sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Novas colheitas dos vinhos Giz, com as estreias absolutas do Rosé e do Espumante!

Giz de Luís Gomes, trata-se de um projeto muito recente, na Bairrada, que assenta na recuperação de vinhas velhas centenárias, repletas de castas autóctones, onde predominam a Baga e a Maria Gomes. Os vinhedos estão plantados em solos pobres de natureza calcária e proporcionam a construção de vinhos únicos e inconfundíveis que vão na sua quarta edição. O nome Giz, é muito feliz, pois tem tudo a ver com esse lado calcário presente e o projeto é altamente moderno em termos de imagem e com um perfil de vinhos com muita elegância e finesse. Provamos as mais recentes novidades incluindo o novo branco de 2018, um rosé desconcertante também de 2018 e o seu primeiro espumante, de 2016.

O Giz Vinhas Velhas Branco 2018 recupera o perfil do branco de 2016, com um aroma subtil e extremamente "chalky", repleto de salinidade, com um fruta muito delicada e contida. A boca é elegante e cheia de acidez, com a madeira superiormente integrada, num equilíbrio perfeito o que torna este branco, fino e de final longo,  viciante e perfeito para a mesa ou simplesmente apreciar a solo, de tão bom que é.. PVP:21€.

O Giz Vinhas Velhas Rosé 2018 é feito 100% de Baga e ao contrário do que acontece com os Rosés, que normalmente são lançados no verão, este foi lançado... no Inverno. E percebe-se porquê, pois é nada convencional. Muito contido de aroma, com destaque para o floral e alguma framboesa. Tudo num registo delicado a que acresce algum calcário. Na boca é elegante e super seco, com taninos firmes que lhe conferem uma aptidão gastronómica incrível. Termina longo e com apenas 11,5 graus de alcool a dar um enorme prazer. Um grande vinho, que talvez em cega, pudesse ser confundido com um tinto... Excelente. PVP: 23€

Finalmente a estreia do Espumante Cuvée de Noirs 2016, 100% Baga, com apenas 1600 garrafas produzidas, das quais Luís Gomes lançou apenas metade deixando as restantes a evoluir em cave e assim poder lança-las mais tarde, dentro de 3 a 4 anos. Um espumante de nariz onde se nota alguma evolução, com notas de brioche e panificação e leve floral. A boca tem boa mousse e bolha fina, num registo envolvente e não tanto de tensão. Um espumante com 28 meses de estágio muito diferente do que se faz na região, mais em finesse e delicadeza e menos "crispie".PVP: 35€.

Novidades a juntar aos Giz Vinhas Velhas Tinto e Giz Vinha das Cavaleiras Tinto, que se encontram no mercado, a confirmação do trabalho ímpar que Luís Gomes se encontra a fazer na Bairrada.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Em Prova: Morgado do Perdigão Alvarinho & Loureiro 2018

Sim, a foto do vinho é de 2013, pois é o que eu ando a beber em 2019 e demonstra o quão este vinho evolui tão bem. O Morgado do Perdigão é produzido pela Quinta de Paços (Casa de Paços / Casa do Capitão-Mor) e junta precisamente castas das duas propriedades, nomeadamente Alvarinho de Monção e Loureiro de Barcelos. O resultado é um vinho com um bom equilíbrio ácido coma as componentes citrinas e florais como que "ao desafio" e mais focado um pouco na fruta, do que por exemplo o Casa de Paços Loureiro - Arinto. Um vinho muito correto, fresco e agradável e que, repito, evolui lindamente sendo muito melhor apreciado com alguns anos de garrafa, na minha opinião. PVP: 6€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Da Minha Cave: Mirabilis Grande Reserva Tinto 2015

Os vinhos Mirabilis nascem na vindima de 2011 no “Atelier do Vinho”, uma pequena adega com capacidade para 17.800 litros. “No ‘Atelier do Vinho’ a produção é 100% manual e vinificamos pequenas parcelas e subparcelas da quinta que se mostram excecionais, ensaiando diferentes sistemas de maceração e maturação, com o objetivo de alcançar vinhos de detalhe, com uma filosofia de interpretação territorial e com uma profundidade única e fora de série” Por Luisa Amorim.

De facto a descrição acima assenta que nem uma luva ao perfil do Mirabilis Grande Reserva Tinto 2015, provado e claro, bebido com enorme prazer no restaurante Vilamar. Trata-se realmente de um vinho repleto de classe, com aroma muito fino, centrado na fruta duriense, mas muito delicado e profundo. A boca é de uma elegância suprema, com a barrica super integrada nesta fase, taninos macios e muita frescura e um final longuíssimo. Daqueles vinhos cheios de precisão, mas com intensidade, acidez e textura no ponto. Que grande vinho, que dá grande prazer a beber já, mas vai ainda melhorar com o tempo em garrafa! PVP:90€

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Em Prova: Adega Ponte da Barca Reserva de Sócios Loureiro 2017

Para comemorar os 50 anos de atividade, a Adega Cooperativa de Ponte da Barca decidiu lançar este Loureiro Reserva de Sócios, de 2017, o primeiro vinho da adega, de categoria premium, com envelhecimento em casco de carvalho. O nariz é muito bonito, com notas florais, alguma maçã verde e notas fumadas e de leve fruto seco, do contacto com a barrica. A boca é vibrante, untuosa, com a madeira superiormente integrada para um vinho tão jovem e de uma casta, que raramente leva madeira (salvo algumas honrosas exceções). Um vinho muito bem conseguido, complexo e equilibrado e que demonstra bem o poder e elasticidade da casta Loureiro. Com nervo e estrutura suficiente para envelhecer bem e ser altamente versátil à mesa, aguentando até pratos fortes da nossa gastronomia portuguesa. Muito bem. PVP: 15€. Comprar AQUI.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Novidade: Retrovisor Tinto 2017

Carolina GRAVIna e Paulo TrinDADE são os rostos por trás do projeto Gravidade, cujo tinto com o mesmo nome tem sido muito falado entre a comunidade enófila. O Retrovisor 2017 é o novíssimo vinho, lançado pelo casal, feito de vinhas velhas com mais de 80 anos, junto ao Rio Douro. De aroma muito complexo, com destaque para fruta preta e vermelha, especiarias e chocolate, mas tudo num registo fino e contido. Na boca apresenta-se muito fresco, com taninos firmes mas elegantes, mostrando-se aveludado e surpreendentemente muito mineral. Termina longo e sumarento. Um vinhas velhas muito interessante, que apenas se tem de ter algum cuidado quando sobe a temperatura, pois os seus 14,5 levam-no-no para um lado mais apelativo e comercial e menos mineral. 1333 garrafas a um PVP de 19,95€, disponível nas melhores garrafeiras do país- 

Sérgio Lopes

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Novidade: Vinhos Souvall

Lúcia e Américo Ferraz, ambos médicos dentistas, a trabalhar em Aveiro, mas com raízes familiares na Meda, mais propriamente na aldeia de Vila Flor, do lado pertencente à Beira Interior. Há muitos anos, a tradição familiar tem vindo a ser a de trabalhar as vinhas e a produzir bom vinho, mas nunca de forma mais séria. Até agora, com o lançamento da marca Souvall, com dois vinhos, um branco e um tinto, cheios de vivacidade. Com o foco na produção de nectares de qualidade, vem uma adega modernizada com condições para produzir vinho para ser partilhado com o mundo, contando com a  consultoria do jovem enólogo Pedro Branco.

O Souvall Colheita Seleccionada Branco 2017 é produto das castas Fernão Pires, Rabigato e Viosinho de vinhas velhas com mais de 50 anos, plantadas a mais de 500 metros de altitude. Uma primeira edição de um branco mineral, complexo, elegante e fresco, com apenas 12 graus de álcool, muito versátil à mesa e que evoluirá bem na garrafa seguramente. 12€


O Souvall Reserva Tinto 2017 é também proveniente de vinhas com mais de 50 anos, com predominância das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Roriz e Tinta Barroca. Apenas 50% do lote tem passagem por madeira. O resultado é um vinho super fresco, ainda muito novo, mas que já dá grande prazer à mesa. Taninos elegantes, mineral, com fruta muito bonita, final longo e acidez salivante que juntamente com os seus apenas 12,5 graus de álcool fazem a garrafa "voar" num ápice. 13€.

Um projeto cujas primeiras colheitas são surpreendentes e nos aguçam o apetite naturalmente para o que virá de seguida. A acompanhar de perto. Comprar AQUI.


Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Da Minha Cave: Primus 2011

Ser convidado, com o mote de provar, entre outros vinhos, um branco do melhor que se faz em Portugal, ainda por cima, de 2011, num restaurante delicioso, como o Vilamar, em Vila Nova de Gaia... O que é que se pode pedir mais? O vinho - Primus 2011 que significa "primeiro", trata-se de um branco, do Dão, feito por Álvaro de Castro (Quinta de Saes / Pellada), sob predominância da casta Encruzado, entre várias outras castas plantadas na vinha velha da Pellada, fermentou parcialmente em barricas, seguindo-se batonage de 3 meses e engarrafamento. Com 8 aninhos mostrou-se de aroma contido, mas muito complexo, com evidência de notas minerais, citrinas e algum floral. A boca estava espantosa, cheia de frescura e tensão - vibrante, parecendo um vinho até mais novo do que 2011. Termina longo e com uma acidez salivante que acompanhou na perfeição o prato preparado pelo George Carvalho. Um dos melhores brancos nacionais, sem sombra de dúvida, num momento de prova extraordinário, mas ainda com muitos anos pela frente. A garrafa foi toda,  naturalmente, entre os convivas presentes... PVP: 30€.

Sérgio Lopes