quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Lavradores de Feitoria Tinto 2007

Ano: 2007

Produtor: Lavradores de Feitoria.

Tipo:
Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca

Preço Aprox.: 3€

Veredicto: Após uma semana com uma espécie de gripe, ou virose, que me deixou com febre, tosse, sem cheiro e paladar e sem... beber vinho, finalmente consegui voltar um pouco à normalidade. Decidi abrir este Lavradores da Feitoria Tinto de 2007, uma vez que pretendia um vinho leve para acompanhar o bifinho de vaca grelhado e também por o meu palato ainda não estar a 100% e necessitar de ser novamente treinado...

No copo apresenta cor vermelha viva e brilhante.

No nariz, o aroma é limpo e elegante, balanceado entre as notas de fruta vermelha madura e algum vegetal bem pronunciado.

Na boca, é equilibrado, de corpo e final de boca médios.

Simples leve, bem feito, com taninos suaves, mas talvez o carácter vegetal se sobreponha um pouco no conjunto, deixando a sensação de alguma secura final.

Classificação Pessoal: 13

Sérgio Lopes

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Diálogo 2007

Ano: 2007

Produtor: Dirk Niepoort

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro

Preço Aprox.: 6 a 7€

Veredicto: Provavelmente, muita gente estará em desacordo, mas tenho de ser verdadeiro comigo próprio e este vinho para nós, foi uma enorme desilusão. Um vinho feito por Dirk Niepoort será sempre alvo de grande expectativa, mesmo sendo um entrada de gama, como é o caso do Diálogo.

O vinho provém de um blend das castas tradicionais do Douro, estagiadas maioritariamente em cubas de inox, sendo que apenas cerca de 20% do lote teve um estágio de 12 meses em barricas usadas de carvalho francês.

A Cor é  rubi de média intensidade. O que eu não gostei: No nariz, apesar da fruta evidente, senti calaramente o álcool a sobrepor-se e acreditem que antes de efectuar este comentário abri mais do que uma garrafa, decantei, não decantei... alterei temperaturas de serviço, enfim, nada, álcóol sempre muito presente. Na boca, um vinho com final de boca muito curto e pouco encorpado. 

Resumindo, não achei um vinho minimamente equilibrado e muito menos a fazer juz ao (elevado) preço, face à sua qualidade e marca Niepoort.

Classificação Pessoal: 12,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Quinta das Lamelas 10 Years Old White Porto

Ano: -

Produtor:
José António Da Fonseca Augusto Guedes, Unip., LDA

Tipo:
Vinho do Porto -  Branco Envelhecido

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 12€

Veredicto: Com a moda recente dos vinhos do Porto branco envelhecidos, chega-nos este Quinta das Lamelas, branco, envelhecido 10 anos em barricas de carvalho. Proveniente de um pequeno produtor, nomeadamente José António Da Fonseca Augusto Guedes, a.k.a. Casa da Quinta das Laranjeiras, trata-se de uma empresa familiar com tradições seculares na feitura de vinho, que remontam a 1836. Localizados em Cambres, Lamego, orgulham-se da manufactura dos seus vinhos à maneira mais tradicional.

O Quinta das Lamelas, Old White, 10 years , apresenta-se em garrafas de 0,5 litros.

No copo apresenta cor branca dourada. No nariz, sobressai um aroma complexo a frutos secos, tais como amêndoa, avelã e figos. Na boca é encorpado, vivo e fresco com um final longo e bastante doce.
Pode ser encontrado facilmente no El Corte Inglês.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quinta do Regueiro Reserva 2009

Ano: 2009

Produtor:
Quinta do Regueiro

Tipo:
Verde

Região: Sub-Região de Monção e Melgaço

Castas: Alvarinho.

Preço Aprox.: 9€


Veredicto: A Quinta do Regueiro, situada em Melgaço,  é constituída por um conjunto de pequenas parcelas, ocupando uma área total de 6ha, tendo iniciado em 1988 a reestruturação das suas vinhas, onde apostou definitivamente na casta Alvarinho. Só em 1999 e após trabalho longo e árduo, nasce a marca registada Quinta do Regueiro, da qual experimentei o reserva 2009, 100% Alvarinho.

No copo apresenta cor citrina. No aroma, grande complexidade, onde se destacam de forma profundamente equilibrada as notas frutadas e florais. Na boca, apresenta uma frescura notável, aliada a uma acidez vincada que nunca deixa sobrepor os 13º de álcool.

Um alvarinho encorpado e com final de boca prolongado e persistente que dá imenso prazer a beber.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fronteira Selecção de Enólogo 2007

Ano: 2007

Produtor: Companhia das Quintas

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: Ora aí está mais um belo tinto do Douro. Produzido pela Companhia das Quintas, que detém várias quintas por todo o país: Quinta da Fronteira(Douro), Quinta do Cardo ( Beira Interior), Quinta de Pancas (Alenquer), Quinta da Romeira (Bucelas), Quinta de Pegos Claros (Palmela), Quinta da Farizoa(Alentejo) e Caves Borlido( Bairrada), naturalmente, este Fronteira, selecção do enólogo é de uvas da Quinta da Fronteira, no Douro.

De cor com uma concentração bastante acentuada de vermelho vivo, no nariz apresenta aromas a fruta madura e especiarias, combinadas de forma bastante equilibrada. Na boca é um vinho bastante encorpado, ainda que delicado no gosto, com taninos bem vincados, mas nunca exagerados e com final de boca prolongado e muito saboroso.

Um vinho potente, com garra e que dá prazer a beber, que nos agarra de início ao fim.

Acompanhei-o com uma espetada de vaca, grelhada. Bela combinação!

Nota: O Fronteira "normal" também é uma óptima opção. Não tão encorpado e delicado como o "selecção de enólogo", pois é mais directo, mas ainda assim uma óptima escolha para o dia-a-dia, uma vez que o seu preço, normalmente ronda os 3€/ garrafa. Classificação:15.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Quinta dos Currais Reserva 2003

Ano: 2003

Produtor:
Quinta dos Currais 

Tipo:
Tinto

Região: Beira Interior

Castas: Touriga Nacional, Castelão, Tinta Roriz e Jaen

Preço Aprox.: 8€

Veredicto: A Quinta dos Currais está situada na Cova da Beira, portanto na região da Beira Interior, com 130 hectares de vinhedos em solos xistosos. De uma consulta ao site da quinta, percebe-se que existe uma intenção de melhoria na feitura dos vinhos, numa região muito menos mainstream que Douro, Alentejo, ou Dão, por exemplo, e até existem algumas alusões a menções internacionais relativamente a alguns dos seus vinhos. Contudo, não fiquei particularmente agradado com o tinto reserva 2003.

Produzido à base das castas Touriga Nacional, Castelão, Tinta Roriz e Jaen, estagia 18 meses em carvalho francês e 12 meses em garrafa.

Trata-se de um vinho bem concentrado, com os taninos equilibrados, apesar de ser algo agressivo na prova e um pouco alcoólico. Talvez de perfil um pouco à moda antiga. Apesar de mencionar no rótulo que ganhará propriedades se o guardarmos, achei-o um pouco desgastado, com a agravante de no dia a seguir à prova mostrar claros sinais de oxidação, o que o tornou impossível de beber.
Pelo preço, na minha opinião, há claramente outras escolhas bem melhores.
Classificação Pessoal: 11,5

Sérgio Lopes

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Qual a melhor região vinícola portuguesa?


E a região vencedora foi a região Duriense, resultado da votação efectuada pelos visitantes d'O Enófilo Principiante, na sondagem de Janeiro. Confesso, que vai de encontro igualmente à minha preferência.

Nas segundas e terceira posições, ficaram respectivamente as regiões do Alentejo e do Dão.

A região do Douro recolheu 41% dos votos, seguida do Alentejo com 22% e finalmente a região do Dão com 16% das preferências. As restantes regiões tiveram um peso residual nas votações.

A sondagem teve um total de 31 votos.

Obrigado a todos pela participação.

Sérgio Lopes