sábado, 16 de dezembro de 2017

All I Want for Christmas is... Parte II - Vinhos Tintos

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2017. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:

II. VINHOS TINTOS

Paço dos Cunhas de Santar - Vinha do Contador (Dão) | PVP: 35€ | Garrafeiras 


A escolha este ano vai para um tinto de excelência do Dao, da mesma terra que nos vai fornecer todos os ingredientes. Paço dos Cunhas de Santar - Vinha do Contador, de 2009. O nome é longo, mas o vinho também o é... Um vinho que impressiona mal chega ao nariz. Notas de frutos vermelhos e alguma especiaria. Na boca encorpado, com uma excelente estrutura e taninos marcados. Acidez excelente, tem um final de boca que dura e dura e dura... By Luís Pádua

Dona Maria Grande Reserva (Alentejo) | PVP: 25€ | Garrafeiras

Este ano redescobri o Alentejo. É (também) uma região do caraças, que fora do circuito dos supermercados e dos vinhos "de 2 euros", é capaz de produzir do melhor vinho deste país. Coisas como Quinta do Mouro, Mouchão, Zambujeiro, entre outros e claro está, Dona Maria de Sir Júlio Bastos, têm um grande nível de qualidade. A visita a este produtor foi memorável, culminando numa prova horizontal, com algumas pérolas antigas, onde de entre tantos vinhos, de qualidade, destaco o seu Grande Reserva, um vinho com madeira de qualidade, complexo, intenso, quente - do terroir do Alentejo, mas cheio de frescura, pela elevada acidez que apresenta. Um vinho eminentemente gastronómico, perfeito em qualquer mesa de Natal, a acompanhar o cabrito. Delicioso. By Sérgio Lopes.

Quinta de São José Reserva (Douro) | PVP: 22€ | Garrafeiras 

Para o almoço de Natal escolho o Quinta de S. José Reserva Tinto Douro 2013. Um vinho muito bem conseguido com um lote de Touriga Nacional 40% e restante uma mescla de vinhas velhas. Um grande vinho com aromas típicos do Douro, muito complexo, com uma fruta bem presente mas muito bem aconchegada pela barrica, com uns taninos muito finos e polidos. Uma combinação muito equilibrada entre a pujança e a elegância. Um belo trabalho do João Brito e Cunha. By Francisco Monteiro

Quinta da Fata, Conde de Vilar Seco  Garrafeira (Dão) | PVP: 25€ | Garrafeiras

O almoço do dia de natal vai ser cabrito e a escolha vai recair no Fata Conde de Vilar Seco Garrafeira 2010. A única vez que o provei foi há quase um ano, trazido pelo Marco Lourenço para os meus anos e nem rótulo tinha, pois ainda não tinha saído para o mercado. Tinha uma força descomunal e portou-se muito bem numa prova com muitos "tubarões". Na revista Wine de setembro/outubro de 2016, o Rui Falcão deu-lhe 19, eu dava ligeiramente menos mas acho que vai melhorar imenso com mais uns anos em cima. Claro que já estou ansioso de o provar novamente e penso que vai emparelhar muito bem com o cabrito, pois apesar de ser um Touriga Nacional, é muito poderoso, aconselho a sua decantação. Caso não o consigam arranjar, uma boa alternativa é o Fata Grande Reserva 2014 que também é um Touriga Nacional muito intenso e de grande qualidade mas mais elegante e acessível do que o Garrafeira.  By Duarte Silva



Outrora Clássico Baga (Bairrada) | PVP: 32€ | Garrafeiras 

O almoço do dia de Natal rima com comida de forno. Um prato forte e apaladado que requer uma escolha vínica criteriosa capaz de lidar com algum excesso de gordura e especiarias. Um vinho com acidez e frescura bastante elevada é o que necessitamos para limpar o palato e prontifica-lo para mais um naco de carne. A minha escolha recai, na velha e fiel, casta Baga. O vinho escolhido é tudo o que necessitamos, pois as notas de cereja e terra fresca envoltos em taninos jovens mas elegantes e acidez elevada casarão muito bem com qualquer comida de forno. By Paulo Pimenta

Proibido Grande Reserva  (Douro) | PVP: 25€ | Garrafeiras

Vinho proveniente do Douro Superior. Tive o privilégio de o provar com o produtor Márcio Lopes ainda em "amostra de barrica" e pareceu-me o mais apto para se beber em novo. Depois de engarrafado, naturalmente precisa tempo para se mostrar. Quando provei a primeira garrafa, há uns meses, ainda tínhamos um vinho muito novo. Agora deve estar mais equilibrado, no ponto para quem gosta de vinhos complexos, com "sangue na guelra", daqueles que pedem decanter, bons copos e boa comida. Muito escuro, arroxeado, deslumbra no nariz, aterra que nem ginjas na boca e tem um longo e elegante final. Para beber este Natal a acompanhar uma vitela ou um cabrito no forno, mas sobretudo para guardar umas garrafas e ir provando com boas carnes no forno. Grande vinho, é pena haver tão pouco.... By Amândio Cupido

Sidónio de Sousa Garrafeira (Bairrada) | PVP: 25€ | Garrafeiras 

Com tantos e bons vinhos bebidos ao longo de 2017, a escolha não era fácil... mas recaiu sobre o Sidónio de Sousa Garrafeira 2011. Um vinho feito apenas em anos excepcionais com a casta Baga, típica da Bairrada e que espelha igualmente o seu terroir. Na primeira vez que o provei, no evento "Bairrada - Vinhos e Sabores", deixou-me com "pele de galinha"... grande complexidade, nariz marcado por frutas de bosque e especiarias, com nuances balsâmicas. Na boca apresenta-se volumoso e encorpado, novamente com a fruta de bosque a sobressair juntamente com algum herbáceo, as notas da madeira são discretas (os 24 meses de estágio foram feitos em tonéis velhos de carvalho português ), taninos imponentes e uma acidez refrescante a equilibrar o "todo", num final de boca intenso. Um vinho para crescer durante muitos anos, mas que não deixa de ser já um regalo para os nossos sentidos! By Paulo Duarte 

Cinquenta A. S. (Setúbal) | PVP: 30€ | Garrafeiras 

Contrariamente à maioria da população portuguesa, eu como cabrito no forno na véspera de Natal. A minha "sogra" é açoriana e como nunca teve a tradição do bacalhau na consoada, costuma fazer um capão recheado, um prato com influência anglo-saxónica, uma influência estrangeira tal como muitas outras que a Ilha do Faial tem. Ora, para apaziguar as hostes nortenhas da família, foi arranjado um compromisso, e esse compromisso foi o cabrito. Este ano, a acompanhar o cabrito e o capão recheado, teremos um Cinquenta A. S. 2009, um tinto fabuloso feito com as castas Castelão, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Alicante Bouschet. É um vinho com complexidade, estrutura, mas ao mesmo tempo com uma grande frescura e com uma força tânica maravilhosa que se encaixa como uma luva no repasto natalício. Vão ser surpreendidos por notas de fruta negra, cacau, pimenta, tudo o que um vinho precisa para se tornar inesquecível e interminável. By Pedro Lima

8 excelentes escolhas para a mesa de Natal!

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

All I Want For Christmas is... Parte I - Vinhos Brancos

Com o aproximar da época das festas - Natal e Ano Novo, começamos a pensar quais os vinhos que iremos escolher para acompanhar o bacalhau na noite da consoada - e se será branco ou tinto, quais os vinhos generosos que farão companhia à tradicional oferta generosa de sobremesas e doçarias tão características da época, ou qual o bolhinhas com que iremos brindar à chegada do ano de 2017. Pois bem, o Contra-rotulo lançou o desafio a alguns dos wine lovers habituais para ajudarem os nossos leitores, nesta difícil escolha. Aqui ficam as sugestões:

I. VINHOS BRANCOS

Secretum (Douro) | PVP: 25€ | Garrafeiras

O Natal lá em casa é muito tradicional. A noite começa com um bacalhau cozido, com todos os habituais acompanhamentos. Tudo produtos que vamos buscar ao campo e cujos sabores são genuínos. Isto pede um vinho que seja gastronómico, equilibrado, com aroma e acidez quase perfeitos. Por isso seleccionei o Secretum 2012 branco para a ceia. É um branco complexo, com a Madeira muito bem integrada e muito volumoso. O Arinto (do Douro) mostra todo o seu lado gastronómico neste vinho, onde a acidez e mineralidade elevam o bacalhau. By Luís Pádua

Regueiro Barricas (Verdes) | PVP: 18€ | Garrafeiras

Se o Regueiro Primitivo, feito das uvas mais antigas da propriedade é fino e cheio de nervo, o "Barricas" é ainda mais mais profundo e delicado. São apenas 2000 garrafas de um branco que amadurece em barrica, como o próprio nome o sugere. A madeira aparece sempre superiormente integrada, conferindo-lhe apenas a complexidade e arredondamento extra, que o elevam a outro patamar de "finesse". Um exemplo claro de como utilizar a madeira de forma a potenciar a uva Alvarinho, sem marcar em demasia. Um grande vinho, Alvarinho, que seguramente brilhará com o bacalhau, ou Polvo. no Natal. By Sérgio Lopes.

Casa da Passarela "o Enologo" encruzado (Dão) | PVP: 12€ | Garrafeiras 

Mais um natal à porta e pela segunda vez o convite do Contra Rotulo para eleger os vinhos de Natal. Para aqueles que vão no dito cujo (o belo do bacalhau) com os brancos e eu também o faço muitas vezes, a sugestão vai para o Dão, desta vez um Casa da Passarela "o Enologo" encruzado 2016. Um vinho com muita expressividade mas muito fino no nariz e suavidade. Belíssima boca que irá decerto trazer muito prazer à mesa e com o seu carácter gastronómico acompanhar muito bem a refeição. By Francisco Monteiro

Anselmo Mendes Curtimenta (Verdes) | PVP: 21€ | Garrafeiras

O jantar da noite de natal com bacalhau e batatas cozidas é passado em família e por isso escolho um vinho branco com boa estrutura e acidez mas ainda assim consensual para que possa agradar a toda a família. O vinho que se enquadra neste perfil, que vou beber, é o Curtimenta 2012, geralmente o alvarinho que mais gosto do Anselmo Mendes e já com 5 anos, que ajuda a aumentar a complexidade. Uma das vantagens de se guardar vinhos é poder esperar pela altura que pensamos ser a melhor para beber, quem não conseguir guardar, tem à sua disposição o Curtimenta 2014, que já dá uma grande prova. Este é um vinho de curtimenta parcial e com fermentação em barrica mas não tem nem a cor nem os taninos típicos das curtimentas totais e a madeira mal se nota, apenas dá mais estrutura e complexidade.  By Duarte Silva


Vale dos Ares Limited Edition (Verdes) | PVP: 15€ | Garrafeiras

Este ano celebrarei esta efeméride no Norte, por isso, e, para ser coerente, escolherei um vinho também em função do azeite que acompanhará o bacalhau. Para acompanhar o bacalhau e respetivo azeite, escolhi o vinho Vale dos Ares Limited Edition 2014. Um grande alvarinho da sub-região de Monção-Melgaço fermentado em barrica mas muito bem integrado. O vinho apresenta um aroma muito fresco, mineral, leve fumado e cítrica. Na boca apresenta um bom volume de boca e fruta expressiva que conjugada com a elevada acidez e leve final amargo promete uma excelente “maridagem” com o azeite e o bacalhau. By Paulo Pimenta

Esporão Reserva (Alentejo) | PVP: 15€ | Grandes Superfícies

Foi durante anos um vinho cheio de madeira, mas agora aparece mais composto e equilibrado, mais fresco, mais amigo do copo e da mesa. Com um PVP de referencia a rondar os € 15,00 não é propriamente barato, mas encontra-se facilmente. É o branco que escolhi, consistente e muito bem feito, para integrar a minha escolha de brancos para o bacalhau da Consoada;. By Amândio Cupido

Nossa Calcário (Bairrada) | PVP: 22€ | Garrafeiras 

O Nossa Calcário da Filipa Pato começa a ser um caso sério entre os grandes vinhos portugueses. Para o meu gosto pessoal, o 2016 está ainda muito novo, mas não deixa de dar já boa prova. De cor amarelo palha muito suave, o nariz é marcado nesta fase pelas notas de fruta fresca e algum tropical, que são no entanto bem equilibradas pelo estágio em barricas maioritariamente usadas, evitando que a madeira seja evidente e se sobreponha no conjunto. Na boca, o vinho mostra-se volumoso sem deixar de ser elegante, mineral e fresco, mas também com uma excelente acidez que lhe vai permitir crescer em garrafa e evoluir (como se espera) para atingir o patamar das colheitas anteriores. A minha sugestão é que comprem agora 3 garrafas, bebam uma e guardem as outras 2 pelo menos por 4/5 anos (ou mais), para ganhar dimensão e complexidade. Um belíssimo vinho para acompanhar peixes, incluindo o bacalhau de Natal e, quando mais evoluído, também queijos de diversos estilos.By Paulo Duarte 


Morgado de Santa Catherina (Lisboa) | PVP: 10€ | Grandes Superfícies 

Um Arinto, de Bucelas, região onde a casta se exprime de forma ímpar e passa por madeira nova, o que lhe confere uma complexidade extra muito interessante. Madeira que "pega" na frescura e lado citrino do Arinto e lhe aporta um lado mais "gordo" (e gastronómico) que com o passar dos anos se transforma numa adorável complexidade, com deliciosas notas limonadas e até amanteigadas, junto com especiarias. É pois esse o momento em que gosto de beber este vinho, com alguns "anos" em cima (neste momento ando a beber o 2011 e 2012 e podem se guardar ainda mais tempo), mas se não conseguir resistir, beba a colheita mais recente no mercado, a do ano de 2015,  já neste Natal e  não se esqueça de ir guardando umas quantas garrafas para deleite ao longo dos anos, com este vinho. By Lucinda Costa

8 excelentes escolhas para a mesa de Natal!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Da minha cave: Gouvyas Reserva Branco 2003

Há vinhos e há "o vinho"... Este Gouvyas Reserva 2003 é apaixonante e nunca mais se esquece. 

Disponível agora apenas em garrafas magnun, é mais um pormenor a agradecer ao produtor, além da coragem de manter este vinho retido por tantos anos, que lhe permitiu atingir um nível fantástico e único. 

De uma cor amarelo dourado intenso e cativante, mostra um nariz de grande complexidade, fruto do casamento da fruta madura com a madeira. Nesta fase sobrepõem-se as notas de frutos secos como alperce, envolvido em algum fumo do estágio em barrica. Na boca é untuoso, cheio, com uma acidez vibrante mas equilibrada, a dar vida e frescura ao conjunto e um final intenso, prolongado e em crescendo... 

Um vinho enorme e único, que tanto vai com o bacalhau de natal, como pode ir com uns enchidos ou um queijo da serra amanteigado ou curado. Obrigatório! 

PVP: 55€. Disponibilidade: Garrafeira 5 Estrelas

Paulo Duarte (Wine Lover)

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Em Prova: Dona Graça Rabigato 2015

Do Douro Superior, mais propriamente da Meda (Poço do Canto), chega-nos este branco feito exclusivamente de uvas de Rabigato, uma casta que se dá particularmente bem nesta zona, produzindo brancos de enorme qualidade. O estilo é de um vinho onde a casta se manifesta de forma típica para a (sub) região - um branco ligeiramente austero, levemente citrino, muito fresco e mineral. A acrescentar a isto, um cariz gastronómico e uma certa untuosidade, na boca, tornam-no num excelente companheiro à mesa. Termina persistente e com uma bela acidez que convida a mais um copo. Gosto bastante. PVP: 8€ Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Da minha cave: Torre de Tavares branco 2009

De João Tavares de Pina, o "Rufia" do Dão (menção a uma das referências do produtor), fui buscar à minha garrafeira o Torre de Tavares bbranco de 2009.

Produzido da casta Siria, de vinhas velhas, de Figueira de Castelo Rodrigo, daí a sua designação de Vinho Regional Beiras, presumo que tenha havido intervenção minimalista, como é habitual, por parte de Tavares de Pina. E suponho que o vinho seria austero e que esse seria um dos encantos e razões que terá levado o produtor a lançar este vinho. 

A outra razão seria a longevidade, que se confirma, pois está em belíssima forma, passados quase 9 anos, mantendo o carácter austero, frescura e muita, mas mesmo muita mineralidade. 

Um vinho seco, com notas de evolução pouco acentuadas e bem gastronómico. Contra a corrente. Esta garrafa deu-me um prazer do caraças e prolongou-se para além da refeição! PVP: 6,5€.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Em prova: Toroa Riesling 2010

Do produtor do Duriense responsável pelos vinhos Cinetica, provei um riesling, muito curioso. Não é português, mas sim da Nova Zelândia e de 2010! Trata-se de um blend de duas parcelas de sub-regiões diferentes (solos de xisto e argila), com fermentação e estágio em barrica "sur lies" e posteriores 11 meses em garrafa.

Pouco alccol (12º), muita frescura e uma bela acidez é o cartão de visita, aliado a uma complexidade que advém dos quase 8 anos que possui, com notas petroladas e herbáceas deliciosas, num corpo e final condizente. Muito bem. 

Uma curiosidade da qual existem pouquíssimas garrafas no produtor. PVP: 15€ Disponibilidade: Algarwines.

Sérgio Lopes


quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Em Prova: Permitido Branco de Centenária 2016


Permitido é um vinho branco do Douro Superior, feito da casta Rabigato, proveniente de vinhas em altitude. Este (Permitido) “Branco de Centenária”, é diferente - tem origem numa vinha muito velha, também no Douro Superior, plantada a 800m de altitude, quase no limite da região demarcada. Estamos portanto na presença de vários ingredientes para termos um grande vinho: A complexidade que uma vinha velha pode aportar, a frescura da localização em altitude, e a intervenção minimalista, como já é habitual do produtor Márcio Lopes (fermentação espontânea em barricas de 700L de carvalho francês usado, sem controlo de temperatura. Estágio: 10 meses barrica 700L carvalho francês usado, sobre as borras finas.)

O resultado: Vinho sério, fino, muito sedutor. Complexo. Super mineral (solos graníticos). Boca com estrutura mas muito elegante. Citrino, vibrante e untuoso. Tão novo que é um crime bebê lo agora. Vai crescer em garrafa. Neste momento está fechado e ainda não mostra o final que vai seguramente ter em breve... Mas já dá um grande prazer! PVP: 22,50€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes