segunda-feira, 9 de maio de 2016

Vinhos da Península de Setúbal: Melhores Vinhos 2016

Foram 41 os vinhos premiados no XVI Concurso de Vinhos da Península de Setúbal. Os resultados foram revelados, na passada 5ª feira, na cerimónia de entrega de prémios que decorreu no Castelo de Palmela. São 13 medalhas de ouro e 28 medalhas de prata. Dos vinhos medalhados emergiram ainda cinco distinções de Melhor Vinho a concurso nas categorias Branco, Rosado, Tinto, Generoso e Melhor Vinho – o mais pontuado nesta edição. O Concurso de Vinhos da Península de Setúbal é organizado anualmente pela Comissão Vitivinícola Regional da Península de Setúbal (CVRPS). Este ano o Concurso de Vinhos da Península de Setúbal recebeu 133 amostras para prova, de 18 produtores da região.

O Moscatel Roxo de Setúbal SIVIPA Superior 10 Anos, da SIVIPA Soc. Vinícola de Palmela, arrecadou os títulos de Melhor Vinho e Melhor Vinho Generoso e partilha os desejados troféus com os vinhos tranquilos Quinta Do Monte Alegre, Alicante Bouschet 2013  – Melhor Vinho Tinto  - da Fernando Santana Pereira, com o Adega de Pegões Colheita Seleccionada 2014 - Melhor Vinho Branco  - da Adega de Pegões, e com o Terras do Pó 2015  – Melhor Vinho Rosado da Casa Ermelinda Freitas.

O júri, composto por técnicos das várias regiões vitivinícolas portuguesas, Associação Portuguesa de Enologia, Associação de Escanções de Portugal e ASAE, imprensa da especialidade e representantes da restauração, num total de 22 provadores, esteve dois dias em provas na Casa Mãe da Rota dos Vinhos da Península de Setúbal, em Palmela.

Sérgio Lopes (in Press Release)

Melhores Vinhos Verdes 2016

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) divulgou no passado dia 29 de Abril, os "Melhores Verdes 2016", incluindo as seis referências que vão ser os "embaixadores" da região nortenha durante as acções de promoção externa previstas para este ano: QG Avesso Colheita Seleccionada 2015; Quinta das Alvaianas Alvarinho Colheita Seleccionada 2015; Quinta das Pereirinhas Alvarinho Superior 2015; Quinta de Gomariz Grande Escolha 2015; Reguengo de Melgaço Alvarinho 2015; e Terras de Monção Alvarinho 2014.

Para além destes, os 12 vinhos Prémio Ouro em cada categoria são: Portal da Calçada Reserva 2015 (Vinho Verde Branco); Conde Villar 2015 (Vinho Verde Rosado) ; Tapada dos Monges Escolha 2015 (Vinho Verde Tinto); Reguengo de Melgaço Alvarinho 2015 (Vinho Verde Alvarinho);Entre Margens Arinto Colheita Seleccionada 2015 e Quinta do Monte Arinto Reserva 2015 (Vinho Verde Arinto) ; Quinta de Linhares Avesso 2015 (Vinho Verde Avesso); Quinta D’Amares Loureiro 2015 (Vinho Verde Loureiro); Santa Cristina Azal 2015 (Vinho Verde de Casta) ; Espumante Muralhas de Monção Branco 2012 (Espumante de Vinho Verde) ; Aguardente Vínica Adega de Ponte de Lima (Aguardente de Vinho Verde);Quinta de Gomariz Alvarinho Colheita Seleccionada 2015 (Vinho Regional Minho).


Estes foram os vinhos premiados na gala anual da CVRVV, realizada no Palácio da Bolsa, no Porto, depois de serem escolhidos por um júri composto por críticos e jornalistas provenientes da Alemanha, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Japão, Noruega, Reino Unido, Suécia, Suíça e Portugal.

Sérgio Lopes

sábado, 7 de maio de 2016

Radar do Vinho: Mãos (R4 Vinhos)

R4 vinhos trata-se de um projecto familiar, com sede em Mesão Frio, no Baixo Corgo, embora com propriedades espalhados por sete quintas na Região Demarcada do Douro, que totalizam cerca de 150 hectares, tendo lançado  o primeiro vinho apenas em finais de 2011.


Projecto de facto de cariz totalmente familiar, pois os 4 irmãos que encabeçam o projecto, decidiram dar continuidade ao legado do seu pai, que produzia vinho maioritariamente para consumo próprio, criando assim uma empresa produtora de vinhos, na região Duriense. São eles Roberto, Ricardo, Rafael e Rudolfo, respectivamente com 33, 29, 26 e 23 anos. Todos eles com o primeiro nome começado por "R", daí o nome adoptado de R4 Vinhos. Os 4 IRMÃOS deram as MÃOS em prole da continuidade e expansão do projecto familiar e assim naturalmente nasceram as marcas Irmãos e Mãos, em analogia ao trabalho laborioso dos vinhedos à garrafa, ao conceito que norteia a constituição da empresa familiar e de mãos dadas rumo ao futuro e à excelência.


Os vinhos de entrada encontram-se sob a marca Irmãos - Rosé, Branco e Tinto. São vinhos competentes a rondar os 5€. Na gama Mãos, para além dos brancos e tintos, colheita e reserva, os 4 irmãos pretendem agitar um pouco as mentalidades e cada um faz o seu próprio vinho, designado de signature. São vinhos de produção muito reduzida, quase como que ensaios na busca de um determinado perfil que pode resultar melhor ou menos bem. Há pelo menos a procura de fazer diferente. E por vezes o diferente é muito bom.  Para já:  um 100% Tinta Roriz; um 100% encruzado... sim, a casta branca rainha do Dão plantada no Douro e um 100% Cerceal.

Foto: Gasrrafeira 5 Estrelas
Segundo Rafael, o seu pai adorava brancos e apesar de o portfolio ir crescendo, para uma gama abrangente de vinhos, há aqui uma diferença para muitos outros produtores da região - uma aposta clara nos brancos. E são tão bons. O Reserva branco, neste momento é de 2011.... e está delicioso, evoluido, fresco e gordo. Grande final. Muito bom. Destaque igualmente para o branco 100%  feito da uva Códega de Larinho, fora do baralho, diria que em comparação no Douro, está como o Avesso para a Covela, isto é, muito elegante e fino e muito viciante;

Todos são vinhos gastronómicos, de carácter duriense, mas com um certo toque de modernidade, elegância e de risco, que faz deste projecto, algo de diferente. Vinhos consistentes e que pelo inconformismo e vontade de inovar dos 4 irmãos, seguramente vão dar cartas (já estão a dar). Neste momento, a exportação é o principal destino. Em Portugal, para já apostam na restauração, mas não tenho dúvidas que a curto prazo, se vai ouvir falar destes vinhos em todo o país.

Só para finalizar, fica-me na memória a história que Rafael me contou sobre a influência do patriarca no projecto: "O meu pai era médico e tinha horários muito complicados. Por vezes chegava depois da meia-noite para jantar... Ele pegava num copo GRANDE, mesmo grande, enchia-o de um vinho nosso, sobretudo branco e sentia-se a relaxar...Ah, que bom!. É isso que pretendemos replicar".

Ver em garrafa um produto de excelência oriundo das suas parcelas.

Sèrgio Lopes




sexta-feira, 6 de maio de 2016

Da minha cave: Quinta da Gaivosa 1999

Qualquer enófilo conhece a Quinta da Gaivosa, epicentro e génese dos vinhos de Domingos Alves de Sousa. O vinho que dá nome à propriedade apenas é produzido em anos excepcionais e tem vindo a ser afinado e refinado por Tiago Alves de Sousa que tomou conta da enologia após o legado de Anselmo Mendes.

Decantado umas boas horas antes, como mandam as boas práticas neste tipo de vinhos, o Quinta da Gaivosa 1999 foi se mostrando copo a copo. Denota já alguma evolução, mas dá enorme prazer a beber. Sobretudo mostrando aquele carácter do Douro, bem evidente, mas já domado pelo tempo de garrafa, mais propriamente 17 anos.

Um testemunho da história de uma propriedade e um produtor, ímpares, no Douro e no panorama nacional.

17/20.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Em Prova: Quinta do Carmo Tinto 2012


15/20. Pois é... As prateleiras dos hipermercados apresentam o vinho Dom Martinho todo o ano, inclusive em bonitas caixas de 3 para oferecer nas festividades e dia do Pai e afins. E é um vinho bem feito da Quinta do Carmo, propriedade da Bacalhoa no Alentejo. O vinho que dá o nome à Quinta é claramente um grande salto em relação ao Dom Martinh. O Quinta do Carmo tinto é: Mais complexo, mais profundo, com barrica, mais gordo e claramente mais longo e sedutor. Contudo, na minha opinião, fico sem saber qual escolher entre os dois nas prateleiras. Vejamos: Se o Dom Martinho, para os 4,99€ que custa é mais consensual e "fácil", o Quinta do Carmo "encosta" nos 12€ e a esse nível de preço há vinhos muito mais interessantes. Mas, uma coisa é certa são duas escolhas de nível distinto, mas certeiras. que cumprirão os serviços mínimos em qualquer jantar, sem deslumbrar. PVP: 12€; Disponibilidade: Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Em Prova: R de Romaneira tinto 2011

16,5/20. Douro, vindima de 2011, que foi excepcional e Quinta da Romaneira, uma quinta no Douro com vinhos de grande carácter, com um toque moderno, quase todos com valores fora das posses do comum bebedor português. O mais baixo seria o Sino da Romaneira que ronda os 12€. Este 'R' de Romaneira custou-me 7,5€, mas na verdade comprei-o em promoção, ainda mais barato o que foi um plus. Vinho que confirma tudo o que disse anteriormente, com carácter duriense, gastronómico, saboroso , toque moderno, tudo com muita afinação e frescura. Gostei bastante. PVP: 7,5€. Disponibilidade: Hipermercado Continente.

Sérgio Lopes

Primeira “Volta a Portugal de copo na mão”


A jornalista,  critica de vinhos Maria Helena Duarte e diretora da revista Paixão pelo Vinho, iniciou em 17 de abril uma viagem de sonho: dar a volta a Portugal passando por todas as Regiões Demarcadas produtoras de vinhos do país. Chamou-lhe “Volta a Portugal de copo na mão”. Uma viagem nunca antes realizada e que se completa no hoje, dia 4 ao final do dia, ficando Madeira e Açores para um futuro breve. Com esta iniciativa pretende mostrar Portugal do ponto de vista vinhateiro, associando os vinhos à gastronomia, ao património e ao turismo.

A viagem pode ser acompanhada pelas redes sociais, na página pessoal do Facebook (Maria Helena Duarte) e nas páginas da revista Paixão pelo Vinho no Facebook, Instagram e Twitter. A “Volta a Portugal de copo na mão” vai terminar com mais de 4000 quilómetros percorridos, numa viagem realizada com todo o conforto e segurança, já que Maria Helena Duarte viaja num carro novo patrocinado e é conduzida pelo marido, Ernesto Fonseca, que usufruiu de férias especificamente para o efeito. Uma iniciativa inédita e pioneira!

Sérgio Lopes (in Press release)