quarta-feira, 30 de março de 2011

Julia Kemper Branco 2008

Ano: 2008

Produtor: Julia Kemper

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado e Malvasia Fina

Preço Aprox.: 9€

Veredicto: Tenho tido agradáveis surpresas provando vinhos brancos do Dão, com a casta encruzado por si só, mas também em blend com Malvasia Fina. É o caso por exemplo do vinho Pedra Calçada, já comentado neste blogue, como um belo exemplar desse blend. Numa recente ida a Peniche, decidi trazer da garrafeira / restaurante "Tasca do Joel" o vinho Júlia Kemper, um exemplar desse blend que ansiava provar há já algum tempo. 

Júlia Kemper é o nome da advogada, transformada em produtora, que em certa altura, decidiu organizar as vinhas da família, no Dão, replantando-as e convertendo-as segundo uma orientação biológica.

Júlia Kemper Branco é um vinho feito a partir das Castas Encruzado e Malvasia Fina, em quantidades iguais, vinificado em duas fases. A primeira, com fermentação parcial em barricas de carvalho francês, enquanto que a segunda, em cuba de inox com temperatura controlada.

O resultado é um vinho extremamente elegante onde a componente aromática surge mesclada com a suavidade e complexidade que o estágio em barrica transmite. Um vinho muito fresco e mineral, complexo, com um volume de boca médio, aromas a flor de laranjeira e final de boca persistente.

Original e muito agradável!


Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 28 de março de 2011

Campolargo

O nosso périplo de visitas por quintas e produtores de Bairrada e Douro, começou precisamente pelo Campolargo, um dos maiores produtores familiares da zona da Bairrada. Antes do ano 2000, talvez não fosse um produtor muito conhecido para a maioria das pessoas, mas apesar do seu cariz familiar, vendia todas as uvas para as Caves Aliança, tal é o seu património de vinhedos. No início deste milénio, começou a produzir em nome próprio, o que levou à construção da moderna adega que visitamos. Construída entre Fevereiro e Setembro de 2004, a adega  situa-se na quinta de S. Mateus (Anadia), preenchendo um corte vertical de 18 metros de altura numa ladeira da Vinha da Costa voltada a sul e a poente. A sua construção permite que a força da gravidade seja usada em todo o processo de vinificação, desde a entrada das uvas até a prensagem final. 

Chegamos já um pouco a meio da tarde à adega, onde fomos recebidos pela simpática Cristiana Cerveira, técnica de enologia, que teve a gentileza de nos fazer uma visita guiada pela adega. Começamos pelo topo, onde existe uma sala de provas com capacidade para 25 pessoas, na "torre", e de onde se tem uma vista deslumbrante para os vinhedos circundantes propriedade da família Campolargo. São cerca de 170ha de vinhas, sendo que as mesmas se encontram agrupadas em duas propriedades: Quinta de S. Mateus, 110ha. na freguesia de S. Lourenço do Bairro e Quinta de Vale de Azar, 60ha. na freguesia de Arcos. Lá do alto e por curiosidade, consegue-se vislumbrar uma outra adega, a vizinha Quinta do Encontro, que se encontra em perfeita linha de vista.

Para além da sala de provas na "torre" (que convida a uma nova visita, mais prolongada com um pequeno grupo de aficionados pelo vinho, desgustando os néctares da casa) existe também um enorme salão, com capacidade para 400 pessoas, onde são efectuados diversos eventos, como por exemplo, casamentos, e que possui a tal vista deslumbrante...

Continuamos a descer até à adega, passando primeiro pelo laboratório, onde são efectuados os ensaios necessários. Realmente, a adega é imponente e apetrechada do que melhor existe em termos tecnológicos, e aproveita a gravidade da melhor forma, para a feitura do vinho (segundo a Cristiana, uma ideia que Carlos Campolargo trouxe de França). No piso imediatamente abaixo existe a sala de estágio / armazém de despacho. Tudo muito modermo e bem organizado, com um espaço dimensionado para o presente mas sobretudo, para o futuro. Neste momento, a adega tem capacidade para produzir 300 mil litros...!


Relativamente aos vinhos produzidos, a nível de volume o espumante é rei, bebida característica da Bairrada, associada ao Leitão. Mas o portfolio vinícola é bastante extenso, incluindo diversos vinhos tintos e brancos. As castas plantadas são maioritariamente internacionais e existem muitos blends que funcionam muito bem e de forma peculiar. Curiosamente a baga, não é a casta de eleição nos seus vinhos. Há por isso, quem considere este não ser o exemplo tipico de Bairrada. Pode ser. Por mim, não me importo, pois este produtor fez-me querer saber e conhecer mais sobre a Bairrada. E dos vinhos que provei, posso dizer que fiquei bem agradado... 

E falando de vinhos, terminamos a visita, provando (alguns) vinhos, já na companhia da Joana Campolargo, que entretanto chegou e teve a amabilidade de se juntar a nós e de trocarmos algumas impressões interessantes. Vinhos provados:

- Diga? Branco 2009 - Ver comentário AQUI
- Campolargo Pinot Noir 2008 - Ver comentário AQUI
- Campolargo Dão 2009 - Produzido das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro, Tinta Roriz e Pinot Noir, e com estágio até 12 meses em barrica.
- Campolargo CC 2008 - Produzido das castas Castelão e Cabernet Sauvignon, e com estágio até 24 mess em barrica nova. Ainda muito fechado, mas com muito para dar!
-Vinha da Costa 2006 - Produzido das castas Merlot, Syrah e Tinta Roriz, e estágio em barricas novas de 12 a 18 meses. O vinho que mais gostei e do qual trouxe uma magnum.
- Rol de coisas antigas 2007 - Mistura de castas tradicionais com adição de bical ou alicante bouschet, só em alguns anos, e com estágio em barricas usadas até 12 meses. bastante interessante.

Não deu para provar tudo...mais uma razão para voltar em nova visita!


Morada: Adega Campolargo
Quinta de S.Mateus
3780-180 S.Mateus
São Lourenço do Bairro - Anadia
GPS: 40.448233,-8.488382
Telefone: (+351) 231 519 000/9
Fax: (+351) 231 511 174
Web: http://www.campolargovinhos.com/
Email: geral@campolargovinhos.com

Sérgio Lopes

sábado, 26 de março de 2011

Quinta da Aveleda

Ano: 2009

Produtor:
Aveleda

Tipo: 
Branco

Região: Vinhos Verdes

Castas: Alvarinho, Loureiro, Trajadura.

Preço Aprox.: 3€ a 4€

Veredicto:  Aí está um clássico dos vinhos verdes portugueses, que juntamente com o vinho Casal Garcia, também produzido pela Aveleda, circula pelo mundo fora, como exemplar dos vinhos verdes. Como sempre, é discutível avaliar o que exportar / consumir, pois há vinhos verdes melhores e outros piores. Depende sempre do momento, do gosto pessoal e da "bolsa" de cada um...

Trata-se de um vinho proveniente das castas Alvarinho, Trajadura e Loureiro, com percentagens das mesmas desconhecida e que variam de ano para ano. Contudo o perfil é quase sempre similar.

Vinho de cor amarela citrina e brilhante. No nariz, é frutado e fresco, evidenciando algumas notas florais. Como é típico dos vinhos verdes, na boca apresenta uma boa acidez, sendo que o seu volume é medio e com final de boca satisfatório.

Um vinho leve e mais apropriado para aperitivo. Não aguenta com comidas fortes, pelo que deve ser harmonizado, com pratos leves, preferencialmente de peixe ou saladas.

Classificação Pessoal: 14,5


Sérgio Lopes

sexta-feira, 25 de março de 2011

Pôpa VV 2007

Ano: 2007

Produtor: Quinta do Pôpa

Tipo:
Tinto

Região: Douro

Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca.

Preço Aprox.: 25€

Veredicto: Quinta da Pôpa, trata-se de um produtor jovem, que conheci na essência do vinho e que posteriormente visitei, no meu périplo pelo Douro. Mas da visita falarei mais tarde e em pormenor, destacando todos os vinhos provados. Localizada no Coração do Douro, na região quente e seca do Cima Corgo, mais propriamente em Adorigo - Tabuaço, até 2008, era conhecida por Quinta do Vidiedo, antes de mudar para o actual nome.

Com a mudança de proprietário e a consultadoria do enólogo Sir Luís Pato, tudo mudou e em pouco tempo a Quinta do Pôpa deu que falar.

De entre os seus vinhos, destaco o Pôpa VV 2007. Vinho produzido a partir de Vinhas Velhas com idade superior a 60 anos, das castas, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Tinta Barroca, este vinho estagiou em barricas de primeiro ano de 225 L. de carvalho Francês durante 4 meses.

O resultado é um vinho excelente, marcado por uma  fruta vibrante, aliado a uma frescura e elegância invulgares. De cor carregada e aroma a frutos vermelhos, na boca é encorpado e aveludado, apresentando um final de boca complexo e prolongado.

Um grande vinho para beber já ou guardar. E Só foram produzidas cerca de 3000 garrafas do mesmo...

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

quarta-feira, 23 de março de 2011

Quinta do Crasto

(Algumas) Vinhas da Quinta
Inauguramos, hoje, uma nova rubrica, no blogue, intitulada de ENO-VISITAS, que pretende descrever sobretudo as experiências vividas, nas visitas a quintas e produtores vinícolas. E começaremos pela Quinta do Crasto, que tivemos a oportunidade de visitar na passada 6ª feira, após uma semana de visitas enófilas pela Bairrada e pelo Douro. Porquê começar pela última visita? Não sei explicar. Talvez pela forma completa como fomos recebidos, pela paisagem deslumbrante, pelos excelentes vinhos, pela viagem atribulada... Talvez por tudo. Foi um dia em cheio!

Vista deslumbrante sobre o Douro
 Partimos no final da manhã do Pinhão em direcção à Quinta do Crasto. É de facto o trajecto mais curto, mas meus amigos, a estrada mete mesmo medo, com diversos prepicípios, largura reduzida e vestígios de deslizamento de terras. Lá do alto, a paisagem é deslumbrante, mas ainda bem que nos cruzamos com poucas viaturas e que não estava a chover... Um trajecto belo, mas difícil. Chegado à Quinta do Crasto fomos recebidos pelo Engº Manuel Lobo, que nos fez uma visita guiada pela quinta, sem esquecer a história que a Quinta do Crasto possui. Situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão (em Gouvinhas - Sabrosa), a Quinta do Crasto, é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais, 70 são ocupados por vinhas. Acrescem ainda cerca de 120 hectares da Quinta da Cabreira, no Douro Superior, de onde provém o vinho Crasto Superior, fazendo jus ao nome. O total é de cerca de 250 hectares (!).  Com localização privilegiada na Região Demarcada do Douro, é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. Tal como as grandes Quintas do Douro, a sua origem remonta a tempos longínquos (o nome CRASTO, deriva do latim castrum, que significa Forte Romano) inclusivé um Marco Pombalino datado de 1758 pode ser visto na Quinta.

De facto, nas palavras de Manuel Lobo, a localização priveligiada das vinhas, bem como a sua qualidade e idade (algumas são centenárias, como por exemplo a Vinha Maria Teresa e Vinha da Ponte) é que fazem toda a diferença. Se a matéria prima é de excelente qualidade, "apenas" é preciso trabalhá-la bem. E nesse aspeto, a Quinta do Crasto possui modernas instalações que permitem ao simpático e apaixonado enólogo efectuar o seu trabalho de laboratório: Ano após ano, durante as vindimas, as uvas, provenientes de talhões previamente seleccionados, são transportadas em caixas de plástico alimentar, e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Uma parte é enviada para os antigos lagares de pedra onde são pisadas por homens, seguindo o método tradicional. Outra parte é enviada para as novas adegas, com diferentes tipos de cubas Inox onde fermentam com temperatura controlada.
Após a vindima os diferentes tipos de vinho produzido são encaminhados para os respectivos armazéns:
- Armazém de Vinho do Porto onde estagiam em carvalho português
- Armazém de Vinhos Tintos onde estagiam em cubas Inox
- Cave de Vinhos Tintos onde estagiam em barricas de carvalho francês e americano
 
Adega com Lagares Tradicionais de pisa a pe

Adegas modernas com cubas em INOX

Cave de estágio em barricas de carvalho
Após a visita pela quinta e respectivas instalações, fomos almoçar. Sim, como eu disse, foi um dia completo. Tiveram a amabilidade de nos oferecer o almoço, preparado com todo o primor pela Dª Flora que criou uns bolinhos de bacalhau magníficos, com um arrozinho de tomate de comer e chorar por mais. Pena que eu não tenha estado nos meus melhores dias para usufruir na plenitude do almoço e degustação de vinhos, talvez devido ao acumular de provas durante a semana, ou talvez pela viagem "atribulada" a fazer lembrar as estradas retratadas em alguns filmes de David Lynch...

Seja como for, foi possível degustar a gama representativa dos vinhos da Quinta do Crasto. Começamos, como aperitivo, com um Crasto Branco 2010.  Para além dos vinhos de mesa maioritariamente tintos (apenas um branco), também são produzidos Vinhos do Porto e azeite. Eis os vinhos (e o azeite) que degustamos ao almoço: 

  


Como seria de esperar, TODOS os vinhos têm uma qualidade excelente e um traço comum de personalidade muito própria: Elegância, acidez e frescura, associadas a uma fruta vibrante.

Crasto Branco 2010
Produzido à base das castas brancas tradicionais do Douro, nomeadamente Gouveio, Roupeiro, Cercial e Rabigato. Um vinho leve, frutado e muito fresco. Pronto a beber. Muito agradável e de estilo moderno. PVP 10€

Crasto Tinto 2009
Produzido à base das castas tintas tradicionais do Douro, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinta Barroca e Touriga Franca. Um vinho sem madeira, logo muito frutado. Fácil de beber e muito agradável. PVP 10€.

Crasto Superior 2009
Feito com uvas provenientes da região do Douro Superior, da Quinta da Cabreira, e com 21% de vinhas velhas. Envelhece em barricas de carvalho francês por um período de 12 meses. Aqui já temos um vinho mais complexo, proveniente do estágio em madeira, mas mantendo a mesma bitola de elevada frescura, aliada a um final agradável e de excelente persistência. PVP 17€

Roquette & Cazes Tinto 2007
Tivemos o privilégio de provar este vinho, que nasce do encontro de dois amigos, Jorge Roquette da Quinta do Crasto e Jean-Michel Cazes do Château Lynch-Bages. Para este vinho, são usadas duas vinhas, com localizações diferentes no vale do Douro: Cima Corgo e Douro Superior. Com 60% Touriga Nacional - 15% Touriga Franca - 25% Tinta Roriz, e estágio em madeira de 18 meses. O resultado é:  um grande vinho com as castas do Douro, um vinho que mostre estrutura e complexidade, que possua o poder e o sol de Portugal conjugados com a elegância de Bordeaux. Estou totalmente de acordo. PVP 18€

Crasto Reserva Vinhas Velhas 2008
Vinho proveniente de vinhas com mais de 70 anos de idade e com estágio em madeira de cerca de 15 meses. O que dizer do vinho? Fantástico. Estrutura, complexidade, frescura, persistência, elegância, tudo em harmonia e seguramente irá evoluir bem em garrafa. Não é a toa que recebu 94 pontos (!) na revista Wine E Enthusiast... PVP 24€

Provamos ainda um LBV de 1996, que o Manel teve a gentileza de servir e que estava no ponto!

Fica a promessa de em breve comentar os vinhos supracitados, de uma forma mais pormenorizada, assim que os voltar a beber, desta feita, no conforto do meu lar... onde poderei destrinçar mais pormenores sobre cada um destes magníficos vinhos.

Resta-me agradecer ao Manel e ao Pedro Guedes de Almeida, por terem tornado possível esta magnífica experiência. Fica a certeza de que o terroir de excepção aliado à paixão e tecnologia moderna com que são feitos os seus vinhos, sem descurar a tradição, perspectivam um futuro risonho, para a Quinta do Crasto. O presente já o manifesta. Os prémios e menções honrosas que têm vindo a granjear são o resultado de um trabalho sério e de qualidade em prole do melhor que o Douro apresenta. Parabéns e continuem o bom trabalho.


Morada: Quinta do Crasto
Gouvinhas
5060-063 Sabrosa
GPS: ?
Telefone: (+351)254920020
Fax: (+351)254920788
Web: http://www.quintadocrasto.pt
Email: crasto@quintadocrasto.pt


Sérgio Lopes


PS: No regresso para o Porto vim pela estrada que vai dar a Sabrosa. Recomendo. É bem menos sinuosa...! 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quinta das Baceladas Tto 2006

Ano: 2006

Produtor: Caves Aliança

Tipo:
Tinto

Região: Bairrada

Castas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Baga.

Preço Aprox.: 10€

Veredicto: Mais um vinho da Bairrada deveras interessante, desta feita proveniente de vinhas da zona de Cantanhede e do produtor Caves Aliança. As Caves Aliança têm um portfolio que alberga as regiões do Douro, Bairrada, Dão e Alentejo, com vinhos para todos os gostos e bolsas, sendo que o espumante continua a ser o produto mais emblemático. Este foi um dos vinhos que provei do enorme portfolio supracitado, aquando da visita efectuada,  e que merece destaque.

Elaborado a partir das castas Baga, Cabernet Sauvignon e Merlot, sofreu um estágio de 12 meses em barricas novas de carvalho francês.

De cor vermelho tijolo, apresenta um aroma complexo proveniente do estágio em madeira. Muito agradável na boca, cheio, elegante e harmonioso, com final muito saboroso e persistente.

Claramente um Bairrada de perfil internacional, onde o equilíbrio e a elegância são as notas dominantes. A baga que tantas vezes é mal compreendida, surge aqui bem trabalhada pelo blend (sobretudo) com o Merlot e o Cabernet Sauvignon.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

domingo, 20 de março de 2011

Diga? Branco 2009

Ano: 2009

Produtor: Campolargo

Tipo: Branco

Região: Bairrada

Castas: Viognier

Preço Aprox.: 9,50€

Veredicto: Após uma semana a visitar quintas pela Bairrada e Douro, regresso, comentando um dos vários vinhos que provei, do produtor Campolargo e que merece destaque. Adquiri inclusivé algumas garrafas, para degustar com mais tranquilidade, no conforto do lar.

Pois bem, a Bairrada é uma zona demarcada, que infelizmente não goza da mesma notoriedade das grandes regiões, como por exemplo, Douro, ou Alentejo, ou mesmo o Dão. Nem os consumidores têm a mesma confiança ao adquirir um vinho da Bairrada. As razões podem ser várias, mas isso ficará para um próximo post. Contudo, basta uma visita, por exemplo ao produtor Manuel Campolargo (entre outros), para percebermos que existe vinho de qualidade e condições modernas e muito boas para o fazer.

Diga? – Branco de 2009, é um vinho com um nome algo invulgar, ao que me foi explicado, materializando uma espécie de tique que o Manuel Campolargo tem com tal expressão, utilizando-a com frequência. Seja como for, é original! Destaque igualmente para o rótulo, bastante simples e sem contra rótulo.

Quanto ao vinho, uma agradável surpresa. Produzido a partir de vinhas com idades compreendidas entre os 10 a 15 anos, é 100%  casta Viognier, estagiando 6 a 8 meses em barricas de carvalho francês, em parte novas.

De cor amarelo palha, quase dourada, apresenta um aroma rico em citrinos e frutos tropicais, com ligeiro tostado. Na boca, é um vinho macio e untuoso, com uma acidez e frescura bem combinadas com a fruta, de corpo médio, terminando com uma persistência muito interessante.

Um vinho gastronómico e muito equilibrado, com uma personalidade muito própria.

Classificação Pessoal: 15,5


Sérgio Lopes