
Como a validade é uma informação obrigatória nos alimentos embalados e os vinhos evoluem de diferente maneira uns dos outros, dependendo da sua constituição e forma de armazenamento, os rótulos podem ostentar a informação “válido por tempo indeterminado” ou “consumir de preferência antes de…” sempre e desde que embalados em vasilhame de vidro. Embora este pormenor não se aplique, para já, na União Europeia. Neste caso, o risco de perda do produto por motivos de excessivo tempo de armazenamento é avaliado pelo consumidor e controlado pelos estabelecimentos da especialidade. Para orientar o consumidor, os produtores costumam indicar no contra-rótulo as condições ideais para prolongar a vida útil do vinho. Mas então, se o vinho não tem prazo de validade, porque é que se fala em tempo de guarda? Com base no facto de cada vinho evoluir de maneira diferente, o chamado tempo de guarda é uma estimativa que os produtores e especialistas sugerem para o limite de tempo até ao qual, possivelmente, o vinho manterá características dignas de serem apreciadas. Passado esse tempo, ele entrará em deterioração, mas sem nunca trazer riscos para a saúde. Porém, não existem garantias precisas para que essa estimativa se concretize, pois é impossível prever com exactidão como o vinho irá evoluir em garrafa, mesmo que esteja armazenado nas melhores condições. Por isso, o vinho é um produto que tem uma “estimativa de guarda” e não um “prazo de validade” Saúde…!
Fernando Sousa (www.global-satisfaction.com)
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