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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Em Prova: Lés-a-Lés L'Immigrant Sauvignon Blanc 2017

O projecto “Lés-a-lés” nasce da vontade dos enólogos Rui Lopes e Jorge Rosa Santos em recuperar castas antigas e estilos de vinhos quase extintos em Portugal. O resultado é uma coleção de vinhos exclusivos de edição limitada.

“Lés-a-lés” é uma expressão portuguesa que significa “de uma extremidade à outra”, já que esta marca representa mais de 10 anos de viagens a percorrer Portugal, em busca de regiões apaixonantes e castas esquecidas. Cada vinho é por isso uma viagem, cada rótulo um bilhete para a descoberta dum património esquecido.

O Lés-a-Lés L'immigrant 2017 é 100% Sauvignon Blanc, uma casta imigrante como muitos dos portugueses que emigraram pelo mundo fora. 

O nariz do vinho é muito cativante~e complexo, com notas tropicais leves, espargos, pendor mineral e muita frescura e salinidade. Sempre contido. Na boca, confirma-se a salinidade e o caracter fresco, do Sauvignon Blanc plantado em Lisboa e da sua proximidade maríritma. . A barrica utilizada mostra-se muitissimo bem integrada, conferindo apenas volume e alguma untuosidade.  Termina longo e sempre em crescendo. 

Adorei, pois não apresenta os excessos aromáticos que a casta pode aportar sobretudo no Novo Mundo. Pelo contrário, o vinho é complexo o suficiente para se destacar, sobretudo por se tratar de um Sauvignon Blanc "tuga" e mostra-se muitíssimo equilibardo e a dar grande prazer. Muito bem. PVP: 14,90€. Disponibilidade: Garrafeiras.

Sérgio Lopes

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Fora do Baralho: Vicentino Sauvignon Blanc 2014

16/20. 

Sauvignon Blanc feito no Alentejo. Hmmm, não é propriamente óbvio, antes pelo contrário. É certo que existem outros exemplares na região feitos da casta francesa, como por exemplo, Cortes de Cima ou Comenda Grande, que não sendo brilhantes, são bons ensaios. 

Foi por isso, com curiosidade, que comprei este vinho até por causa de algum hype à volta do mesmo, nomeadamente pela proximidade maritima das uvas, com a vinha plantada às portas da Zambujeira do Mar...

É sobretudo um sauvignon blanc marcado muito mesmo pelo lado vegetal da casta. As notas de espargo características estão lá em primeirissima linha, junto com muito leve fruto tropical. Na boca é fresco e com um toque a lembrar o salino, talvez da tal proximidade maritima? Termina com boa persistência.

Acho que provavelmente não é vinho para todos os palatos, mas que é agradável, não há dúvidas. PVP: 10€. Comprado na Garage Wines.

Sérgio Lopes

sábado, 23 de julho de 2016

Em Prova: Colecção Privada Domingos Soares Franco Sauvignon Blanc 2015


16/20. Confesso que já estava com saudades do provar os vinhos que traduzem a visão e espírito criador do enólogo Domingos Soares Franco. É sempre excitante perceber o que vai lançar de novo ou em continuidade nestes seus projectos mais pessoais e de produção mais reduzida, dentro do universo José Maria da Fonseca. Nasce assim em 2015 o Sauvignon Blanc, da sua coleção privada, com um toque (15%) de Verdejo. Trata-se de um vinho fiel à casta com notas de espargos verdes, algum herbáceo e tropical. Na boca é elegante e crocante, com bom corpo e bom final. Um Sauvignon Blanc mais contido e nada exuberante, muito agradável. Foram produzidos 9100 litros. PVP: 9,90€; Disponibilidade: Garrafeiras Seleccionadas.

Sérgio Lopes

terça-feira, 12 de julho de 2011

Casa de Compostela Escolha 2010

Ano: 2010

Produtor: Casa Agrícola de Compostela

Tipo: Branco

Região: Vinhos Verdes (Sub-Região do Ave)

Castas: Sauvignon Blanc, Arinto.

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: Sauvignon Blanc plantado na região dos vinhos verdes? Sim, é verdade. Trata-se da nova aposta do enólogo Horácio Figueiredo, que decidiu fazê-lo e no 2º ano de vindima está em condições de lançá-lo no mercado sob a designação "escolha", uma vez que se trata de uma casta alien na região, sendo por essa razão não autorizada a sua certificação como vinho verde pela CVRVV.  Deste vinho foram produzidos apenas cerca de 2500 litros. Além do Sauvignon Blanc,  Horácio Figueiredo plantou igualmente Alvarinho do qual produziu cerca de 5000 litros.

Em conversa com Horácio Figueiredo, este indicou-me que ficou tão surpreendido com a capacidade de adaptação da casta sauvignon blanc ao terroir de Famalicão, que quando deu por ela a maturação da uva atingiu uns extraordinários 14º de álccol. É portanto, um daqueles vinhos que "batem, batem levemente"...

De cor amarelo palha, no nariz apresenta um aroma bastante complexo e intenso, com notas de frutos tropicais, lichia, leve mineralidade e um toque vegetal. Adivinha-se docura e frescura pelo aroma. Na boca, é doce, em sintonia com os aromas apresentados, mas a sua boa acidez, sobretudo devido à adição do arinto, e o leve toque de amargura no final de boca, acabam por equilibrar o conjunto. Apresenta uma boa estrutura e até uma certa untuosidade e final persistente. 

Uma bela surpresa, num vinho que irá fazer furor e que à medida que a vinha for atingindo o seu melhor nível de produção (é ainda muito jovem), será ainda melhor. 

Nota: Amostra gentilmente cedida pelo produtor.

Classificação Pessoal: 15,5

Sérgio Lopes