quarta-feira, 9 de março de 2011

Dalva Colheita 1995

Ano: 1995

Produtor:
C. da Silva

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 17€

Veredicto:  Ora aí está mais um colheita, lançado pela C. Da Silva e que curiosamente esteve em prova na Essência do Vinho. Eu já o conhecia e já tinha adquirido uma garrafita na loja da Dalva, no Cais de Gaia. Pois bem, acabou-se ontem.

Trata-se do colheita 1995, com uma imagem renovada e mais apelativa (aliás comum a todos os vinhos da casa),  a custar cerca de metade do valor, do  fantástico colheita 1985, mas igualmente muito bom. Como sempre, os vinhos colheita Dalva são elegantes e finos, com uma acidez que lhe confere uma frescura notável, enfim, uma delícia. Envelhecido em barricas de carvalho francês, por um período mínimo de 7 anos, na boca, para além do bom volume e do final persistente, notam-se os frutos secos (também presentes no aroma), característicos deste tipo de vinho.

Mais um colheita muito agradável, com óptima relação qualidade-preço e que dá um prazer imenso a degustar.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

terça-feira, 8 de março de 2011

Quinta Vale D. Maria 2002

Ano: 2002

Produtor:
Lemos e Van Zeller

Tipo:
Tinto

Região: Douro

Castas: Proveniente de uma variedade de Vinhas Velhas.

Preço Aprox.: 30€


Veredicto: Adquiri esta garrafa numa pequena loja especializada, no ano passado. Era filha única e como vi que se encontrava em bom estado de conservação e a bom preço, decidi trazê-la. Sou um grande apreciador dos Quinta Vale D. Maria mais recentes, nomeadamente as colheitas de 2007 e 2008, pelo que estava extremamente curioso em conhecer o perfil do 2002. Apesar de 2002 não ser um ano consensual, a marca do vinho, bem como o nome Cristiano Van Zeller, deu-me a segurança necessária para arriscar esta compra.

Esperei... até a comida e o momento serem os oportunos para a beber. E esse momento chegou, no sábado passado. Após a maratona de quase 3 dias na Essência do Vinho, decidimos terminar o desfile de provas, em beleza, degustando o Quinta Vale D. Maria 2002 acompanhando um borrego assado no forno, bem tenrinho...

E que maravilha...! Muito diferente dos 2007 e 2008, mas igualmente muito bom. A começar pelo aspecto, de um vermelho menos carregado, talvez fruto do crescimento em garrafa. Um aroma mais contido, mas muito complexo, onde predominam as especiarias e a fruta vermelha. Na boca, o que perde em poder para o seu congénere de 2008, ganha em elegância. O paladar é rico e muito saboroso, com taninos marcantes, mas nunca agressivos que deixam um final longo e de uma persistência muitíssimo agradável.

Na minha humilde opinião, estará eventualmente no ponto para ser bebido e é bastante interessante poder compará-lo com as colheitas mais recentes. Uma coisa é certa, a bitola da qualidade alta mantém-se! Recomendável.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

segunda-feira, 7 de março de 2011

Essência do Vinho 2011

Terminou ontem mais uma edição do evento "Essência do Vinho", que decorreu mais uma vez no palácio da Bolsa e que se traduziu numa mostra alargada dos mais variados vinhos e produtores de Portugal.

Este ano, passamos pelo evento 5ª feira, 6ª feira e sábado, seleccionando em cada dia alguns néctares que queríamos mesmo provar. Basicamente, 5ª feira fomos mais para provar Brancos, 6ª feira, maia para provar tintos e as duas horitas de sábado para os Portos generosos. Estava planeado mais ou menos ser desta forma, embora, não tenha sido exactamente assim, uma vez que em todos os dias se fectuaram algumas misturas...

Provram-se realmente grandes vinhos, umas quantas boas surpresas e algumas desilusões.

Das desilusões, não vou falar. Prefiro destacar (do que me lembro) o que realmente merece destaque:

Brancos

- Quinta da Sequeira 2010
- Dalva Reserva 2010
- Carm Rabigato
- Quinta dos Carvalhais Encruzado
- Paço dos Cunhas de Santar, Vinha do Contador
- Pêra Manca 2009

Tintos

- Quinta da Sequeira Grande Reserva 2008
- Alves de Sousa Abandonado
- Charme Niepoort
- Vinha de Lordelo Quinta da Gaivosa
- Cedro de Noval
- Quinta de Noval
- Quinta do Vale Meão
- Quinta da Chinchorra Grande Reserva
- Chriseya
- Scala Coelli
- Quinta Vale D. Maria 2008

Generosos- Porto

- Quinta do Vale Meão 2008
- Quinta do Noval Vintage 2008
- Messias Colheita 1977
- Kopke Colheita 1981
- Real Companhia Velha 20 anos
- Quinta Nova Nossa Senhora do carmo Vintage 2008
- Kopke Quinta de S. Luíz Vintage 2008
- Dalva Vintage 2008
- Andresen White 20 years.

Se me lembrar de mais alguns, acrescento...


O MEU TOP 3:

1. Quinta do Noval Vintage 2008. SOBERBO
2. Quinta do Vale Meão Vintage 2008 IGUALMENTE MUITO BOM.
3. Quinta do vale Meão Tinto 2008 O MELHOR VINHO EM PROVA

Para o ano, há mais...!

Sérgio Lopes




sexta-feira, 4 de março de 2011

Cabeça de Burro Branco 2009

Ano: 2009

Produtor:
Caves Vale do Rodo

Tipo: 
Branco
Região: Douro

Castas: Malvasia Fina, Rabigato, Fernão Pires.

Preço Aprox.: 5€ a 6€

Veredicto:  Aparentemente este vinho, tanto o tinto, como o branco, só são produzidos em anos de excepcional qualidade. Talvez seja apenas marketing, uma vez que me parece um vinho competente, mas não mais do que isso. Produzido a partir das castas Malvasia Fina, Rabigato, Fernão Pires, não tem qualquer estágio em madeira.

No copo, cor citrina brilhante, mas quase translúcida.

No nariz, levemente floral e com apontamentos cítricos. Boa frescura.

Na boca, aroma muito leve e suave, volume de boca médio com final boca satisfatório, mas algo curto.

Um vinho claramente de aperitivo ou como acompanhamento de pratos leves de peixe. Na minha opinião, com um valor desajustado à qualidade que apresenta.

Classificação Pessoal: 14


Sérgio Lopes

quinta-feira, 3 de março de 2011

Esporão lança primeiros vinhos do Douro

O Esporão apresenta ao mercado os vinhos da Quinta dos Murças, Reserva 2008, Assobio 2009 e Tawny 10 anos, marcando o início de um projecto onde pretende contribuir para a realização do enorme potencial daquela região vitivinícola. Todos os vinhos têm origem na Quinta dos Murças, propriedade emblemática com 156 hectares situada perto da aldeia de Covelinhas, no coração da região vitivinícola, com 60 hectares de vinha e propriedade da empresa desde 2008.

Uma visão inovadora sobre o Douro

Em praticamente todas as áreas deste projecto foram formuladas e implementadas soluções inovadoras: O método de plantação e maneio das vinhas permitirá a não utilização de herbicidas, o projecto de paisagismo em curso ajudar a controlar de forma natural eventuais pragas, à utilização da água das minas será utilizada para o controlo da temperatura das áreas de stockagem na adega, o perfil enológico dos vinhos recorrendo à utilização de diferentes tipo de barricas incluindo de carvalho Português, rolhas certificadas FSC e, finalmente, a estratégia de marketing e lançamento dos vinhos que culminou na realização de dois filmes documentais sobre a região, o vinho e a Quinta dos Murças.


Quinta dos Murças: Os vinhos

Assobio 2009 - Produzido com base nas castas nativas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, provenientes de solos xistosos característicos desta região, este vinho fez estágio parcial em barricas de carvalho antes de ser engarrafado em Novembro de 2010.

Reserva 2008 - Nasceu nas vinhas velhas a 100 m e 380 m de altitude, viradas a sul e sudoeste, em solos xistosos, respeitando a natureza e seguindo uma agricultura sustentável. Na adega, as uvas foram escolhidas manualmente, pisadas a pé em lagares de granito e prensadas numa antiga prensa vertical. Depois do estágio em barricas de carvalho, o vinho foi engarrafado em Fevereiro de 2010.

Tawny 10 Anos -  Este tawny foi produzido com uvas de qualidade superior (letra A), colhidas na Quinta dos Murças. No 3º dia nos lagares, onde as uvas foram pisadas pelo tradicional processo de “pisa a pé”, foi adicionada aguardente vínica. Os lotes envelheceram em pipas usadas, por um período médio de 10 anos e beneficiando da frescura natural da cave da quinta.

Um projecto que me parece bastante interessante e para ir acompanhando muito de perto...


Sérgio Lopes

quarta-feira, 2 de março de 2011

Apegadas Qta Velha 2007 - Prova à Quinta


- O blogue interessado lança um desafio, de provar um vinho associado a determinada temática, sempre no último dia do prazo que será obviamente uma Quinta Feira.
- O blogue que lançar o desafio fica responsável por recolher todas as notas de prova dos restantes blogues e fazer no final um apanhado com algumas conclusões, nada de muito extensivo apenas o básico e interessante da coisa.
- Os blogues que participam afixam a sua nota de prova com a foto alusiva, para melhor se identificar dos restantes artigos colocados. Convém dar uma pequena explicação sobre os motivos da escolha de cada um para cada desafio.
- Após ser lançado o desafio, os bloggers têm 15 dias para responder, passado esse prazo voltamos ao primeiro passo e um outro blogue poderá lançar novo desafio.
- Convém dizer que a escolha dos vinhos é livre e da responsabilidade de cada blogue, desde que respeite os objectivos colocados.
- Esta iniciativa é aberta à participação de todos os leitores dos blogues participantes.

O primeiro desafio surgiu por parte do blogue Copo de 3, que desafiou os outros blogues e seus leitores a apresentar um tinto de perfil clássico, proveniente de uma região de Portugal

Escolhi o vinho tinto do Douro, Apegada Quinta Velha, 2007.


Ano: 2007

Produtor: Quinta das Apegadas, Sociedade Agrícola, Lda

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca

Preço Aprox.: 7,75€

Veredicto: Provei uma garrafa deste vinho há alguns meses atrás e não se mostrou tão esplendorosa como a que abri ontem. Com um estágio mínimo de 12 meses em barricas de Carvalho francês, criado pelo enólogo Rui Cunha, é claramente um tinto que evolui em  garrafa. Ontem mostrou-se extremamente equilibrado, suave e harmonioso, sem deixar de apresentar toda a sua potência e estrutura duriense. É também produzido a partir de castas autóctones, típicas do Douro, como a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca  Por isso, pode ser considerado um exemplar digno dos perfis clássicos dos tintos do Douro.

Vejamos,

No copo apresenta, boa profundidade de cor ruby intensa, aspecto límpido e lágrima abundante.

No nariz, aromas complexos e intensos a frutos vermelhos, leve tostado e alguma especiaria.

Na boca, um vinho muito saboroso, frescura e acidez no ponto, grande estrutura com taninos suaves mas firmes, final longo e persistente

Recomendável.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

terça-feira, 1 de março de 2011

III Prova de vinhos da Região de Setúbal no Parlamento


Decorre na próxima 5ª feira, dia 3 de Março, a III Prova de Vinhos da Região de Setúbal. Promovida pelo deputado do PSD Luís Rodrigues, decorrerá no Restaurante do Edifício Novo, no Palácio de S. Bento, pelas 18h30min.

Neste momento está confirmada a presença de dezena e meia de produtores.

Serão provados mais de quarenta vinhos de categoria premium entre brancos, tintos, espumantes e moscatéis.

As casas produtoras são: José Maria da Fonseca, Herdade de Rio Frio, Damasceno, Cooperativa Agrícola de Pegões, Herdade de Portucarro, Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz, Maló /Tojo, Casa Agrícola Horácio Simões, Casa Ermelinda Freitas, Quinta do Alcube, Venâncio da Costa Lima, SIVIPA, Soberanas, António Saramago, Adega Cooperativa de Palmela, Herdade da Comporta.

Esta iniciativa que o Deputado do PSD eleito por Setúbal, promove, é realizada mais uma vez em articulação com a Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal, região que, em 2010, se consolidou como a terceira região que mais vinhos vende no mercado interno, tendo inclusive crescido 13%, apesar da estagnação do mercado nacional.

Sérgio Lopes