terça-feira, 3 de julho de 2018

Da Minha Cave: Regueiro Reserva 2013

A Quinta do Regueiro situa-se em Melgaço,  um projecto familiar, no qual o homem do leme é Paulo Cerdeira Rodrigues, homem de uma humildade e generosidade tão graciosas que acrescem ainda mais valor a este projecto. É constituída por 6ha de vinha e distingue-se dos demais produtores da região pelos seguintes factores: Vinhas em altitude, solos graníticos e intervenção minimalista nos vinhos que produz, respeitando ao máximo a casta Alvarinho, e o terroir da sug- região de Melgaço.

O seu alvarinho que é sempre designado de reserva normalmente tem um perfil muito mineral e fresco, com uma excelente acidez. Muito puro, com uma boa estrutura, fiel à casta, sem notas tropicais, muito focado no lado citrino. Um belo branco, ano após ano. Que se bebe com enorme prazer.

Com alguns anos de garrafa, diria entre os 5 e os 10 anos então ganha outra dimensão, tornando-se mais misterioso, denso e complexo, sem perder a frescura. Ganha muito com o tempo como a maior parte dos grandes brancos, sobretudo feitos de Alvarinho.

Partilhada uma magnum, de Regueiro Reserva 2013, no passado domingo, às cegas, foi um tremendo sucesso. Foi confundido com grandes malhas "durienses" ou até outros alvarinhos bem mais altos em termos de preço. Mas não ficou atrás em termos de qualidade. Bravo, Paulo Cerdeira Rodrigues. PVP: 9,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Da Minha Cave: Dona Berta Reserva Especial Tinto 2008

Esta magnum veio diretamente da minha cave, direitinha para partilhar com uns amigos no passado domingo. Foi adquirida, em 2011, na visita à Quinta do Carrenho em Vila Nova de Foz Coa, onde são produzidos os vinhos Dona Berta. O malogrado Hernâni Verdelho, descendente da local Dona Berta, que empresta o nome aos seus vinhos, reabilitou a vinha no final do século passado. São 10 hectares de vinha (e 3 de olival) onde predominam as castas tradicionais do Douro, plantadas individualmente, com principal incidência no Rabigato e Verdelho - nos brancos, sendo que nos tintos, Touriga Nacional, Franca, Barroca, Tinto Cão e Sousão são as escolhidas. As vinhas apresentam uma idade média de 15 anos.

Este vinho aparece 10 anos depois num momento de prova formidável refletindo o ano fresco de 2008 que no Douro produziu vinhos que tão boa prova estão a dar neste momento.

Muito complexo e fresco, com a fruta do Douro e um lado químico muito giro, tudo amparado com taninos sedosos e sumarentos. Termina longo e gastronómico. Foi um vinho de grande apreço pelos comensais, acompanhando na perfeição um entrecôte com arros de enchidos, superiormente confeccionado no restaurante Avô Arnaldo.

Um dos produtores mais interessantes do Douro Superior. PVP: 18€ (0,75cl). Garrafeiras.

Sérgio Lopes


quinta-feira, 28 de junho de 2018

Em Prova: QMF Arinto Bical 2016


Mais um vinho adquirido na Loja da Rota da Bairrada. Trata-se de um vinho feito de Arinto e Bical, como o próprio rótulo menciona, na Bairrada, na Quinta da Mata Fidalga. By the way, acho a sinplicidade do rótulo, bem apelativa. Tal como vinho: fresco, equilibrado, sem doçuras ou exageros aromáticos, seco qb, versátil. Perfeito para o dia-a-dia. A solo ou a oicar qualquer coisita. Abaixo dos 4€. Muito bem. PVP: 3,5€ (Loja da Rota da Bairrada). 

Sérgio Lopes

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Em Prova: Covela Reserva Tinto 2007

Este vinho foi-me dado a provar na Covela e fiquei imediatamente apaixonado, ao ponto de trazer algumas garrafas para mais tarde apreciar, à mesa. O "mais tarde" não demorou assim tanto tempo, pois esta 2ª feira decidi abrir uma delas a acompanhar (magistralmente) um também delicioso bacalhau com boroa. Afinal de contas, apenas fazemos anos uma vez no ano. 

Para quem não sabe a Quinta da Covela está localizada em Baião, na fronteira da região dos Vinhos Verdes com o Douro. Produz agora apenas vinhos brancos, pois por ter tido a sua vinha de uvas tintas ao abandono durante alguns anos e devido aos socios produzirem tintos premium na Quinta da Boa Vista no Douro, decidiram... arrancar a vinha de uvas tintas! 

Erro, grande erro, como demonstra este Covela Reserva Tinto de 2007, que chega a 2018 cheio de garrra, vida e frescura. Não só pelo terroir em si, onde os tintos são capazes de se expressar desta forma, mas também pelo toque de Cabernet Sauvignon, que apesar de em percentagem reduzida marca ainda o vinho, conferindo-lhe grande frecsura, coadjuvada por Touriga Nacional e Merlot. O lote, que passou 17 meses por madeira, resulta num vinho muito complexo, com taninos sedosos nesta fase, 10 anos depois, ainda com muita fruta, notas de pimento verde, especiaria, caruma... enfim, muito complexo, gastronómico e que está sempre a mudar e melhorar de copo para copo. Com uma boca com muita estrutura, mas elegância, termina longo e de enorme prazer. Um grande vinho. Lamentavelmente, irrepetivel...! PVP: 27€. Disponibilidade: Muito Reduzida em garrafeiras seleccionadas.

Sérgio Lopes

terça-feira, 26 de junho de 2018

Em Prova: Parcela Única 2016


Produzido por Anselmo Mendes, o Sr. Alvarinho, é portanto, um branco 100% feito de alvarinho, proveniente de uma só parcela (com mais de 20 anos de idade), com o objectivo de produzir um vinho, que revele a pureza da casta. Fermenta em barricas novas de carvalho francês, de 400 litros e estagia nas mesmas, durante 9 meses, sobre borras totais.

É sempre um "crime" beber estes vinhos tão cedo, pois apenas com mais alguns anos de garrafa é que demonstram toda a sua plenitude. Há no entanto quem diga que este é provavelmente o "melhor Parcela de sempre". Pois eu, ainda não estou aí, pois a enorme boca cheia de acidez e garra do 2015, desconcertou-me por completo. Mas atenção, este 2016 tem um pouco menos acidez que o seu irmão do ano anterior mas mantém uma grande finesse, aparecendo muito elegante e cheio de classe, de novo. Irá crescer seguramente em garrafa. PVP: 24€. Disponibilidade: Garrafeiras Selecionadas.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015


A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. Das várias referências provadas recentemente, destaco o Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015. A casta - o arinto é super adaptável e difundida por todo o país, produzindo ótimos resultados. Aqui não foge à regra,com pasagem por barrica, o aroma é fresco e mineral com alguma percepção ainda do contacto com a madeira (sem chatear) a que se juntam notas citrinas e minerais. A boca é macia, com boa acidez e alguma untuosidade. Termina prazeroso. Um Arinto bem conseguido e que irá crescer em garrafa. Apenas cerca de 3000 garrafas produzidas. PVP: 13€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Em prova: Quinta de Santiago Rosé 2017


Escrevo este texto depois de um dia com um calor abrasador e onde ainda estão cerca de 25º, às 23 horas... Queriamos Verão, mas não tão forte... E Verão é sinónimo também de Rosé, pois é a época máxima do seu consumo. Falo hoje de um Rosé da Quinta de Santiago que provei ontem e que gostei muito. Feito de Touriga Nacional, Tinta Roriz e um pouco de Alvarinho. É pois um rosé da região dos vinhos verdes, mais propiramente da sub-região de Monção e Melgaço, que aparece na colheita de 2017, com cor salmão, e muito delicado no aroma, com bonitas notas de fruta silvestre fresca. A boca confirma essa frescura e elegância de conjunto. Tem um bom corpo, é seco, equilibrado e cheio de sabor. Muito apelativo.. Talvez o alvarinho seja um pouco a chave para o equilibrio e uma maior intensidade de sabor. Ligou na perfeição com a pizza de trufas do restaurante Ciao Bella, que também é uma delicia. PVP: 9,50€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes