sexta-feira, 15 de junho de 2012

Quinta das Maias Jaen 2000

Ano: 2000

Produtor: Quinta das Maias

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Jaen

Preço Aprox.: 20€

Veredicto: A casta Jaen, típicamente plantada no Dão, é quase na totalidade das vezes utilizada como casta de blend, com outras castas autóctones da região. Será uma casta de "enchimento". Foi por isso com alguma surpresa que provamos o Quinta das Mais Jaen 2009, exemplar mais recente, deste monocasta singular. As uvas deste vinho provém de duas únicas parcelas da Quinta, que segundo o produtor, por uma qualquer razão inexplicável produzem um Jaen diferenciador e de extrema qualidade, tanto é que a aposta recai em utilizá-lo como monocasta para este vinho. São apenas dois talhões. O 2009 mostrou-se ainda desiquilibrado. O Jaen não aguenta muita madeira, por isso ainda está numa fase em que o floral e herbáceo estão de um lado, a madeira do outro, bem presente. Mas são vinhos do Dão. Por isso, vinhos para ter paciência... Por essa razão, foi-nos proporcionado o desafio por parte do produtor em provar o exemplar de 2000 para verificar a sua evolução. Provamo-lo esta semana.

De cor ruby, com notas de evolução (meio atijolado), no nariz, mostrou um aroma bastante complexo, elegante e harmonioso. Uma frescura impressionante que se confirma na boca, notas de chocolate e florais, madeira bem integrada.  Na boca, não é muito encorpado, mas sim suave. Termina relativamente médio e com alguma secura.

Impressionante a frescura que apresenta para um vinho com 12 anos (!). Os anos de evolução apenas o tornaram melhor, na medida em que permitiu integrar todos os seus elementos, harmoniosamente. È no entanto, um vinho com pouco corpo, leve e relativamente curto. Por isso, controverso. Um vinho que ou se gosta muito, ou dificilmente se aprecia. Não sendo o nosso estilo, vale a pena experimentar. Realmente diferente, com potencial de guarda e até porque não dizê-lo um vinho "feminino"...

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Quinta da Lixa Alvarinho / Trajadura Branco 2011

Ano: 2011

Produtor: Quinta da Lixa

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes

Castas: Trajadura, Alvarinho

Preço Aprox.: 3,99€

Veredicto:  O vinho "Muralhas", produzido pela Adega de Monção,  é talvez o exemplar mais conhecido e difundido em Portugal, composto pelas castas Alvarinho / Trajadura. Outras referências têm vindo a tentar penetrar o mercado, tais como a marca "Torre de Menagem" da Quinta de Melgaço ou  este "Aroma das castas" produzido pela Quinta da Lixa e que conseguiu a medalha de ouro no concurso internacional de Bruxelas, que este ano teve lugar em Guimarães.

De cor citrina, o rótulo espelha praticamente tudo, ou seja, por um lado há as notas citrinas florais e até tropicais carcterísticas do Alvarinho, por outro lado, as de fruta de caroço, evidenciadas pela casta trajadura. O resultado é muito harmonioso, fresco, agradável e de fácil agrado. Na boca, confirma a frescura, mostrando-se frutado e suave, com bom corpo, terminando com agradável persistência e leve secura final.

Muitíssimo bem conseguido, atrevo-me a dizer que provavelmente é o melhor blend Alvarinho / Trajadura.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quinta da Lixa 2011

Ano: 2011

Produtor: Quinta da Lixa

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes

Castas: Loureiro, Trajadura, Alvarinho

Preço Aprox.: 2,99€

Veredicto:  A Quinta da Lixa tem vindo de ano para ano a produzir mais referências, mantendo uma excelente relação qualidade-preço em todas elas. Desde os monocastas (Loureiro, Trajadura, Alvarinho), com destaque para o "Alvarinho Pouco Comum" ou por exemplo o Rosé de Touriga Nacional, passando pelos blends (Alvarinho / Trajadura - como é o caso do "Aroma das Castas" de que falaremos mais tarde), ou este Loureiro / Trajadura,  um vinho fresco e de boa qualidade, abaixo dos 3€ - preço anti-crise!

De cor citrina, apresentando bolha fina do gás carbónico. Trata-se de um vinho fresco, sem ser agressivo para o estômago, devido à sua acidez natural, com notas tropicais e de fruta amarela, bom comprimento, final muito agradável e refrescante, com leve secura.

Disponível em qualquer grande superfície, com apenas 11,5º de álcool e uma leveza refrescante, é o parceiro ideal para o verão.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Afros Loureiro 2010

Ano: 2010

Produtor: Casal do Paço Padreiro

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Lima)

Castas: Loureiro

Preço Aprox.: 8€

Veredicto:  Á semelhança do Vinhão, produzido por Vasco Croft, este é também um Loureiro nada convencional, com uma potência invulgar.

De cor  palha, o aroma foge claramente à tardicional exuberância floral da casta, apresentando-se de pouca intensidade. Quase que sentimos um leve bouquet de flores do campo, intercalado com uma nota vegetal bem dominante. Na boca, apresenta um bom corpo e até alguma untuosidade, pouco característica desta casta.  Com uma enorme frescura, a acidez é marcante. Bastante vegetal, termina longo, persistente e com um toque amargo.

Este vinho foi sendo degustado em períodos distintos, mostrando-se sempre seguro e consistente. Não tem gás carbónico, apesar de ser da região dos "Vinhos Verdes". Um Loureiro completamente diferente do que estamos habituados. Para os adeptos da facilidade de prova desta casta, este não é o vinho indicado. Para quem procura um Loureiro realmente diferente e com garnde potencial (este exemplar é de 2010 e mantém toda a frescura), recomenda-se Afros Loureiro.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Murzelo Reserva Tinto 2007

Ano: 2007

Produtor: Quinta da Veiga da Casa da Capela

Tipo: Tinto

Região: Douro

Castas:  Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz.

Preço Aprox.: 4€

Veredicto: A Quinta da Veiga situa-se logo acima, a poucos metros da Quinta Nova Nossa Senhora do Carmo. Aquando da nossa estadia na Quinta Nova ainda tentamos a visita a este produtor, mas infelizmente tal não foi possível. De qualquer das formas, no jantar que efectuamos no restaurante Constantino, em Sabrosa, foi-nos servido um "vinho da casa" de que gostei bastante. Por coincidência tratou-se do Murzelo Reserva Tinto 2007. E esta hein?

Produzido das castas tradicionais do Douro, em partes iguais, Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, passa por madeira durante 6 meses. De cor ruby, apresenta um aroma característico Douro, com fruta preta madura bem evidente, algum toque balsãmico e ligeira especiaria. Na boca, a estrutura é média, apresentando-se elegante, fresco e sumarento. Termina muito agradável e de média persistência.

Por apenas 4€ temos um Douro bem agradável para o dia-a-dia.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Marquês de Marialva Espumante Bruto Reserva 2009

Ano: 2009

Produtor: Adega Cooperativa de Cantanhede

Tipo: Espumante Bruto Branco

Região: Bairrada

Castas: Maria Gomes e Bical

Preço Aprox.: 4€

Veredicto: Provado este fim-de-semana ao almoço, mais um espumante bem português, surpreendente pela sua excelente relação qualidade preço. Bruto, reserva 2009, produzido pela Adega de Cantanhede, 80% Maria Gomes, 20% Bical.

Um espumante de cor palha cristalina, com uma mousse muito apetecível e até cremosa. Aroma frutado marcadamente citrino, leveza no conjunto, algum amanteigado e pão torrado, harmonioso e de média complexidade, terminando muito agradável e persistente.

Disponível no Lidl a 4€. Versátil, consensual, muito bem feito, uma escolha certa e segura a um excelente preço.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quinta de Sant'Ana Riesling 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta de Sant'Ana do Gradil

Tipo: Branco

Região: Lisboa

Castas: Riesling

Preço Aprox.: 11€

Veredicto: Este foi um dos vinhos provados na visita à Quinta de Sant'Ana, de James Frost, em Mafra. Esta semana abrimos a garrafa que lá compramos para provar, beber (com prazer) e comentar.

Trata-se de um vinho de cor palha, cristalina e brilhante. No nariz, muita mineralidade. Notas citrinas, mais de cascas de fruta (lima, limão, algum ananás), embora não muito marcantes. Um certo petrolado que se confirma na boca. De bela estrutura, confirma a mineralidade experimentada no nariz. Mostra-se untuoso, mas elegante, entranhando-se na boca. Limão e  lima são bem evidentes ainda que com um travo vegetativo. Termina bem agradável e persistente.

Gastronómico e claramente diferente, um vinho que se estranha ao início mas depois entranha-se. A descobrir...

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes