quarta-feira, 18 de julho de 2018

Em Prova: Secretum branco 2012

Um dos vinhos de topo do produtor Wines and Winemakers (mais conhecido pelas referências Lua Cheia em Vinhas Velhas).Trata-se de um vinho branco, proveniente do Douro, 100% da casta Arinto. 

Apenas foi produzido uma única vez, em 2012, e desde então não houve outra edição. Tem uma passagem de parte do lote por madeira usada e batonnage por 9 meses o que lhe confere uma complexidade e untuosidade que agora se começa a mostrar, com o equilibrio que só o tempo em garrafa aporta

Surpreende e muito, pois após 6 anos, o Secretum 2012 continua super novo! Mostra-se ainda algo fechado, com um aroma predominantemente mineral, citrino e com muita profundidade. A boca é deliciosa, fresca, muito fresca, com grande elegancia e complexidade, e um nervo que o torna crocante e muito gastronómico. Termina muito longo. 

Acompanhou perfeitamente umas costelinahs de borrego na brasa, contrablançando na perfeição com a gordura da carne. Um grande branco do Douro. E de Portugal. PVP: 25€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Em Prova: Pouca Roupa Branco 2017


Pouca Roupa é o projecto de João Portugal Ramos desenvolvido com o seu filho, o enólogo João Maria, destinado a um público jovem, "à geração que vive online e constantemente ligados, que cria e vive experiências”. O nome da marca é também o nome do Monte Alentejano, onde está implantada a vinha que dá origem a este vinho, sendo ainda um “apelido comum no Alentejo”. 

Chega agora ao mercado, bem a tempo do verão o Pouca Roupa Branco de 2017. Vinho fresco, leve e frutado, muito equilibrado, onde predominamos citrinos e algum tropical à mistura. Boca de bom volume, com boa acidez e equilibrio de conjunto. Para beber a solo oa acompanhar uns petiscos tão apeteciveis nesta estação do ano. PVP: 3,99€. Grandes Superfícies.

Sérgio Lopes


quarta-feira, 11 de julho de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Chardonnay Reserva 2015


A Quinta de Pancas situada em Alenquer, às portas de Lisboa, tem investido numa nova imagem e numa promoção dos seus vinhos, focando nas redes sociais, por exemplo, inovando, renovando-se. Depois de provaodo o branco feito 100% da casta Arinto, provamos agora o monocasta Chardonnay. Foi servido num almoço, às cegas, onde não foi consensual, sobretudo por não apresentar marcadores claros da casta, mas também pela sua elevada acidez, no bom sentido, ou seja, que garantirá uma boa guarda. Eu gostei. 

Um branco cheio de potência, mas com aromas suaves e delicados, algum tropical à mistura e fruta de polpa branca. Boca com volume, frescura e untuosidade proveninete da madeira e um final longo e crocante. Para a mesa, claramente. E para guardar também, pelo menos mais alguns meses. PVP: 14,90€. Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 3 de julho de 2018

Da Minha Cave: Regueiro Reserva 2013

A Quinta do Regueiro situa-se em Melgaço,  um projecto familiar, no qual o homem do leme é Paulo Cerdeira Rodrigues, homem de uma humildade e generosidade tão graciosas que acrescem ainda mais valor a este projecto. É constituída por 6ha de vinha e distingue-se dos demais produtores da região pelos seguintes factores: Vinhas em altitude, solos graníticos e intervenção minimalista nos vinhos que produz, respeitando ao máximo a casta Alvarinho, e o terroir da sug- região de Melgaço.

O seu alvarinho que é sempre designado de reserva normalmente tem um perfil muito mineral e fresco, com uma excelente acidez. Muito puro, com uma boa estrutura, fiel à casta, sem notas tropicais, muito focado no lado citrino. Um belo branco, ano após ano. Que se bebe com enorme prazer.

Com alguns anos de garrafa, diria entre os 5 e os 10 anos então ganha outra dimensão, tornando-se mais misterioso, denso e complexo, sem perder a frescura. Ganha muito com o tempo como a maior parte dos grandes brancos, sobretudo feitos de Alvarinho.

Partilhada uma magnum, de Regueiro Reserva 2013, no passado domingo, às cegas, foi um tremendo sucesso. Foi confundido com grandes malhas "durienses" ou até outros alvarinhos bem mais altos em termos de preço. Mas não ficou atrás em termos de qualidade. Bravo, Paulo Cerdeira Rodrigues. PVP: 9,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Da Minha Cave: Dona Berta Reserva Especial Tinto 2008

Esta magnum veio diretamente da minha cave, direitinha para partilhar com uns amigos no passado domingo. Foi adquirida, em 2011, na visita à Quinta do Carrenho em Vila Nova de Foz Coa, onde são produzidos os vinhos Dona Berta. O malogrado Hernâni Verdelho, descendente da local Dona Berta, que empresta o nome aos seus vinhos, reabilitou a vinha no final do século passado. São 10 hectares de vinha (e 3 de olival) onde predominam as castas tradicionais do Douro, plantadas individualmente, com principal incidência no Rabigato e Verdelho - nos brancos, sendo que nos tintos, Touriga Nacional, Franca, Barroca, Tinto Cão e Sousão são as escolhidas. As vinhas apresentam uma idade média de 15 anos.

Este vinho aparece 10 anos depois num momento de prova formidável refletindo o ano fresco de 2008 que no Douro produziu vinhos que tão boa prova estão a dar neste momento.

Muito complexo e fresco, com a fruta do Douro e um lado químico muito giro, tudo amparado com taninos sedosos e sumarentos. Termina longo e gastronómico. Foi um vinho de grande apreço pelos comensais, acompanhando na perfeição um entrecôte com arros de enchidos, superiormente confeccionado no restaurante Avô Arnaldo.

Um dos produtores mais interessantes do Douro Superior. PVP: 18€ (0,75cl). Garrafeiras.

Sérgio Lopes


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Em Prova: QMF Arinto Bical 2016


Mais um vinho adquirido na Loja da Rota da Bairrada. Trata-se de um vinho feito de Arinto e Bical, como o próprio rótulo menciona, na Bairrada, na Quinta da Mata Fidalga. By the way, acho a sinplicidade do rótulo, bem apelativa. Tal como vinho: fresco, equilibrado, sem doçuras ou exageros aromáticos, seco qb, versátil. Perfeito para o dia-a-dia. A solo ou a oicar qualquer coisita. Abaixo dos 4€. Muito bem. PVP: 3,5€ (Loja da Rota da Bairrada). 

Sérgio Lopes

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Em Prova: Covela Reserva Tinto 2007

Este vinho foi-me dado a provar na Covela e fiquei imediatamente apaixonado, ao ponto de trazer algumas garrafas para mais tarde apreciar, à mesa. O "mais tarde" não demorou assim tanto tempo, pois esta 2ª feira decidi abrir uma delas a acompanhar (magistralmente) um também delicioso bacalhau com boroa. Afinal de contas, apenas fazemos anos uma vez no ano. 

Para quem não sabe a Quinta da Covela está localizada em Baião, na fronteira da região dos Vinhos Verdes com o Douro. Produz agora apenas vinhos brancos, pois por ter tido a sua vinha de uvas tintas ao abandono durante alguns anos e devido aos socios produzirem tintos premium na Quinta da Boa Vista no Douro, decidiram... arrancar a vinha de uvas tintas! 

Erro, grande erro, como demonstra este Covela Reserva Tinto de 2007, que chega a 2018 cheio de garrra, vida e frescura. Não só pelo terroir em si, onde os tintos são capazes de se expressar desta forma, mas também pelo toque de Cabernet Sauvignon, que apesar de em percentagem reduzida marca ainda o vinho, conferindo-lhe grande frecsura, coadjuvada por Touriga Nacional e Merlot. O lote, que passou 17 meses por madeira, resulta num vinho muito complexo, com taninos sedosos nesta fase, 10 anos depois, ainda com muita fruta, notas de pimento verde, especiaria, caruma... enfim, muito complexo, gastronómico e que está sempre a mudar e melhorar de copo para copo. Com uma boca com muita estrutura, mas elegância, termina longo e de enorme prazer. Um grande vinho. Lamentavelmente, irrepetivel...! PVP: 27€. Disponibilidade: Muito Reduzida em garrafeiras seleccionadas.

Sérgio Lopes