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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Em Prova: Casas Altas Riesling 2018

José Madeira Afonso nasceu em Coimbra, mas desde cedo se enamorou por Souropires, perto de Pinhel, onde passava longas temporadas em casa da avó materna. Médico de profissão, as viagens lá fora permitiram o convívio com grandes connaisseurs, que provavam e estudavam tudo o que de melhor se fazia no mundo. Por isso na quinta encontra se plantada uma pequena parcela de Riesling em homenagem aos grandes brancos desta casta de Mosel ou da Alsacia. Que me perdoe o professor Virgílio Loureiro mas hoje vou recorrer a metáforas sensoriais para descrever este delicioso vinho.

No nariz super complexo com algumas notas ligeiras de petrolados, melado floral e muita mineralidade com alguns traços herbáceos. Boca super fresca, de corpo médio, mas com uma acidez salivante equilibradíssima que lhe confere um final longo. Foi um pairing extraordinário para o sushi, limpando o palato do arroz, peixe, molhos, soja, wasabi e gengibre. A garrafa terminou. Pvp 10eur.

Um belo exemplar da casta em Portugal em profundo equilíbrio.
facebook.com/contrarotulo

Sérgio Costa Lopes

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Em Prova: Toroa Riesling 2014

O enólogo Henrique Cizeron viajou e trabalhou em várias regiões, incluindo por exemplo a Nova Zelândia, onde ainda produz a marca Toroa e do qual existem dois brancos - um riesling e um gewurtz e um tinto feito de Pinot Noir. 

O Toroa Riesling 2014, à semelhança do Pinot Noir, por exemplo, provado aqui, mostra a expressão da casta. Com fermentação e posterior estágio em barrica muito velha por 7 meses, apresenta um nariz com um misto de notas de fruta branca, com ligeiros toques melados e um levezinho petrolado, típicas desta casta. A boca é fresca, cremosa, com um excelente balanço entre o açúcar residual e a elevada acidez, contribuindo para um vinho arredondado pela madeira, terminando com um final agradável. Bom exemplar da casta no "novo mundo". Versátil à mesa, embora com os seus 12,5 graus de alcool, apontaria para pratos mais leves ou de cozinha asiática, por exemplo. PVP: 12€. Garrafeiras.

Sérgio Costa Lopes

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Em prova: Toroa Riesling 2010

Do produtor do Duriense responsável pelos vinhos Cinetica, provei um riesling, muito curioso. Não é português, mas sim da Nova Zelândia e de 2010! Trata-se de um blend de duas parcelas de sub-regiões diferentes (solos de xisto e argila), com fermentação e estágio em barrica "sur lies" e posteriores 11 meses em garrafa.

Pouco alccol (12º), muita frescura e uma bela acidez é o cartão de visita, aliado a uma complexidade que advém dos quase 8 anos que possui, com notas petroladas e herbáceas deliciosas, num corpo e final condizente. Muito bem. 

Uma curiosidade da qual existem pouquíssimas garrafas no produtor. PVP: 15€ Disponibilidade: Algarwines.

Sérgio Lopes