quinta-feira, 28 de junho de 2018

Em Prova: QMF Arinto Bical 2016


Mais um vinho adquirido na Loja da Rota da Bairrada. Trata-se de um vinho feito de Arinto e Bical, como o próprio rótulo menciona, na Bairrada, na Quinta da Mata Fidalga. By the way, acho a sinplicidade do rótulo, bem apelativa. Tal como vinho: fresco, equilibrado, sem doçuras ou exageros aromáticos, seco qb, versátil. Perfeito para o dia-a-dia. A solo ou a oicar qualquer coisita. Abaixo dos 4€. Muito bem. PVP: 3,5€ (Loja da Rota da Bairrada). 

Sérgio Lopes

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Em Prova: Covela Reserva Tinto 2007

Este vinho foi-me dado a provar na Covela e fiquei imediatamente apaixonado, ao ponto de trazer algumas garrafas para mais tarde apreciar, à mesa. O "mais tarde" não demorou assim tanto tempo, pois esta 2ª feira decidi abrir uma delas a acompanhar (magistralmente) um também delicioso bacalhau com boroa. Afinal de contas, apenas fazemos anos uma vez no ano. 

Para quem não sabe a Quinta da Covela está localizada em Baião, na fronteira da região dos Vinhos Verdes com o Douro. Produz agora apenas vinhos brancos, pois por ter tido a sua vinha de uvas tintas ao abandono durante alguns anos e devido aos socios produzirem tintos premium na Quinta da Boa Vista no Douro, decidiram... arrancar a vinha de uvas tintas! 

Erro, grande erro, como demonstra este Covela Reserva Tinto de 2007, que chega a 2018 cheio de garrra, vida e frescura. Não só pelo terroir em si, onde os tintos são capazes de se expressar desta forma, mas também pelo toque de Cabernet Sauvignon, que apesar de em percentagem reduzida marca ainda o vinho, conferindo-lhe grande frecsura, coadjuvada por Touriga Nacional e Merlot. O lote, que passou 17 meses por madeira, resulta num vinho muito complexo, com taninos sedosos nesta fase, 10 anos depois, ainda com muita fruta, notas de pimento verde, especiaria, caruma... enfim, muito complexo, gastronómico e que está sempre a mudar e melhorar de copo para copo. Com uma boca com muita estrutura, mas elegância, termina longo e de enorme prazer. Um grande vinho. Lamentavelmente, irrepetivel...! PVP: 27€. Disponibilidade: Muito Reduzida em garrafeiras seleccionadas.

Sérgio Lopes

terça-feira, 26 de junho de 2018

Em Prova: Parcela Única 2016


Produzido por Anselmo Mendes, o Sr. Alvarinho, é portanto, um branco 100% feito de alvarinho, proveniente de uma só parcela (com mais de 20 anos de idade), com o objectivo de produzir um vinho, que revele a pureza da casta. Fermenta em barricas novas de carvalho francês, de 400 litros e estagia nas mesmas, durante 9 meses, sobre borras totais.

É sempre um "crime" beber estes vinhos tão cedo, pois apenas com mais alguns anos de garrafa é que demonstram toda a sua plenitude. Há no entanto quem diga que este é provavelmente o "melhor Parcela de sempre". Pois eu, ainda não estou aí, pois a enorme boca cheia de acidez e garra do 2015, desconcertou-me por completo. Mas atenção, este 2016 tem um pouco menos acidez que o seu irmão do ano anterior mas mantém uma grande finesse, aparecendo muito elegante e cheio de classe, de novo. Irá crescer seguramente em garrafa. PVP: 24€. Disponibilidade: Garrafeiras Selecionadas.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Em Prova: Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015


A Quinta de Pancas está localizada a 45 km a noroeste da cidade de Lisboa, no chamado “Alto Concelho de Alenquer” junto ao lugar de Pancas. Das várias referências provadas recentemente, destaco o Quinta de Pancas Reserva Arinto 2015. A casta - o arinto é super adaptável e difundida por todo o país, produzindo ótimos resultados. Aqui não foge à regra,com pasagem por barrica, o aroma é fresco e mineral com alguma percepção ainda do contacto com a madeira (sem chatear) a que se juntam notas citrinas e minerais. A boca é macia, com boa acidez e alguma untuosidade. Termina prazeroso. Um Arinto bem conseguido e que irá crescer em garrafa. Apenas cerca de 3000 garrafas produzidas. PVP: 13€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Em prova: Quinta de Santiago Rosé 2017


Escrevo este texto depois de um dia com um calor abrasador e onde ainda estão cerca de 25º, às 23 horas... Queriamos Verão, mas não tão forte... E Verão é sinónimo também de Rosé, pois é a época máxima do seu consumo. Falo hoje de um Rosé da Quinta de Santiago que provei ontem e que gostei muito. Feito de Touriga Nacional, Tinta Roriz e um pouco de Alvarinho. É pois um rosé da região dos vinhos verdes, mais propiramente da sub-região de Monção e Melgaço, que aparece na colheita de 2017, com cor salmão, e muito delicado no aroma, com bonitas notas de fruta silvestre fresca. A boca confirma essa frescura e elegância de conjunto. Tem um bom corpo, é seco, equilibrado e cheio de sabor. Muito apelativo.. Talvez o alvarinho seja um pouco a chave para o equilibrio e uma maior intensidade de sabor. Ligou na perfeição com a pizza de trufas do restaurante Ciao Bella, que também é uma delicia. PVP: 9,50€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Radar do Vinho: Duas Árvores

O projecto Duas Árvores foi constituído no final de 2012 por dois grandes amigos Brasileiros, José Castanheira e Luiz Oliveira. A conjugação dos seus nomes origina o nome da empresa. Em Portugal, encontraram no Douro e na Quinta da Marcela ligação perfeita para voltar a reatar com as suas origens. Situada no Vale Mendiz, perto do Pinhão, os 16 hectares da Quinta com vinhas que vão desde os 100 aos 500 metros de altitude, de vinha velha e também de vinhas novas, com castas plantadas separadamente e que vão definir o perfil dos vinhos, com o carisma e expressão própria do Terroir único da região.


O Duas Árvores Tinto 2014, tem como base as castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e uma parte de vinhas velhas. Fermentou em cuba de Inox e estagiou em barricas de carvalho francês. Trata-se de um vinho fresco, elegante mas estruturado. Sente-se o calor do terroir, mas o equilibrio entre a estrutura e acidez, torna-o um vinho muito bem conseguido. No nariz aparece fruta preta, alguma especiaria. Boca com madeira bem integrada e final longo, de pendor gastronómico. Naturalmente. PVP: 11€.


O Duas Árvores Reserva 2014 é um vinho produzido de Touriga Nacional, Touriga Franca, Roriz,  mas também Tinta Barroca, Mourisco e das Vinhas Velhas, claro. O estágio é maior, cerca de 16 meses em barricas de carvalho francês de 1º e 2º ano. É um vinho mais estruturado e potente, mas com os taninos já civilizados. De novo presença de muita fruta preta, mas uma maior profundidade aromática e complexidade. Boca com grande volume e final longo. Ainda mais gastronómico que o colheita. Para a mesa, claramente acompahando por exemplo um assado potente. Depois de decantado. PVP: 20€.

Sendo um projecto de produção reduzida, e com o objectivo de estar presente em restaurantes de alta gastronomia e garrafeiras especializadas, a Duas Árvores conta com uma distribuição personalizada e exclusiva, realizada pelo próprio enólogo assistente, Afonso Magalhães. A enologia principal está a cargo de Diogo Frey Ramos.

Há tembém um Rosé na forja, o Botas, que em breve será provado.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Em Prova: Quinta de Santiago Reserva Alvarinho 2016

A Quinta de Santiago é um projeto inserido no grupo Vinho Verde Young Projects, do qual fazem parte também os produtores Sem Igual, Vale dos Ares e Casas Novas. Juntos, mostram o potencial da região dos vinhos verdes, produzindo brancos de eleição. Os vinhos produzidos são quase sempre o reflexo dos seus produtores e a Quinta de Santiago não foge à regra. Com Joana Santiago ao leme do projecto, resultam vinhos bonitos, perfumados e até algo sedutores. Imediatamente apelativos. A base é o Alvarinho, até porque o projecto pertence à sub-região de Monção e Melgaço.

O Quinta de Santiago Alvarinho é desenhado para ser, um pouco tropical, exuberante, bonito, apelativo. Mais comercial, se quisermos, mas muito bem feito. Já o Quinta de Santiago  Reserva Alvarinho 2016, provado recentemente em dois momentos distintos, é talvez o meu vinho preferido. Feito 100% de Alvarinho,claro está, mas com fermentação parcial em barrica e batonnage prolongada. É um vinho muito complexo, mas também fino, com aromas citrinos e florais, madeira bem integrada a conferir uma untuosidade e volume de boca muito interessantes, sem perder a elegância. Muito fresco na boca, com uma belissima acidez, termina longo e persistente. Um vinho da casta alvarinho muitíssimo bem posicionado, quase como um alvarinho turbinado, ou seja, para quem procura um pouco mais de complexidade e estrutura mas não quer pagar preços exorbitantes. Bonito sim, mas mais sério. Uma delicia. PVP:14,95€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes