2010
Vinho produzido a partir das castas brancas tradicionais do Douro, sem madeira, ou seja, apenas com passagem por Inox. Fresco e agradável, com um preço a rondar os 7€.

Maria Mansa Tinto 2007
Tal como o branco, é produzido a partir das castas tintas tradicionais do Douro e com estágio em Madeira de 2º e 3º ano, de cerca de 1 ano e meio. Este vinho é feito recorrendo a uvas compradas a lavradores. Podem ver o comentário a este vinho no Blogue.

Cedro de Noval 2007
Produzido a partir das castas tintas tradicionais do Douro, com a novidade da adição de cerca de 25% da casta Syrah, no seu lote. Pela prova percebe-se que funciona lindamente no conjunto, traduzindo-se num vinho com a tipicidade do Douro, mas muito fresco e agradável.

Labrador Syrah 2007
100% Syrah, no Douro. Uma grande novidade, um vinho extreme de uma casta que não é usual no Douro. O resultado é surpreendente, pautando-se por um vinho muito fresco e macio, em que a casta Syrah aparece num registo menos exuberante, o que torna o vinho extremente agradável, elegante e nada enjoativo.

Quinta do Noval 2007
Vinho mastigável e poderoso. Um clássico da Noval, em grande forma.

Quinta do Noval 2008
Ainda mais mastigável e poderoso que o 2007. Cheio de fruta, pronta a explodir, muito fresco e com um final magnífico e muito longo.

Porto Tawny 10 anos
Este tawny já é um dos nossos velhos conhecidos, pois tentamos ter sempre um exemplar destes em casa... Trata-se de um excelente Tawny 10 anos, com um aroma bastante complexo, um sabor muito agradável e excelente final. Para mim, é o standard dos Portos Tawny 10 anos.

Noval Black
Segundo a Rute, este produto nasceu de uma necessidade de mercado nos EUA. Trata-se de um blend de LBVs, algo equivalente a um Finest Reserve.  Muito fácil de beber, descomplexado, tendo como alvo o público jovem, numa tentativa de desmistificar o conceito de que se tem de ter alguma idade para beber Porto. Confesso que não é dos meus preferidos, mas admito que cumpre o seu propósito. Vale a pena igualmente aceder ao site do produto, pois está muito interessante e moderno.

LBV 2004 Unfilttered
Típico LBV, com a fruta a mostrar-se, num conjunto elegante e muito sumarento. Para quem não pode beber vintage todos os dias, este exemplar é uma excelente alternativa de qualidade. Trata-se de um produto não filtrado, o que significa que ainda se encontra mais próximo de um Vintage.

Quinta do Noval Vintage 2008
O que dizer deste vintage? Simplesmente fenomenal. Vibrante, explosivo, enche a boca, com a sua potência e vigor. O final é interminável e a pedir para beber mais e mais... Pena que o seu preço ronde os 100€ a garrafa. Quem puder cometer essa loucura, que não pense duas vezes....


Sérgio Lopes

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Prova Quinta do Pinto na Wine O' Clock Matosinhos


Sábado, pelas 12h30min., decorreu mais uma prova na Wine O' Clock de Matosinhos. Desta feita, incidiu sobre os vinhos da Quinta do Pinto, produtor revelação do ano, segundo João Paulo Martins.

Localizada na região de Alenquer,a Quinta do Pinto é uma empresa familiar criada em 2003 por António Cardoso Pinto, que esteve presente a fazer a introdução e explicar um pouco a história do projecto, deixando de seguida a prova entregue ao leme da filha Rita Cardoso Pinto, responsável actualmente pelo projecto.

Provaram-se 6 vinhos, sendo que o primeiro e o último provados,  não estão disponíveis para venda:

Branco Sauvignon Blanc 2010

Um vinho que segundo Rita Cardoso Pinto surgirá muito em breve no mercado. Um Sauvignon Blanc diferente, com um nariz algo novo mundo, em contraste com a boca mais europeia. Agradável.

Branco Viognier- Chardonnay 2007

Um vinho feito com viognier e chardonnay em partes iguais (50%). Muito bem feito, harmonioso e aveludado. O vinho mais consensusal.

Branco Reserva 2008

Um grande vinho branco, feito com uma mescla de castas oriundas da Cote Dû Rohne. Muito gastronómico e muito recomendável.

Tinto Merlot - Syrah 2008

Este foi o vinho que mais me causou estranheza. No nariz achei-o muito diferente da boca. Aromas muito agradáveis, mas depois acho que perde algo na boca. Não me satisfez completamente, Talvez tenha de o beber outra vez e com comida para realmente ter a certeza.

Tinto Touriga Nacional 2008

Um Touriga Nacional diferente mas muito agradável, embora algo verde e com muito para dar.

Tinto Tinta Miúda Reserva 2003

A surpresa reservada para a prova. Um tinto monocasta de 2003, extreme de Tinta Miúda. Aroma fabuloso, na boca muita complexidade, taninos fortes - no auge para ser bebido. Pena que quase já não existe... Como disse a Rita:"Um vinho para homens de pêlo no peito...!". Muito bom.

No geral, foi uma prova muito agradável a mostrar um projecto feito com paixão e com carácter diferenciador, quanto mais não seja por trazer as castas de Cote Du Rohne, para Alenquer.