quinta-feira, 17 de março de 2011

Enoturismo...

Caros visitantes, encontro-me ausente, em enoturismo pelo Douro.


Volto no fim-de-semana...!

Sérgio Lopes

quarta-feira, 16 de março de 2011

Morgadio da Calçada Dry White

Ano: Engarrafado em 2010

Produtor: Niepoort (Vinhos) S.A

Tipo: Dry White

Região: Douro

Castas: Côdega, Rabigato, Viosinho,Arinto e Gouveio.

Preço Aprox.: 12€

Veredicto:  Morgadio da Calçada trata-se de um projecto "acarinhado" pela Niepoort e que agora começa a dar frutos. Da junção da assinatura do aclamado enólogo, com a excelente localização e qualidade das vinhas da família, o resultado só poderia ser positivo. Este projecto para além dos Portos, possui igualmente vinhos de mesa.

O Morgadio da Calçada Dry White trata-se de um Porto Branco, diferente do habitual. Não deixa de ser um aperitivo, mas apresenta algumas particularidades que o distingue dos demais, desde logo a proveniência das uvas brancas que lhe dão origem, de cepas velhas com mais de 30 anos de idade. Depois, o facto envelhecimento decorrer, ao longo de cerca de 3 a 4 anos em barricas de carvalho e não em inox.

O resultado é um vinho do Porto Branco que alia a frescura a uma invulgar elegância.

A cor é aloirada, com aromas a fruta fresca balanceados com o fruto seco, proveniente do estágio em madeira. Invulgar. Na boca, é leve e refrescante, com final concentrado e bela acidez.

Perfeito com água tónica, uma rodela de limão e gelo, num belo Long Drink.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

segunda-feira, 14 de março de 2011

Kopke Branco 2009

Ano: 2009

Produtor: C. N. Kopke e Cª Lda.

Tipo: Branco

Região: Douro

Castas: Gouveio, Rabigato, Arinto

Preço Aprox.: 4€

Veredicto:  A Kokpe é um dos mais antigos produtores de Vinho do Porto e à semelhança de alguns dos seus congéneres, decidiu nos últimos anos, produzir igualmente vinhos de mesa, com uma qualidade média bastante boa e uma óptima relação qualidade-preço. Abri recentemente a última garrafa de Kopke Branco 2009, e estava excelente. A colheita de 2010, entretanto, já saíu para o mercado.

Trata-se de um vinho de cor amarelo "palha", cheio de aromas citrinos e a frutos tropicais, num conjunto a transpirar juventude. Na boca, é extremamente fresco e frutado, de volume de boca médio, mas com um final de boca persistente e agradável.

Claramente um vinho leve e despreocupado, mas muito versátil. Tanto é capaz de ser apreciado a solo, com amigos, como poderá facilmente ser um excelente acompanhamento de peixes grelhados e comidas leves.

Um vinho com uma excelente relação qualidade-preço. Resta saber se a colheita de 2010 conseguirá manter o mesmo nível de qualidade

Classificação Pessoal: 15


Sérgio Lopes

sábado, 12 de março de 2011

Top 10 vinhos @ EV 2011

Passada uma semana do evento "Essencia do Vinho 2011", coloco a lista daqueles que foram considerados os melhores vinhos provados, pelos especialistas, de um total de 47 vinhos (7 BRANCOS DE 2009, 31 TINTOS DE 2008 E 9 PORTO VINTAGES DE 2008):


8 vinhos do Douro (!), 1 do Alentejo e 1 do Dão. Isto, certamente significa algo...Ou então, não...


Sérgio Lopes

sexta-feira, 11 de março de 2011

Solar dos Lobos Col. Sel. 2005

Ano: 2005

Produtor: Silveira e Outro

Tipo:
Tinto

Região: Alentejo

Castas: Trincadeira, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional.

Preço Aprox.: 4,99€

Veredicto: Este vinho, bebi-o ao almoço, no feriado de Carnaval, em família. Quando cheguei a casa dos meus pais, o meu pai já o tinha aberto. Tinha-o trazido do supermercado Intermarche, em promoção, por metade do preço, ou seja, a rondar os 2,5€, para experimentarmos. Acompanhou uma feijoada à brasileira (de feijão preto) e saíu-se bem. Eu até que não sou dos maiores adeptos de vinho alentejano, gostei.

Produzido à base das castas Trincadeira, Aragonez, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional, tem um estágio de  aproximadamente 6 meses em barricas de carvalho, o que lhe confere alguma complexidade. Tipicamente alentejano, é um vinho quente, com aroma complexo onde sobressaem os frutos maduros. De comprimento médio, tem boa acidez e frescura, embora termine um pouco curto e ligeiramente vegetal.

No geral, tudo muito bem integrado, produzindo um conjunto bastante harmonioso, num vinho encorpado e bastante gastronómico, que será um bom companheiro de comidas fortes. Por 2,5€ vale bem a pena. Ao seu preço normal, haverá melhores opções.

Classificação Pessoal: 14

PS: Provei a segunda garrafa ontem, 10 de Abril e, ainda que bebível,  já se mostrava um pouco em declínio. Por isso, é preferível passar para outro ano de colheita.

Sérgio Lopes

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vinhos Velhos e Azeite Novos, em Tabuaço


Decorre desde ontem, dia 9 e até o próximo domingo, dia 13 de março, em Tabuaço, o I Show Taste de Vinhos Velhos e Azeites Novos, que terá como palco o Museu do Imaginário e o Posto de Turismo.

A iniciativa junta à mesma mesa vinhos com anos de história e os mais conceituados azeites da região, futuros candidatos a prémios em Portugal e no Estrangeiro.

O certame organizado pela  Rota do Azeite de Trás-os-Montes, reúne personalidades e profissionais do sector, jornalistas da especialidade, instituições de Ensino Superior, operadores turísticos e agências de viagens. Um dos grandes objectivos da organização é debater as estratégias de promoção do vinho e do azeite nos mercados nacionais e internacionais, potenciando a actividade turística na região produtora.

Durante os cinco dias de certame vão decorrer provas de degustação de vinhos velhos, azeites novos e espumantes, num evento onde a gastronomia regional não deixará de marcar presença. Vou tentar marcar presença no sábado.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 9 de março de 2011

Dalva Colheita 1995

Ano: 1995

Produtor:
C. da Silva

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 17€

Veredicto:  Ora aí está mais um colheita, lançado pela C. Da Silva e que curiosamente esteve em prova na Essência do Vinho. Eu já o conhecia e já tinha adquirido uma garrafita na loja da Dalva, no Cais de Gaia. Pois bem, acabou-se ontem.

Trata-se do colheita 1995, com uma imagem renovada e mais apelativa (aliás comum a todos os vinhos da casa),  a custar cerca de metade do valor, do  fantástico colheita 1985, mas igualmente muito bom. Como sempre, os vinhos colheita Dalva são elegantes e finos, com uma acidez que lhe confere uma frescura notável, enfim, uma delícia. Envelhecido em barricas de carvalho francês, por um período mínimo de 7 anos, na boca, para além do bom volume e do final persistente, notam-se os frutos secos (também presentes no aroma), característicos deste tipo de vinho.

Mais um colheita muito agradável, com óptima relação qualidade-preço e que dá um prazer imenso a degustar.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes