quarta-feira, 31 de maio de 2017

Arena de Baco: Prova Vertical Quinta do Arcossó Reserva Branco

A Quinta do Arcossó, para quem não conhece, é neste momento uma das maiores referências da emergente região vinícola de Trás-os-Montes, região cujo projecto com maior notoriedade será provavelmente Valle Pradinhos. Localizada entre Vidago e Chaves a Quinta do Arcossó é propriedade de Amilcar Salgado que com a sua simplicidade, enorme simpatia, paixão pela região e enologia conjunta com o enólogo Francisco Montenegro (Aneto) tem vindo a consolidar o projecto, levando-o a um patamar de inegável qualidade. De entre as várias referências produzidas dos solos graníticos da propriedade tivemos a oportunidade de efectuar uma prova vertical completa dos vinhos Quinta do Arcossó reserva Branco.

A prova foi completa desde o primeiro ano, 2008, até ao mais recente no mercado, 2015. Esta ocasião rara de poder contar com todos os anos desta referência, foi possivel devido ao Jorge Neves (wine lover que escreve por vezes no contra-rótulo), flaviense e apreciador deste projecto e que nos proporcionou tão ímpar prova.

Os vinhos foram provados à mesa, como se pede, pois são muito gastronómicos e acompanhados dos deliciosos pratos preparados pelo Amândio Cupido (o que já vai sendo um clássico).

   
 
Pudim de Peixe, Bola de Carne, Açorda de Camarão, Empadão de Bacalhau e uma deliciosa mousse de chocolate, deram bem conta dos vinhos em prova.

Quanto aos vinhos, mostraram-se secos, austeros e muito gastronómicos. Os mais jovens, 2015 e 2014 ainda a precisar de tempo, não se notando a madeira superiormente integrada, mas precisando de "garrafa" para "casar" todos o elementos. O 2013, infelizmente apresentava "rolha". Foi caso único. 2012 melhor.

2011 foi o ano que mais surpreendeu. O vinho estava super equilibrado, com acidez e complexidade, num registo de grande prazer. 2010 igualmente bom. 2009 e 2008 a notar-se que à data terá sido utilizada muita madeira, de excelente qualidade é certo, mas a dar uma prova "mais madura" aos vinhos nesta fase. Felizmente que agora não é assim e de facto o 2015 vai seguramente evoluir muito bem, apresentando desde já uma frescura invejável, fruto de um grande ano para vinhos brancos.

Foi uma grande prova a confirmar a inegável qualidade destes vinhos. Por menos de 10€ são vinhos para comprar às caixas, para ir bebendo e guardando alguns, sem qualquer perigo. Só vão melhorar com o tempo em cave. Não são vinhos "doces" e frutados, antes secos e minerais, que precisam de comida, logo se mostrarão muito bem à mesa.

Fotos cortesia de Amândio Cupido

Sérgio Lopes


terça-feira, 30 de maio de 2017

Vinal - Vinhos de Altitude, uma bela edição, mas a merecer maior adesão

A Vinal - Vinhos de Altitude realizou-se no passado dia 27 e 28 de Maio na Adega Cooperativa de Vila Nova de Tazém. Organização da Revista de Vinhos - essência do vinho com o apoio da câmara municipal de Gouveia.

Esta adega com um grande histórico na região disponibilizou as instalações que proporcionam um quadro que deram uma patine muito especial ao evento. O conceito vago cobre aparentemente os produtores da sub-região Serra da Estrela do Dão. Numa anterior edição tentou-se ser mais abrangente, mas nesta encontravam-se quase exclusivamente aqueles. Entre provas, masterclasses e show cookings, estavam presentes uma dúzia de produtores. 

Foi com alguma pena que constatei que muitos produtores não deram a devida importância ao evento. Penso que haveria que dar à "terra" o que a terra lhes dá. Pessoalmente a melhor definição do evento foi dada na masterclass do Dirk Niepoort, uma região que é uma referência histórica nacional e que anda à procura da sua via. Uma região que permite criar vinhos elegantes e longevos, mas onde muito tentam replicar os vinhos "pesadelo" de outras regiões. Nas referências que seleccionou estavam presentes formas diferentes da procura do caminho, por meios diferentes, mas onde o resultado final ia de encontro à elegância e frescura natural da região. Outra masterclass de vinhos antigos da Coop de Tazém provou, se necessário fosse, o passado glorioso desta casa e da região.

Dos vinhos provados, destaco o seguinte:

Da Pellada poucos vinhos à prova: quinta de saes reserva 15 branco está um mimo, o saes tinto 14 uma maravilha com uma fruta generosa e um vinho salivante. Acho tudo o que é mob tinto muito delicado mas em geral fruta escondida e fechados. Brancos porreiros.Da niepoort, os rótulo são porreiros, os concisos muitos bons. Muito limpos e elegantes. Não se procura aqui impressionar com o músculo mas com o máximo da elegância. 

Da Passarella destaco o rosé, o Abanico e o Vinhas Velhas tinto 13. Do novo grande produtor da zona, a Seacampo, a marca Pai Américo tem um jaen e um grande escolha branco interessantes. Espinhosa vinhos nesta fase com um toque doce. Casa de São Matias interessantes. Quinta da Bica colheita, jaen e vinhas velhas 11 muito bons. Quinta de Margaride com bons vinhos, secos, asuteros. Garnachos no mesmo registo. Coop de tazem com vinhos muito interessantes, sobretudo reserva branco 15 e tinto 13. Grande Escolha 13 num nível superior, muito bom. Surpresa foi o bib dado à prova na masterclass pelo Dirk, fruta muito limpa e guloso. Madre de água Perpetum 16 a melhorar. Quinta da Ponte Pedrinha 16 adocicado, não do meu agrado. Reserva 11 tinto muito escondido atrás da madeira. Belos colheita 14 tinto e touriga nacional. Vinhas velhas 07 em fim de vida?

Em resumo uma bela primeira edição nestes moldes, a merecer continuação com, espera-se, uma melhor divulgação regional e nacional.

João Craveiro Lopes (Wine Lover)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Rock 'n Roll e vinho, no Porto, próximo domingo, no Hard Rock Cafe!

O Hard Rock Cafe, que abriu recentemente no Porto, será o palco da festa vínica, que se realiza já no próximo dia 4 de Junho, Domingo: a Hard Rock Cafe Porto Wine Party. Assim, entre as 16 e as 22 horas, o vinho vai ser a bebida de eleição, com a presença de produtores de várias regiões de Portugal, numa seleção que conta com o apoio da revista Paixão Pelo Vinho. Será, também, a oportunidade ideal para visitar o Hard Rock Cafe Porto, instalado no magnifico edifício “Porto Prestige”, datado de 1873, brindar com os amigos e saborear as iguarias de inspiração americana harmonizadas com vinhos portugueses de excelência. 

Os bilhetes para a Hard Rock Cafe Porto Wine Party poderão ser adquiridos no dia do evento, O bilhete tem um custo de 15€ e inclui a oferta do copo que dá acesso à prova de mais de 100 vinhos e a oferta de uma degustação de sabores Hard Rock Cafe. 

Não faltará Rock'n'Roll e claro... vinho, numa bela iniciativa na cidade invicta, com o apoio da revista Paixão pelo Vinho. A não perder!

Sérgio Lopes

domingo, 28 de maio de 2017

Muralhas de Monção, eleito melhor vinho branco português no IWC 2017

O vinho Muralhas de Monção 2016, da Adega Cooperativa de Monção, foi considerado o melhor vinho branco português, de entre os vinhos nacionais a concurso, pelo International Wine Challenge 2017, um dos maiores, mais antigos e prestigiados concursos de vinhos mundiais. 

Após ter sido distinguido com medalha de ouro naquele concurso internacional, que decorreu em Londres, o Muralhas de Monção 2016 foi distinguido com o prémio Trophy um galardão atribuído apenas aos vinhos destacados com ouro, de entre aqueles com maior pontuação.

A organização do concurso é conhecida por ter o mais meticuloso processo de avaliação, dividido em duas fases, em que qualquer vinho medalhado é provado em três ocasiões diferentes por, pelo menos, 10 provadores diferentes.

Um vinho com consistência ano após ano e que demonstra o potencial da sub-região de Monção e Melgaço, em produzir brancos com qualidade e excelente RQP.

Sérgio Lopes

sábado, 27 de maio de 2017

BLOG by TIAGO CABAÇO bivarietal '13, foi considerado o "Best in Show-Best Red Blend"

O vinho BLOG by TIAGO CABAÇO bivarietal ‘13, do produtor Tiago Cabaço, foi considerado “Best in Show - Best Red Blend” nos Decanter World Wine Awards. 

Esta é a primeira vez que um vinho português recebe tamanha distinção, trazendo para casa uma das exclusivas 34 medalhas de platina e ainda o título de “Best in Show - Best Red Blend” (melhor no concurso na categoria de vinhos tintos de lote/blend). 

Para chegar a este resultado, o júri, composto por mais de 200 especialistas do setor de todo o mundo, seguiu uma exigente prova que passou por três fases. Na primeira, foram provadas cerca de 17.200 referências às quais foram atribuídas medalhas de bronze, prata ou ouro. Seguiu-se uma nova prova, apenas com os vinhos medalhados com ouro, para atribuir as medalhas de platina. Por fim, foi destacado o melhor entre os melhores em cada categoria, acrescentando à medalha de platina o título de melhor no concurso.

O BLOG by TIAGO CABAÇO bivarietal ’13 é um vinho produzido à base de Alicante Bouschet e Syrah,  partir das uvas das melhores parcelas. Simultaneamente vigoroso e subtil, este vinho destaca-se pela frescura e exuberância da fruta. Um clássico, que reclama o estatuto de topo de gama do produtor, com pouco mais de 9 mil garrafas produzidas.

Parabéns ao Tiago Cabaço, que tive o prazer de visitar muito recentemente!

Sérgio Lopes

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Arena de Baco: Prova Vertical Meandro

O Alírio, um grande enófilo, proporcionou no dia 13 de maio, uma vertical completa de Meandro. Penso ter sido uma prova inédita, pois de Quinta de Vale Meão, já tinha ouvido falar, mas do seu irmão, nunca.


A Prova, como muitas vezes acontece com as verticais, não foi cega, mas decorreu aos ziguezagues, pois começou com o 2007, seguiu-se o 1999, 2008, 2000, 2009 e assim sucessivamente. Quanto ao resultado, penso ter sido a opinião geral de que os vinhos mais velhos foram os melhores. Dentro destes, aí já as opiniões se dividiram, entre o 2000, com potência, classe e pronto a beber, o 2001 com mais potência e mais madeira, e o 2002 (ano maldito), ainda com mais potência. 


Diria que estes (2001 e 2002) bem como o 2011, vão ficar melhores daqui por uns 5 anos. Dos mais novos, além do 2011, merece um especial destaque o 2010, frutado e com tal classe, que vários dos presentes pensaram tratar-se de um Quinta de Vale Meão. Eu particularmente também gostei do 2014, com fruta e num perfil fresco. Ainda se provou o Quinta do Vale Meão 2010, curiosamente achei que fazia pouca diferença para o Meandro 2010, e o Vintage 2003.


Um dos convivas era a Luisa Olazabal, simpática e discreta, a apreciar o entusiasmo geral. Claro que aproveitou no final para reforçar que os vinhos do Douro também podem envelhecer bem, o que foi óbvio para todos. Uma palavra especial para a equipa do Garfo e Rolha, em Leça da Palmeira que nos serviram um grande almoço, que acompanhou muito bem os vinhos servidos.

Duarte Silva (Wine Lover)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Em Prova: Adega de Vila Real Colheita Branco 2015


Mais uma interessante opção, dada a sua versatilidade quer para uma mesa a acompanhar pratos de confecção mais simples e ligeiros, quer como aperitivo... e porque não companheiro de uma conversa!?

Vinho bem feito, sem excessos, sem cosméticas... equilibrado e afável.

Sendo um vinho simples, agrada por isso... e permite que se beba mais um copo sem nos castigar!

Castas: Viosinho, Malvasia Fina e Fernão Pires.
12.5° álcool. Preço < 3€




Jorge Neves (Wine Lover)