sábado, 30 de dezembro de 2017

Melhores vinhos provados 2017 | por Marco Lourenço

Passado o Natal, onde suspeito que se abriram grandes vinhos a acompanhar a ceia Natalicia, em família, eis que estamos na reta final do ano. E na sequência do que fizemos para as escolhas de vinhos para o Natal, voltamos a lançar o desafio a alguns enófilos apaixonados para seleccionarem, desta feita, os melhores vinhos provados no ano 2017. Os vinhos de mesa, generosos e bolhinhas que mais impressionaram os sentidos. Alguns são muito difíceis de encontrar, outros nem tanto, mas uma coisa é certa, são todos grandes, grandes vinhos. Aqui ficam as escolhas de Marco Lourenço:


Eu tinha avisado no início do ano que a tarefa de escolher o melhor branco estaria desde logo facilitada, pois provei um daqueles brancos que me seduziu ao longo dos dois ou três dias que passei na sua companhia (qual fim-de-semana romântico que não se esquece): um magn(um)ífico Quinta das Bágeiras Bical de 1994. mas felizmente foram muitos mais assim, um “mais difícil ainda” Buçaco 58, o Parcela 15, Colmeal, Serradinha, Vale dos Ares, Sem Igual, Quinta da Costa do Pinhão, todos andam muito bons. falta só irem aos Açores e tentarem um Cancela do Porco (Verdelho) em frente ao mar, encontrarem um Alvarinho da Kompassus ou um Pouilly-Fuissé Au Bourg do Domaine Luquet. 


Nos tintos podem-se experimentar “sensações sensacionais” distintas, desde os mais opulentos e extraídos Adelaide do Vallado e Mouchão Tonel 3-4 (não abram mais disto, por favor, nos próximos anos), aos incontornáveis Carrocel 2011 e Gaivosa do mesmo ano. no entanto, os meus destaques: Avó Sabica 2011; Quinta da Fata Touriga Nacional Grande Reserva 2014; Vegia Superior 2007 e o Castelão do Vale da Capucha. tenho boas memórias recentes de um Ultreia do Perez, do Caios de Setúbal e da Baga do Giz (Vinha das Cavaleiras) mas isso não devia valer. a valer é o Villa Oliveira Vinha das Pedras Altas 2012. e um Vinhão que só sei que veio de Gatão, e pouco mais haverá para saber, é mesmo assim com as coisas raras (ou então basta ir a uma tasca).


Nos espumantes, fiz uma prova de Murganheira que me impressionou, o Vintage 2007 e o 2002 são soberbos. mas andamos todos a beber o Quinta de S. Lourenço no dia a dia e o Gouveio da Vértice continua “um doce” (salvo seja - vá de retro). referência ainda para o São Domingos Lopo de Freitas e para o Marquês de Marialva Cuvée de Arinto, todos muito bons. 


Por fim fui sorteado pelo destino a provar(?), beber(?) um Porto com 202 anos, experiência que me deixou algo assombrado, até porque trouxe o copo para casa e passado uns meses ainda lá estava o espírito dele. mas posso referir também um 1937 que repousa nas caves da Sogevinus, mais um tawny inacreditável (talvez com uns 50 anos) feito por uma senhora de Vale de Mendiz e dois Madeira: ao nível do sublime e do melhor que podemos ter um “Meio Seco Reserva Velha” (sem ano, “I.V.M.”) e se quiserem uma sensação semelhante mas mais acessível um “simples” Boal Reserva Velha 10 anos da Barbeito fará as honras (e as delícias)...

Marco Lourenço

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Melhores vinhos provados 2017 | por Duarte Silva

Passado o Natal, onde suspeito que se abriram grandes vinhos a acompanhar a ceia Natalicia, em família, eis que estamos na reta final do ano. E na sequência do que fizemos para as escolhas de vinhos para o Natal, voltamos a lançar o desafio a alguns enófilos apaixonados para seleccionarem, desta feita, os melhores vinhos provados no ano 2017. Os vinhos de mesa, generosos e bolhinhas que mais impressionaram os sentidos. Alguns são muito difíceis de encontrar, outros nem tanto, mas uma coisa é certa, são todos grandes, grandes vinhos. Aqui ficam as escolhas de Duarte Silva:

Este ano provei tantos vinhos grandiosos que é difícil de escolher quais os melhores e por isso vou sempre selecionar vários em cada categoria. 


Ao nível dos brancos destaco o Buçaco 1958 pela frescura, intensidade e a mostrar que ainda está para as curvas mais uns anos, e mais recentes o Parcela Única 2012 que está verdadeiramente notável, tal a sua potência e elegância, nem parecendo um alvarinho e o Coche 2015 que está com uma qualidade invulgar para um vinho novo pelo que se augura um futuro verdadeiramente brilhante para ele, mas o melhor branco que provei este ano foi o Clos des Mouches 2012 do Joseph Drouhin, em que a palavra que melhor o descreve é, Classe. 


Ao nível de tintos foram tantos os que provei verdadeiramente grandiosos que só vou destacar alguns, sendo que nos velhos, o Fata 1958 pelo seu equilíbrio e elegância notáveis e o Buçaco 1960 pela enorme potência que ainda conserva. Ao nível do novos, destaco o Quinta do Crasto Vinha da Ponte, Legado 2012 e o Quinta do Vallado Adelaide 2012 que é um vinho com um equilíbrio notável entre potência e elegância mas em níveis extremamente elevados e com um final interminável. Outros vinhos que me impressionaram muito foram o Mouchão Tonel 3-4 2011 e o Periquita Superyor 2014 mas só darão o prazer para que foram feitos lá para 2024 ou até mais tarde, face à sua grande potência ainda não domada. 


Ao nível dos licorosos adorei o Vasques de Carvalho 40 anos, o HH Terrantez 20 anos e o Blandys Terrantez 1976, sendo que o meu destaque vai para uma categoria pouco conhecida que são os vinhos de Porto Branco e para o que mais gozo me deu beber em 2017, o Andresen 40 anos, porto de grande complexidade com aromas de frutos secos e pêssego e algumas notas de mel e com final de boca muito longo e acidez equilibrada para o nível de doçura que tem, que não é muita.


Só ao nível dos espumantes é que foram poucos os provados, sendo que em Portugal continuo a preferir o Vértice Gouveio 2007 e em champanhes fiquei impressionado com o nível dos Deutz desde o "normal" Brut Rose Non Vintage até ao distinto e muito invulgar William Deutz 2006, já com muitas notas de evolução passando por outros mais consensuais como o Brut Vintage 2012 ou o Blanc des Blancs 2010.

Duarte Silva

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Melhores vinhos provados 2017 | por Luis Pádua

Passado o Natal, onde suspeito que se abriram grandes vinhos a acompanhar a ceia Natalicia, em família, eis que estamos na reta final do ano. E na sequência do que fizemos para as escolhas de vinhos para o Natal, voltamos a lançar o desafio a alguns enófilos apaixonados para seleccionarem, desta feita, os melhores vinhos provados no ano 2017. Os vinhos de mesa, generosos e bolhinhas que mais impressionaram os sentidos. Alguns são muito difíceis de encontrar, outros nem tanto, mas uma coisa é certa, são todos grandes, grandes vinhos. Aqui ficam as escolhas de Luís Pádua:

Chegamos ao final de dezembro e impõem-se olhar para trás e reflectir no que mais se destacou. Foi um ano longo, com muitas provas, muitas viagens por esta Península, muitas horas a pé ou sentado, acompanhado e por vezes sozinho, a provar verdadeiros néctares. Fazer uma retrospectiva e seleccionar o que de melhor bebi ou provei é um exercício difícil, exigente mas que nos provoca um sorriso ao recordar-mos os bons momentos associados a cada vinho provado. 


Comecemos pelos Brancos então. Foram muitos e bons, de Portugal e não só. Começando a Norte, pelos Verdes, os melhores foram o Sem Igual 2013 e o Poema Alvarinho 2008. Ao nível de vinhos de fora, uma estreia da Grécia. O Assyrtiko 2016, um exemplar de mineralidade excepcional! De Espanha, La Marimorena 2016, um alvarinho das Rias Baixas. Dos Açores, onde provei brancos ímpares, a minha maior surpresa foi um Verdelho dos Biscoitos, o Dimas Simas 2002. Do Alentejo, o Cem Reis Viognier 2008 mostrou uma surpreendente capacidade de envelhecimento, uma aula que nunca pensei vir a ter. Mas o topo dos brancos bebidos vai para o Bussaco 1958. Não há palavras que sirvam para o descrever...! 

Nas bolhnhas, e não tendo bebidos muitos este ano, destaco o Cabriz Touriga Nacional Blanc de Noir 2012. Outro espumante que muito gostei foi o Pedro & Ines 2010, uma bolha muito fina e delicada. Da Bairrada, o Marquês de Marialva 2011, um grande exemplar de espumante, capaz de rivalizar com o famoso champanhe. E por falar em champanhe, o melhor que bebi foi o William Deutz Blanc de Blancs 2010


Tintos. Encorpados, com madeira e de produtores menos conhecidos, foi algo que bebi mais este ano. Ainda assim, houve tempo para beber algo mais clássico. Começo pelo vinho do meu jantar de 40 anos. O famoso Chryseia 2011, um vinho de elegância extrema, que começa agora a mostrar todo o seu valor. No oposto, bebi um Quinta da Falorca Touriga Nacional 2002. Força e acidez presentes, ainda jovem. De Itália, um Barolo, capaz de arrancar o tártaro aos dentes tal era a força do mesmo, o Vursu Campe 2008. Do Algarve, um vinho que se mostrou uma surpresa única, o Negra Mole 2015 da Cabrita. Acidez e elegância muito bem conseguidas, numa zona que nunca iria pensar que tinham. O último Tinto que destaco é o Grou 2006. Monocasta de Cabeção.


Ao nível dos licorosos, este foi o ano de Madeiras e Tawny envelhecidos. Kopke 30 anos branco, um hino ímpar. Vasques de Carvalho 40 anos, com um vinho de 1880s no blend. Só isso coloca em sentido uma pessoa perante a garrafa. Outra vinho a dar grande prova foi o Taylors 1967. São anos de história numa única garrafa. Um LBV que me surpreendeu, e que foi a excepção ao estilo de licorosos bebidos, foi o Quinta do Silval 2008. Da Madeira, destaco o Blandy's 20 anos Terrantez e o Boal 1865. Lembrar que este vinho passou por 3 séculos e ainda é capaz de dar luta, é algo inacreditável. 

Muitos mais haveria a destacar mas isto é um exercício de escolhas! Feliz 2018.

Luís Pádua

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Melhores vinhos provados 2017 | por Francisco Monteiro

Passado o Natal, onde suspeito que se abriram grandes vinhos a acompanhar a ceia Natalicia, em família, eis que estamos na reta final do ano. E na sequência do que fizemos para as escolhas de vinhos para o Natal, voltamos a lançar o desafio a alguns enófilos apaixonados para seleccionarem, desta feita, os melhores vinhos provados no ano 2017. Os vinhos de mesa, generosos e bolhinhas que mais impressionaram os sentidos. Alguns são muito difíceis de encontrar, outros nem tanto, mas uma coisa é certa, são todos grandes, grandes vinhos. Aqui ficam as escolhas de Francisco Monteiro:

Durante o ano 2017 tive a oportunidade e a felicidade de provar, beber e partilhar algumas uvas fermentadas que me encheram as medidas por esta ou aquela razão. Sempre tendo em conta as possibilidades da carteira e noutros pela cortesia de quem mos deu a provar. 


Assim nos Brancos sem dúvida que houve dois vinhos que me encheram as medidas, o alvarinho Casa do Capitão Mor Reserva 2015, da Casa de Paços ( Paulo Matos Graça ) um vinho alvarinho belíssimo, com uma frescura e vivacidade notáveis e uma grande capacidade de guarda, que abrange outros grandes exemplos desta excelente casta branca. Se o puderem apanhar experimentem. É uma carta fora do baralho! Outro vinho branco que gostei muito mesmo é um extreme duma das castas mais " bonitas" de Portugal, um arinto da Sandra Tavares da Silva o CH Chocapalha 2015. É um vinho de homenagem e como tal reflecte todo o cuidado e carinho posto, com uma notável integração da Madeira onde estagiou e as nuances típicas do arinto. Muito fino no aroma e na boca extraordinário.


Nos tintos houve um clássico que me surpreendeu muito. Esporão Reserva tinto 2014. Uau que bom! Já não bebia esta referencia há muito (mais assíduo no branco que também anda muito porreiro) está muito bem em tudo! Boa fruta bem madura e muito fino na boca com taninos já bem integrados é muito sedosos. Cor escura e opaca e a adivinhar uma boa evolução em cave. Outro tino é o MOB Lote 3 que selecciono, de novo, como um dos melhores que bebi este ano. Este vinho de 2014 representa a região do Dão de forma extraordinária e os magos Moreira, Olazabal e Borges mostram que não foi por acaso que isto aconteceu. Muita qualidade a um preço ajuizado (estou a repetir-me mas vale a pena frisar) e até a Jancis Robinson o escolheu também para o Natal o que é notável. Blend muito equilibrado e uma fineza notável. 


Nos generosos dois destaques o Andresen Branco 10 anos, um vinho notável com notas muito complexas e muito cheio e longo na boca, fazendo lembrar levemente uma boa aguardente velha. Muito bom mesmo. O outro grande vinho generoso foi o Vasques de Carvalho Tawny 40 anos! Que grande vinho! Poderoso, mas subtil e elegante com notas tostadas e de uma profundidade de boca enorme. Muito fino e polido no aroma. Um dos grandes generosos nesta categoria que felizmente temos. 


A nível de "bolhinhas" não me canso das grandes ofertas que as Caves São João oferecem e a preços muito bons o destaque vai para o Quinta Poço do Lobo Arinto e Chardonnay 2014 com uma bolha muito fina e muito delicado, belo parceiro de uma refeição do princípio ao fim. O outro destaque vai para o Kompassus 2013 Blanc de Noirs, um espumante branco feito com três castas tintas, com uma cor a roçar o salmão muito leve e com uma expressividade onde a fruta aparece mais presente. Acidez muito boa o que lhe dá uma frescura notável. Belíssimos espumantes bairradinos!

Francisco Monteiro

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

4 azeites na "ressaca" deste Natal, para entrar em 2018

O nosso país tem uma profunda ligação com o mundo vínico, no entanto não é menos verdade que terá outra, igualmente umbilical, com o a cultura do azeite. Pena é que seja quase encarado como o pé esquerdo da gastronomia nacional. A minha escolha focar-se-á apenas em azeites denominados “Virgem Extra” e provenientes de denominações de origem protegida (DOP). Escolhi apenas referências “Virgem Extra” porque representam o degrau cimeiro na qualidade de azeite e na qual não há exemplares com defeitos sensoriais. Quanto à escolha de exemplares apenas de DOP está relacionada com a segurança proporcionada pela certificação independente por uma entidade. Só assim fica assegurada a qualidade de um produto com características próprias resultantes de fatores que só ocorrem em determinada geografia.


O Alentejo é responsável por quase dois terços da totalidade da produção nacional e a DOP Azeite de Moura apresenta alguns dos melhores representantes daquele “terroir”. Desta forma escolho o Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos – DOP Azeite Virgem Extra. É um azeite elegante, doce mas com final amargo que ligará bem com as escolhas menos pesadas desta quadra. Finalmente, escolho um azeite de uma DOP mundialmente inconfundível que rima com notas verdes, amargos e picantes: Trás-os-Montes. O azeite escolhido é o Casa de Santo Amaro Azeite Virgem-Extra Prestige DOP Trás-os-Montes. Um ilustre representante de uma casa agrícola com cerca de 300 anos de história, que se revela inicialmente doce mas que evoluirá para os amargos e picantes muito persistentes. Um azeite que ligará muito bem com a tradicional carne de forno do dia de Natal. By Paulo Pimenta

O mundo dos azeites é novo para mim, mas creio ser uma curiosidade natural para quem prova vinho, pois à medida que vamos aprimorando o nosso palato, vamos também retirando mais prazer de um bom azeite. Acresce o facto de o meu estômago ser particularmente sensível à acidez do azeite, pelo que se esta for elevada, naturalmente é rejeitado. Por isso selecciono dois azeites para esta quadra festiva, por um lado o Oliveira Ramos Premium, um azeite do Alentejo, do produtor J. Portugal ramos, que é consumido regularmente cá em casa, suave, que não "marca" a comida, mas ajuda a potenciar os seus sabores naturais. Por outro lado, o Quinta Poço do Lobo, um azeite produzido nas Caves São João, da Bairrada, apenas na 2ª edição. Com menos de 0,1 de acidez, é fino, um pouco doce e muito muito prazeroso. Com classe. Adorei e até com um bom pão, este azeite foi deliciosamente consumido. muito bem! By Sérgio Lopes


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

All I Want For Christmas Is... Parte IV - Fortificados

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2017. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:

IV. FORTIFICADOS

Grahams Vintage 1980 (Porto) | PVP: 100€ | Garrafeiras 

É no Natal que as garrafeiras pessoais sofrem um assalto aos vinhos fortificados. Portos, Moscatel e Madeiras, os melhores acabam por encontrar caminho até a mesa! Lá em casa, a preferência vai para os Portos, com uma constante discussão entre Vintage ou Tawny. Só podendo escolher um e sabendo que vai ser difícil agradar a todos, este ano será um vintage clássico. A opção será assim por um Grahams 1980. Um vinho que se espera estar no início do seu apogeu. Um ano de colheita pouca em quantidade mas grande em qualidade. Um Vintage com os taninos ainda presentes mas onde os aromas secundários começam a aparecer, dando um equilíbrio de boca muito desejado. By Luís Pádua

Blandy's Bual 30 anos (Madeira) | PVP: 95€ | Garrafeiras

Este vinho da madeira, da casta Bual, com 30 anos mostra toda a potência deste tipo de fortificado. A acidez é brutal, a frescura e uma boca explosiva e deliciosa que termina com um final longo, onde a componente "brandy" lhe confere enorme classe. Um dos melhores que provei este ano.

By Sérgio Lopes.

Niepoort Branco 10 anos (Porto) | PVP: 25€ | Garrafeiras

Para os doces tradicionais desta época festiva acompanhar com um bom vinho do Porto Tawny 10 anos é sempre uma boa escolha assim um Niepoort 10 anos mas Branco para ser diferente seria a minha escolha. Muitos frutos secos e algum toque de caramelo muito suave tornam este vinho muito leve e delicioso. Servir levemente refrescado.  By Francisco Monteiro

Barbeito Malvasia 10 anos (Madeira) | PVP: 40€ | Garrafeiras 

O Barbeito Malvasia 10 anos é um dos licorosos escolhidos para o Natal dado ser um madeira que adoro e como é o malvasia é suficientemente doce para ser do agrado de toda a família. Ainda assim, tem acidez suficiente e uma grande intensidade para me deixar um sorriso de orelha a orelha. By Duarte Silva

Excellent (Moscatel) | PVP: 38€ | Garrafeiras 

Quando pensamos num vinho fortificado para acompanhar as sobremesas pensamos imediatamente em Vinho do Porto ou, menos frequentemente, em Vinho da Madeira. Infelizmente, dificilmente a escolha recai num Moscatel de Setúbal. Desta vez, a minha escolha de um fortificado contempla um Moscatel que esteve à beira da extinção, o Moscatel Roxo. Assim, sugiro o EXCELLENT da Casa Agrícola Horácio Simões. É um vinho de sobremesa bastante complexo, floral, especiado, com evidentes notas de evolução e muito longo que casará muito bem com as sobremesas natalícias. By Paulo Pimenta

Vista Alegre Vintage 1997  (Porto) | PVP: 40€ | Garrafeiras 

Escolhi este Vintage, o Vista Alegre de 1997. Tem vinte anos (não confundir Vintage que é uma designação de Porto com a idade do vinho, mas a maior parte dos Vintages são fantásticos em novos, depois entram naquilo a que se chama uma fase parva e ao fim de 15 a 25 anos começam a mostrar o que valem. Este deu-me enorme prazer a provar. Já feito, crescido, apesar de ter anos pela frente, será uma belíssima companhia para rematar a noite da Consoada ou o almoço do Natal. Há melhor? Evidentemente, mas este deu-me deu muito gozo. By Amândio Cupido



Fungus 2013 (Colheita Tardia) | PVP: 20€ | Garrafeiras 

Para fugir um pouco aos convencionais vinhos do Porto e Moscateis, optei por escolher aquele que é seguramente um dos melhores colheitas tardias que podemos encontrar em Portugal: Vindima Tardia FUNGUS 2013 do Eng° José Carvalheira/Carvalheira Wines. Elaborado com a casta Maria Gomes característica da região da Bairrada, mostra notas cítricas, frutos secos e algum mel. Na boca é untuoso, com uma acidez magnífica que equilibra a doçura característica destes néctares, num conjunto fino mas intenso e de final prolongado, que vai acompanhar muito bem as doçarias típicas da época. Não é preciso ser guloso para nos deliciarmos com esta maravilha! By Paulo Duarte

Ramos Pinto 20 Anos (Porto) | PVP: 50€ | Garrafeiras

Este Porto é um blend de 20 anos de idade média proveniente da selecção de vários lotes originários de uma das quintas mais antigas do Douro, a Quinta do Bom retiro. Um exemplar que mostra toda a complexidade de um porto desta categoria, com notas de frutos secos, frecsura, alguns citrinos cristalizados e sobretudo, um enorme prazer, quer a acompanhar os doces de Natal, quer bebido a solo. Provavelmente o melhor 20 anos do mercadoBy Lucinda Costa

8 excelentes escolhas para as festividades!

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

All I Want For Christmas Is... Parte III - Espumantes

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2017. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:

III. ESPUMANTES


Deutz Blanc des Blancs (Champagne) | PVP: 62€ | El Corte Ingles

Para iniciar a refeição, a minha preferência vai para o Deutz Blanc de Blancs 2010. Um champanhe de excelência. Com uma bolha fina e delicada, excelente acidez e um final de boca que não acaba. Amarelo pálido, muito cítrico e mineral, acompanha qualquer entrada ou mesmo a solo. Sou muito fã de Blanc de Blancs mas este destaca-se a anos luz de distância pelo imenso prazer que da a beber! By Luís Pádua

Marquês de Marialva Espumante Bruto Extra Reserva Cuvée 2011  (Bairrada) | PVP: 17,5€ | Grandes Superfícies

O espumante topo de gama da Adega de Cantanhede, produzido maioritariamente de Arinto, com um toque de baga. Um extra reserva bruto do ano de 2011 (36 meses de cave), com degorgement em 2015, feito pelas mãos do Sr. Bolhas (e não só), o grande enólogo Osvaldo Amado. O resultado é um espumante de grande complexidade, com notas aromáticas a citrinos e apontamentos florais. Boca com mousse delicada e algum brioche, bolha fina, mas "bruta", isto é bem presente a lembrar que estamos perante um Bairrada. Muito fresco e crocante, terminando num final bem longo By Sérgio Lopes.

Aliança Baga Bairrada Rosé (Bairrada) | PVP: 7,49€ | Loja do Produtor 


Para os amantes dos espumosos não faltam grandes vinhos e a preços bastante atractivos a região da Bairrada com os novos Baga-Bairrada oferecem várias possibilidades e novamente a preços atractivos. Seria injusto não nomear vários e estou certo que são todos muito bons mas o meu destaque iria para o Alianca Baga Bairrada Reserva Bruto 2014 Rosé, com uma belíssima cor salmão e uma frescura entusiasmante.  By Francisco Monteiro

Vértice Gouveio (Távora-Varosa) | PVP: 24€ | Garrafeiras

O Vértice Gouveio 2007 é o meu espumante preferido, tem grande classe, com bolha fina, alguns aromas de panificação entre outros mais cíticos e de marmelo, e na boca tem grande acidez, com final de boca prolongado. Faz lembrar um bom champanhe que custe mais do dobro. Neste momento já se encontra disponível a colheita 2008, que até recebeu 18,5 da Grande Escolhas. O espumante é muito bom mas tem muita força e por isso quem quiser um mais "meigo" é melhor procurar outras opções.  By Duarte Silva

Murganheira Vintage (Távora Varosa) | PVP: 26€ | Garrafeiras 

Imaginemos o seguinte cenário, noite de Natal e dentro de uma hora teremos a casa cheia de familiares para jantar e subsiste um problema vínico para resolver: o cunhado não gosta de vinho tinto, a avó não bebe vinho branco. É um quebra-cabeças que tem uma resolução simples: abra umas garrafas de espumante! Este espumante da casta Pinot Noir apresenta uma belíssima cor salmonada. Os aromas a brioche e citrinos conjugados com uma belíssima mousse extremamente saborosa e complexa casarão muito bem com qualquer prato natalício...e com os palatos mais difíceis de contentar. By Paulo Pimenta


Canard - Duchêne Millesime  (Champagne) | PVP: 45€ | Garrafeiras 

Champagne sério, com uma relação qualidade preço fantástica, está em excelente forma, doze anos após a colheita, ou seja, de 2005! Pede bons copos e um bom tema de conversa. Não é para adeptos dos bolhas doces, merece respeito. Não há melhores formas de acabar a noite da Consoada. Em Portugal, é distribuído pela Sotavinhos. By Amândio Cupido

Quinta dos Abibes Sublime Brut Nature (Bairrada) | PVP: 25€ | Garrafeiras 

Os espumantes são uma das minhas paixões... e os da Bairrada em particular. Muitos e bons, com destaque para os Baga@Bairrada. Ainda assim, a minha escolha não foi um Baga, antes recaiu sobre um espumante único e que me marcou neste ano de 2017... SUBLIME 2010 Brut Nature da Quinta dos Abibes e elaborado apenas com a casta Arinto. De cor amarelo palha intenso, mostra notas tropicais contidas e nuances cítricas, a que juntam notas de padaria, num bouquet cativante e complexo. Bolha fina e persistente, na boca é volumoso, mousse crocante e uma acidez vibrante a contribuir para um final de boca longo e prazeroso. Um espumante que se entranha e não se esquece mais... Um pequeno conselho: quando pensarem em beber este espumante, tentem ter pelo menos 2 garrafas no frio! By Paulo Duarte 

Joaquim Arnaud (Bairrada) | PVP: 14,5€ | Garrafeiras 

Para abrir as hostilidades de uma consoada que se quer longa escolhi o espumante do Joaquim Arnaud Bairrada Bruto de 2014. Um espumante feito a partir de uvas Chardonnay e Arinto. Todo ele é jovem, com aromas citrinos, maçã verde, tremendamente gastronómico e com um perfil bairradino muito apelativo. Encaixa lindamente com umas gambas, uns camarões ou uns mexilhões ao vapor. Pode também ser incluído na sobremesa, embora eu prefira quase sempre um fortificado para essa ocasião. . By Pedro Lima

8 excelentes escolhas para as festividades!