sexta-feira, 15 de agosto de 2014

FSF Tinto 2011

Ano: 2011

Produtor: José Maria da Fonseca

Tipo: Tinto

Região: Península de Setúbal

Castas: Trincadeira, Syrah e Tannat.

Preço Aprox.: 30€

Veredicto: A José Maria da Fonseca (JMF) lançou este anono mercado a 6ª edição do FSF, vinho que pretende homenagear Fernando Soares Franco, pai do António e Domingos Soares Franco, os atuais responsáveis pela empresa. O FSF, da colheita 2011, é um vinho tinto elaborado a partir das castas Trincadeira, Syrah e Tannat, que estagiou 12 meses em meias pipas novas de carvalho francês. O vinho é apenas elaborado em anos considerados de exceção e sempre em quantidades limitadas

Agora que estou quase de regresso à Tuga para umas merecidas (mas curtas) férias, foi o último vinho que lá provei.

Cor carregada, aroma super complexo, mas deliciosamente desafiante, mineral, fruta preta, toque mentolado, chocolate. Boca com fruta de qualidade, taninos finos e sedosos. Fresco e apetitoso, termina muito longo e a pedir por mais.

Mais um ganda vinho proveniente da José Maria da Fonseca. Bravo!

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor ao qual agradecemos.



Classificação Pessoal: 17,5

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Herdade do Rocim Mariana Branco 2013

Ano: 2013

Produtor: Herdade do Rocim

Tipo: Branco

Região: Alentejo

Castas: Antão Vaz, Arinto e Alvarinho.

Preço Aprox.: 5€


Veredicto: Produzido pela Herdade do Rocim, apenas para o mercado internacional, feito de Antão Vaz, com menor percentagem de Arinto e Alvarinho a completar o lote.

“Mariana” foi inspirado na pitoresca história de amor que uniu a freira do convento da Conceição em Beja, Mariana Alcoforado, e o galante militar francês Cavaleiro de Chamilly, no rescaldo das lutas pela Restauração (séc. XVII), em Portugal. Ficaram famosas as cartas de amor que Mariana escreveu ao seu amante Chamilly, publicadas em França corria o ano de 1669. Ele, regressado à pátria, casou e foi promovido a marechal, e ela viveu em clausura até aos 83 anos...

Cor: Cítrina

Aroma: No nariz sobressai a fruta tropical e algum lado floral. Boa intensidade aromática presente.

Boca: Fresco, focado na "doçura" da fruta, com bom volume. Boa acidez, com final agradável, equilibrado e de comprimento médio.

Um branco de entrada de gama, capaz de combater os homólogos da África do Sul, que aparecem aqui por terras Angolanas. Curioso verificar que evolui rapidamente para ir perdendo essa tropicalidade e harmonizar muito mais próximo de um branco seco. Digo isso, pois provei há pouco tempo o Mariana branco 2012 e verifiquei isso mesmo. Curioso mesmo, hein? Resta escolherem o perfil preferido. Eu vou pelo com mais algum tempo de garrafa...

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

sábado, 9 de agosto de 2014

Quinta do Perú Tinto 2006

Ano: 2006

Produtor: Quinta do Perú

Tipo: Tinto

Região: Terras do Sado

Castas: Touriga Nacional, Syrah, Aragonez. .

Preço Aprox.: ?€


Veredicto: Situada entre Palmela e Serra da Arrábida, a Quinta do Peru está na posse da familía Espirito Santo há várias gerações. A sua tradição vinícola remonta aos anos 60 e, desde então, os vinhos Quinta do Peru foram degustados pela familía e seus ilustres convidados. (O BES faliu - LOL). Recentemente, e seguindo esta tradição plantaram-se novas vinhas utilizando os mais modernos processos de cultivo, incluindo uma criteriosa escolha de castas, de forma a garantir uma vinha de eleição. Foram plantados 25 hectares de tinto das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Aragonês e Syrah

Encontrei este vinho na Casa dos Frescos a um preço de combate aos vinhos Sul-Africanos (abaixo dos 1000 AKZ). Ano: 2006, Torci o nariz... Mas lá decidi comprar.

Apresenta cor ruby. Aroma a fruta madura, alguma baunilha, especiaria. Boca equilibrada, volume médio, taninos redondos, final agradável e sumarento.

Comportou-se muito bem para um vinho com 8 anos. Mostrando-se equilibrado e agradável ao consumo.
Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ladredo Ribeira Sacra Tinto 2008

Ano: 2008

Produtor: Pedro Rodriguez Perez

Tipo: Tinto

Região: Ribeira Sacra (Espanha)

Castas: Mencia, Grenacha Tinturera

Preço Aprox.: 45€

Veredicto: Ladredo é nome de vinha, de uma pequena vinha velha, com cerca de 50 anos, virada a nascente e debruçada vertiginosamente sobre o Rio Sil. A sua inclinação é tão acentuada que torna a vindima numa tarefa quase hérculea. Nesta, coabitam duas castas: A Mencia (em Portugal Jaen) e a Grenacha Tinturera, que se traduzem no lote em 60% e 40%, respectivamente.

O Ladredo 2008 fermentou em balseiro aberto com 30% de engaço. Uma parte macerou por 45 dias e a restante por 75 dias. Estagiou por 12 meses em barricas novas e usadas, de carvalho francês

Cor aberta. Aroma muito fresco e mineral com fruta vermelha, leve especiaria. Boca elegante, leve e cheia de frescura. Profundo com final em finesse. Realmente diferente.

Importado para Portugal por Dirk Niepoort. Este e outros tesouros podem ser descobertos em http://www.niepoort-projectos.com/

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor ao qual agradecemos a extrema amabilidade.



Classificação: 17


Sérgio Lopes

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Muxagat Tinto 2005

Ano: 2005

Produtor: Mateus Nicolau de Almeida

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca

Preço Aprox.: 12€

Veredicto: Mateus Nicolau de Almeida é um rebelde do Douro Superior, acérrimo defensor da sua região da Mêda. Embora proveniente de uma das famílias que mais ajudaram na afirmação da região do Douro, Mateus ocupa grande parte do seu tempo a este seu projecto pessoal. São vinhos de terroir, onde o enólogo tenta expressar a sua especificidade. Confesso que nem em todos os anos me impressionaram os seus vinhos, pois denotei altos e baixos nos diversos anos de colheita. Contudo, descoberto este Muxagat tinto de 2005 na loja do Gaspar, não hesitei em provar.

Cor ruby. Nariz onde ainda a fruta domina, com leves notas florais e especiarias. Boca com taninos completamente redondos, boa frescura e madeira completamente integrada. Termina muito agradável e persistente.

Em boa forma, para um vinho com quase 10 anos. Sem deslumbrar, mas que proporciona grande satisfação.

Classificação: 16


Sérgio Lopes

terça-feira, 29 de julho de 2014

Grandes Quintas Colheita Tinto 2008

Ano: 2008

Produtor: Casa da Arrochella

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinto Cão

Preço Aprox.: 6,5€

Veredicto: Feito a partir de Tinto Cão, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. Estagiou 10 meses em barricas de carvalho Francês. Duriense de gema, do produtor Casa de Aroochella, situado no Douro Superior, com uvas provenientes de quintas entre Vila Flor, Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa. Enologia de Luís Soares Duarte.

Como sabem, sou fã desta sub-região do Douro e fique bem agradado com este vinho: Cor ruby. Aroma intenso , com fruta vermelha madura, especiaria, algum fumo. Enfim com complexidade e profundidade. Boca com taninos redondos, equilíbrio entre madeira e fruta, bela acidez. Termina longo e persistente, cheio de frescura.

Mais um vinho entre os 5€ - 10€ (até mais próximo dos 5€) e que dá muito prazer a beber. A envelhecer muito bem, devendo-se beber agora os 2008, na minha opinião, pois encontra-se no ponto.

Classificação: 16


Sérgio Lopes

sábado, 19 de julho de 2014

Prova dos vinhos Casa do Valle



A Casa do Valle situa-se em Cabeceiras de Basto, região dos vinhos verdes, mais propriamente a 2 Km da lendária Ponte de Cavez, local referido com enlevo por Camilo Castelo Branco, na sua obra, e estende-se, protegida pelas serras do Barroso e Alvão, pelas encostas do rio Tâmega. A produção de vinho nesta Quinta, propriedade da famila Sousa Botelho há várias gerações, remonta o Sec. XVIII. No entanto, foi a partir de 1987 que o processo de produção de vinho é levado mais a sério, tendo sido lançado os seus primeiros branco e tinto em 1989. 

Já tinha provado o "Grande Escolha" , um 100% Alvarinho, tendo ficado surpreendido com a elegância, frescura e final longo. Muito bom mesmo. Agora, aqui em Angola, decidi provar o Branco de... 2009 e o Rosé de 2012. Eis o veredicto.

Casa do Valle Branco 2009

Veredicto: Arinto, Loureiro e Azal, castas típicas da região compõem este vinho. Cor citrina já um pouco mais escurecida. Aroma ainda muito fresco, citrino e leve floral. Boca com leve evolução positiva, mantendo o seu perfil fresco e focado no lado citrino, com uma acidez crocante e final bem apelativo. Quem disse que os "verdes" não podem envelhecer?! Apesar de ser recomendada a sua guarda até 3 anos, este já leva 5 , e como diz o Gaspar" está uma "pomada"...!. PVP 3,5€.

Classificação: 15,5



Casa do Valle Rosé 2012

Veredicto: Vinhão e Rabo-de-anho. Lol, esta última casta nunca tinha ouvido falar. Rosé, com cor muito bonita, tipo um vermelho vivo. Aroma típico do estilo, com framboesa, morango, cereja, enfim toda esta fruta vermelha fresca. Boca focada na fruta, boa acidez, final correcto e equilibrado.  PVP 3,5€.

Classificação: 15

Vinhos "verdes" que apontam para um lado tradicional embora sejam apelativos. Existe aquela acidez bem evidente que nos lembra que é um vinho da região dos "verdes" e em particular da sub-região de Basto, mas não deixam de apelar a um público vasto e até internacional. Destaque para o branco provado de 2009, que prova a sua bela evolução.

Com enologia de Luís Duarte, da quinta sai um outro vinho branco "Matéria" que pode ser encontrado aqui em Angola via LuXmi e que é também interessante conhecer.


Sérgio Lopes