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domingo, 25 de maio de 2014

João Portugal Ramos Vinho Verde Loureiro 2013

Ano: 2013

Produtor: João Portugal Ramos

Tipo: Branco

Região: Verdes

Castas:  Loureiro

Preço Aprox.: 3,99€

Veredicto: João Portugal ramos tem progressivamente alargado o seu campo de actuação que começou no Alentejo, região da qual é um verdadeiro embaixador. Contudo, recentemente aventurou-se pelo Douro com o projecto Duorum e no ano passado na região dos Vinhos Verdes, mais propriamente sub-região de Melgaço e Monção, com o seu primeiro Alvarinho. Este ano, lança o seu primeiro "vinho verde" 100% produzido da casta Loureiro (com 15% de Alvarinho).

Cor: cítrica esverdeada

Aroma: fresco e mineral com notas de flores do campo e nuances cítricas

Boca: boa frescura e mineralidade, apresenta boa estrutura com leve secura e uma acidez que lhe prolonga o final

Leve, fresco e bem feito. Perfeito para o Verão.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor, ao qual agradecemos.

Classificação Pessoal: 14,5

Lucinda Costa

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Soalheiro 2013

Ano: 2013

Produtor: Quinta de Soalheiro

Tipo: Branco

Região: Verdes (Sub- Região de Monção e Melgaço)

Castas: Alvarinho

Preço Aprox.: 8,50€

Veredicto: Mais uma edição de um vinho muitíssimo bem feito, digno exemplar da casta Alvarinho e da sub-região do Monção e Melgaço, com a particularidade de se facilmente encontrar em qualquer parte do país, desde garrafeiras, restaurantes ou grandes superfícies.

Cor: Amarelo citrico esverdeado

Aroma: Muito elegante, fresco e mineral com evidente fruta tropical, maracujá, toranja, citrinos..

Boca: Na boca revela toda a elegancia e estrutura, é um vinho volumoso e com a fruta bem presente. Muito mineral e com excelente acidez possui um final longo e persistente.


Grande branco. Muito bom. Um verdadeiro "clássico" moderno.

Classificação: 17

Lucinda Costa

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Casa de Compostela Escolha e Alvarinho 2012


A primeira vez que visitei o produtor Casa da Compostela coincidiu com o lançamento dos 3 novos brancos: um 100% Alvarinho; o Escolha - feito de Sauvignon Blanc e Arinto; e um 100% trajadura, que penso que este ano não se fez. Pena! Em 2010  foi um ano em que a trajadura se mostrou muito bem e por isso, foi lançada por si só. A visita ocorreu portanto em 2011. Foi por isso muito interessante redescobrir os vinhos no Hipermercado Jumbo - até estavam em promoção - e prová-los de novo para verificar a sua evolução.

Casa de Compostela Alvarinho 2012 - PVP 4€

100% Alvarinho com origem em Famalicão. Relativamente à colheita de 2010 este parece-me bastante mais afinado. De cor citrina brilhante, o aroma é centrado na fruta tropical citrina, nomeadamente a toranja e a lima. Na boca, com uma acidez crocante limonada, que lhe confere uma boa frescura. Termina de agradável persistência. Esta colheita na minha opinião mostra muito mais o carácter da casta. Boa relação qualidade-preço. (15,5).

Casa de Compostela Escolha 2012 - PVP 4€

Sauvignon Blanc e Arinto. No de 2010, esta combinação surpreendeu-me pela tropicalidade extremamente apelativa, suportada nuns estrondosos 14,5º de alcool, mas que nunca aborreciam. Relativamente à colheita de 2012, creio haver maior afinação de conjunto, denotando-se um maior equilíbrio e aparecendo por ventura mais Sauvignon Blanc, com notas de espargos verdes, isto é, o carácter vegetal está bem mais patente. Perdeu um pouco do exotismo que eu atribuía a este vinho, mas ganhou em harmonia de conjunto das duas castas. Em termos de estrutura de boca, é um vinho de médio corpo e com final igualmente médio e com leve amargo. (14,5).



Sérgio Lopes

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mais 3 brancos...

 

Ainda temos Verão, embora inconstante... Assim, aqui fica a sugestão de mais 3 brancos a preços cordatos, de fácil agrado e que se encontram na grande distribuição, com facilidade. Brancos capazes de proporcionar prazer, sem termos que dispender muitos euros da nossa carteira...

Via Latina (Região vinhos verdes - PVP 2,49€)

Produzido pela Vercoope, uma associação de adegas cooperativas da região dos vinhos verdes. Medalha de prata no Concours Mondial de Bruxelles. Um vinho fresco, leve e com uma acidez crocante, sobretudo bem feito, sem "pesar". Em suma, aquilo que se pretende de um "Vinho Verde", ainda para mais quando composto por uma mescla de castas e por ventura de diferentes origens.

Cabriz Colheita Seleccionada (Região Dão - PVP 3,20€)

Produzido pela gigante Dão Sul. Medalha de Ouro concurso mundial de bruxelas 2012..Um vinho mineral, delicado e leve, mas que dá satisfação. Fresco, de corpo médio e com um bom final. As notas citrinas e tropicais, suaves, dão uma certa aptidão gastronómica ao conjunto, bastante equilibrado.

Castelo D'Alba (Região Douro - PVP 2,99€)


Produzido pela VDS - Vinhos do Douro Superior. Um daqueles belos vinhos de piscina / esplanada. Floral e frutado, com alguma mineralidade, fresco, jovem e vivo, de corpo médio, equilibrado, terminando igualmente médio. Um vinho a um preço acessível, que se bebe com agrado, sobretudo nos dias de Verão  quer a solo, quer para acompanhar uns aperitivos ou pratos leves.

Em suma, se pretende gastar 3€ num vinho branco, pode fazê-lo com estas escolhas seguras, todas com excelente RQP, de 3 regiões distintas e com a garantia de qualidade.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Torre de Menagem vs. QM


A Quintas de Melgaço, S. A., situada na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, na Sub-Região de Monção e Melgaço, é especializada na produção de vinhos verdes, em particular da casta nobre da região -  o Alvarinho. A ideia de criação da empresa foi personificada por um homem de Melgaço, emigrado no Brasil, Amadeu Abílio Lopes, cuja capacidade financeira foi suficientemente forte para congregar à volta deste projecto o interesse de algumas centenas de produtores do concelho de Melgaço, que haviam de se tornar accionistas – hoje são 430 accionistas.

Recentemente a empresa tem tido maior notoriedade, sobretudo com os prémios granjeados, nomeadamente as medalhas e galardões dos seus 100% Alvarinho Castrus de Melgaço e QM.

A aposta recai na grande distribuição, pelo que facilmente se encontram as referências Torre de Menagem, um blend de Alvarinho/Trajadura e QM, um 100% Alvarinho, nos hipermercados Continente ou El Corte Ingles, a preços convidativos, respectivamente 2,99€ (um achado) e 7,5€.

O facto da empresa agregar um número elevado de produtores da região permite um grande volume de garrafas, mas em simultâneo perde-se um pouco da tipicidade de um "Alvarinho de Quinta", como Soalheiro, ou Casa de Canhotos, entre outros, conseguindo chegar a um público mais alargado com vinhos mais consensuais, mas que carecem de alguma identidade de produtor.

O Torre de Menagem 2012 é um autêntico valor seguro. Abaixo de 3€ nos hipermercados Continente, rivaliza de forma superlativa com o Muralhas de Monção, traduzindo-se num vinho fiel ao blend que lhe deu origem, muito fresco, com mineralidade e notas citrinas e florais delicadas, num conjunto extremamente equilibrado e apetecível. Uma excelente relação qualidade-preço, num vinho perfeito para o verão, com uma qualidade acima da média. 

O QM 2012 foi considerado o melhor Alvarinho no concurso Vinhos de Portugal 2013 / Wines of Portugal Challenge de 2013, tendo sido galardoado com a grande medalha de ouro do certame. Ora, para mim, não é seguramente o melhor Alvarinho que provei. Peca pela tal falta de tipicidade de Quinta. É sim, mais um upgrade ao Torre de Menagem, desde logo por ser 100% Alvarinho, mas o registo é leve e suave, muito fresco é certo, mas talvez lhe falte uma maior estrutura e persistência, bem como os citrinos maduros que tanto gosto nos Alvarinhos poderosos. Pauta-se mais como um vinho de piscina e de convívio, que se bebe bastante bem, é certo, mas não será o meu preferido. Deste último, foram produzidas 80.000 garrafas.

Cabe ao leitor provar ambos e decidir qual ou quais mais se adequam às suas possibilidades, gosto pessoal e ocasião.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Aveleda Alvarinho 2012

Ano: 2012

Produtor: Quinta da Aveleda

Tipo: Branco

Região: Minho

Castas: Alvarinho.

Preço Aprox.: 4,99€

Veredicto: A Quinta da Aveleda dispensa apresentações, sendo um dos grandes dinamizadores do vinho da região dos "Verdes" com o seu vinho homónimo, tendo se alargado mais tarde a outras regiões, tais como o Douro (com a marca Charamba) ou mais recentemente às Beiras (Com o Follies e o Reserva da famíia). Nos vinhos verdes tem diversificado igualmente a sua aposta, tendo surgido recentemente um 100% Alvarinho. E sim, não é só na sub-região de Monção e Melgaço que esta casta nobre produz belos vinhos. O Aveleda Alvarinho da colheita de 2012 é talvez o mais equilibrado e bem conseguido de todos.

Trata-se de um vinho de cor citrina. No nariz, aromas a fruta tropical e citrina (tão típica da casta) com clara predominância da toranja numa primeira fase que lhe confere um certo amargor acídulo no palato, aparecendo posteriormente o maracujá. Na boca, mostra-se bem envolvente e fresco, com acidez crocante e final longo, com leve secura e o tal amargor, de pendor gastronómico qb.

Parece-me muito bem conseguido, respeitando a casta e com bastante equilíbrio. Acresce o facto positivo do preço correcto (<5€) e da facilidade em ser encontrado, por exemplo na grande distribuição ou na loja virtual da Quinta da Aveleda. Pode ser bebido a solo ou acompanhando pratos leves. Gostei.


Classificação Pessoal: 16


Sérgio Lopes

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Soalheiro 2012

Ano: 2012

Produtor: Quinta de Soalheiro

Tipo: Branco

Região: Verdes (Sub- Região de Monção e Melgaço)

Castas: Alvarinho

Preço Aprox.: 8,50€

Veredicto: Um dia destes ouvi um enólogo mencionar a seguinte expressão: "Difícil é fazer um vinho que tanto é apreciado por quem não está habituado a beber vinho como por aqueles apaixonados pelo mesmo". É o caso deste vinho. Parece-me consensual ser um vinho muitíssimo bem feito, digno exemplar da casta Alvarinho e da sub-região do Monção e Melgaço, com a particularidade de se facilmente encontrar em qualquer parte do país, desde garrafeiras, restaurantes ou grandes superfícies.

Para mim, já o disse repetidas vezes - Alvarinho = Soalheiro. É daquelas coisas que estão implícitas, tal o pioneirismo da casa na aposta da casta e a consistência apresentada ao longo das últimas décadas. É sempre uma escolha segura, com uma dose de complexidade à mistura.

Quanto ao vinho, perfil clássico Alvarinho Soalheiro, com fruta citrina, nuances tropicais e muita mineralidade. Boca muito fresca e elegante. Final intenso e muito saboroso.

Grande branco. Muito bom.

Classificação: 17

Sérgio Lopes

sábado, 8 de junho de 2013

Soalheiro Primeiras Vinhas 2011


Ano: 2011

Produtor: Quinta de Soalheiro

Tipo: Branco

Região: Verdes (Sub- Região de Monção e Melgaço)

Castas: Alvarinho

Preço Aprox.: 15€

Veredicto: Fiquei em extase! Tinha bebido o Soalheiro Primeiras Vinhas 2010, no início de 2012 e fiquei maravilhado. Agora, finalmente, tive a oportunidade de me deliciar com o 2011 e confirmei a boa memória que tinha...aliás, reforcei-a - Este vinho é de outra galáxia! Adorei.

Soalheiro, é seguramente sinónimo de Alvarinho, mas quando provamos este vinho, esquecemo-nos da casta, para nos focarmos na complexidade e finura que o vinho apresenta. É claro, que é graças ao Alvarinho que o vinho é o que é, feito das primeiras vinhas da Quinta de Soalheiro, vinhas essas com mais de 30 anos, de produção biológica. Uma pequena parte fermenta em barricas, mas todo ele é maioritariamente inox. Está lá o perfil do Alvarinho Soalheiro, mas com outro requinte e sofisticação.

Este vinho é difícil de descrever. Cresce a cada copo, melhora a cada gole, impressiona a cada final de boca.

Desta vez, não estou para chavões sobre as notas de prova, apenas mencionar que é obrigatório beber este vinho antes de morrer. Um branco capaz de ombrear com qualquer branco internacional e capaz de transportar a casta Alvarinho e o vinho português para outra dimensão!

Aroma elegante, fino e complexo, corpo untuoso, mineral e fresco, final delicioso que nunca mais acaba e que apetece repetir.

São só 10.000 garrafas. O preço é tudo menos proibitivo, para a qualidade apresentada. Eu ainda tenho 2 exemplares (tinha 3, mas bebi 1). Dizem que é vinho que se devem guardar umas quantas garrafas, pois só vai melhorar. Eu acredito e subscrevo. Duvido é que vá aguentar não o beber nos próximos tempos...

Classificação: 18,5

Sérgio Lopes

sábado, 1 de junho de 2013

Prova dos vinhos Casa do Arrabalde

A Casa do Arrabalde, propriedade familiar há mais de seis gerações, fica localizada na região dos vinhos verdes, mais propriamente em Baião, terroir de eleição da casta Avesso, casta capaz de proporcionar vinhos com uma acidez crocante e vida longa em garrafa. Em 1991 foi iniciado um processo de reestruturação da vinha, tendo sido substituídas as típicas ramadas pelo plantio de castas típicas da região avesso, arinto e Alvarinho, 

Para além da Casa do Arrabalde, a família adquiriu a Quinta dos Espinhosos, situada no sudeste da região do Minho, Portugal. As vinhas foram plantadas com uvas de Chardonnay e com autóctones de Avesso. Esta propriedade encontra-se numa altitude mais baixa do que a do arrabalde, perto do Rio Douro e por isso o vinho reflete dias mais quentes com grandes amplitudes térmicas e solos de granito bem drenados.

Neste momento existem portanto duas referências, O Casa do Arrabalde feito de Avesso, Alvarinho e Arinto e o Espinhosos, feito de Avesso e Chardonnay. 


Casa do Arrabalde Branco 2012

Ano: 2012

Produtor: A&D Wines

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes

Castas: Avesso, Alvarinho e Arinto

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: Avesso, Alvarinho e Arinto. Nariz frutado, com predominância de fruta branca, com muito leve tropical, quase imperceptível. Muita mineralidade no primeiro impacto que se confirma na boca. De corpo médio, exibe uma enorme frescura, fruto de uma acidez crocante. O final é de média persistência.

Vinho marcado por uma acidez e mineralidade bem interessantes. Provei o 2012. Creio que se aguardar mais algum tempo, ou se tiverem oportunidade de beber o 2011, tanto melhor, uma vez a acidez está ainda muito patente. Elevado potencial.

Classificação: 15,5



Espinhosos Branco 2012

Ano: 2012

Produtor: A&D Wines

Tipo: Branco

Região: Regional Minho

Castas: Avesso, Chardonnay

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: Avesso, Chardonnay, com battonage. Nariz mais fino e elegante que o Casa do Arrabalde. Frutado e mineral, com enorme frescura, o que se confirma na boca. Corpo bem estruturado, volumoso, fresco e com final bem agradável, focado na fruta. Gastronómico e bem diferente do habitual, com requinte.

Claramente a descobrir. Será com certeza muito interessante provar algumas colheitas com 2 ou 3 anos e verificar a sua evolução, potencialmente muito positiva.

Classificação: 16


O primeiro contacto que tive com o produtor ocorreu na edição deste ano da EV - Essência do Vinho, tendo ficado agradavelmente surpreendido com a qualidade e diferença dos vinhos apresentados e comentados acima. O Avesso é a base dos dois vinhos, sendo que o Casa de Arrabalde é mais "Vinho Verde", enquanto que o Espinhosos, com a inclusão do Chardonnay, procura chegar mais facilmente aos mercados internacionais. Ambos, merecem a nossa atenção.


Sérgio Lopes

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Anselmo Mendes Contacto 2012


Ano: 2012

Produtor: Anselmo Mendes

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-região de Monção e Melgaço)

Castas: Alvarinho

Preço Aprox.: 9€

Veredicto: Produzido por Anselmo Mendes, o 100% Alvarinho Contacto estagia em borras finas durante 4 meses.

De cor citrina, apresenta aromas típicos da casta, nomeadamente frutos citrinos e um leve floral. No primeiro impacto surge Toranja e Maracujá, mas logo estabiliza em aromas mais familiares. Na boca é muito fresco e mineral, com elegância e suavidade. Termina médio-longo e muito agradável.

Um vinho alvarinho que mostra a casta tal como ela é. Mineralidade, frescura e nuances de fruta citrina, num branco seco, suave e versátil. Consensual.

Classificação: 16

Sérgio Lopes

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Pingo Doce, vinhos anti-crise



Ligamos a televisão e é só austeridade e mais austeridade... Folheamos os jornais ou navegamos na internet e a crise está sempre no topo das notícias. E por isso, decidi partilhar algumas opções, vinhos verdadeiramente anti-crise. São 3 vinhos distintos, sob a chancela da marca Pingo Doce, dois brancos, um do Dão, outro da região dos vinhos verdes, ambos abaixo dos 2€ e ainda um espumante rosé, bairradino, pois claro, abaixo dos 3€. Nice! A cadeia do grupo Jerónimo Martins inteligentemente juntou esforços com alguns dos produtores em larga escala, de cada região, produzindo assim vinhos acessíveis a todas as bolsas. E atenção, tratam-se de vinhos bem feitos e capazes de agradar.

Do Dão, o branco, que ilustra a figura acima, tem enologia de Osvaldo Amado, enólogo da Dão Sul (Cabriz, Santar) e é engarrafado pela empresa em exclusivo para o Pingo Doce. Produzido das castas brancas da região, nomeadamente encruzado, malvasia fina, bical e cerceal branco, trata-se de um vinho onde no nariz predomina um conjunto de notas frutadas (citrinas e tropicais) e florais, típicas da mistura de castas, num conjunto aromático bem agradável. Na boca, a frescura é o mote. Embora o corpo e o final de boca sejam obviamente algo curtos, termina com uma acidez interessante (quiçá um pouco marcante - não nos podendo esquecer que o vinho custa menos que 2€) que lhe confere um carácter gastronómico interessante.

Da Bairrada, um espumante bruto rosé, produzido pelas Caves da Montanha em exclusivo para o Pingo Doce. Embora de Rosé tenha pouco, aromaticamente falando (falta fruta), o conjunto funciona globalmente bem, graças a uma bolha fina e uma acidez correcta, traduzindo-se num vinho borbulhoso bem conseguido, gastronómico qb.

Finalmente resgato aqui o vinho verde, 100% Loureiro, produzido pela Quinta da Lixa em exclusivo para o Pingo Doce. Apesar de existir igualmente um branco blend eu prefiro este Loureiro. Apresenta alguma agulha típica dos "verdes" ao primeiro vislumbre. Fresco, floral, citrino e suave. Simples, mas bastante bem conseguido, terminando curto mas agradável.

Todos os vinhos têm a marca Pingo Doce e podem ser opções viáveis como verdadeiras bombas anti-crise!



Sérgio Lopes

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Casa de Canhotos Alvarinho 2010

Ano: 2010

Produtor:
 Fernando Rodrigues

Tipo: 
Verde

Região: Sub-Região de Monção e Melgaço

Castas: Alvarinho.

Preço Aprox.: 5,5€ (em Melgaço)

Veredicto: Sei que estamos em 2013 e não tarda nada começa toda a gente a beber os brancos de 2012. No entanto, estava uma garrafa de 2010 do Casa de Canhotos esquecida na minha garrafeira e decidi experimentar. Talvez por ter estado nas vindimas em Melgaço este ano ou pelas saudades do excelente restaurante Jardim, propriedade do produtor Fernando Rodrigues, onde conheci pela primeira vez este vinho, me tenha influenciado a regressar a ele e verificar a sua evolução.

Como qualquer alvarinho, apenas 30 minutos depois de abrir a garrafa se começa a mostrar. Mas neste caso, o vinho foi abrindo, mas mostrando um comportamento diferente do que seria expectável. Menos componente citrina, mais complexo, mas muito mais próximo dum grande branco seco, onde a componente aromática é agora muito mais ténue, quiçá mais harmonizada. Na boca mantém aquela boa estrutura, mostrando-se bem gastronómico (ainda mais) e com final bem agradável.

A evoluir muito bem. 

Classificação Pessoal: 16

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Prova de Vinhos Momento Ousado

Momento Ousado é a incursão da distribuidora Garcias Gourmet na região dos Vinhos Verdes. Com enologia e produção do Sr. Vinhos Verdes Anselmo Mendes, a aposta recai em duas das castas que melhor espelham o potencial da região, nomeadamente o Loureiro e o Alvarinho. O resultado pauta-se por vinhos muito bem conseguidos e que mostram a casta na sua vertente fiel ao terroir.
Disponíveis no El Corte Ingles.

Momentos Ousados Loureiro 2011


Ano: 2011

Produtor: Anselmo Mendes

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes

Castas: Loureiro

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: Cor palha brilhante. Aroma floral e elegante, muito fresco. Conjunto suave e delicado, em harminia de conjunto. Na boca, a frescura é evidente. Fiel à casta que lhe deu origem, apresenta um bom corpo, terminando muito agradável e persistente. Um belo exemplar da casta Loureiro.

Classificação: 15,5



Momentos Ousados Alvarinho 2011



Ano: 2011

Produtor: Anselmo Mendes

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes

Castas: Alvarinho.

Preço Aprox.: 9,90€

Veredicto: Cor palha. No nariz invade-nos uma grande frescura e mineralidade, com predominância de aromas citrinos bem característicos da casta, bem como algumas notas florais. A toada é de elegância muita frescura. Estruturado, sumarento, com bela acidez, termina longo e persistente. Capta o que de melhor a casta Alvarinho tem para dar.

Classificação: 16


Sérgio Lopes

domingo, 19 de agosto de 2012

Muros Antigos Escolha Loureiro 2011

Ano: 2010

Produtor: Anselmo Mendes

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-região de Monção e Melgaço)

Castas: Loureiro

Preço Aprox.: 5,5€

Veredicto: Adquirido no El Corte Ingles, na Feira de vinhos verdes, trata-se de um vinho produzido e comercializado por Anselmo Mendes, o enólogo de Melgaço que explora de forma magistral a casta Alvarinho e que tem na elegância a sua principal virtude. Aqui trabalha a casta Loureiro, uma casta que vem ganhando o seu espaço na região dos vinhos verdes.

100%  Loureiro, apresenta uma cor palha. O aroma é muito fresco e com notas citrinas, de grande elegância, bem como algum floral bem evidente. Na boca, apresenta uma bela acidez, sendo muito fácil de beber, dada a sua leveza de conjunto. Apresenta volume médio e final de média persistência.

Fresco e jovem, para beber no verão. 12º de álcool.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Quinta do Ameal Escolha 2009

Ano: 2009

Produtor: Quinta do Ameal

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Lima)

Castas: Loureiro

Preço Aprox.: 13,90€

Veredicto:  O Quinta do Ameal Escolha é um vinho extreme da casta Loureiro, com a particularidade de sofrer um estágio em madeira usada, por 6 meses, que lhe proporciona uma complexidade ímpar. A sua longevidade é tal que provamos o Escolha 2000 na Essência do vinho deste ano e estava fenomenal!

De cor palha, apresenta grande mineralidade. Elegante, floral (flores do campo) levemente citrino, untuoso, madeira super bem integrada, num conjunto em grande harmonia com enorme finesse. Na boca, apresenta uma acidez limonada que o torna super fresco.. A estrutura de boca é muito boa, confirmando a untuosidade. Apresenta uma leve doçura compensada pela excelente acidez. Termina muito longo e muito persistente.

Um branco da região dos vinhos verdes, sem gás, com uma complexidade ímpar e potencial de guarda, que o fará certamente adquirir aromas terciários. Simplesmente delicioso!

Classificação Pessoal: 17

Sérgio Lopes

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Quinta do Ameal Loureiro 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta do Ameal

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Lima)

Castas: Loureiro

Preço Aprox.: 7,99€

Veredicto:  Situada em Ponte de Lima, a Quinta do Ameal é centrada exclusivamente na casta Loureiro, produzindo vinhos "verdes" extreme sensacionais, quer seja o colheita, que iremos falar de seguida, quer seja o "escolha" que passa por um estágio em madeira usada.

De cor palha, o aroma é floral e citrino. Com carácter. Mineral, com uma elegância e harmonia notáveis no conjunto, que o tornam um digno representante do melhor que a casta Loureiro pode oferecer. Na boca, é fresco, confirmando a fruta experimentada no nariz (lima) e também o carácter floral. Apresenta um belo volume, embora se mostre sempre delicado. O final é muito persistente e de grande satisfação.

Com apenas 11,5º de álcool é sem sombra de dúvidas o melhor Loureiro feito em Portugal. Viciante!

Classificação Pessoal: 16,5

Sérgio Lopes

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Alvarinho Pouco Comum 2011


Ano: 2011

Produtor: Quinta da Lixa

Tipo: Branco

Região: Regional Minho

Castas: Alvarinho

Preço Aprox.: 4,20€

Veredicto: No ano passado tive contacto pela primeira vez com este vinho Alvarinho Pouco Comum, através do produtor. Ficamos tão agradados que seleccionamos o mesmo para o nosso casamento. Os convidado ficaram maravilhados pela facilidade de prova, mas com a complexidade que um bom alvarinho deve ter, a um preço de arromba.

Trata-se de um vinho de cor citrina, com reflexos esverdeados. Muito frutado no aroma, com notas citrinas e vegetais, bem como alguma fruta melada. Mineralidade e frescura que se confirma na boca. Na boca, fruta de caroço, apresenta um bom volume de boca, uma bela acidez e um final bastante persistente e agradável. Embora bastante equilibrado, termina ligeiramente doce.

Disponível nas grandes superfícies.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 16

Sérgio Lopes

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Terras do Minho Touriga Nacional Rosé 2001


Ano: 2011

Produtor: Quinta da Lixa

Tipo: Rosé

Região: Vinhos Verdes

Castas: Touriga Nacional

Preço Aprox.: 2,99€

Veredicto: Provado pelo segundo ano, um Rosé, produzido pela Quinta da Lixa, através da casta Touriga Nacional, plantada em solos de "vinho verde". Destaque para a imagem da garrafa extremamente apelativa e moderna e a rolha do tipo "screwcap".

Trata-se de um vinho de cor rosada viva, tipo romã, com leve gás carbónico. No nariz, aromas a morango e framboesa, conjugados com algumas notas florais. É sobretudo fresco e agradável, apresentando uma bela acidez, com estrutura e final de média persistência.


Leve, versátil, equilibrado, fresco e com um preço de arrasar. Para beber de aperitivo ou porque não na praia ou piscina, em boa conversa?

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Quinta da Lixa Alvarinho / Trajadura Branco 2011

Ano: 2011

Produtor: Quinta da Lixa

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes

Castas: Trajadura, Alvarinho

Preço Aprox.: 3,99€

Veredicto:  O vinho "Muralhas", produzido pela Adega de Monção,  é talvez o exemplar mais conhecido e difundido em Portugal, composto pelas castas Alvarinho / Trajadura. Outras referências têm vindo a tentar penetrar o mercado, tais como a marca "Torre de Menagem" da Quinta de Melgaço ou  este "Aroma das castas" produzido pela Quinta da Lixa e que conseguiu a medalha de ouro no concurso internacional de Bruxelas, que este ano teve lugar em Guimarães.

De cor citrina, o rótulo espelha praticamente tudo, ou seja, por um lado há as notas citrinas florais e até tropicais carcterísticas do Alvarinho, por outro lado, as de fruta de caroço, evidenciadas pela casta trajadura. O resultado é muito harmonioso, fresco, agradável e de fácil agrado. Na boca, confirma a frescura, mostrando-se frutado e suave, com bom corpo, terminando com agradável persistência e leve secura final.

Muitíssimo bem conseguido, atrevo-me a dizer que provavelmente é o melhor blend Alvarinho / Trajadura.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Quinta da Lixa 2011

Ano: 2011

Produtor: Quinta da Lixa

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes

Castas: Loureiro, Trajadura, Alvarinho

Preço Aprox.: 2,99€

Veredicto:  A Quinta da Lixa tem vindo de ano para ano a produzir mais referências, mantendo uma excelente relação qualidade-preço em todas elas. Desde os monocastas (Loureiro, Trajadura, Alvarinho), com destaque para o "Alvarinho Pouco Comum" ou por exemplo o Rosé de Touriga Nacional, passando pelos blends (Alvarinho / Trajadura - como é o caso do "Aroma das Castas" de que falaremos mais tarde), ou este Loureiro / Trajadura,  um vinho fresco e de boa qualidade, abaixo dos 3€ - preço anti-crise!

De cor citrina, apresentando bolha fina do gás carbónico. Trata-se de um vinho fresco, sem ser agressivo para o estômago, devido à sua acidez natural, com notas tropicais e de fruta amarela, bom comprimento, final muito agradável e refrescante, com leve secura.

Disponível em qualquer grande superfície, com apenas 11,5º de álcool e uma leveza refrescante, é o parceiro ideal para o verão.

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15

Sérgio Lopes