domingo, 30 de dezembro de 2018

Os Meus Vinhos Provados em 2018 - por Luis Pádua

O final do mês de dezembro é sempre altura de arrumações e reflexões. Preparar a vinda de um ano novo, que se espera que seja pelo menos tão bom e cheio de experiência como este o foi. Fazer o balanço do que provei e bebi em 2018 é um exercício de extrema dificuldade. Escrever isto até parece um lugar comum mas não o é. Este ano foi recheado de grandes momentos de convívio, em que fui agraciado com a possibilidade de participar em vários eventos que muito contribuíram para enriquecer o meu conhecimento sobre o vinho. Desde uma única vertical de Esporão Reserva tinto a aulas sobre vinhos galegos, passando por uma prova conduzida pelo Domingos Soares Franco sobre Moscatéis de Setúbal, tive ao longo do ano a possibilidade e fortuna de experienciar vários momentos únicos. Tudo isto só torna o exercício de recordar e selecionar os melhores dos melhores mais difícil.

Mas como em tudo na vida, há que fazer um ranking e como tal, cá vão os que mais se destacaram para mim: Comecemos este ano pelos meus destaques de bolhas. E o destaque primeiro vai uma dupla feita com Alvarinho. Com origem na Quinta de Melgaço, os QM Super Reserva e o Velha Reserva são dois grandes espumantes com base de Alvarinho. O Velha Reserva, com 36 meses de estágio, é para beber de olhos fechados tal é a sua complexidade. Da Bairrada, fiquei rendido ao Pinot Noir de Campolargo. Grande mouse, gordo e envolvente, um espumante de refeição. E por fim, um champanhe. O Jacqueson Non Dosé 1989, mais um ícone de bom champanhe. Elegância a um nível extremo, como uma peça de alta costura, para apreciadores!


Depois de brindarmos ao ano, passemos aos Brancos. E que Brancos de exceção tive a oportunidade de beber este ano. Listar os que mais se destacaram foi difícil, muito difícil mesmo. Ainda assim, cá vão aqueles que mais prazer me deram a beber: De Espanha o Finca a Pedreira Albarino 2016 e o Pazo Señorans Selección de Añada Blanco 2009. Este último, que hino à arte de fazer albariño com grande capacidade de guarda. Em Portugal, e começando pela região mais a Norte, veio o Quinta do Regueiro Barricas 2014. Que capacidade de envelhecimento impar do Alvarinho, quando bem tratado. Do Douro vieram grandes brancos, todos com elevada estrutura, madeira muito bem integrada e alguns a mostrarem já uma excelente evolução. Desta região destaque para o Maritávora Reserva 2006, Vinha do Martim 2016 e o Lacrau Garrafeira 2013. Do Dão, tantos e bons mas o destaque foi o Maria João Private 2012 e o Passarella Villa Oliveira Encruzado 2014. De Lisboa, um clássico pouco conhecido e ainda menos produzido, o Casal Figueira António 2012. Do Alentejo, região que produz vinhos Brancos de grande volume mas com frescura, os meus destaque foram para 3 produtores. Esporão, com o PS2015 e o Reserva 2011; Terras de Alter, com o Telhas 2014; e o Pêra Manca 2013 e 2015. Um denominador comum a todos estes vinhos portugueses, um excelente equilíbrio com a madeira, que lhes proporcionou um elevado volume de boca mas ao mesmo tempo frescura e acidez. Mas para mim, o Branco do ano venho de França. Que me perdoem todos os produtores nacionais que me deram grandes Brancos a beber, mas este Domaine Henri Boillot Puligny Montrachet 2010, tirou-me do sério. Ainda hoje sou capaz de fechar os olhos e recordar todos os segundos de prazer que me proporcionou…

Se falar dos Brancos e fazer uma lista final já foi difícil, no caso dos Tintos é um exercício ainda mais complicado. Começando pelo Douro, vinhos com alguma extração, concentração, os melhores foram o Raul Riba d’ave Vinhas Velhas Reserva 2014, o Quinta do Vesúvio 2009, Gouvyas 2001 e Quinta de Cidrô Marquis 2007. Mas o Raul Riba d’Ave, quase que se mastiga o vinho… Do Dão, os destaques foram Rodeio 2004, Conde de Santar 2009, Falorca Garrafeira 2003… Este último, um jovem ainda… De Setúbal, 3 grandes tintos. O Horácio Simões Grande Reserva 2015, Cavalo Maluco 2007 e o Anima 2004. Alentejo. Terra normalmente associada a vinhos quentes, pesados… Que erros meus caros. São vinhos cada vez mais elegantes, estrutura e volume de boca. E nada pesados! Desta grande região, os meus destaques foram para o Júlio Bastos Grande Reserva 2013, Blog bivarietal 2015, Menino António 2014 e o Solstício 2012. E que dizer de um Adega Cooperativa de Portalegre 1985? Um vinho engarrafado em 1987, a propósito de uma visita de Mário Soares à cidade… De Itália, a oportunidade de beber um Michele Chiarlo “La Court” Barbero 1996, um tinto que muito me surpreendeu Mas o meu vinho do ano… veio do Douro e foi o Vinha Maria Teresa 2011, da Quinta do Crasto.


E chegamos ao final da refeição, ou melhor, dos melhores do ano. E como qualquer boa refeição, passemos aos Licorosos. Portos, Moscatel e Madeira. De Setúbal, veio o Alambre 20 anos, um belo exemplar desta casta. Da Madeira, cada vez mais fã dos vinhos mais secos, os destaques foram o Barbeito 10 anos Verdelho e o Blandy’s 20 anos Terrantez. E nos Portos. Fazer uma lista de destaques, quando se beberam grandes colheitas, Tawny e Vintage é difícil. Mas ainda assim, colheitas destaque para o Krohn Colheita 78 e 82, e o DALVA Colheita 85, nos Tawny, o Messias 40 anos e o Pormenor 10 anos, e nos Vintage, o Taylor’s 85 (obrigado Tozé!). Mas o destaque dos destaques, o best of the best, foi o Borges Vintage 63. E não preciso de dizer mais nada… é inacreditável a forma como um Vintage chega aos 55 tão jovem e fresco…

Luís Pádua (Wine Lover)

sábado, 29 de dezembro de 2018

Os Meus Vinhos Provados em 2018 - por Duarte Silva

Este ano provei os dois melhores vinhos da minha vida, tanto em branco como em tinto numa grandiosa prova no Centro de Estudos Vitivinícolas do Dão. Esses foram os inigualáveis Branco 1963 – que tinha um aroma incrivelmente jovem e uma boca descomunal de citrina e mineral com uma acidez brutal mas perfeitamente saudável e o Tinto 1958 – com um aroma fresco e cativante e com uma boca de classe em estado puro e com uma vivacidade inacreditável. Qualquer um destes vinhos parecia muito mais novo do que era e podia-se bater com qualquer grande vinho do mundo. Claro que estes vinhos são ultra-raros e muito difíceis de conseguir provar. 

Vinhos mais facilmente disponíveis e que me surpreenderam foram em brancos o Kompassus Private Collection Branco 2014 com meio corpo, madeira quase imperceptível, só a dar um pouco mais de complexidade, com uma acidez brutal e um lado salino também muito cativante e viciante (vinho um pouco difícil mas grandioso para quem gosta deste estilo). Estou também ansioso por beber o novo Vale dos Ares Vinha da Coutada, pois foi o vinho que mais me surpreendeu na White Experience, a par do Pequenos Rebentos Selvagem

Ao nível de tintos, os que mais gostei foi o Barca Velha 2008, vinho muito fresco com potência e muito longo e incrivelmente também o Mouchão Tonel 3-4 2011 pois, ao contrário do que previa ano passado, já dá uma grande prova, desde que decantado com antecedência. Bem mais barato do que estes dois, posso destacar o Pape 2008, Sidónio de Sousa Garrafeira 2005 e o Mouchão 2007. E não podia acabar sem falar do Colares da Real Companhia Vinícola de 1964 que estava monumental e com uma frescura surpreendente para os seus 54 anos. 


Nos licorosos, o meu destaque vai para o Madeira Blandys Terrantez 1980 que se aproximava de um meio doce a meio seco com bastante acidez e classe. Um mais barato e acessível e que me deu um grande prazer foi o Barbeito Tinta Negra 2004, que é um meio seco incrivelmente fresco e cativante. 

Nos espumantes é que foram poucos os provados, sendo que em Portugal continuo a preferir o Vértice Gouveio, desta vez a colheita de 2008 e claro que também adorei o Pinot Noir 2008. Em champanhes o que mais gostei foi o Collet vintage 2008 com um equilíbrio muito bom entre potência e elegância com frescura.

Duarte Silva (Cegos por Provas)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Os Meus Vinhos Provados em 2018 - por Paulo Pimenta

Mais uma vez aceito o desafio do Sérgio Lopes para apresentar as minhas escolhas vínicas do ano de 2018. Desta vez só escreverei sobre vinhos nacionais. Ao longo deste ano tive oportunidade de provar mais de mil vinhos diferentes, talvez por isso a escolha seja sempre tão difícil a todos os níveis. 


A minha seleção em espumantes nacionais recaiu em dois exemplares, Douro e Bairrada, cheios de personalidade e capazes de se bateram com o que melhor se faz por esse mundo fora. O prolongado estágio a que foram submetidos confere-lhes muita complexidade, a frescura e acidez que revelam são excelentes companhias para a mesa: Murganheira L'esprit de la Maison Extra Bruto 2011 e Caves S. Domingos Elpídio 80. A minha escolha recai sobre o primeiro. 

Ao longo deste ano provei vários vinhos brancos nacionais que facilmente podiam estar no lugar mais alto do pódio. Podia sugerir o Quinta da Covela Fantástico, o Quinta da Passarela de rótulo preto, o tal que congrega cinco colheitas diferentes da casta encruzado, pela capacidade de expressarem de uma forma marcante o “terroir” e as castas de onde provêm. No entanto, aquele que mais me surpreendeu foi, mais uma vez, o Anselmo Mendes Tempo. Um vinho feito a partir da casta Alvarinho usando a técnica da curtimenta.

Nos tintos, a escolha é um pouco mais fácil. Gosto de vinhos com pouca madeira, pouco extraídos e com níveis médios de álcool. Neste contexto provei 4 vinhos que se enquadram neste perfil e mais um que me desafia de cada vez que o provo: Herdade do Mouchão Tonel 3-4 2011. Os outros 4 são: Mapa Vinha Cristina 2014; Quinta da Boavista Vinha do Ujo 2015; Luís Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2011 e Kompassus Gene 2007. Muito embora os vinhos anteriores se tenham evidenciado de uma forma superior, nenhum deles atingiu o patamar do Luís Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco 2011. É um vinho monumental, cheio de profundidade e elegância. Uma grande Baga. 

Por fim, gostaria de destacar dois vinhos fortificados: Borges Vintage 1963 e Niepoort Vintage 1863. Escolho o segundo devido à sua maior complexidade e história associada. Recentemente foi vendido em leilão por 128 mil dólares. É obra. Foi um ano memorável!

Paulo Pimenta (Wine & Stuff)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Novidade: Falua Reserva Unoaked Tinto 2015

A Falua lançou uma gama premium de vinhos: Falua Reserva Unoaked Tinto 2015 e Branco Reserva 2017 - As novas referências do produtor da região do Tejo, sediado em Almeirim. cujo capital foi na sua maioria adquirido pelo Grupo Roullier em 2017, têm assinatura da enóloga Antonina Barbosa e da sua equipa.

Provado o tinto há dias, foi uma agradável surpresa! 100% Touriga Nacional, é um vinho de "puro terroir", segundo a enóloga (calhau rolado e areia) e de facto confirma-se.

O vinho não sofreu qualquer tratamento ou filtração com o objectivo de dar a conhecer a casta da vinha de onde provém, em particular.O Falua Reserva Tinto Unoaked (sem passagem por madeira) 2015,  apresenta-se muito equilibrado, com notas florais e fruta preta, mas sem os exageros que às vezes se encontram nos vinhos estreme da casta. A boca apresenta bom volume, mineralidade, taninos macios, muita frescura e um final longo e sumarento. 

Foi um par perfeito para o Cabrito de Natal e de agrado geral! Mais uma excelente surpresa da região do Tejo, região que tenho vindo a descobrir e a apreciar cada vez mais. A Acompanhar. PVP: 13,5€.. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Nova imagem dos vinhos Borges Reserva e Lançamento da II edição do Borges Grande Reserva


A Sociedade dos Vinhos Borges renovou a imagem da gama Borges Reserva, que reflete a antiguidade da marca e o caráter dos vinhos. Esta novidade acompanha a aposta no aumento qualitativo da gama, com produções mais reduzidas.

Na nova imagem, a marca Borges apresenta-se reforçada como símbolo de prestígio e qualidade, com a recuperação da insígnia em relevo modulado das duas águias unidas, tendo sobreposto um ornato - com as iniciais V e B no centro - um regresso às origens da marca e ano de fundação – 1884. Por outro lado, salientam-se os acabamentos premium e os apontamentos dourados e prateados, identificando tinto e branco, respetivamente, enobrecem o conjunto, que vestem uma garrafa superior, troncocónica e elegante.

Esta renovação da imagem acompanha o lançamento das novas colheitas para o mercado: Borges Reserva Douro Branco 2017 , Borges Reserva Douro Tinto 2015, Borges Reserva Dão Branco 2017 e Borges Reserva Dão Tinto 2015. Todos os vinhos da gama Borges Reserva serão comercializados apenas em caixas de madeira de três unidades, sendo que os PVP recomendados são 19,50€ para os tintos e 15,50€ para os brancos. 

A apresentação dos vinhos decorreu no restaurante Gaveto, em Matosinhos, onde os vinhos provados efetuaram uma maridagem perfeita com um Sargo Assado no Forno e um Bifinho delicioso, como é apanágio deste grande restaurante amigo do Vinho e da excelente cozinha. 

Todos os vinhos se mostraram bastante gastronómicos e com um selo de qualidade superior. O Borges Reserva Douro Branco 2017, com um belíssimo ataque de boca, encorpado e untuoso, a precisar de tempo em garrafa, mas já a mostrar uma boa prova; o Borges Reserva Dão Branco 2017 - o meu preferido, com a madeira muito bem integrada, fresco e elegante, muito equilibrado e com uma gordura de boca a conferir grande profundidade; Nos tintos, o mesmo perfil entre Douro e Dão, ou seja, o Borges Reserva Douro Tinto 2015 com mais volume de boca, mais potente, mas um pouco menos intenso que o Dão, até com a madeira um pouco mais em evidência - um vinho muito bem conseguido sob o ponto de vista comercial; Já o Borges Reserva Dão Tinto 2015, muito fresco, com belíssima acidez, elegante, de taninos macios e a madeira bem integrada, de final longo e com apenas 12,5º de alcool. Muito bem. Todos os vinhos sem adstringência ou extração, pelo contrário, a mostrarem elegância e frescura.

Borges Grande Reserva Tinto 2015

Para o final estava reservada a apresentação e lançamento do Borges Grande Reserva Tinto 2015, a segunda edição deste icon, lançado pea primeira vez em 2005. 

Um vinho feito de Touriga Nacional, Titnta Roriz, Touriga Franca e Tinta Amarela, de vinhas com mais de 30 anos, provenientes da Quinta da Soalheira. feito em lagar e com passagem por barricas de carvalho francês durante 30 meses. 

Um vinho super complexo, intenso, de corpo volumoso, com taninos frimes, mas sem exageros, denso, que enche a boca por completo e que neste momento é um verdadeiro "menino". Um grande Douro já, mas que se perspectiva vá melhorar e muito nos próximos 10 anos. 

Apenas 3238 garrafas produzidas de um vinho com PVP recomendado de 70€. 

Terminou assim de forma brilhante o evento dos vinhos Borges.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Sugestões para o Natal - Vinhos Fortificados

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2019. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:


IV. VINHOS FORTIFICADOS


Real Companhia Velha Vintage 2007 (Vinho do Porto) | PVP: 32€ | Garrafeiras 

Para quem apreciar um estilo mais focado na fruta, recomendo um Porto Vnitage ou um LBV, sendo que os vintage do ano de 2016 estão prontos a beber e cheios de elegância. É comprar qualquer um, pois estão óptimos! No entanto, optei por escolher um Vintage com mais de 10 anos e de uma casa centenária - a Real Companhia Velha, que prima nos seus Portos pela elegância e não pela extração e sobrematuração. Um Vintage do ano mítico de 2007, que provei recentemente numa inacreditável masterclass de Portos e que está a começar a dar os primeiros passos rumo à... adolescência. Neste momento, está ainda um pouco sério e fechado, mas com fruta de enorme qualidade, algo perfumado também, complexo com notas de tabaco e especiaria. Muito sedoso, com uma boca deliciosa e fresca. Longo. Bebe-se com enorme prazer já, mas pode ser guardado por muitos anos. A um preço cordato.  By Sérgio Lopes (ContraRotulo)


Alambre 20 Anos (Moscatel de Setúbal) | PVP: 25€ | Garrafeiras

Clássico da José Maria da Fonseca , produzido pelo talentoso enólogo Domingos Soares Franco, o Alambre 20 Anos é elaborado a partir da casta Moscatel, constituído por um lote de 19 colheitas em que a colheita mais nova tem pelo menos 20 anos e a mais antiga perto de 80 anos, resultando num vinho complexo, aromático, elegante e com um longo final de prova. É companhia frequente cá em casa. Esta última edição está com um equilibrio fenomenal entre doçura e acidez, acrescentando uma definição de pureza do lado citrino tipico da casta notável. Notas caramelizada, café e fruto seco, completam um bouquet que tem tanto de complexo como elegante. Uma delicia e uma tentação. Grande Moscatel!By Lucinda Costa (ContraRotulo)


Valriz 10 Anos (Vinho do Porto) | PVP: 14€ | Garrafeiras 

Chegada a hora das sobremesas típicas dos portugueses no Natal, deixo-me "afundar" nas tradicionais rabanadas e no queijo da serra e frutos secos, assim o Porto Valriz Tawny 10 anos do produtor Coimbra de Mattos irá fazer as honras da casa e do momento! Côr típica dos Tawny de idade ligeiramente caramelizada com notas a frutos secos e ligeira "aguardente velha" muito equilibrado e especiado. Um belo parceiro de fim de refeição o qual deverá ser servido ligeiramente refrescado. Boas ceias e até para o ano!  By Francisco Monteiro (Wine Lover)


Barbeito Boal 10 Anos (Vinho Madeira) | PVP: 40€ | Garrafeiras 

Eu adoro Madeiras e uma das boas opções para as sobremesas são os Madeiras 10 das castas Malvasia ou Boal, em que a primeira dá origem a vinhos doces e a segunda a meio doces. Eu tenho tendência a preferir a casta Boal e uma bela opção é o Barbeito Boal 10 anos que tem um equilíbrio entre doçura e acidez que gosto muito. Uma outra opção podia ser o HM Borges que é ligeiramente mais doce e um pouco mais barato.  By Duarte Silva (Cegos Por Provas)

Borges Vintage 1963 (Vinho do Porto) | PVP: 400€ | Garrafeiras 

Com as sobremesas da época do Natal gosto de um tawny com vários anos para as acompanhar. No entanto, quando tenho oportunidade, prefiro conjuga-las com um Vintage maduro. Desta forma, escolho um Borges Vintage 1963. Os aromas e sabores a frutos secos juntamente com a excelente estrutura do vinho casam muito bem com a gastronomia da época.  By Paulo Pimenta (Wine & Stuff)


Kopke Colheita 1978 (Vinho do Porto) | PVP: 110€ | Garrafeiras 

O Natal pede sempre um vinho do Porto especial, um Porto que nos faça fechar os olhos, refletir nos momentos em família e na reunião que o Natal é. O vinho do Porto representa assim o clímax da reunião natalícia, pelo que lá em casa a preferência e o momento, exigem sempre ou um Vintage bem envelhecido ou uma colheita com idade! Este ano a minha preferência vai para o colheita 1978 da Kopke. É um vinho de uma elegância única, com um paladar intenso e muito equilibrado. Na boca é aromático, muito aromático, com um conjunto de notas iniciais de café e caramelo, como qualquer boa colheita deve apresentar. À medida que vai abrindo, vão aparecendo notas de frutos secos mas com um toque cítrico, que lhe dão um final de boca muito longo e quase picante. Evoluiu muito bem, mantendo ainda alguma frescura e uma acidez equilibrada, tudo com um grande volume de boca. Tive a oportunidade de o provar no Adegga e fiquei praticamente viciado nele. A Kopke continua, a par de mais uma ou duas casas, a ser uma das referências nacionais ao nível de Porto Colheita. By Luis Pádua (Wine Lover)


Grahams 20 Anos (Vinho do Porto) | PVP: 35€ | Garrafeiras 

Provei este nectar pela primeira vez numa prova cega organizado pela "Wine & Stuff" de 12 dos melhores Vinhos do Porto 20 anos. Quando coloquei este vinho à boca, as pupilas dilataram. Fiquei logo rendido à sua concentração, complexidade, o sua boca espessa de "Caramel & Nuts" e um equilibrio fantástico entre estes e o alcool, a doçura e a acidez. Este vinho de cor ambar é criado com grande mestria a partir de vários cascos, com vinho originário principalmente das Quintas dos Malvedos e do Tua, cuja média de idades são 20 anos. A família Symington, detentora dos vinhos Graham's, possui com este vinho uma das melhores relações preço/qualidade para um 20 anos. Nada melhor para beber com família e amigos, depois da consoada, junto à lareira enquanto faz frio lá fora.. By Francisco Rebello de Andrade (Vinho e Portugal)


Quinta do Infantado Reserva Ruby Medium Dry (Vinho do Porto) | PVP: 12€ | Garrafeiras 

Natal que é Natal não pode deixar de incluir Vinho do Porto. E porque não um feito com uvas de produção biológica? O Quinta do Infantado Reserva Ruby (Bio), na sua versão mais recente, engarrafada em Agosto de 2018, tem tudo o que podemos pedir a um Ruby jovem: fruta intensa e doce, um lado químico tão típico da juventude, e uma boca suave e elegante. E, tal como todos os Portos da Quinta do Infantado, tem um menor açúcar residual, sendo por isso Meio Seco, o que convida a beber mais um copo. E com a vantagem de não nos assaltar a carteira!. By André Antunes (Delicatum)

8 excelentes escolhas para a mesa de Natal!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Sugestões para o Natal - Espumantes

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2019. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:


III. VINHOS ESPUMANTES


Familia Hehn Velha Reserva (Távora Varosa) | PVP: 17€ | Garrafeiras 

Recentemente redescoberto este produtor, Hehn, que tal como a Murganheira, pertence à região da Távora-Varosa, provavelmente a região de excelência em Portugal para a produção de espumante. Este espumante com mais de 10 anos, o Familia Hehn Velha Reserva 2006, dá-me um gozo bestial, pois tem tudo aquilo que aprecio num grande espumante, com alguma evolução, cheio de fruto seco, notas de panificação, mousse cheia de classe, muita frescura . Uma delicia. Está num momento de prova extraordinário. De consumo obrigatório lá em casa nestas festas natalicias. By Sérgio Lopes (ContraRotulo)


Messias Blanc des Blancs Grande Cuvée (Bairrada) | PVP: 15€ | Garrafeiras

É da Messias e é um Blanc de Blancs, produzido 100% de Chardonnay. É espumante bruto natural, ou seja, não tem qualquer adição de açúcar, daí a menção no rótulo à expressão "dosagem zero". Resulta num espumante bem complexo, fruto dos seus 4 anos mínimos de estágio em cave sobre borras, antes do degorgement. Um espumante com um nariz muito elegante, com uma acidez incrível, e muito equilibrado. Mousse deliciosa, frutos secos, bolha delicada, algum biscoito e muita frescura. A boca cremosa e a nota dominante de equilibrio e acidez crocante, puxa a beber mais um copo. Termina longo e com grande prazer. É o topo de gama da Messias, que por apenas cerca de 15€ nos apresenta um espumante de elevada qualidade ao melhor estilo champanhês.  By Lucinda Costa (ContraRotulo)


São Domingos Cuvée (Bairrada) | PVP: 14€ | Garrafeiras 

Pela altura natalícia e pela riqueza da tradição gastronómica é sempre altura de se abrirem umas "bolhas" para comemorar. Por via das duvidas os espumantes são sempre uma escolha sábia para acompanhar uma refeição integralmente do princípio ao fim e o Natal pode ser exemplo disso mesmo! Como tal a minha escolha é o Caves S.Domingos Cuvee 2012 Bruto, Baga e Sauvignon Blanc em plena sintonia, elegante, fruta branca muito macia, mineral e notas de tosta. Belíssima bolha fina e acidez perfeita para acompanhar a consoada do princípio ao fim! Bom Natal! By Francisco Monteiro (Wine Lover)


Vinha Formal (Bairrada) | PVP: 16€ | Garrafeiras 

O Vinha Formal 2010 do Luis Pato é provavelmente o melhor exemplo de Espumante só feito com castas portuguesas ao estilo de Champanhe, com Bical e Touriga Nacional a fazerem a vez de Chardonnay e Pinot Noir (uma casta branca e uma tinta). Tem uma leve tonalidade rosada, aroma com suaves notas fumadas (provavelmente da sua fermentação em madeira), biscoito e algum fruto vermelho. A bolha é fina e a boca é cítrica, fresca e com complexidade, fruto do tempo de cave prolongado. By Duarte Silva (Cegos Por Provas)


Caves São Domingos Elpidio 80 (Bairrada) | PVP: 30€ | Garrafeiras 

Estou convencido que os espumantes nacionais só terão hipótese de se afirmarem no mercado mundial pela qualidade. Nesse sentido, a aposta em longos estágios em cave terá de ser evidente. Partindo desse princípio, a minha escolha é Caves São Domingos Elpídio 80 branco 2011. É um espumante com Denominação de Origem Bairrada e resulta da combinação das castas Pinot Noir (50%) e Pinot Blanc (50%). Ao longo dos quatro anos em cave, o vinho desenvolveu notas florais, minerais e de frutos secos. Na boca revela uma bolha muito fina e muito cremosa. Um hino à região. By Paulo Pimenta (Wine & Stuff)


Murganheira Vintage Bruto (Távora-Varosa) | PVP: 28€ | Garrafeiras 

Murganheira vintage bruto Pinot Noir. O Espumante lá em casa é consumido com as entradas, para se brindar à reunião da família. A minha escolha cai num espumante de excelência nacional. Feito a partir de Pinot Noir, é muito encorpado e cheio de persistência. Na boca é quando se revela em pleno. Um conjunto muito harmonioso, requintado, onde temos uma combinação de uma mouse muito cremosa, uma bolha finíssima e uma frescura citrina, num conjunto de notável equilíbrio e sofisticação. É um espumante inimitável e que se deve abrir em momentos como este! By Luis Pádua (Wine Lover)


Montanha Real Grande Reserva (Bairrada) | PVP: 17€ | Garrafeiras 

Bairrada é uma das regiões de destaque pela produção de espumantes em Portugal. Provei este "Montanha Real" em Novembro na 1ª edição do evento "Bairrada no Porto". Este espumante, de 2010, ficou-me na memória. Tem 8 anos, degorjado com 3 anos, e feito a partir das castas típicas da região: Bical e Baga. Muito complexo, gastronómico, boa mousse, acidez marcante e requintado. Algo para partilhar com pessoas especiais e para ocasiões como a do Natal e a passagem de Ano. By Francisco Rebello de Andrade (Vinho e Portugal)


Phaunus Pet Nat Rosé (Verdes) | PVP: 16€ | Garrafeiras 

Esta altura festiva é sempre propícia à abertura de um espumante. Seja de aperitivo, à mesa ou com as sobremesas, a ocasião lá acaba por aparecer. Nada melhor então que um espumante versátil, como o Aphros Phaunus Pet Nat Rosé 2017. Elaborado através do método ancestral, onde o gás provém ainda da primeira fermentação que termina na garrafa, feito com as castas Loureiro e Vinhão, é um espumante de bolha viva e alegre, corpo ligeiro, e algum açúcar residual que o torna polivalente, mas nunca se tornando doce dado a bela acidez que tem. By André Antunes (Delicatum)

8 excelentes escolhas para a mesa de Natal!