Mas de quando em vez, surgem vinhos que desafiam a passagem do tempo e trocam as voltas a isto tudo. Ainda na passada 6ª feira tive o prazer de provar (de novo) um Frei João Tinto de 1966, vinho da Bairrada, 100% da casta Baga, que estava com uma juventude inquietante. Em prova cega ninguém atiraria para a década de 60... Seria um grande vinho ás cegas? provavelmente não, mas ao vermos a sua ainda jovialidade com mais de 50 anos a dançar no copo, impressiona qualquer um! Brutal. O outro vinho que me lembro ter bebido este ano e que me surpreendeu foi um Dão Pipas 1975 que abri no meu aniversário. Em magnum, comprado numa garrafeira onde esteve não muito bem acondicionado. O "bicho" estava "impec", outro vinho cheio de vida e que impressionou quem o provou. Duas regiões, Bairrada e Dão que sobretudo, no século passado conseguiram criar vinhos com uma longevidade incrível. E ainda hoje o conseguem fazer se quiserem, mas provavelmente o mercado não o permite e por isso não irão durar tantos anos (presumo).
Para finalizar, deixo-vos o terceiro vinho, provado AQUI e que é produzido com uvas provenientes do Dão e da Bairrada, o Bussaco Reservado 1960. Um vinho descomunal. Já para não falar no branco de 1958, que fica como o melhor vinho provado este ano. Pelo menos branco. Há vinhos do caraças!
Sérgio Lopes
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