quarta-feira, 13 de abril de 2011

Altano Tinto 2009

Ano: 2009

Produtor: Symington Family Estates

Tipo:
Tinto

Região: Douro

Castas: 25% Touriga Franca, 75% Tinta Roriz.

Preço Aprox.: 4,5€

Veredicto: De ano para ano, a gama de vinhos Altano tem vindo a ser afinado e consequentemente a sua qualidade tem aumentado. O colheita tinto de 2009 é proveniente de uvas das propriedades da família Symington no vale do Douro, localizadas nas sub-regiões do Cima Corgo e Douro Superior (Vale da Vilariça), vinhas essas onde é praticada uma viticultura baseada numa produção sustentável, respeitadora do meio ambiente.

Produzido a partir das castas Tinta Roriz (75%) e Touriga Franca (25%), na proporção indicada, embora a mesma varie consoante o ano, podendo até ser acresecentadas outras castas, trata-se de um vinho que estagia 4 meses em barricas usadas de carvalho francês e americano, seguindo-se um período em garrafa de mais 4 meses.

Apresenta uma cor granada pronunciada, com rebordo vermelho vivo e aspecto límpido. No nariz, aromas a frutos vermelhos e alguma especiaria. No paladar, em sintonia com o nariz, com a fruta fresca evidente (amoras, cerejas), alguma mineralidade, equilibrado, macio, fácil e agradável de beber, com boa estrutura e final persistente.

Um vinho excelente para o dia-a-dia. Foi lançado na Essência do Vinho, e do qual recebi algumas garrafas e uns vouchers com a promoção "leve 2 pague 1" a utilizar em diversas garrafeiras do país (até Maio). Para quem teve a mesma sorte há que aproveitar, porque se a 4,5€ já é uma boa compra (embora talvez um pouco inflacionado - ao mesmo preço existem vinhos mais complexos), a metade do preço é uma pechincha!


Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Fiúza 3 Castas Tinto 2010

Ano: 2010

Produtor:Fiuza & Bright

Tipo:
Tinto

Região: Tejo

Castas: Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon.

Preço Aprox.: 3,70€

Veredicto: Recebi recentemente os dois novos lançamentos da gama Fiúza 3 castas, Tinto e Branco. Do branco falarei mais tarde. Vamos ao tinto. Trata-se de um vinho constituído pelas castas Touriga Nacional, Syrah e Cabernet Sauvignon, do qual foram produzidas 150.000 garrafas.

Com um estágio de 3 meses em barricas de carvalho novas seguido de 3 meses em barricas usadas, trata-se de um tinto jovem, com aromas a frutos sivestres e alguma especiaria. Na boca, apresenta-se fresco, macio directo, e em sintonia com os aromas experimentados. Apresenta igualmente um bom volume de boca e final bastante agradável.

Um vinho excelente para o dia-a-dia. Uma bela surpresa, que ligou na perfeição com um prato de massa (para mim as melhores harmonizações deste vinho são com pratos de massas / pasta). Disponível em supermercados e hipermercados. 

Classificação Pessoal: 14,5


Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sobredos - Vinhos Aneto (e bétula)

A nossa visita ao Douro começou pela empresa Sobredos, mais propriamente, a empresa familiar do grande enólogo Francisco Montenegro, criador dos fabulosos Aneto e Bétula. A Sobredos faz ainda  parte de uma associação de pequenos produtores do Douro, denominada Douro4U, que investe na promoção dos mesmos.

Chegamos à Régua no final da manhã e o F. Montenengro veio-nos buscar, levando-nos até à adega onde são feitos os vinhos, mais propriamente, em Barró, concelho de Resende. Pelo caminho, ainda nos mostrou os projectos da nova adega que pretende construír em breve, para fazer face ao aumento de produção e obter outras condições para continuar a desenvolver a sua paixão. Também está pensada a remodelação de um imóvel rural, para eno-turismo / Turismos rural.

Barró é a última freguesia de Resende, portanto na fronteira da região dos vinhos verdes e é dessa zona que provêm as uvas com que são produzidos os brancos Aneto, bem como o Bétula. Quanto aos tintos, provêm de uvas do coração do Douro, de cerca de 7ha de vinha adulta em Sobradais e Malvêdos, na freguesia de Castedo do Douro, Concelho de Alijó, com parcelas distintas e separadas por casta.

A adega não é muito grande, aliás até se pode considerar pequena e rudimentar, mas espelha a paixão e o amor que o Francisco empresta ao que faz. Por isso, a visita foi curta e logo avançamos para a prova, que tenho de confessar foi das mais sui generis e fantásticas que efectuamos. Obrigado Francisco. Basicamente provamos individualmente, cada casta ou blend e depois o Francisco efectuava a mistura. O que provamos:

- Aneto Branco 2010, acabadinho de engarrafar há 2 dias.
- Sauvignon Blanc directamente da cuba e Viognier directamente da barrica. De seguida, mistura no copo, para um blend das duas e o resultado é um cheirinho do Bétula 2010...
- Arinto e Gouveio da Cuba e Boal da barrica. De seguida, mistura no copo, para um cheirinho do Aneto Branco Reserva 2010...
- Aneto Tinto 2009, acabadinho de engarrafar.
- Aneto Tinto Reserva 2008.
- Por fim, um vinho proveniente de umas vinhas com mais de 70 anos, do baixo corgo, directamente da cuba, onde estava a sofrer micro-oxigenação, uma vez que o Francisco ainda está a efectuar experiências para ver no que dá.

Enfim, foi demorado e espectacular. Na volta acabamos por comprar umas belas caixas de belos exemplares Aneto e Bétula e fica a promessa de os comentar devidamente, em breve. Consegui igualmente uma relíquia, uma garrafita de Pinot Noir, o ensaio mais recente do Francisco.

Quanto ao Franciso Montenegro, uma palavra de agradecimento e admiração. Trata-se de  uma pessoa simples e completamente apaixonada pelo que faz. É extremamente talentoso e a prova disso é a excelência dos vinhos que cria. Não é por acaso que neste momento, a par do seu projecto pessoal, trabalha em consultadoria na Quinta da Chinchorra e ... Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo, pois o seu talento é enorme. Os seus vinhos são de uma elegância, frescura e equilíbrio notáveis, espelhando toda uma dedicação e paixão à causa. Bravo Francisco!


Quinta do Paço
5050-090 Godim | Peso da Régua
Portugal
Telf: (+351) 254 322 967 / (+351) 963 060 881
Fax: (+351) 254 318 400
sobredos@sapo.pt


Sérgio Lopes

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Quinta da Garrida Reserva Branco 2010

Ano: 2010

Produtor: Caves Aliança

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 4€-5€

Veredicto: Ora aí está uma novidade que tive o privilégio de degustar na visita às Caves Aliança. Trata-se de um branco do Dão, da Quinta da Garrida, 100% da casta encruzado, de vinhas recentemente plantadas e que só agora permitem a solidez necessária para lançamento deste vinho.

40% fermentado em barrica (barricas de 300 lts de carvalho francês com 2 anos), durante 3 meses e com volume alcoólico de 13º, no copo, apresenta cor amarelo pálido. No nariz, sente-se alguma fruta e nuances de leve tostado, provenientes do ligeiro estágio em barrica. Na boca, é um vinho elegante e fresco, com uma boa acidez e volume de boca e final agradáveis.

Segundo as palavras da enóloga responsável, Engª Arminda, trata-se de um vinho de consumo fácil, pronto a beber. É a resposta às exigências de mercado, uma vez que as Caves Aliança, não são propriamente fortes em vinhos brancos, por isso, decidiram lançá-lo.  Eu achei bastante interessante. Gostei.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Quinta do Encontro

Após a visita ao produtor Campolargo, ainda tivemos tempo de fazer uma visita à Quinta do Encontro, bem nas proximidades. A própria Joana Campolargo teve a gentileza de nos levar ao local, o que prova a relação extremamente salutar entre produtores da Bairrada, numa lógica de promoção conjunta da região. Chegados ao local, já no final da tarde, fomos recebidos pelo João Carvalho, que nos fez uma visita guiada pelas instalações.

Ao contrário de por exemplo o Campolargo, que se trata de um produtor familiar, aqui estamos na presença de um projecto totalmente virado para o enoturismo. A Quinta do Encontro situa-se paredes meias com o produtor Campolargo, portanto na Anadia, coração da Bairrada, sendo propriedade da empresa Global Wines / Dão Sul, empresa que contempla várias adegas espalhadas por diferentes regiões vinícolas portuguesas. A Quinta do Encontro é o projecto de Enoturismo da região da Bairrada.

A adega trata-se de um projecto arquitectónico moderno, sobressaindo devido à sua forma cilíndrica, fazendo lembrar uma barrica de madeira. Linda. Tivemos o privilégio de visualizar o pôr-do-sol e digo-vos que é maravilhoso. Assim que entramos, existe uma grande montra / loja de todos os vinhos da Global Wines, de todas as regiões, que podem ser também consumidos no restaurante existente, a preços iguais aos da loja. O restaurante é Gourmet mas pensado para sobretudo permitir harmonizar os vinhos do grupo, com a comida, a preços aceitáveis.

A adega não possui escadas, mas apenas rampas em espiral à volta do edifício, inspiradas nos saca-rolhas.

Subindo a rampa ao lado da loja temos acesso a uma sala oval multiusos, que ocupa todo o andar superior do edifício, envidraçado, com uma vista fabulosa para os vinhedos e serras circundantes.

Descendo a rampa, dá acesso à adega, que está totalmente equipada com moderna tecnologia de vinificação. à medida que vamos descendo, vamos nos aproximando das cubas de estágio que estão colocadas no centro do edifício, portanto, circundando-as. Chegados lá baixo, em volta delas, num corredor lateral que contorna todo o edifício, estão as barricas de madeira onde estagiam os vinhos (tintos e espumantes).

Finda a visita e de volta à loja, provamos os seguintes vinhos, de uma selecção não propriamente só da Bairrada, mas também de algumas regiões onde a Global Wines está presente:

Quinta do Encontro 2009 Branco
Bical (Bairrada)
Um vinho branco leve e despreocupado com uma excelente relação qualidade preço (3,60€).

Monte da Cal 2008 Branco
Antão Vaz e Viognier (Alentejo)
Um vinho branco "quente" do Alentejo. Bastante agradável.

Encontro1 2009 Branco
Bical e Maria Gomes (Bairrada)
Com 6 meses de madeira, eu achei este vinho excelente. Muito bom mesmo.

Quinta do Encontro 2008 Tinto
Merlot e Baga (Bairrada)
Um vinho leve e gastronómico qb com uma excelente relação qualidade preço (3,60€).

Flor das tecedeiras 2008 Tinto
(Douro)
Um tinto do Douro com um perfil mais internacional.

Preto/ Branco Reserva 2008 Tinto
Touriga Nacional, Baga e 5% de Bical (Bairrada)
Um tinto com 9 meses de barrica, ainda um pouco fechado, com a curiosidade da inclusão de 5% de bical no seu lote, o que não é usual. Vai certamente evoluir em garrafa.

Resta-nos agradecer ao João Carvalho pela gentileza e amabilidade de nos ter recebido, um pouco fora de horas. Certamente voltaremos!


Morada: Quinta do Encontro
São Lourenço do Bairro
3780-179 Anadia
GPS: 40.440766,-8.489546
Telefone: (+351) 231 527 155
Telemóvel: (+351) 91 5351 747
Fax: (+351) 232 961 203


Sérgio Lopes

sábado, 2 de abril de 2011

Touquinheiras 2009

Ano: 2009

Produtor:
Quinta das Touquinheiras

Tipo:
Verde

Região: Sub-Região de Monção e Melgaço

Castas: Alvarinho.

Preço Aprox.: 8€

Veredicto: Quinta das Touquinheiras, situada em Melgaço, trata-se de uma propriedade com 14 hectares, que deu nas vistas, quando numa prova cega, nos anos 90, o seu vinho foi destaque. A partir deste momento, José Luis Gonçalves de Araújo, investiu na produção e contou com a colaboração do conceituado enólogo Anselmo Mendes, para pôr o projecto em movimento. Apesar destas premissas, o Touquinheiras Alvarinho, não me impressionou positivamente.

No copo, apresenta uma cor translúcida e aspecto límpido.

No aroma, predominam as notas de frutos tropicais, nomeadamente ananás e maracujá, com leve toque citrino.

Na boca, a fruta ainda é mais evidente, até exagerada, que aliada à doçura excessiva (12 gramas de açúcar por litro) desequilibra o conjunto final. Apesar de um volume de boca e persistência agradáveis, a acidez nunca é suficiente para contrapôr a doçura.

Trata-se por isso, de um alvarinho fácil e de iniciação, mas que peca pelo seu carácter marcadamente doce. Sem dúvida que será apreciado pelas camadas mais jovens, com predominância do sexo feminino.

Classificação Pessoal: 14

Sérgio Lopes

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Charles Pelletier Grand Reserve Brut Rosé

Ano: -

Produtor:
Charles Pelletier

Tipo:
Rosé

Região: Borgonha (França)

Castas: Syrah

Preço Aprox.: 7,5€

Veredicto:  Originário da Borgonha, eis um espumante francês de qualidade e a um excelente preço. Segundo pude apurar, o espumante Charlles Pelletier é produzido na Borgonha, sim, mas na fronteira com a região de Champagne, por isso, talvez explique um pouco a sua excelente qualidade, proveniente do terroir de origem.

Produzido segundo os métodos tradicionais do champagne, o espumante Charles Pelletier Brut Rosé apresenta uma tonalidade salmão, de aspecto límpido e espuma atraente. Muito delicado no aroma e com alguma presença de frutos vermelhos, na boca é harmonioso, de estrutura média e agulha fina, com um final de boca bem saboroso.

Acompanha idealmente carnes brancas, peixe, ou comida asiática, mas certamente será também uma óptima escolha por si só. À venda nas garrafeiras Wine O' Clock ou Quinta da Foz.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes