segunda-feira, 11 de junho de 2018

Em Prova: Zom Grande Reserva Touriga Nacional 2011

Vinho produzido 100% Touriga Nacional e o vencedor na categoria melhor tinto no concurso do Festival de Vinhos do Douro Superior. 80% das uvas vêem de vinhas no Vale da Vilariça com 17 anos de idade (de uma quinta que na altura não era da Barão de Vilar mas foi adquirida em 2016). O resto da Touriga Nacional é provenientes de uma vinha com 4 anos na altura, da Quinta de Zom, em Freixo de Espada à Cinta, a 400 metros de altitude. O lote final foi vinificado na adega em Santa Comba da Vilariça onde as uvas são arrefecidas a 12ºC em câmara frigorífica. Faz 12 a 24 horas de maceração pelicular a frio em lagar roborizado antes de ser bombeado para cubas de fermentação. O estágio (18 meses) é feito em barricas de carvalho francês sendo que, a maioria, novas. 15% do lote não passa por barrica para manter a frescura aromática. No final, o lote estagia em cuba 1 ano. Foi engarrafado em 2014.

O resuultado? Um vinho muito equilibrado, cheio de fruta mas sem ser em demasia, muito fresco,  complexo, floral, especiaira, gastronómico e apelativo, por apresentar esse foco na fruta fresca. Comtaninos redondos e boca cheia, termina longo. Está num óptimo momento de consumo. Belíssimo exemplar de como um tinto do Douro Superior, deve ser - sem excessos de madeira ou de qualquer outro tipo... PVP: 19,90€. Disponibilidade: 2Drink (Porto) ou Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Em Prova: Casa do Canto Colheita Selecionada Branco 2016


Branco bairradino, com enologia de Osvaldo Amado e que eu trouxe da Loja da Rota da Bairrada. Feito de Maria Gomes, Bical e Sauvignon Blanc. Confesso que temi que sobretudo com a presença do sauviugnon blanc o perfil fosse tropical e até fugisse um pouco ao meu estilo de vinhos que cosumo, normalmente mais secos. Mas não, felizmente é um vinho focado nos citrinos e alguma fruta branca, todo ele frutado, leve, mas com alguma estrutura,  fresco e muito equilibrado. Uma excelente opção para o dia-a-dia, para beber como aperitivo ou até a acompanhar pratos leves. Bela surpresa. PVP: 3,50€. Loja da Rota da Bairrada.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Em Prova: Quinta do Arcossó Reserva Tinto 2011


A acompanhar uma costela de boi assada lentamente "no bafo", ou seja por mais de 6 horas, como só o Sr. Carvalho do Restaurante Brasão, em Felgueiras, sabe proporcionar, foi o Quinta de Arcossó Reserva 2011 a minha escolha, para harmonizar. Podia ter sido outra, pois felizmente a garrafeira do restaurante é bem varidada e apetrechada, mas este tinto já com 7 anos de garrafa pareceu-me uma boa opção. E veio a confirmar-se. Tinto sério, mas sem ser demasiado sério,com fruta madura mas sem ser "jammy", especiarias, muita frecsura (apesar dos 14º), corpo estruturado, taninos já mais macios, com final longo, seco e persistente. Companhia perfeita para o assado, com a aspereza do terroir de Trá-os-montes a permitir salivar e tornar a refeição deliciosa. Recomendo! PVP: 11,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

terça-feira, 5 de junho de 2018

Em prova: O Avesso e o Arinto da Covela

            

Depois da visita à Quinta da Covela no fim-de-semana passado e das compras por lá efetuadas, regresso ao comentário sobre os brancos "edição nacional" que produz e que tive oportunidade de provar de novo. - nomeadamente monocastas Avesso e Arinto. Se o Avesso foi uma aposta desde o inicio, uma vez que se dá lindamente naquele terroir, o Arinto, casta transverslmente difundida por todas as regiões em Portugal, ganhou também o seu espaço, uns anos mais tarde, na Covela, Começou timido e fechado e agora provado o Covela Edição Nacional Arinto 2014, isto é, com 4 anos de garrafa... WOW. Cheio de acidez e frescura, mas com aquele lado citrino tão caracteistico da casta tão interessante. E tão jovem ainda... O Covela Edição Nacional Avesso cujo perfil se aproxima bastante de um caracter mineral e de fruta branca. Também tive oportunidade de beber o 2014. Em grande forma! São dois vinhos super gastronómicos, com uma frescura crocante e que estão num momento espetacular de prova. Um mais delicado - o arinto, outro mais austero - o avesso, ambos deliciosos e a um preço cordato. Vinhos verdes especiais. PVP 7,85€. Disponibilidade: OnWine

Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Em Prova: Duas Quintas Reserva Branco 2016


Referência que dispensa apresentações, Duas Quintas, bem como a marca que está por trás, a Ramos Pinto - sinónimos de qualidade e consistência. O reserva branco é feito com uvas provenientes das quintas de Ervamoira e dos Bons Ares, predominantemente Arinto e Viosinho. 75% do lote fermenta em cubas de inox e 25% em barricas de carvalho francês e austríaco de diferentes capacidades e idades, onde estagia, durante 9 meses sob as borras finas. 

A colheita de 2016 está super elegante, muito mineral e contida, mas cheia de frescura. A madeira aparece super integrada e o vinho apresenta já uma grande finesse, com leves nuances florais e toques citrinos. Termina longo e irá crescer segurament em garrafa. Um belíssimo branco. Justo vencedor, como o melhor barnco a concurso no Festival de Vinhos do Douro Superior. PVP: 15€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Radar do Vinho: PNC - Parceiros na Criação

Por uma qualquer razão, sobretudo de agendas desencontradas, ainda não tinha provado os vinhos da Joana e do João, Parceiros na Criação, deste projecto, o que finalmente aconteceu no evento Adegga Winemarket @Porto, de André Ribeirinho. O projecto chama-se Parceiro na Criação (PNC) e nasce da paixão do casal Joana Pratas e João Nápoles pelo Douro: Duriense de família e de coração, João sempre teve um carinho muito especial pela região. Viveu parte da sua infância em Barcos, no concelho de Tabuaço, tendo voltado ao Douro para estudar Gestão Agrária na  (UTAD) e tirar o curso de jovem agricultor. Em 1996, João decidiu assumir a gestão e a produção da propriedade do pai. O gosto pela terra e a vontade de dar continuidade ao legado da família fê-lo despertar para a sua verdadeira vocação: a agricultura. Juntamente com a mulher, Joana Pratas – que, para casar, deixou Lisboa e rumou ao Douro, lançando-se num novo desafio profissional como consultora em comunicação e relações públicas –, achou que seria a altura ideal para “fazer o gosto ao dedo” e passar da produção de uva e azeitona, à produção e comercialização de vinhos e azeite. E assim nasceu a Parceiros Na Criação (PNC), um projecto que prima por ser familiar. Filhos do casal, Maria Teresa e António Maria são também fruto do mesmo. 


O início do projecto de vinhos e também de azeite da PNC começou com a marca h’OUR. A palavra nasceu sob o lema “Chegou a hora de partilhar o que é nosso... O nosso que queremos que seja vosso!”, ou seja, da conjugação do duplo significado hora e nosso, e a estreia no mercado aconteceu em Outubro de 2013. Nessa altura foram apresentadas três referências – branco, tinto e azeite – e, posteriormente outras duas: um monocasta de Touriga Nacional (em 2014) e o rosé (em 2016). Esta marca vai ser, na próxima colheita, substituída por ‘Esteira’, ficando a marca ‘h’OUR’ destinada a mercados externos. 


A nova marca lançada pela familia designa-se Casa da Esteira, e advém do facto de uma das portas desta casa ser protegida do sol por uma esteira. Representa, ao mesmo tempo, a união dos quatro elementos da PNC: o João, a Joana e os filhos de ambos, a Teresa e o António. O simbolo foi criado arquitecta Rita Peres Vicente (imagem acima).

A referência Casa da Esteira representa a entrada num novo segmento, com um salto qualitativo, deste projecto duriense familia. Um reserva tinto e um outro tinto feito 100% de Touriga Nacional. O Casa da Esteira Reserva Tinto 2014 é feito a partir de vinhas velhas de dois locais distintos . Valdigem e Tabuaço. É um vinho de lagar, com posterior estágio de 14 meses em barrica usada. Surpreende pela complexidade e equilíbrio entre barrica, fruta e especiaria que se encontra no primeiro impoacto, A boca tem uma belissima acidez, uma boa estrutura, taninos já polidos e um final de bom comprimento. Vai crescer seguramente em garrafa e como bom duriense que é, tem alto pendor gastroinómico. 2000 garrafas a um PVP de 17€.  O Casa da Esteira Touriga Nacional 2015 apresenta um aroma mais frutado e floral, mas tudo num registo mais uma vez equilibardo, sem os excessos que a casta por vezes produz nos tintos durienses. De novo, madeira bem integrada, com acidez a mostrar juventude e frescura e com alguma tensão como que a prometer cresscer em garrafa. Apenas 1200 garrafas com um preço a rondar os 17€. Para o final do ano está previsto o lançamento de um reserva branco que também provamos no Adegga e que promete, graças ao "nervo" e lado crocante e fresco que apresentou nesta amostra. A acompanhar.

Sérgio Lopes

terça-feira, 29 de maio de 2018

Em Prova: Muxagat Tinta Barroca 2015

Muxagat Tinta Barroca é um vinho feito 100% desta casta, casta que normalmente não é utilizada a solo por produzir vinhos mais delgados. Neste caso, o termo delgado pode se aplicar mas no bom sentido, pois o vinho é elegante, fresco e leve, mas tem uma estrutura capaz de aguentar uma boa refeição. Feito a partir de uma parcela da Meda (Douro Superior) a 600 metros de altitude virada a norte em solos de transição do xisto para o granito, estagia 9 meses em cuba de cimento. Este estagio confere-lhe uma complexidade acrescida, resultando num conjunto muito equilibrado, focado na fruta vermelha fresca e algum toque vegetal. Um tinto para beber com muito prazer, com apenas 12,5 graus de alcool e cuja versatilidade e leveza, o torna extremamente apetecivel. PVP: 7,80€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes