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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Grande Prova de Vinhos de António Narciso - O ... INCONNU... Reserva Tinto 2010

Casimir e Christelle Da Silva com o enólogo António Narciso


Foi no primeiro dia de Setembro que decorreu a GRANDE prova de vinhos do Dão, todo eles com enologia de António Narciso. Foram quase 40 vinhos provados, entre brancos, tintos e rosés, num dia longo, mas muito agradável.

O evento decorreu no restaurante O Pote Velho e foram provados vinhos dos seguintes produtores:

- Barão de Nelas
- Casa Aranda
- Quinta Mendes Pereira
- Quinta da Fata
- Quinta das Marias
- Fonte de Gonçalvinho

Para o final, ficou guardado o néctar que foi a pérola da noite, o fantástico Inconnu Reserva Tinto 2010, um vinho que nem António Narciso, nem os produtores Christelle e Casimir, revelam qual a composição, ou a forma como é feito... Que é muito bom,  disso não existe a menor dúvida!


Inconnu Reserva Tinto 2010


Ano: 2010

Produtor: Fonte de Gonçalvinho

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: ??????

Preço Aprox.: 20€ - 25€

Veredicto: Fruto de uma selecção privada dos Produtores e Enólogo, surge este vinho muito complexo e desafiante em toda a prova. Numa das primeiras provas deste vinho alguém disse... “mas o que é isto?” Por mero acaso foi sempre designado como “????” e assim permanecerá a sua história…, incógnita para todos. Uma história apenas para se apreciar com prazer…

A descrição acima, transcrita da ficha técnica do vinho, não podia estar mais acertada. De facto, trata-se de um vinho extremamente complexo e muito diferente do que habitualmente se produz no Dão. O nome Inconnu, que significa desconhecido em Francês, traz um carácter de originalidade e coloca as pessoas a falar do vinho, uma vez que nem as castas que o compõem são conhecidas nem o processo de vinifcação é revelado. Sabemos que António Narciso não é adepto da casta Jaen, mas quem sabe se esta existe no lote? A minha aposta pessoal vai para um blend de Touriga Nacional com Aragonês, com uma elevada percentagem de Touriga...

Relativamente ao vinho já o tinha provado em diversas ocasiões, até mesmo quando ainda estava em amostra de barrica e aquilo que mais me surpreende é que se trata de um vinho que evoluiu sempre para melhor cada vez que o fui provando!

É um daqueles vinhos para apreciar no final da noite, em boa companhia...

De cor ruby intensa com rebordo violeta, apresenta-se extremamente complexo. Hoje estou a escrever estas palavras, amanhã se calhar novas sensações serão experimentadas pois este vinho é assim. No nariz, é fino, elegante e desafiante com fruta vermelha evidente, notas balsãmicas, madeira de qualidade superiormente integrada. Na boca é encorpado, volumoso, com taninos firimes, mas bem redondos, num equilíbrio perfeito entre potência e finesse. O final de boca é muito longo, persistente e delicioso. Viciante!

Ainda muito novo, deve ser aberto uma horas antes (ou até no dia anterior), decantado para ser apreciado com todo o prazer que proporciona.

PS: Tive oportunidade de provar uma amostra de barrica do Inconnu 2011 e fiquei boquiaberto. Está uma coisa do outro mundo...! Será do Jaen?!


Classificação: 17,5

Sérgio Lopes

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Grande Prova de Vinhos de António Narciso, Parte IV - Os Reserva Tinto do Dão


Foi no primeiro dia de Setembro que decorreu a GRANDE prova de vinhos do Dão,  todo eles com enologia de António Narciso. Foram quase 40 vinhos provados, entre brancos, tintos e rosés, num dia longo, mas muito agradável.

O evento decorreu no restaurante O Pote Velho e foram provados vinhos dos seguintes produtores:

- Barão de Nelas
- Casa Aranda
- Quinta Mendes Pereira
- Quinta da Fata
- Quinta das Marias
- Fonte de Gonçalvinho

Eis os reserva tinto provados:


Barão de Nelas Reserva Tinto 2008


Ano: 2008

Produtor: Barão de Nelas

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Jaen, Alfrocheiro.

Preço Aprox.: 8€

Veredicto: Passando aos reserva tinto, iniciamos muito bem a prova desta gama, com o Barão de Nelas Reserva 2008. Trata-se de um vinho com um nariz bastante complexo onde sobressaem a fruta vermelha, e as notas florais, bem como um ligeiro toque resinoso e até mentolado. Na boca, a madeira encontra.se muito bem integrada, traduzindo-se num conjunto muito equilibrado e redondo, com final agradavelmente persistente. Muito bem conseguido e num excelente ponto de consumo.

Classificação: 16


Quinta da Fata Reserva Tinto 2009

Ano: 2009

Produtor: Quinta da Fata

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Alfrocheiro.

Preço Aprox.: 8€

Veredicto:  Expressando claramente o terroir da Fata, o reserva tinto apresenta-se complexo, repleto de nuances de pinho / resina, notas vegetais, fruta madura e uma acidez que lhe confere uma enorme frescura. Na boca, apresenta corpo médio, terminando com uma persistência bem agradável. Para guardar e beber daqui por uns anos. Excelente RQP.

Classificação: 16


Casa Aranda Reserva Tinto 2007

Ano: 2007

Produtor: Casa Aranda

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Jaen, Alfrocheiro

Preço Aprox.: 8€

Veredicto: Aqui já estamos a falar de um vinho de 2007, mais pronto a beber do que o anteriormente provado. Mais uma vez mostra-se muito complexo, com notas de fruta preta madura, algum chocolate, tom balsâmico / mentolado bem evidente, vegetal com alguma tosta. Termina prolongado e de persistência acima da média. Prontinho a ser apreciado. Mais uma vez a uma excelente RQP.

Classificação: 16


Quinta Mendes Pereira Escolha da Produtora Tinto 2006


Ano: 2006

Produtor: Quinta Mendes Pereira

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Jaen, Alfrocheiro

Preço Aprox.: 9€

Veredicto: Este vinho foi o tal que deu a volta, isto é, representou uma surpresa agradável quer para a Raquel, quer para o narciso, na medida em que com a sua evolução no tempo foi ganhando uma complexidade extra inesperada, traduzindo-se num dos vinhos mais consensuais nesta gama de preços. Trata-se de um vinho muito equilibrado e harmonioso, bastante versátil na gastronomia, onde todos os predicados se conjugam  na perfeição.  Focado na fruta vermeha madura, conjugada com notas de especiarias e uma acidez vibrante, termina muito agradável e com uma persistência bem acima da média. Uma verdadeira surpresa.

Classificação: 16,5


Mais uma vez fica demonstrada a enorme cosnistência no trabalho efectuado por António Narciso. 4 vinhos, de 4 produtores diferentes, de 4 anos diferentes (2006, 2007, 2008 e 2009), apresentando-se mais complexos que os "irmãos mais novos", os colheita tinto, mas pautando-se por apostas bem seguras para quem pretende um nível de complexidade um pouco superior a um excelente preço. Comprem, bebam e guardem...


Sérgio Lopes

domingo, 23 de setembro de 2012

Grande Prova de Vinhos de António Narciso, Parte III - Os Colheita Tinto do Dão



Foi no primeiro dia de Setembro que decorreu a GRANDE prova de vinhos do Dão,  todo eles com enologia de António Narciso. Foram quase 40 vinhos provados, entre brancos, tintos e rosés, num dia longo, mas muito agradável.

O evento decorreu no restaurante O Pote Velho e foram provados vinhos dos seguintes produtores:

- Barão de Nelas
- Casa Aranda
- Quinta Mendes Pereira
- Quinta da Fata
- Quinta das Marias
- Fonte de Gonçalvinho

Eis os colheita tinto provados:


Fonte de Gonçalvinho Tinto 2009


Ano: 2009

Produtor: Fonte de Gonçalvinho

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Jaen, Alfrocheiro.

Preço Aprox.: 5,5€

Veredicto: Iniciamos a prova dos tintos com o colheita 2009 da Fonte de Gonçalvinho. Um vinho franco e directo, de média complexidade, excelente porta de entrada para quem pretende conhecer melhor os vinhos deste produtor. Aromas a fruta vermelha ligeiramente compotada  e frutos silvestres, conjugadas com notas de barrica de qualidade, num vinho redondo e fácil de gostar, com um final bem harmonioso.

Classificação: 15,5


Quinta da Fata Clássico 2008

Ano: 2008

Produtor: Quinta da Fata

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Jaen, Alfrocheiro.

Preço Aprox.: 6€

Veredicto:  De cor ruby viva, apresenta todas as características típicas da Quinta da Fata: Aroma elegante e fresco, fruta vermelha com predominância da amora silvestre, fruta do bosque, resinoso. Na boca é medianamente encorpado, redondo, equilibrado e com final muito saboroso de média persistência. Bastante complexo para um "entrada de gama". Daqueles vinhos que se pode guardar à vontade e que depois de abrir a garrafa vão ficando ainda melhores com o passar das horas (ou até no dia seguinte).

Classificação: 15,5



Casa Aranda Tinto 2008

Ano: 2008

Produtor: Casa Aranda

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Jaen, Alfrocheiro

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: De cor ruby, no nariz apresenta um aroma muitíssimo apelativo e com grande complexidade: Rosmaninho, flores, fruta vermelha compotada, leve mentolado e uma enorme frescura. Melhor no nariz do que na boca, seco e com alguma rusticidade, apresenta um corpo médio, terminando com uma agradável persistência.

Classificação: 15,5


Quinta das Marias Lote Tinto 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta das Marias

Tipo: Tinto

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês, Jaen, Alfrocheiro

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: De todos os "colheita" provados o da Quinta das Marias é o mais moderno. Focado na fruta madura, apoiado numa madeira de grande qualidade, muito bem integrada, é um vinho muito redondo e apelativo. Na boca, mostra-se equilibrado, com leve vegetal, corpo médio e final sumarento e de média persistência. O mais internacional dos 4 provados.

Classificação: 15,5




Todos os vinhos provados, nesta categoria, foram elaborados do mesmo lote de castas, ou seja, Touriga Nacional, Aragonês, Jaen e Alfrocheiro (por ventura com percentagens diferentes).

De salientar que todos eles apresentam uma consistência de qualidade notável, fazendo de qualquer um dos vinhos comentados uma aposta mais do que segura para o dia-a-dia.


Sérgio Lopes

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Grande Prova de Vinhos de António Narciso, Parte II - Os Rosés do Dão




Foi no primeiro dia de Setembro que decorreu a GRANDE prova de vinhos do Dão,  todo eles com enologia de António Narciso. Foram quase 40 vinhos provados, entre brancos, tintos e rosés, num dia longo, mas muito agradável.

O evento decorreu no restaurante O Pote Velho e foram provados vinhos dos seguintes produtores:

- Barão de Nelas
- Casa Aranda
- Quinta Mendes Pereira
- Quinta da Fata
- Quinta das Marias
- Fonte de Gonçalvinho

Passemos aos Rosés:


Fonte de Gonçalvinho Rosé 2010

Ano: 2010

Produtor: Fonte de Gonçalvinho

Tipo: Rosé

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional, Aragonês

Preço Aprox.: 4€

Veredicto: Um Rosé que apenas sai para o mercado quando os produtores e o enólogo consideram haver potencial para tal. Assim, ainda estamos a beber o de 2010. Será que haverá em 2011? Trata-se de um Rosé muito apelativo, com notas vivas de fruta vermelha (morango, framboesa), muito fresco, corpo leve, terminando seco e de média persistência. Excelente aperitivo.  Bela relação Qualidade / Preço

Classificação: 15


Quinta das Marias Rosé 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta das Marias

Tipo: Rosé

Região: Dão

Castas: Jaen

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: 100% Jaen. De cor rosada, o aroma é floral e a fruta vermelha, embora com notas vegetais bem salientes. Na boca, confirma-se o carácter vegetal, apresentando-se bem seco, corpo bastante interessante, boa acidez e final de média persistência. Com 14º de álcool, um rosé que não deve ser servido muito frio. Gastronómico, um vinho seco e mineral, capaz de ombrear com uma comida mais forte, ou simplesmente a solo.

Classificação: 15


Quinta Mendes Pereira Rosé  2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta Mendes Pereira

Tipo: Rosé

Região: Dão

Castas: Touriga Nacional

Preço Aprox.: ???€

Veredicto: O Quinta Mendes Pereira Rosé 2010, 100% feito de Touriga nacional, numa produção de apenas 3000 garrafas foi o Rosé mais equilibrado, dos 3 provados. Mais floral, mais estruturado e com maior profundidade, talvez derivado à utilização na totalidade da casta "raínha" Touriga Nacional. Sem dúvida o mais vínico de todos os Rosés em prova e o mais interessante.

Classificação: 15,5



Sérgio Lopes

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Grande Prova de Vinhos de António Narciso, Parte I - Os Brancos do Dão



Foi no primeiro dia de Setembro que decorreu a GRANDE prova de vinhos do Dão,  todo eles com enologia de António Narciso. Foram quase 40 vinhos provados, entre brancos, tintos e rosés, num dia longo, mas muito agradável.

O evento decorreu no restaurante O Pote Velho e foram provados vinhos dos seguintes produtores:

- Barão de Nelas
- Casa Aranda
- Quinta Mendes Pereira
- Quinta da Fata
- Quinta das Marias
- Fonte do Gonçalvinho

Comecemos então pelos brancos provados:


Casa Aranda 2010

Ano: 2010

Produtor: Casa Aranda

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado , Malvazia Fina e Cerceal

Preço Aprox.: 4€

Veredicto: Um blend de castas brancas típicas do Dão, com evidência de mineralidade, chás, untuosidade e enorme frescura. Notas citricas e de fruta madura, bom corpo, num final refrescante e de médio comprimento. Um belo branco entrada de gama a um preço de arromba.

Classificação: 15


Quinta da Fata Encruzado 2011

Ano: 2011

Produtor: Quinta da Fata

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 6€

Veredicto:  Ora aí está uma novidade. Ainda estou timidamente a beber uns exemplares de 2010 e eis que o Narciso nos apresenta a mais recente colheita de 2011. Os encruzados da Quinta da Fata são muito especiais e só demonstram todo o seu potencial com uns anos de garrafa em cima. Por isso é comprar e guardar... Este 2011 apresenta um perfil algo diferente do 2010, com um carácter menos vegetal mais untuoso e com fruta mais evidente. A presença do terroir, essa é inconfundível, com uma mineralidade vibrante, comprimento e final longo e saboroso. Para comprar às caixas.

Classificação: 16



Barão de Nelas Encruzado 2011

Ano: 2011

Produtor: Barão de Nelas

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 5€

Veredicto: Outra novidade, ou seja, o primeiro branco produzido em Barão de Nelas. Feito 100% encruzado, através da implantação de clones de encruzado em vinhas velhas Jaen, oriundos da Quinta da Fata. A  vinificação é exactamente a mesma que utilizada na Fata, incluíndo o processo de battonage de 15% do mosto em barrica usada. O resultado é diferente, pois o terroir assim o determina. Este vinho tinha sido engarrafado há pouco tempo, pelo que foi um pouco difícil avaliá-lo. Deu para perceber que temos um encruzado muito bem feito, para durar, com um estilo rústico, mineral e bastante gastronómico.

Classificação: 15,5



Casa Aranda Encruzado 2010

Ano: 2010

Produtor: Casa Aranda

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 6€

Veredicto: A Casa Aranda foi uma das grandes surpresas da prova. Já tinha ficado muito bem impressionado com o Malvasia Fina / Encruzado provado anteriormente aqui. O 100% encruzado é igualmente muito interessante, mostrando todas as características típicas da casta em grande harmonia: Mineralidade, frescura, notas delicadas florais e citrinas. Na boca é muito agradável, com boa estrutura e garra, terminando longo e persistente.

Classificação: 16



Quinta das Marias Encruzado 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta das Marias

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 10€

Veredicto: A Quinta das Marias é outro terroir inconfundível, e Peter Eckert trabalha os seus vinhos num perfil moderno e internacional. Este encruzado, ao contrário dos anteriormente provados é precisamente isso: dominado pela elegância e frescura, num conjunto harmonioso onde está presente tudo o que casta tem para dar. Delicado, fresco, frutado, muito apelativo, num final longo e muito apetecível.

Classificação: 16,5



Quinta das Marias Encruzado Barrica 2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta das Marias

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 15€

Veredicto: A velha comparação entre com ou sem barrica. Não é possível comparar uma vez que se tratam de dois estilos diferentes, ou seja, Peter Eckert produz o seu encruzado com e sem fermentação e estágio em barrica. O com barrica de 2010, à semelhança de todos os encruzados, mas com particular incidência neste caso pelo uso de madeira, necessita de mais tempo para se mostrar condignamente. Contudo, o perfil internacional é desde já bem evidente. Delicado, cremoso, intenso, com notas de barrica de muito boa qualidade, conjugadas com notas florais e de fruta madura. Fresco, volumoso, mas muito elegante, de final bem longo, com um elevado potencial.

Classificação: 16,5



Quinta Mendes Pereira Encruzado  2010

Ano: 2010

Produtor: Quinta Mendes Pereira

Tipo: Branco

Região: Dão

Castas: Encruzado

Preço Aprox.: 7€

Veredicto: O Quinta Mendes Pereira 2010, 100% encruzado é outro vinho de perfil diferente. Teve 1 ano de battonage...O resultado é um vinho muito complexo, com notas torradas, flores, chás, fruta citrina, enfim, belo bouqet... Grande estrutura, terminando com uma persistência bastante agradável. Por ventura o mais gastronómico dos vinhos provados.

Classificação: 16


Provamos ainda o Casa Aranda Branco 2006 e ficamos todos tão impressionados com a frescura e complexidade apresentadas que nem me atrevo a descrever o vinho. Foi um verdadeiro privilégio.

Com esta prova, percebe-se que vinhos brancos com a mesma casta e de terroirs relativamente próximos apresentam diferenças significativas.

Todos apresentam muito boa qualidade. Agora cabe ao consumidor / apreciador escolher aquele ou aqueles que se adequam mais ao seu próprio gosto / estilo.


Sérgio Lopes

terça-feira, 7 de junho de 2011

Prova HMR na Wine O' Clock Matosinhos

Decorreu no passado sábado, na Wine O' Clock de Matosinhos, a prova dos vinhos de gama média e média/alta da Herdade Monte da Ribeira, respectivamente denominados de Pousio e Quatro Caminhos. Existem ainda os entrada de gama denominados Varal, enquanto que os topo de gama se intitulam Marmelar.

A Herdade do monte da Ribeira situa-se no Concelho da Vidigueira, em Marmelar, e estende-se por uma área de aproximadamente 330 hectares, dos quais 55 hectares são pertencentes a vinha, que tem vindo a ser replantada e reconvertida na última década, com o objectivo da produção de vinhos de qualidade. Os enólogos responsáveis pela vinificação são Nuno Elias e Luís Duarte. A prova foi orientada pelo António Nora, director de vinhos da casa, tendo sido provados os seguintes vinhos:

Pousio Branco 2010
Antão Vaz, Roupeiro e Arinto. Trata-se de um branco jovem e fresco, com leves nuances de fruta tropical, simples e equilibrado, para apreciar nos dias quentes de verão que se avizinham. PVP 4,75€

Pousio Rosé 2010
Alfrocheiro, Aragonez e Syrah. Trata-se de um rosé, com aromas a cerejas e framboesas, fresco, mas apresentando alguma secura na prova. Não é o típico rosé doce. Um pouco gastronómico, mas talvez a precisar de um pouco mais de garrafa para estabilizar. PVP 4,75€

Pousio Tinto 2010
Trincadeira, Aragonez e Syrah. Trata-se de um tinto jovem e fresco, simples e descomplicado, fácil de beber, ainda que de curta duração. PVP 4,75€

Quatro Caminhos Branco 2010
Arinto e Antão Vaz. O salto qualitativo relativamente ao Pousio é bastante significativo. Aqui, para além da frescura e fruta tropical, aparecem notas citrinas e alguma mineralidade. Apresenta uma estrutura muito superior e um final bastante persistente. PVP 12,75€

Quatro Caminhos Tinto 2009
Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. O salto qualitativo relativamente ao Pousio é consideravelmente significativo. Aqui, há muito maior complexidade de aromas, nomeadamente a frutos silvestres,  intercalados com especiarias, mantendo uma assinalável frescura e um final bastante agradável.. PVP 12,75€

Quatro Caminhos Tinto Reserva 2009
Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Touriga Nacional. As mesmas castas que o anterior, só que neste caso, há a inclusão do estágio em madeira. Naturalmente, ganha em complexidade aromática, juntando-se o cacau e outros aromas derivados do contacto com a madeira bem integrada. Foi o vinho com a mior estrutura e final mais persistente de todos os provados.  PVP 18,75€

Em jeito de conclusão, foi uma prova interessante, em que os vinhos não deslumbraram, mas em que a diferença entre as duas gamas apresentadas foi evidente. Destaque para uma característica comum a todos eles, a enorme frescura apresentada.

Sérgio Lopes

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Prova Riedel na Wine O'Clock Matosinhos


Foi no passado sábado que decorreu mais uma prova na Wine O' Clock de Matosinhos. Desta feita, uma prova especial e diferente, realizada com o intuito de provar bons vinhos em copos adequados para o efeito. Assim, foram colocados ao nosso dispor, 4 diferentes copos RIEDEL, e neles servidos 4 diferentes vinhos. Foi um enorme privilégio participar nesta prova, uma vez que consistiu numa verdadeira lição. Cada vinho foi servido no seu copo mais apropriado e de seguida ia sendo despejado para os restantes copos, um a um, para identificarmos as diferenças. E de facto são muitas, isto é, mesmo um grande vinho, necessita de um grande copo, adequado às suas características, para se mostrar em todo o seu esplendor.

Os 4 copos / 4 vinhos apresentados foram os seguintes:

MODELO DE COPO / TIPO VINHO:

Copo Riedel Riesling – Contacto Alvarinho 2009 (Anselmo Mendes)

Copo Riedel Chardonnay – Marques Casa Concha Chardonnay 2008 (Concha Y Toro)

Copo Riedel Touriga Nacional – Chryseia 2008  (Symington)

Copo Pinot Noir – Falorca Reserva 2004 (Quinta da Falorca)


Ficou portanto, bem claro, volto a frisar, a importância do copo adequado, ao vinho adequado. Assim, resumidamente, para vinhos brancos frescos, directos e menos complexos, deve ser utilizado o modelo Copo Riedel Riesling (ou equivalente). Para brancos encorpados, gordos, complexos e volumosos (muitas vezes com madeira presente) devemos optar pelo modelo Copo Riedel Chardonnay (ou equivalente). Para tintos reserva, vinhos de guarda, com longo estágio em madeira e (porque não garrafa)com muita complexidade, utilizar Copo Pinot Noir (ou equivalente). Finalmente para tintos que expressem toda a sua fruta vibrante e carácter jovem, ainda que possam ser complexos, optar pelo Copo Riedel Touriga Nacional (ou equivalente).
No final da prova, ainda tivemos a possibilidade de degustar os seguintes vinhos:


Parcela Única Alvarinho 2009
Post-scriptum 2008
Cavalo Maluco 2007
Herdade do PortoCarro 2006
Marques Casa Concha Cabernet Sauvignon 2008

Quanto aos vinhos, os nossos destaques vão para o: Chryseia 2008, que no copo onde foi servido estava simplesmente esplenderoso, completamente potenciado, na sua fruta a lembrar vinho do Porto, frescura, elegância e persistência; Os dois vinhos provados de Anselmo Mendes, Contacto e Parcela Única, dois belos alvarinhos que estão aí para durar, onde a grande mineralidade é a sua principal característica; Falorca Reserva 2004, da Quinta da Falorca, um vinho do Dão, com uma frescura enorme, seguramente capaz de rivalizar com os melhores tintos do mundo; Finalmente, Cavalo Maluco 2007 e Herdade do PortoCarro 2007, do produtor Herdade do Portocarro, de Terras do Sado, vinhos muito bons, com uma frescura e equilíbrio surpreendentes. Para mim, a grande surpresa da prova.

Relativamente à prova, fantástica. Relativamente aos vinhos, todos de uma qualidade assinalável.


Sérgio Lopes

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Prova Kopke na Garrafeira Nacional

Decorreu na passada 5ª feira, a prova de vinhos do Porto Kopke, na Garrafeira Nacional. A prova foi orientada pelo enólogo Pedro Sá, que de uma forma divertida e elucidativa, explicou a história de cada vinho, o porquê das suas características, tudo perante uma plateia atenta e participativa que ficou a entender um pouco mais sobre esses verdadeiros néctar. Foram provados os seguintes vinhos:


Porto Kopke Vintage 2008 - Quinta de São Luíz
Um Vintage Single Quinta, bastante frutado e sumarento, feito para ser bebido jovem e assim usufruir da sua potência e fruta vibrante, na sua plenitude.


Porto Kopke White 10, 20, 30 e 40 anos
Vinhos maracadamente elegantes e frescos, com um equilíbrio notável. Muito versáteis. Destaque muito especial para o 40 anos, onde se destacam os frutos secos, como o figo e avelãs, alguma laranja cristalizada e notas aveludadas de mel e até citrinos. Na boca é um vinho cheio, explosivo, volumoso e muito redondo, revelando uma bela acidez e um final longo e de persistência interminável.


Porto Kopke Tawny 30 e 40 anos
Confesso que depois da sensação de estrondo provocada pelo White 40 anos, foi-me difícil comparar com os restantes, uma vez que é tremendamente marcante. Contudo, o que fica dos Tawnies, é sobretudo a sua harmonia no conjunto global, tornando-os vinhos extremamente agradáveis. Mais uma vez, o 40 anos, marca uma diferença substancial. Muito bom.

Para o final, estava reservado o famoso colheita 1961, um vinho com 50 anos de história e que cumpriu com as suas expectativas.  Apresenta uma cor âmbar com reflexos rubi. Aromas muito complexos. Encorpado, embora suave e elegante, revela um paladar cheio de tâmaras secas, frutos tropicais e sabores ligeiramente picantes. De salientar a enorme frescura que o vinho apresenta e um final interminável. Excelente!


Sérgio Lopes

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Prova Quinta do Pinto na Wine O' Clock Matosinhos


Sábado, pelas 12h30min., decorreu mais uma prova na Wine O' Clock de Matosinhos. Desta feita, incidiu sobre os vinhos da Quinta do Pinto, produtor revelação do ano, segundo João Paulo Martins.

Localizada na região de Alenquer,a Quinta do Pinto é uma empresa familiar criada em 2003 por António Cardoso Pinto, que esteve presente a fazer a introdução e explicar um pouco a história do projecto, deixando de seguida a prova entregue ao leme da filha Rita Cardoso Pinto, responsável actualmente pelo projecto.

Provaram-se 6 vinhos, sendo que o primeiro e o último provados,  não estão disponíveis para venda:

Branco Sauvignon Blanc 2010

Um vinho que segundo Rita Cardoso Pinto surgirá muito em breve no mercado. Um Sauvignon Blanc diferente, com um nariz algo novo mundo, em contraste com a boca mais europeia. Agradável.

Branco Viognier- Chardonnay 2007

Um vinho feito com viognier e chardonnay em partes iguais (50%). Muito bem feito, harmonioso e aveludado. O vinho mais consensusal.

Branco Reserva 2008

Um grande vinho branco, feito com uma mescla de castas oriundas da Cote Dû Rohne. Muito gastronómico e muito recomendável.

Tinto Merlot - Syrah 2008

Este foi o vinho que mais me causou estranheza. No nariz achei-o muito diferente da boca. Aromas muito agradáveis, mas depois acho que perde algo na boca. Não me satisfez completamente, Talvez tenha de o beber outra vez e com comida para realmente ter a certeza.

Tinto Touriga Nacional 2008

Um Touriga Nacional diferente mas muito agradável, embora algo verde e com muito para dar.

Tinto Tinta Miúda Reserva 2003

A surpresa reservada para a prova. Um tinto monocasta de 2003, extreme de Tinta Miúda. Aroma fabuloso, na boca muita complexidade, taninos fortes - no auge para ser bebido. Pena que quase já não existe... Como disse a Rita:"Um vinho para homens de pêlo no peito...!". Muito bom.

No geral, foi uma prova muito agradável a mostrar um projecto feito com paixão e com carácter diferenciador, quanto mais não seja por trazer as castas de Cote Du Rohne, para Alenquer.