
O Sem Igual 2012 está delicioso, impressiona pela forma como evoluiu tão bem, com uma acidez desconcertante e notas meladas e petroladas, sem perder a fruta e o lado floral, num conjunto fantástico. Que grande vinho e que acompanhou brilhantemente a minha sobremesa, harmonizando na perfeição com um delicioso bolo de chocolate. Deste ano há pouquíssimas garrafas na reserva particular do produtor. O Sem Igual 2013, um pouco austero ainda, mas com uma prova bastante agradável, com predomínio das notas vegetais e algum citrino. Fresco e com vida pela frente. O menos "preferido", se assim podemos dizer. O Sem Igual 2014, foi o preferido da maioria. Está num momento de forma delicioso, cheio de complexidade, com notas amanteigadas, a fazer lembrar um Borgonha. O Sem Igual 2015, continua a ser o meu preferido. Embora aprecie o registo do 2014, adoro o "nervo" do 2015. Gosto particularmente da boca vibrante, frescura ácida e final bem prolongado, mas ao mesmo tempo do nariz contido e misterioso, cheio de complexidade. Estou muito curioso em verificar como vai evoluir. Seguramente por muitos anos. Este é o vinho que se encontra à venda neste momento. Finalmente, o Sem Igual 2016, ainda tremendamente jovem e à procura de encontrar o seu caminho. Há quem preveja vir a ser um dos melhores (bem, todos são ótimos). Para mim, parece neste fase que vai buscar as notas mais frutadas e amanteigadas dos anos pares - 2012 e 2014, mas já mostra uma elevada acidez e alguma austeridade, características dos anos ímpares - 2013 e 2012. Será? Um par de anos o dirá.
Em suma, grande prova e a confirmação da enorme qualidade dos vinhos Sem Igual. Estejam atentos que virão novidades para breve.
Sérgio Lopes
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