sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Grande Prova de Vinhos de António Narciso, Parte II - Os Rosés do Dão




Foi no primeiro dia de Setembro que decorreu a GRANDE prova de vinhos do Dão,  todo eles com enologia de António Narciso. Foram quase 40 vinhos provados, entre brancos, tintos e rosés, num dia longo, mas muito agradável.

O evento decorreu no restaurante O Pote Velho e foram provados vinhos dos seguintes produtores:

- Barão de Nelas
- Casa Aranda
- Quinta Mendes Pereira
- Quinta da Fata
- Quinta das Marias
- Fonte de Gonçalvinho

Passemos aos Rosés:


Fonte de Gonçalvinho Rosé 2010

Ano: 2010

Produtor: Fonte de Gonçalvinho

Tipo: Rosé

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês

Preço Aprox.: 4€

Veredicto: Um Rosé que apenas sai para o mercado quando os produtores e o enólogo consideram haver potencial para tal. Assim, ainda estamos a beber o de 2010. Será que haverá em 2011? Trata-se de um Rosé muito apelativo, com notas vivas de fruta vermelha (morango, framboesa), muito fresco, corpo leve, terminando seco e de média persistência. Excelente aperitivo.  Bela relação Qualidade / Preço

Classificação: 15


Quinta das Marias Rosé 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta das Marias

Tipo: Rosé

Região: Dão

Castas: Jaen

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: 100% Jaen. De cor rosada, o aroma é floral e a fruta vermelha, embora com notas vegetais bem salientes. Na boca, confirma-se o carácter vegetal, apresentando-se bem seco, corpo bastante interessante, boa acidez e final de média persistência. Com 14º de álcool, um rosé que não deve ser servido muito frio. Gastronómico, um vinho seco e mineral, capaz de ombrear com uma comida mais forte, ou simplesmente a solo.

Classificação: 15


Quinta Mendes Pereira Rosé  2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta Mendes Pereira

Tipo: Rosé

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional

Preço Aprox.: ???€

Veredicto: O Quinta Mendes Pereira Rosé 2010, 100% feito de Touriga nacional, numa produção de apenas 3000 garrafas foi o Rosé mais equilibrado, dos 3 provados. Mais floral, mais estruturado e com maior profundidade, talvez derivado à utilização na totalidade da casta "raínha" Touriga Nacional. Sem dúvida o mais vínico de todos os Rosés em prova e o mais interessante.

Classificação: 15,5



Sérgio Lopes

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Grande Prova de Vinhos de António Narciso, Parte I - Os Brancos do Dão



Foi no primeiro dia de Setembro que decorreu a GRANDE prova de vinhos do Dão,  todo eles com enologia de António Narciso. Foram quase 40 vinhos provados, entre brancos, tintos e rosés, num dia longo, mas muito agradável.

O evento decorreu no restaurante O Pote Velho e foram provados vinhos dos seguintes produtores:

- Barão de Nelas
- Casa Aranda
- Quinta Mendes Pereira
- Quinta da Fata
- Quinta das Marias
- Fonte do Gonçalvinho

Comecemos então pelos brancos provados:


Casa Aranda 2010

Ano: 2010

Produtor: Casa Aranda

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado , Malvazia Fina e Cerceal

Preço Aprox.: 4€

Veredicto: Um blend de castas brancas típicas do Dão, com evidência de mineralidade, chás, untuosidade e enorme frescura. Notas citricas e de fruta madura, bom corpo, num final refrescante e de médio comprimento. Um belo branco entrada de gama a um preço de arromba.

Classificação: 15


Quinta da Fata Encruzado 2011

Ano: 2011

Produtor: Quinta da Fata

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 6€

Veredicto:  Ora aí está uma novidade. Ainda estou timidamente a beber uns exemplares de 2010 e eis que o Narciso nos apresenta a mais recente colheita de 2011. Os encruzados da Quinta da Fata são muito especiais e só demonstram todo o seu potencial com uns anos de garrafa em cima. Por isso é comprar e guardar... Este 2011 apresenta um perfil algo diferente do 2010, com um carácter menos vegetal mais untuoso e com fruta mais evidente. A presença do terroir, essa é inconfundível, com uma mineralidade vibrante, comprimento e final longo e saboroso. Para comprar às caixas.

Classificação: 16



Barão de Nelas Encruzado 2011

Ano: 2011

Produtor: Barão de Nelas

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 5€

Veredicto: Outra novidade, ou seja, o primeiro branco produzido em Barão de Nelas. Feito 100% encruzado, através da implantação de clones de encruzado em vinhas velhas Jaen, oriundos da Quinta da Fata. A  vinificação é exactamente a mesma que utilizada na Fata, incluíndo o processo de battonage de 15% do mosto em barrica usada. O resultado é diferente, pois o terroir assim o determina. Este vinho tinha sido engarrafado há pouco tempo, pelo que foi um pouco difícil avaliá-lo. Deu para perceber que temos um encruzado muito bem feito, para durar, com um estilo rústico, mineral e bastante gastronómico.

Classificação: 15,5



Casa Aranda Encruzado 2010

Ano: 2010

Produtor: Casa Aranda

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: A Casa Aranda foi uma das grandes surpresas da prova. Já tinha ficado muito bem impressionado com o Malvasia Fina / Encruzado provado anteriormente aqui. O 100% encruzado é igualmente muito interessante, mostrando todas as características típicas da casta em grande harmonia: Mineralidade, frescura, notas delicadas florais e citrinas. Na boca é muito agradável, com boa estrutura e garra, terminando longo e persistente.

Classificação: 16



Quinta das Marias Encruzado 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta das Marias

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 10€

Veredicto: A Quinta das Marias é outro terroir inconfundível, e Peter Eckert trabalha os seus vinhos num perfil moderno e internacional. Este encruzado, ao contrário dos anteriormente provados é precisamente isso: dominado pela elegância e frescura, num conjunto harmonioso onde está presente tudo o que casta tem para dar. Delicado, fresco, frutado, muito apelativo, num final longo e muito apetecível.

Classificação: 16,5



Quinta das Marias Encruzado Barrica 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta das Marias

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 15€

Veredicto: A velha comparação entre com ou sem barrica. Não é possível comparar uma vez que se tratam de dois estilos diferentes, ou seja, Peter Eckert produz o seu encruzado com e sem fermentação e estágio em barrica. O com barrica de 2010, à semelhança de todos os encruzados, mas com particular incidência neste caso pelo uso de madeira, necessita de mais tempo para se mostrar condignamente. Contudo, o perfil internacional é desde já bem evidente. Delicado, cremoso, intenso, com notas de barrica de muito boa qualidade, conjugadas com notas florais e de fruta madura. Fresco, volumoso, mas muito elegante, de final bem longo, com um elevado potencial.

Classificação: 16,5



Quinta Mendes Pereira Encruzado  2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta Mendes Pereira

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: O Quinta Mendes Pereira 2010, 100% encruzado é outro vinho de perfil diferente. Teve 1 ano de battonage...O resultado é um vinho muito complexo, com notas torradas, flores, chás, fruta citrina, enfim, belo bouqet... Grande estrutura, terminando com uma persistência bastante agradável. Por ventura o mais gastronómico dos vinhos provados.

Classificação: 16


Provamos ainda o Casa Aranda Branco 2006 e ficamos todos tão impressionados com a frescura e complexidade apresentadas que nem me atrevo a descrever o vinho. Foi um verdadeiro privilégio.

Com esta prova, percebe-se que vinhos brancos com a mesma casta e de terroirs relativamente próximos apresentam diferenças significativas.

Todos apresentam muito boa qualidade. Agora cabe ao consumidor / apreciador escolher aquele ou aqueles que se adequam mais ao seu próprio gosto / estilo.


Sérgio Lopes

domingo, 16 de setembro de 2012

Crozes Hermitage Tinto 2008


Ano: 2008

Produtor: Cave de Tain

Tipo: Tinto

Região: França ( Côtes du Rhône )

Castas: Syrah

Preço Aprox.: 7€ - 10€

Veredicto: Crozes Hermitage é a maior de todas as denominações no norte da região de Côtes du Rhône. Os vinhedos situam-se em torno de Hermitage, onde o solo é mais rico e mais fácil de trabalhar. Os vinhos de Crozes Hermitage são assim menos robustos que os de Hermitage. No entanto, são muito aromáticos e frutados. Os encepamentos utilizados são quase na totalidade da casta Syrah, no que concerne aos tintos.

Esta garrafa foi-nos oferecida pelos nossos primos franceses e assim tivemos a possibilidade de conhecer e provar um 100% Syrah, típico do terroir dito de origem.

De cor ruby não muito profunda (quase palhete), no nariz mostrou-se bastante especiado. Não aquelas especiarias típicas encontradas nos nossos vinhos, como pimentas e afins, mas sobretudo um conjunto de ervas aromáticas de tempero culinário (tomilho,manjericão, etc), juntamente com notas de fruta vermelha e violeta. Na boca, confirma o carácter especiado esperimentado no nariz, apresentando um corpo algo delgado e final de média persistência.

Acompanhou umas espetadas de vaca grelhadas na brasa. Deu-se bem com a carne, mas achei-o um pouco enjoativo e a faltar-lhe um pouco mais de estrutura e profundidade. Correndo o risco de poder estar a ser injusto pois é a minha primeira experiência num 100% Syrah de França, não fiquei grande fã.

Classificação Pessoal: 14,5

Sérgio Lopes

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Crasto Reserva Vinhas Velhas 1999 Vs. 2008 Vs. 2009

Como o nome sugere, este vinho é feito com uvas de vinhas velhas com uma média de idade de aproximadamente 70 anos onde podemos encontrar cerca de 30 castas diferentes.

Confesso que o Crasto Reserva Vinhas Velhas foi dos vinhos mais bem feitos que bebi, principalmente a colheita de 2008, simplesmente brutal! Adquiri recentemente uma garrafa de 1999 para verificar as diferenças e provei há pouco tempo, com os meus primos de França, o 2009. Eis o veredicto:

Crasto Reserva Vinhas Velhas 1999

Ano: 1999

Produtor: Quinta do Crasto

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Vinhas Velhas

Preço Aprox.: 20€ - 25€

Veredicto: De cor ruby com leve evolução. No nariz, apresenta-se muito fresco, especiado, com fruta preta madura, balsãmico, notas de esteva, tosta da madeira bem integrada. Complexo e harmonioso. Na boca sente-se muita fruta preta madura, notas de couro, frescura e elegância característica deste vinho. O final é longo e persistente

Classificação: 17


Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008



Ano: 2008

Produtor: Quinta do Crasto

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Vinhas Velhas

Preço Aprox.: 20€ - 25€

Veredicto:  De cor ruby intensa, no nariz apresenta um aroma aveludado e elegante. A fruta aparece bem evidente, junto com a tosta da barrica e especiarias de qualidade, tudo magnificamente integrado. Na boca é fino, fresco, sedoso, com taninos redondos, potente e de grande estrutura. Termina longo, persistente e extremamente saboroso. Um grande exemplar do Douro, num conjunto integrado na perfeição. Puro veludo.

Classificação: 18



Crasto Reserva Vinhas Velhas 2009


Ano: 2009

Produtor: Quinta do Crasto

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas: Vinhas Velhas

Preço Aprox.: 20€ - 25€

Veredicto: Perfil em tudo idêntico ao 2008. De cor ruby intensa, no nariz apresenta o tal aroma aveludado e elegante, que depois se confirma na boca. Perfeita integração entre fruta, madeira e especiaria. Bela estrutura, com final fresco, longo e muito persistente. A necessitar de mais uns anos de garrafa, mas a apresentar desde já a consistência e qualidade a que estamos habituados.

Classificação: 17,5


Este vinho, tem tido numerosos reconhecimentos nacionais e internacionais. A colheita de 2008 foi o vinho português melhor classificado na «Cellar Selections», o Top 100 da revista norte-americana Wine Enthusiast, ficando entre os 100 melhores vinhos do mundo.

As provas supramencionadas confirmam a invejável consistência e a evolução positiva que este vinho tem sofrido, estando cada vez mais afinado.

Destaque para o colheita de 1999, que apresenta uma inegável frescura e juventude para um vinho que nem parece ter já 13 anos...! 

O 2008 é simplesmente fenomenal, mas o 2009 para lá caminha...

Obrigatório para qualquer apreciador de (muito bons) vinhos do Douro. E a uma óptima RQP...!


Sérgio Lopes

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Porto Wine Fest 2012


A primeira edição do festival ‘Porto Wine Fest’ vai pôr o Vinho do Porto no centro de todas as atenções entre os próximos dias 12 e 16, no Cais de Gaia, em Vila Nova de Gaia. O objectivo deste evento é divulgar a degustação do Vinho do Porto pelo grande público, criando novos momentos e hábitos de consumo, e desafiar o espírito criativo de profissionais de cozinha a conceberem um novo tipo de receituário. É nesse sentido que, no âmbito do festival, vários Chefs portugueses e estrangeiros vão ser postos à prova, reinventando receitas que terão como elemento principal o Vinho do Porto.

A organização está a cargo da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, Gaianima, Turismo de Gaia, Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, AEVP – Associação de Empresas de Vinho do Porto e OFFE – Organização Funcional de Feiras e Eventos, que também o produzirá. 

Na mente de Luís Filipe Menezes, presidente da C.M. Gaia, será um evento que arrancará com a 1ª edição em 2012, mas com o objectivo de se repetir todos os anos e dinamizar Gaia à volta do Vinho do Porto.

Sérgio Lopes

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Feira do Vinho do Dão - 21ª Edição


Apesar da crise, de jogar a selecção nacional de futebol, de eu ter sofrido alterações profundas a nível profissional e do anúncio de novas medidas de austeridade, nada como provar bom vinho rodeado de amigos... Foi isso que fizemos este fim-de-semana, onde nos deslocamos a Nelas para a 21ª edição da feira do vinho do Dão. Estreia absoluta para nós, pois por diversos motivos nunca nos tinha sido possível comparecer anteriormente. 

O objectivo da feira, que decorre no Largo do Município, é o de promover os vinhos do Dão. Para o efeito, a C.M. Nelas apoia os produtores que pretendem montar o seu estaminé e dar os seus vinhos a provar a um público alargado, disponibilizando-o ainda a preços mais atractivos.

È realmente uma mostra significativa do que se produz no Dão, embora não tivessem comparecido produtores como a Quinta da Falorca, Casa de Passarella, Quinta do Escudial, ou Barão de Nelas e casa Aranda. Mas estiveram presentes, entre outros,  os colossos Dão Sul, Borges e Sogrape, e por exemplo, Júlia Kemper, Pedra Cancela, Álvaro de Castro ou Fontes da Cunha (Quinta do Mondego).

Era impossível provar tudo... É verdade que também já conhecíamos muita coisa, sobretudo ( e graças a) com a enologia de António Narciso e foi por isso natural que acabamos por privar com os produtores a ele ligados: A simpática Raquel (que finalmente tivemos o prazer de conhecer), da Quinta Mendes Pereira e que tínhamos visitado aqui; Sir Eurico Amaral, da Quinta da Fata, visitada aqui; Peter Eckert da Quinta das Marias, visitada aqui, ou Christelle e Casimir da Silva, da Quinta Fonte do Gonçalvinho, visitada aqui. Quanto a estes dois últimos amigos, acho que acampamos à entrada do seu stand a deliciar-nos com o Inconnu...! Impossível resistir!

Destaco igualmente o excelente trabalho de dois Independente Winegrowers, nomeadamente Quinta dos Roques / Maias e Casa de Cello, com uma consistência e qualidade notáveis!

O balanço foi extremamente positivo. Houve bom vinho, calor e chuva com trovoada,  mas estranhamente provamos muito pouco. Ao invés, socializamos muito mais.

Notas finais:

1. Os nossos agradecimentos a Eurico Amaral que tinha a casa cheia (leia-se Quinta da Fata) e providenciou-nos alojamento, num solar da família, de elevada qualidade. Trata-se do Solar Ponces de Carvalho, uma casa senhorial, com 4 quartos apenas, mas com todo o luxo e tranqulidade. Mais informações AQUI.

2. Tivemos também a oportunidade de participar na inauguração de mais uma colaboração de António Narciso: Caminhos Cruzados, projecto que recupera uma adega de Nelas, produzindo vinhos com as castas das regiões, Rosé, Branco e Tinto, com a referência "Titular". Boa sorte para mais este projecto assessorado pelo Narciso. 


Sérgio Lopes



quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Vale do Cordeiro Tinto 2006


Ano: 2006

Produtor: Vale do Cordeiro

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas:  Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz.

Preço Aprox.: 8€

Veredicto: Este vinho foi provado em casa de um casal amigo, onde a Teresa tem tal como nós o "bichinho" do vinho. Foi o vinho pós-jantar... A Teresa descobriu esta referência numa loja Gourmet no Porto. Trata-se de um vinho proveniente de Carrazeda de Ansiães - Bragança, produzido à base das uvas Touriga Nacional - 45%, Tinta Roriz - 45% e Touriga Franca - 10%, não sofrendo qualquer passagem por madeira. Apenas 20% da colheita, foi seleccionada para este blend. Será que tem vinhas velhas?

De cor ruby, apresenta um aroma a fruta vermelha bem madura, um leve floral bem como um toque abaunilhado (apesar de não passar por madeira!). Na boca, sente-se o poder do terroir quente de Carrazeda de Ansiães. No entanto, apresenta uma acidez vibrante e taninos redondos, que o tornam muito sumarento. Com uma bela estrutura, termina longo e persistente.

O blend Touriga Nacional / Tinta Roriz quando bem conseguido, traduz-se quase sempre em bons vinhos, com a tipicidade Duriense bem patente. Os 600m de altitude de localização da vinha ajudarão com certeza a uma maturação mais lenta, conferindo-lhe o equilíbrio e frescura necessários. Mesmo sendo do ano difícil de 2006, é um belo exemplar do Douro, muito agradável e que me fez procurar conhecer melhor este pequeno produtor.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes