domingo, 10 de março de 2013

Vinha da Ponte 2010 alcança 95 pontos em prova de Robert Parker

Considerado um dos vinhos mais emblemáticos da Quinta do Crasto, o Vinha da Ponte 2010 é um “monovinha”, elaborado com uvas desta vinha centenária e apenas engarrafado em colheitas especiais. Após uma rigorosa seleção das melhores uvas da Vinha da Ponte, o vinho é pisado a pé em lagares tradicionais e estagia durante 20 meses em barricas de carvalho francês.

Mark Squires destaca na sua nota de prova que se trata de um vinho “candidato a colheita do ano. Com um início gracioso, demonstra grande potência após oxigenação, mantendo equilíbrio e elegância.” O provador menciona que, apesar das dificuldades sentidas na colheita de 2010, a Quinta do Crasto foi um dos produtores que melhor conseguiu superar o desafio, não apenas no Vinha da Ponte, como em todos os vinhos da colheita de 2010, que apresentam uma excelente relação qualidade/preço.

Ainda não tive a felicidade quer de provar o Vinha da Ponte, quer o Vinha Maria Teresa (com 94 pontos). Se o Vinhas Velhas do Crasto apresenta tal consistência e elegância, ano após ano, estas duas referências, a julgar pelos resultados obtidos, serão a cereja no topo do bolo, para um produtor Duriense obrigatório.


Sérgio Lopes

quarta-feira, 6 de março de 2013

Quinta de Baixo Tinto 2004



Ano: 2004

Produtor: Quinta de Baixo

Tipo: Tinto

Região: Bairrada

Castas: Baga

Preço Aprox.: 5€

Veredicto: Exemplar único, na garrafeira do El Corte Ingles, decidi trazer para experimentar. O ano: 2004. 100% Baga. Para muitos vinhos, seria um risco enorme, provar algo de 2004... mas estamos  na presença de um vinho Bairradino e da casta ...Baga, cuja longevidade e capacidade de evolução, são amplamente reconhecidas. O vinho foi fermentado em lagares abertos e sofreu um estágio em barricas de carvalho francês.

Apresentou uma cor ruby já um pouco esbatida, mas muito pouco. No nariz, as notas vegetais características da Baga, tipo vide, bem como especiarias, dominam o conjunto, por si só em grande equilíbrio. Os taninos estão completamente domados. Na boca, entra fresco, redondo, e com um final longo e extremamente apetecível.

Está num momento de prova sensacional. Mais uma evidência da força da casta Baga, e a um preço fantástico.

Classificação: 16

Sérgio Lopes

domingo, 3 de março de 2013

Casa da Passarela Colheita Seleccionada Tinto 2008



Ano: 2008

Produtor: O Abrigo da Passarela

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen.

Preço Aprox.: 2,80€

Veredicto: As 4 castas típicas da região estão lá: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro, Jaen. Os aromas são igualmente muito característicos do Dão e seguem um pouco a linha do reserva anteriormente comentado neste blogue, ou seja, fruta vermelha e notas vegetais, num registo com toques terrosos. Na boca, entra fresco e redondo, focado um pouco mais na fruta, terminando com uma persistência interessante.

Tipicamente Dão, abaixo dos 3€, numa extraordinária relação qualidade-preço.

Um vinho que é uma aposta segura anti-crise e que não deixará ninguém ficar mal, ao ser seleccionado. Muito bem.

Classificação: 15,5

Sérgio Lopes

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pios Tinto 2009


Ano: 2009

Produtor: Quinta de Vale de Pios

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz.

Preço Aprox.: 11€

Veredicto: A Quinta de Vale de Pios, situa-se no Douro Superior em pleno Parque Natural do Douro Internacional, mais propriamente perto de Barca D'Alva, no lugar de Olgas. Segundo o produtor, trata-se de um local onde existiam vinhas pré-filoxera, de elevada cota e grande quantidade de xisto no solo. Com todas estas condições naturais, estão seguramente criadas as condições ideais para produzir bom vinho de terroir.

O produtor possui as gamas Excomungado (designado desta forma por não passar por madeira), Pios e o topo de gama Vale de Pios. Pios é um vinho produzido com uvas dos melhores talhões, com maioria de Touriga Nacional no lote, composto também por Touriga Franca e Tinta Roriz. Estagiou 18 meses em barricas novas de carvalho francês.

De cor granada, no primeiro dia o vinho apresentou-se muito fechado, com grande predominância da tosta da madeira, sobrepondo-se no conjunto. No  dia seguinte, começou a mostrar todas as suas potencialidades, fruta preta, cacau, especiarias, muita mineraliade e é claro... a tosta da madeira, de qualidade, ainda bastante perceptível, mas já mais integrada. Afinal de contas são 18 meses de estágio em barricas novas. Na boca, tem uma frescura impressionante e uma enorme potência. Denso e austero, termina longo e persistente, com um toque amargo. Enche completamente a boca.

Para quem apreciar vinhos com elevada potência, aliados a uma bela frescura, esta é a escolha certa. Contudo, na minha opinião, deve-se esperar mais um pouco para apreciá-lo ainda melhor, na medida que a madeira ainda não se encontra completamente casada, no conjunto. Um vinho com elevado potencial.

Classificação: 16,5

Sérgio Lopes

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Casa da Passarela Reserva Tinto 2009



Ano: 2009

Produtor: O Abrigo da Passarela

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen.

Preço Aprox.: 5€

Veredicto: Localizada no sopé da Serra da Estrela, possuindo por isso um terroir único, a Casa da Passarela tem-se afirmado como um dos nomes mais fortes a surgir no Dão, com vinhos de excelente relação qualidade-preço Apesar de produzir vinhos desde o século XIX, saltou recentemente para a ribalta desde Lagarinhos, Gouveia - para o mundo, tendo inclusivé obtido inúmeros prémios, graças a uma nova abordagem ao mercado e consequente estratégia por parte dos seus responsáveis.

O vinho que vos trago hoje é de uma incrível relação qualidade -preço - abaixo de 5€, disponível na maioria da grande distribuição / hipermercados. Pode por isso ser facilmente encontrado e permitir ao consumidor comum habituado ao Alentejo e Douro, experimentar algo diferente, a preço cordato.

Este Casa da Passarela Reserva tinto da colheita de 2009,  foi elaborado a partir das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Jaen e estagiou em barricas de carvalho francês e americano. 

De cor ruby, com auréloa avermelhada, mostra-se muito vivo no copo. No aroma, madeira presente mas bem integrada, notas florais, alguns frutos vermelhos, carácter vegetal e terroso. Na boca, entra bastante fresco, com taninos redondos, corpo médio e final prolongado e persistente.

Um Dão obrigatório, com um toque de modernidade, que o torna apelativo e que representará uma excelente mostra para a região.

Classificação: 16

Sérgio Lopes

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Quinta da Levandeira de Roncão Reserva Tinto 2008



Ano: 2008

Produtor: Agri-Roncão

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca

Preço Aprox.: 12,5€

Veredicto: Ufa, que nome comprido - Quinta da Levandeira de Roncão Reserva Tinto 2008, o nome da quinta que deu origem a este vinho produzido das castas autóctones durienses Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca.  Estagia em barricas novas de carvalho francês por 12 meses. 

De cor ruby, os aromas são tipicamente Durienses, com predominância de fruta preta e vermelha maduras. O conjunto é dominado pela fruta ainda que num registo sóbrio. Aqui e ali somos invadidos por notas vegetais. Os taninos são sedosos estando a madeira muito bem integrada no conjunto. Apresenta uma boa estrutura de boca, terminando com uma interessante persistência.

Um Douro de perfil clássico, que será bom companheiro da gastronomia portuguesa. Apenas o seu nível de preços poderá estar um pouco inflacionado face a outros concorrentes que oferecem outro tipo de complexidade, por ventura num perfil mais moderno.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.


Classificação: 15,5

Sérgio Lopes

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

DR Branco 2010


Ano: 2010

Produtor: Agri-Roncão

Tipo: Branco

Região: Douro

Castas: Malvasia Fina, Rabigato, Viosinho

Preço Aprox.: 4,5€

Veredicto: Produzido através de castas típicas do Douro, nomeadamente Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho. Não passa por madeira.

Cor palha, aroma muito fresco com notas citrinas e alguma tropicalidade. Tudo muito harmonioso, bem casado e com uma agradável leveza olfactiva. Na boca, confirma a frescura e os aromas apresentados. De corpo médio, termina com satisfação.

Um vinho leve e fresco, que pode funcionar perfeitamente como aperitivo ou como excelente complemento para pratos leves como saladas, massas ou outro tipo de entradas, à base de queijos e presunto, por exemplo.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.


Classificação: 15

Sérgio Lopes