quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dalva Colheita 1985

Ano: 1985

Produtor:
C. da Silva

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 35€

Notas de Prova: Baunilha, mel, confeitaria, frutos secos, leves traços limonados. Na boca mostra um perfil, cheio, encorpado e doce a compotas e frutos secos, termina longo e quente.

Veredicto:  Numa das muitas provas que tenho assistido na Wine O' Clock de Matosinhos, este Dalva Colheita 1985, foi-me recomendado pelo afável e simpático crítico de vinhos e gastronomia, José Silva, que é também o apresentador do programa A Hora do Baco, transmitido pela RTP-N.

Em boa hora o fez, pois trata-se de um colheita que está no ponto: Muito bem envelhecido, fino, elegante e aromático, com uma frescura tal que nos permite escolher bebê-lo a solo como aperitivo ou digestivo. Eu confesso que bebemos a garrafa toda como um belo digestivo ao longo dos (poucos) dias que esta durou. ..

Um colheita soberbo, com óptima relação qualidade-preço e que dá um prazer imenso a degustar.

Classificação Pessoal: 17,75

Sérgio Lopes

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Dalva Golden White 1963

Ano: 1963

Produtor:
C. da Silva

Tipo:
Vinho do Porto - Colheita Branco

Região: Douro

Castas: Blend de castas tradicionais do Douro.

Preço Aprox.: 100€

Notas de Prova: "Muitos tons esverdeados surgem quando se agita o copo, sinal da sua velhice. Muito rico de aromas, notas de figos, frutos secos, compotas de ameixas brancas, tudo rico, doce, melado mas perigosamente atractivo. Muito elegante na boca, tem um corpo sedoso que envolve o palato e esta textura deixa marca na boca. O final é muito prolongado, austero mas de grande classe” in Vinhos de Portugal 2010, João Paulo Martins.

Veredicto: A marca DALVA, do produtor C. Da Silva sempre nos habituou a vinhos do Porto de uma qualidade geral muito alta, sendo que recentemente lançou igualmente vinhos de mesa tinto e branco, que comentarei neste blogue. Este colheita branco de 1963, trata-se de um vinho fortificado envelhecido em pipas de fino carvalho francês, amadurecendo até aos dias de hoje. Nas palavras do produtor, trata-se da melhor colheita da década, existindo também o de 1952, que ainda não tive o prazer de provar...

O Dalva Golden White, apresentado em garrafas de 0,5 litros, e com uma produção limitada trata-se de um vinho com uma personalidade e identidade próprias muito bem vincadas.

Na prova, ressaltam aromas a frutos secos, notas de figos e compotas, muito aromático, com uma acidez no ponto que lhe confere uma enorme frescura em perfeita comunhão com a doçura própria deste tipo de vinhos. De cor idêntica a um tawnie velho revela-se guloso, com enorme elegância e final prolongado.

Um vinho fortificado de enorme classe, direi mesmo viciante...!

Classificação Pessoal: 18

Sérgio Lopes

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Tons de Duorum

Ano: 2009

 Produtor:
Duorum Vinhos, S.A.

 Tipo:
Tinto

 Região: Douro

 Castas: Touriga nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca

 Preço Aprox.: 3,99€

Notas do Produtor: Aroma dominado pelos frutos como o morango, framboesa, amora e a ameixa. Notam-se também os aromas provenientes do seu estágio em barrica como os de especiarias e de frutos secos. Acidez bem integrada no volume e no corpo do vinho, onde também se encontram os seus taninos muito suaves e maduros. De todo este conjunto resulta um vinho dominado pela elegância.

Veredicto: Enquanto que no Alentejo, facilmente se encontram vinhos bebíveis abaixo dos 4€, no Douro, isso já é muito difícil. No entanto, este Tons de Duorum, fabricado por duas das personalidades vinícolas mais influentes dos últimos 10 anos em Portugal, nomeadamente João Portugal Ramos e José Maria Soares Franco, rompe com esse paradigma, traduzindo-se numa agradável surpresa.

Com um estágio curto de 6 meses em barricas de carvalho Francês e Americano e um teor alcoólico de 13,5º, Tons de Duorum é um vinho de corpo médio, fresco, equilibrado e muito fácil de beber.

Um belo tinto do Douro para o dia a dia, que se bebe com enorme prazer.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

Quinta da Chinchorra Reserva 2006

 Ano: 2006

 Produtor:
Quinta da Chinchorra

 Tipo:
Tinto

 Região: Douro

 Castas: Touriga nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Franca

 Preço Aprox.: 7,5€

Notas de Prova: Aroma intenso a fruta madura, bom casamento com a madeira onde estagiou, notas de juventude com destaque para frutos vermelhos (cereja, frutos silvestres). Na boca, revela-se redondo, aveludado, bem estrutrado, com taninos bem pronunciados e uma bela acidez.

Veredicto: A Quinta da Chinchorra situa-se no concelho de Armamar, uma região com um microclima muito distinto do qual resultam alguns vinhos com excelente qualidade. As notas de prova, supra citadas, praticamente dizem tudo deste belo vinho. Produzido a partir das castas tradicionais do Douro, que na minha opinião, criam quase sempre vinho varietais de qualidade, trata-se de um excelente companheiro para a mesa, acompanhando muitíssimo bem carnes vermelhas grelhadas, por exemplo, entre outros pratos de carne mais leves.

Um tinto do Douro, moderno e claramente com um perfil mais internacional. Experimentem!

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Monte Das Servas - Escolha Br.

Ano: 2009

Tipo:
Branco

Região: Alentejo

Castas: Roupeiro, Antão Vaz, Verdelho e Arinto.

Preço Aprox.: 6€

Notas de Prova: Cor cítrica aloirada, com aromas a frutos tropicais integrado com algumas notas de mel, fresco, frutado, com boa acidez, terminando com um final agradável e persistente..

Veredicto: A Herdade das Servas, localizada em Estremoz, é propriedade da família Serrano Mira, com tradições vinícolas que remontam aos antepassados das diversas gerações da família. O seu cardápio vinícola apresenta uma qualidade média bastante alta, o que diz dos standards elevados que a família coloca na feitura dos seus vinhos. A empresa possui, os vinhos entrada de gama designados de Vinha das Servas, a gama média composta pela designação Monte das Servas, sendo que os topos de gama pertencem à categoria Herdade das Servas.

O Monte das Servas - Escolha, portanto da gama média do produtor, trata-se de um vinho branco, bastante encorpado,  que apesar do seu teor alcoólico de 14,5º (ou talvez por causa disso) é um vinho bastante gastronómico, apresentando uma bela acidez, acompanhando muito bem à mesa, um bom peixe, por exemplo. Ontem mesmo bebi-o, ao jantar, acompanhando um sargo assado no forno e estava delicioso!

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

sábado, 15 de janeiro de 2011

Casa de Canhotos

Ano: 2009

Produtor:
Fernando Rodrigues

Tipo:
Verde

Região: Sub-Região de Monção e Melgaço

Castas: Alvarinho.

Preço Aprox.: 5,5€ (em Melgaço)

Notas de Prova: Atractivas notas de laranja madura e confitada no aroma. Na boca mantém um perfil citrino e maduro, com sugestões de laranja, boa acidez e secura num conjunto que sugere ser um bom companheiro de mesa.

Veredicto: A região de Monção e Melgaço tem sido um barómetro de qualidade, no que toca aos vinhos verdes, muitas vezes conotados com a imagem de vinhos com demasiada acidez, leves e despreocupados. Tudo graças à fantástica casta Alvarinho, que permite produzir vinhos brancos poderosos, frutados e que dão enorme satisfação a beber. Acho que não existe qualquer vinho verde branco alvarinho que tenha bebido até hoje, da sub-região de Monção e Melgaço, que não tenha gostado... o que diz bem da qualidade média desta casta / região vinícola.

O Sr. Fernando Rodrigues, produtor do Casa de Canhotos, é proprietário de um restaurante em Penso, Melgaço, o restaurante Jardim. Lá tudo é recomendável, desde o Bacalhau assado, Cozido à portuguesa, Cabrito, uma feijoada fenomenal e claro, no tempo dela e para quem gosta, a famosa Lampreia.

Foi lá que experimentei este Casa de Canhotos, a acompanhar um belo Bacalhau Frito à moda da casa e posso-vos convfessar que a harmonização estava deliciosa.

Recomendo vivamente este vinho, quer pelo seu equilíbrio, quer pela sua excelente relação qualidade-preço.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Fiuza Premium

Ano: 2007

Produtor:
Fiuza & Bright

Tipo:
Tinto

Região: Tejo

Castas: Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon.

Preço Aprox.: 9€

Notas de Prova: Cor intensa e aromas que lembram violetas, fruta madura e leve tostado, na boca revela uma boa frescura e uma interessante acidez, está ainda muito jovem mas já denota alguma elegância, taninos bem integrados no conjunto e sugestões de especiarias bem casadas com a fruta e um leve apimentado, o final é muito agradável.

Veredicto: Deste produtor, já conhecia o "Fiuza 3 Castas", que até é agradável e o qual haverei de comentar aqui neste blogue. Mas confesso que o desconhecimento que tenho da região vinícola do Tejo, me fez pensar duas vezes em experimentar este vinho. Outrora designada por Ribatejo, esta região era conhecida pelos seus vinhos baratos e em grande quantidade, por vezes descurando a qualidade. Por isso,  experimentar um vinho a rondar os dez euros e depois poder ser uma frustração, era um risco que não pretendia correr. Contudo, numa ida ao Jumbo de Gondomar, encontrei na garrafeira este Fiuza Premium, em depreciação, a pouco mais de 5€ e decidi experimentar, trazendo uma garrafa. Em boa hora o fiz, pois é uma agradável surpresa!

De cor carregada e aroma muito agradável, o lado floral da Touriga Nacional "casado" com o carácter vegetal do Cabernet Sauvignon, está patente num perfeito equilíbrio. Com um teor alcoólico de 14º, o vinho criado pelo enólogo Peter Bright, confirma que existem também grandes néctares da região do Tejo, que dão imenso prazer beber, e a um valor abaixo dos 10€.

Como nota final, posso-vos confessar que dias mais tarde, voltei ao Jumbo, na expectativa de levar todas as garrafas deste vinho e já não consegui nem uma...! Ainda assim, ao seu preço normal, trata-se de um valor seguro, que vale a pena degustar.

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes