quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Sugestões para o Natal - Espumantes

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2019. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:


III. VINHOS ESPUMANTES


Familia Hehn Velha Reserva (Távora Varosa) | PVP: 17€ | Garrafeiras 

Recentemente redescoberto este produtor, Hehn, que tal como a Murganheira, pertence à região da Távora-Varosa, provavelmente a região de excelência em Portugal para a produção de espumante. Este espumante com mais de 10 anos, o Familia Hehn Velha Reserva 2006, dá-me um gozo bestial, pois tem tudo aquilo que aprecio num grande espumante, com alguma evolução, cheio de fruto seco, notas de panificação, mousse cheia de classe, muita frescura . Uma delicia. Está num momento de prova extraordinário. De consumo obrigatório lá em casa nestas festas natalicias. By Sérgio Lopes (ContraRotulo)


Messias Blanc des Blancs Grande Cuvée (Bairrada) | PVP: 15€ | Garrafeiras

É da Messias e é um Blanc de Blancs, produzido 100% de Chardonnay. É espumante bruto natural, ou seja, não tem qualquer adição de açúcar, daí a menção no rótulo à expressão "dosagem zero". Resulta num espumante bem complexo, fruto dos seus 4 anos mínimos de estágio em cave sobre borras, antes do degorgement. Um espumante com um nariz muito elegante, com uma acidez incrível, e muito equilibrado. Mousse deliciosa, frutos secos, bolha delicada, algum biscoito e muita frescura. A boca cremosa e a nota dominante de equilibrio e acidez crocante, puxa a beber mais um copo. Termina longo e com grande prazer. É o topo de gama da Messias, que por apenas cerca de 15€ nos apresenta um espumante de elevada qualidade ao melhor estilo champanhês.  By Lucinda Costa (ContraRotulo)


São Domingos Cuvée (Bairrada) | PVP: 14€ | Garrafeiras 

Pela altura natalícia e pela riqueza da tradição gastronómica é sempre altura de se abrirem umas "bolhas" para comemorar. Por via das duvidas os espumantes são sempre uma escolha sábia para acompanhar uma refeição integralmente do princípio ao fim e o Natal pode ser exemplo disso mesmo! Como tal a minha escolha é o Caves S.Domingos Cuvee 2012 Bruto, Baga e Sauvignon Blanc em plena sintonia, elegante, fruta branca muito macia, mineral e notas de tosta. Belíssima bolha fina e acidez perfeita para acompanhar a consoada do princípio ao fim! Bom Natal! By Francisco Monteiro (Wine Lover)


Vinha Formal (Bairrada) | PVP: 16€ | Garrafeiras 

O Vinha Formal 2010 do Luis Pato é provavelmente o melhor exemplo de Espumante só feito com castas portuguesas ao estilo de Champanhe, com Bical e Touriga Nacional a fazerem a vez de Chardonnay e Pinot Noir (uma casta branca e uma tinta). Tem uma leve tonalidade rosada, aroma com suaves notas fumadas (provavelmente da sua fermentação em madeira), biscoito e algum fruto vermelho. A bolha é fina e a boca é cítrica, fresca e com complexidade, fruto do tempo de cave prolongado. By Duarte Silva (Cegos Por Provas)


Caves São Domingos Elpidio 80 (Bairrada) | PVP: 30€ | Garrafeiras 

Estou convencido que os espumantes nacionais só terão hipótese de se afirmarem no mercado mundial pela qualidade. Nesse sentido, a aposta em longos estágios em cave terá de ser evidente. Partindo desse princípio, a minha escolha é Caves São Domingos Elpídio 80 branco 2011. É um espumante com Denominação de Origem Bairrada e resulta da combinação das castas Pinot Noir (50%) e Pinot Blanc (50%). Ao longo dos quatro anos em cave, o vinho desenvolveu notas florais, minerais e de frutos secos. Na boca revela uma bolha muito fina e muito cremosa. Um hino à região. By Paulo Pimenta (Wine & Stuff)


Murganheira Vintage Bruto (Távora-Varosa) | PVP: 28€ | Garrafeiras 

Murganheira vintage bruto Pinot Noir. O Espumante lá em casa é consumido com as entradas, para se brindar à reunião da família. A minha escolha cai num espumante de excelência nacional. Feito a partir de Pinot Noir, é muito encorpado e cheio de persistência. Na boca é quando se revela em pleno. Um conjunto muito harmonioso, requintado, onde temos uma combinação de uma mouse muito cremosa, uma bolha finíssima e uma frescura citrina, num conjunto de notável equilíbrio e sofisticação. É um espumante inimitável e que se deve abrir em momentos como este! By Luis Pádua (Wine Lover)


Montanha Real Grande Reserva (Bairrada) | PVP: 17€ | Garrafeiras 

Bairrada é uma das regiões de destaque pela produção de espumantes em Portugal. Provei este "Montanha Real" em Novembro na 1ª edição do evento "Bairrada no Porto". Este espumante, de 2010, ficou-me na memória. Tem 8 anos, degorjado com 3 anos, e feito a partir das castas típicas da região: Bical e Baga. Muito complexo, gastronómico, boa mousse, acidez marcante e requintado. Algo para partilhar com pessoas especiais e para ocasiões como a do Natal e a passagem de Ano. By Francisco Rebello de Andrade (Vinho e Portugal)


Phaunus Pet Nat Rosé (Verdes) | PVP: 16€ | Garrafeiras 

Esta altura festiva é sempre propícia à abertura de um espumante. Seja de aperitivo, à mesa ou com as sobremesas, a ocasião lá acaba por aparecer. Nada melhor então que um espumante versátil, como o Aphros Phaunus Pet Nat Rosé 2017. Elaborado através do método ancestral, onde o gás provém ainda da primeira fermentação que termina na garrafa, feito com as castas Loureiro e Vinhão, é um espumante de bolha viva e alegre, corpo ligeiro, e algum açúcar residual que o torna polivalente, mas nunca se tornando doce dado a bela acidez que tem. By André Antunes (Delicatum)

8 excelentes escolhas para a mesa de Natal!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Sugestões para o Natal - Vinhos Tintos

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2019. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:


II. VINHOS TINTOS


Giz Vinha das Cavaleiras (Bairrada) | PVP: 28€ | Garrafeiras 
Produzido de uma vinha centenária, muito velha, a Vinha das Cavaleiras de apenas 2 hectares, de um projecto recente e muito refrescante na Bairrada, o Giz, de Luis Gomes. O vinho é de um aroma ultra fino, muito complexo, contido, com laivos de calcário, fruta, especiaria, tudo com grande classe. Na boca, muito sedoso e envolvente, quase mastigável, com enorme elegância. Corpo médio, enorme acidez e frescura e um enorme prazer. Um baga moderno, cheio de classe e que apetece beber. Mesmo! Fará brilhar o Cabrito!  By Sérgio Lopes (ContraRotulo)


Quinta do Mouro (Alentejo) | PVP: 28€ | Garrafeiras

O Alentejo de Miguel Louro é um Alentejo cheio de frescura e vivacidade. Pleno também de longevidade nos seus vinhos, pois a colheita mais recente no mercado é a de 2012, creio. 6 anos portanto. Proveniente de Estremoz e sob a égide do carismático produtor, este tinto é super fresco, estruturado, altamente gastronómico e opulento. Delicioso à mesa e um digno exemplar daquilo que o Alentejo pode mostrar, sem excessos de qualquer tipo...  By Lucinda Costa (ContraRotulo)


Boina (Douro) | PVP: 9,90€ | Garrafeiras 

Quando chega o Natal e o frio  aperta, sobretudo das terras do Norte, há quem costume usar Boina, e eu acho muito bem, pois este Boina (2015) é mesmo um conforto para a boca e para a alma. De uma dupla de jovens produtores, temos assim mais sangue novo a produzir no Douro (Torre de Moncorvo). O vinho passa por madiera, nem necessita, pois o foco não é uma riqueza aromática exuberante mas é franco e vai metendo conversa connosco á mesa á medida que a comida vai chegando e vai crescendo... e vamos gostando cada vez mais... que a palavra de ordem vai ser de certeza "inda há? É melhor abrir outra!" Belíssimo início de carreira da dupla de jovens produtores. By Francisco Monteiro (Wine Lover)


Quinta das Bageiras Garrafeira (Bairrada) | PVP: 25€ | Garrafeiras 

O almoço do dia de natal vai ser cabrito e a escolha vai recair no Quinta das Bageiras Garrafeira 2013. Este é um Bairrada Clássico de Baga potente e com acidez elevada mas já com os taninos arredondados que penso que vai permitir um bom emparelhamento com o Cabrito. Nós últimos anos, mesmo produtores clássicos como o Mário Sérgio, tem lançado os vinhos com os taninos um pouco mais redondos e já se podem beber antes dos 10 anos de idade, desde que decantados com antecedência. By Duarte Silva (Cegos Por Provas)


Mapa Vinha Cristina (Douro) | PVP: 30€ | Garrafeiras 

Nos tintos a minha escolha recai sobre um vinho incontornável do Pedro Garcias. Refiro-me ao Mapa Vinha Cristina 2014. Um vinho poderoso mas elegante que seduz imediatamente. Aqui não há excesso de madeira, concentração ou alcool, apenas um conjunto extremamente harmoniozo com um final poderoso e muito longo. Um Douro desconcertante. By Paulo Pimenta (Wine & Stuff)


Vinhas Improváveis (Douro) | PVP: 15€ | Garrafeiras 

Escolher o tinto nunca é fácil. É preciso pensar nos gostos daqueles que se sentam à mesa e no que se vai comer. Em casa, depois da ceia ter sido acompanhada de um Branco nacional (normalmente oriundo do Dão), o almoço é carne, um capão recheado e sempre acompanhado de um tinto. Este ano a minha sugestão vai para um vinho que provei recentemente e que muito me surpreendeu, o Vinhas improváveis Raul Riba d’Ave 2014. Confesso que não foi fácil escolher este vinho. A minha zona de conforto seria um Touriga Nacional do Dão ou um Alicante Bouschet do Alentejo. Mas para o capão procurei um vinho que combinasse elegância, longo final de boca e aromas. Aqui estamos perante um vinho de uma extrema elegância. Apresenta-se com um valor de álcool considerável, 15º, mas a acidez e a frescura que o caraterizam amenizam este valor. Muito aromático mas sem ser excessivo, longo final de boca, é um vinho que se bebe lentamente. E tem que ser bebido lentamente, quase como se o pudéssemos mastigar, tal é a concentração e volume que ele apresenta. By Luis Pádua (Wine Lover)

São Domingos Lopo de Freitas (Bairrada) | PVP: 30€ | Garrafeiras 

Tive o prazer de ser convidado para visitar as Bairradinas Caves de São Domingos este ano e provar alguns dos seus emblemáticos vinhos, espumantes e aguardentes com um grupo de amigos. Esta casa não segue a tendência típica da região de vinhos tintos 100% da casta Baga, e apresenta o seu topo de gama "Lopo de Freitas" 2011, feito com grande mestria a partir de 4 castas: Touriga Nacional, Baga, Merlot e Syrah. Este vinho com 6 anos tem um nariz floral picante e uma boca muito elegante, focada na fruta madura, complexa, fresca, sofisticada e longa. Um vinho muito confortável que está pronto a beber ou pode guardar uns aninhos na garrafeira. By Francisco Rebello de Andrade (Vinho e Portugal)


Colmeal Dominó (Beira Interior) | PVP: 12€ | Garrafeiras 

Podemos dizer que não sou um tradicionalista no que toca a maridagens...e com pratos de bacalhau ainda menos. Deixo então a sugestão de um tinto fresco e ligeiro para acompanhar o bacalhau da consoada. Vindo da Beira Interior, o Colmeal 2017 do Vítor Claro apresenta-se cheio de fruta fresca e ácida no nariz, acompanhando notas terrosas e um toque a lagar. A boca é ligeira, com alguma rusticidade, e um lado mineral que nos fala do solo granítico e das vinhas velhas (com Mourisco, Rufete, Baga, Fonte Cal, Síria e outras mais). É precisamente esse lado mineral e rústico que acredito casar muito bem com o prato mais típico do nosso Natal.. By André Antunes (Delicatum)

8 excelentes escolhas para a mesa de Natal!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Sugestões para o Natal - Vinhos Brancos

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2019. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:


I. VINHOS BRANCOS


Paraje Mina (Rias Baixas) | PVP: 16€ | Online 

Alberto Nanclares é um nome seriamente a reter entre os produtores de vinho da Galiza, mais propriamente das Rias Baixas. Mestre do Albariño, tem neste vinho Paraje Mina 2016, um vinho com uma força e acidez descomunais. As uvas provêm de uma parcela com mais de 30 anos, com passagem por inox e madeira cerca de 9 meses sobre borras, sujeito a battonage semanal. O resultado é um vinho surpreendente em complexidade, profundidade e muita muita frescura, cheio de salinidade. A boca é super crocante, com uma acidez de "partir os dentes", untuosidade, belissimo corpo e um final que nunca mais acaba. Perfeito para acompanhar qualquer prato escolhido na Ceia de Natal - carne ou peixe. By Sérgio Lopes (ContraRotulo)


Esporão Private Selection (Alentejo) | PVP: 20€ | Grandes Superfícies

Escrevo sobre um vinho que já não provo há algum tempo e seguramente estará nas minhas pretensões consumir neste Natal, o Esporão Private Selection. Se o Esporão reserva já é um vinho com uma qualidade e consistência notáveis ano após ano, o Private Selection consegue atingir ainda um patamar de qualidade mais elevado. Trata-se de um vinho muito complexo, untuoso, com a madeira de qualidade super bem integrada. Fresco, com corpo, mas grande classe e elegância e que à mesa vai seguramente elevar quer o bacalhau, quer o Polvo a uma outra dimensão. O seu pendor gastronómico e a sua acidez serão com certeza amigos perfeitos dos pratos regados com um bom azeite, tipicos da consoada. By Lucinda Costa (ContraRotulo)


Ilha Branco de Tinta Negra (Madeira) | PVP: 20€ | Garrafeiras 

Mais um ano a caminhar para o seu fim e o "contrarotulo" a mexer outra vez com as escolhas! Assim as minhas sugestões começam por um branco mas que é "um tinto"! Eu explico! Ilha! Madeira, famosa pelos seus nectares generosos mas também em revolução! Ilha, vinho seco feito da casta tinta Negra Mole (blanc des noirs) pelas mãos de uma jovem enóloga e produtora que após tantas voltas à Ilha achou que seria capaz e foi mesmo! Branco de uvas Tintas (Negra Mole é uma casta tinta) com uma frescura, acidez, vivacidade e complexidade contagiante será decerto uma escolha magnífica para acompanhar o dito cujo, ou pra quem se mete com os tentáculos será um parceiro formidável. Uma bela celebração este Ilha. By Francisco Monteiro (Wine Lover)


Casa do Capitão-Mor Reserva (Verdes) | PVP: 13€ | Garrafeiras 

O jantar da noite de natal com bacalhau e batatas cozidas é passado em família e por isso escolho um vinho branco encorpado, com tudo já bem integrado e acidez suficiente para o equilibrar e mantê-lo fresco mas ainda assim consensual para que possa agradar a toda a família. O vinho que se enquadra neste perfil, que devo beber este ano, é o Casa de Capitão Mor Reserva 2015, um Alvarinho com maceração pelicular que lhe confere muita untuosidade, o topo de gama deste Produtor em Monção e Melgaço que também tem vinhos em Barcelos na Casa de Paços! By Duarte Silva (Cegos Por Provas)


Casa da Passarella Villa Oliveira 1ª Edição L2010-2015 (Dão) | PVP: 60€ | Garrafeiras 

Este ano celebrarei a noite de Natal na cidade da Figueira da Foz com os meus pais que têm raízes na zona do Dão. Escolho, também por isso, um dos vinhos mais interessantes que tive a oportunidade de provas este ano: Casa da Passarela Villa Oliveira L 2010-2015, é uma mistura de todas as colheitas entre 2010 e 2015 No lote a casta maioritária é Encruzado, com uma pequena proporção de uvas de vinhedos velhos e plantações mistas. Um vinho cheio de complexidade e equilíbrio, barrica pouco pronunciada a conferir volume, garra e acidez. Um grande vinho! By Paulo Pimenta (Wine & Stuff)


Peripécia (Lisboa) | PVP: 9,40€ | Garrafeiras 

Escolher um vinho branco para a Ceia de Natal. Apenas um. É um grande desafio. A minha cabeça e os meus sentidos, entram em absoluto transe, num misto de “e agora?” a “têm de ser pelo menos meia-dúzia!”, mas não. Apenas um. E não posso repetir sugestões. Uma verdadeira "peripécia", precisamente o nome do vinho que escolhi, produzido na Quinta Cerrado da Porta, a cerca de 40 kms de Lisboa e é feito 100% de Chardonnay. Não nasce na Borgonha, mas recebe a influência atlântica e com ela maior complexidade e uma sedutora frescura, aliada à fruta, às notas de alguma tropicalidade. Vai acompanhar muito bem as entradas ou o bacalhau, rei da noite, especialmente se optar por bacalhau no forno. Não é um vinho topo de gama, mas vai fazer a diferença, especialmente porque não é muito conhecido. Fica bem na mesa, tem um rótulo moderno e vistoso e custa apenas 9,40€. Para uma noite tão especial, ainda lhe deixa margem financeira para investir num bom tinto, no licoroso e no espumante, que eu não dispenso. By Maria Helena Duarte (Paixão pelo Vinho)


Casas Altas Reserva do Doutor Verdelho (Beira Interior) | PVP: 13€ | Garrafeiras 

Provei a gama de vinhos brancos do produtor da Beira Interior Casas Altas pela primeira vez no evento "Simplesmente Vinho" deste ano, por sugestão de vários amigos. Achei-os muito cativantes e gulosos. Destes brancos, aquele que me chamou mais a atenção, foi este Verdelho "Reserva do Doutor": nariz não muito carregado mas com uma boca viva de acidez, maçã verde, frescura típica da Beira Interior e divertido. Desde então já o comprei e provei várias vezes - não há melhor prova de prazer que este. A acidez dá-lhe um cariz gastronómico capaz de aguentar não só o bacalhau mas também comida com mais gordura. By Francisco Rebello de Andrade (Vinho e Portugal)


António Madeira Vinhas Velhas (Dão) | PVP: 18€ | Garrafeiras 

O almoço de Natal em nossa casa é bastante variado, mas o prato forte sem dúvida que é o peru recheado. E porque não um branco para acompanhar? A minha escolha recai num vinho do Dão, de um produtor que muito admiro, o António Madeira e o seu Vinhas Velhas de 2016. Oriundo de vinhas recuperadas na encosta da Serra da Estrela, com uma vinificação minimalista que tenta exprimir o melhor possível o seu local de origem. O que, para mim, é totalmente conseguido, com um aroma profundo e complexo, e uma boca ampla, mas fresca pela acidez equilibrada e principalmente pelo lado profundamente mineral. Uma maridagem pouco usual, mas creio que plenamente conseguida. By André Antunes (Delicatum)

8 excelentes escolhas para a mesa de Natal!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Fora do Baralho:Terroir Al Limit Priorat Blanc Historic 2015

Terroir Al Limit Priorat Blanc Historic (2015) é um vinho branco raro da região de Priorat feito de garnacha blanca (75%) e macabeo (25%). Raro, não porque a uva seja rara, mas porque se trata de uma região emagadoramente produtora de vinhos tintos. 

O Priorat é uma região localizada na Catalunha de onde os vinhos mais conhecidos e famosos - tintos, são produzidos da variedade Grenache. A região tem muito sol, pouca chuva, os solo são ricos em ardósia e quartzo e as vinhas são geralmente velhas, o que lhe confere a tipicidade de "terroir"

Este vinho, o "Terroir Historic", é surpeendente, desde logo a começar pela cor amarelada dourada, a induzir algum carácter oxidativo. A vinificação é simples e tradicional com o uso de leveduras nativas, utilização mínima de SO2 e fermentação e estágio de seis meses em depósito de cimento, o que talvez explique em parte a cor? De qualquer forma é um vinho que faz lembra um light orange wine, ou seja, terá tido curtimenta muito ligeira? 

Como podem imaginar, pela descrição acima, o vinho mexeu com os meus sentidos e foi abrindo de copo para copo. No nariz focado na fruta - lado citrino, casca de laranja, leve favo de mel, muito fresco. A boca, muito fresca e com alguma austeridade, quase que um ligeiro "tanino", muita mineralidade - pedra e a fruta de novo - citrina. Com uma acidez crocante,  de corpo médio e um final de muito prazer, em constante mutação.

Uma verdadeira surpresa proporcionada mais uma vez, pelo meu amigo André Antunes. PVP: 15€. Disponibilidade: Online. 

Sérgio Lopes

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Em Prova: Permitido Branco 2017


Edição 2017 deste vinho feito na Meda (Douro Superior) pelo  Márcio Lopes, enólogo / produtor que dispensa apresentações, nomeadamente pela consistência e qualidade que tem apresentado nos seus projetos ao longo dos últimos anos, com destaque para os Pequenos Rebentos. 

Mas não devemos secundarizar este vinho branco de vinhas de Rabigato a mais de 700 metros de altitude. A primeira vez que provei este branco foi em 2015 e ainda hoje estou a beber algumas dessas garrafas que tem melhorado e muito em garrafa. Já tenho é muito pouco...

No ano passado, achei a edição 2016 deste vinho com um pouco menos de acidez e por isso comprei menos garrafas. Erro! Este vinho passa 8 meses sobre borras e é engarrafado lá para o final do verão. Precisa de tempo de garrafa! 

O mesmo se passa com o 2017 que provado há poucos dias está a chegar a um nivel muito mais condizente com o perfil de forte mineralidade e frescura, que se sente logo no primeiro ataque e a ganhar mais complexidade, corpo e final de boca. 

Vai crescer seguramente em garrafa, pelo que me parece que terei de reforçar o stock muito em breve. PVP: 13€. Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Em Prova: Paraje Mina 2016

Alberto Nanclares é um nome seriamente a reter entre os produtores de vinho da Galiza, mais propriamente das Rias Baixas. Mestre do Albariño, tem neste vinho Paraje Mina 2016, um vinho com uma força e acidez descomunais. 

As uvas provêm de uma parcela com mais de 30 anos. Estas fermentam com as suas proprias leveduras, sendo que uma parte vai a Inox e a restante metade passa por madeira usada. Finalmente fica cerca de 9 meses sobre borras, sujeito a battonage semanal.

O resultado é um vinho surpreendente em complexidade, profundidade e muita muita frescura. No copo, passou entre o citrino, o herbáceo, a fruta branca, mas sempre com um fundo super mineral e muita salinidade. A boca é super crocante, com uma acidez de "partir os dentes", untuosidade, belissimo corpo e um final que nunca mais acaba. Um vinho que me deixou completamente rendido. Provavelmente o melho exemplar de Albariño que bebi até à data. 

9,0 g/l de acidez total e um pH de 3,04 não é para "meninos". Cerca de 1300 garrafas produzidas. PVP: 15,90€. Disponibilidade: Online.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Em Prova: Tyto Alba Vinhas Protegidas Branco 2016

É inquestionável que ao nos depararmos com os vinhos Tyto Alba nos supermercados nos salte de imediato à vista a bonita imagem da coruja-das-torres (Tyto Alba) presente no rótulo dos seus vinhos. Esse habitante frequente no estuário do Tejo encontra refúgio nos habitats da Companhia das Lezírias. 

O branco Tyto Alba Vinhas Protegidas (há também um tinto), que comprei no Jumbo, é feito de Fernão Pires (60%) e Arinto (40%) e fermenta e estagia em barricas de Carvalho Francês por 2 meses. 

O resultado é um vinho muito harmonioso onde o lado floral / aromático da Fernão Pires casa na perfeição com a acidez do Arinto. Na boca apresenta alguma untuosidade, corpo médio, final prazenteiro e apenas 12,5ª de alcool o que o torna muito versátil, permitindo começar com o vinho antes da refeição e acompanhar a mesma com o vinho, desde que ligeira. Gostei.

PVP: 6,90€. Disponibilidade: Jumbo.

Sérgio Lopes